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Como aproveitar os manejos nas propriedades para incrementar a sanidade dos bovinos?
A importância da avaliação das categorias antes dos manejos é essencial

*Por Reuel Luiz Gonçalves, médico-veterinário e Gerente Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó
Na maior parte do País, a vacinação preventiva contra febre aftosa nos bovinos com até dois anos de idade (24 meses) é realizada no mês de novembro. Até o final da campanha serão mais de 70 milhões de cabeças imunizadas. Concomitantemente, na maioria das fazendas, também se inicia a estação de monta (EM) das fêmeas bovinas em idade reprodutiva.
Aproveitando-se deste manejo vacinal, podemos e devemos associar outros manejos que ainda podem estar pendentes nos animais, tais como: a aplicação de vermífugos, suplementos minerais e vitamínicos injetáveis, outras vacinas etc. Ao adotar esta medida, é possível que os animais aproveitem de maneira plena o incremento das pastagens com a chegada do regime de chuvas e dos períodos de dia prolongados do verão.
Este uso racional da mão de obra pode e deve ser aproveitado, principalmente, para o manejo sanitário da fazenda com aplicação de vacinas clostridiais, antirrábicas em áreas endêmicas e reprodutivas nas fêmeas aptas, e o uso de antiparasitários conforme categorias e indicações do programa sanitário da propriedade.
As chuvas iniciaram-se no final de setembro/início de outubro e se consolidam agora no mês de novembro seguindo até o mês de março, dando fim ao chamado inverno seco. Neste período os animais entram em uma temporada ótima de pastagens, tanto em volume como em qualidade. É o momento de recuperar os animais da estiagem que assolou o Sul, o Sudeste e o Centro-Oeste do País e de promover o ganho de peso dos animais.
Com as chuvas, o aumento das temperaturas e o incremento das pastagens, outro desafio é o combate aos parasitas que espoliam os animais, sendo eles o carrapato, as moscas e principalmente as verminoses. Portanto, junto ao manejo vacinal devemos fazer o uso de antiparasitários, tanto internos como externos, mesmo nos animais de baixo desafio parasitário como zebuínos e animais adultos, onde a utilização do endoparasiticida (vermífugo) associado a um “Pour-On” ectoparasiticida é de grande importância.
Com a adoção de manejos conjuntos conseguiremos com que os animais manifestem todo seu potencial produtivo e reprodutivo, tanto para ganho de peso dos animais de engorda, como reprodutivo nas fêmeas aptas.
Atualmente, o maior desafio está em manter nos estados livres da obrigatoriedade do uso da vacina contra a febre aftosa, os manejos regulares de controle antiparasitário nos períodos considerados ótimos como na entrada da seca e/ou inverno meio e principalmente na entrada das águas.
Portanto, devemos aproveitar o manejo de curral no mês de novembro, pois é o momento de aferir como estão os animais, se a desmama está ganhando peso, se os bezerros do cedo (carimbo 8, 9 e 10) estão se desenvolvendo. Também é hora de organizar os lotes para IATF, promover os programas sanitários previstos e, resumidamente, cuidar da saúde total do rebanho.
Nestes manejos, cada categoria animal deve receber produtos conforme as necessidades e sensibilidade aos desafios. As categorias mais jovens (6 a 24 meses) são as mais sensíveis aos parasitas internos, os taurinos e seus cruzamentos são os mais sensíveis aos parasitas externos e, as categorias mais eradas (>24meses), tanto zebuínas como taurinas, são as que contaminam as pastagens.
Animais jovens devem receber produtos com maior período de ação, sendo o uso de endectocidas como as ivermectinas concentradas – Ivergen Platinum 3.15 – associado a um “Pour-On” parasiticida – Aciendel Plus PO – o recomendado. Nos animais de desmama ou sobreano podemos optar por uma Ivermectina LA ou mesmo concentrada – Ivergen Premium LA ou Ivergen Platinum 3.15 – ou ainda a Doramectina – Flok 1.1% – associado ao Aciendel Plus Pour-on. Nos animais adultos e de terminação, o recomendado é o uso do Fosfato de Levamisol – Biopersol Forte -, um endoparasiticida com ação imunomoduladora que promove a desverminação dos animais, auxiliando no ganho de peso, diminuindo a contaminação das pastagens e ainda melhorando a imunidade dos mesmos.
Mas, atenção! Em casos de desafio intenso por ectoparasitas o controle deve ser realizado de forma assertiva, exigindo maior cuidado quanto aos medicamentos utilizados, doses e datas das aplicações. Por isso, a importância da avaliação das categorias antes dos manejos é essencial, pois é preciso conhecer o desafio e direcionar o controle e tratamento de forma eficaz.
Em caso de dúvidas, consulte um coordenador técnico de pecuária da Biogénesis Bagó para lhe indicar os melhores produtos para seus animais.

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Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores
Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.
“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.
Foco estratégico no Paraná e São Paulo
Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.
Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.
Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.
Gestão intensiva em Santa Catarina
Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.
O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.
Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto
Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.
Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.
Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.
“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.
“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.
Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.
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Cobb reconhece a Avícola Warnes por alcançar o melhor lote de produção no território boliviano
O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.

A Cobb-Vantress, empresa de genética avícola mais antiga em operação no mundo, realizou uma cerimônia oficial na Bolívia para reconhecer a Avícola Warnes por ter alcançado o melhor lote de produção de Ovos Totais (OT), em 2024. O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.
A Avícola Warnes é uma empresa boliviana com ampla trajetória na produção avícola, reconhecida por seu foco técnico, disciplina operacional e compromisso permanente com a eficiência e a melhoria contínua. Seu sólido desempenho fez com que ela se tornasse uma referência no setor avícola do país.
O prêmio foi entregue por Rodolfo Solano, gerente regional da Cobb para Peru, Bolívia e Equador, em um evento que contou com a presença do Dr. Néstor Oropeza, proprietário da Avícola Warnes, bem como dos profissionais Dr. Sevriche e Dr. Daza e de membros da família, que celebraram essa importante conquista.
“Os excelentes resultados da Avícola Warnes são consequência de uma gestão altamente eficiente e da correta implementação das recomendações técnicas fornecidas pela Cobb, o que permitiu que a empresa aproveitasse o potencial genético e alcançasse indicadores de desempenho excepcionais. O desempenho da empresa em 2024 consolida sua posição como referencial técnico no mercado boliviano”, afirma Solano.



