Conectado com
OP INSTAGRAM

Empresas

Como a IATF pode ajudar o produtor a fazer “Pecuária de Precisão”

Uma das tecnologias que mais pode ajudar o pecuarista a ter uma pecuária de precisão é a Inseminação Artificial em Tempo Fixo, a famosa IATF.

Publicado em

em

Alexandre Barbieri Prata, Doutor em Reprodução Animal (ESALQ/USP) e promotor técnico GlobalGen vet science

Já faz algum tempo que ouvimos e/ou lemos sobre o termo “Agricultura de Precisão”. Você pode achar estranho um artigo de pecuária começar falando sobre agricultura. Mas esta é nossa inspiração! Hoje em dia, a maioria dos agricultores sabe precisamente todos os processos mais importantes da sua atividade e da cultura com que trabalha. Ele sabe qual cultura se desenvolve melhor na sua região, o melhor período do ano para plantar e colher, calcula o quanto precisa colher para não ter prejuízo. Ou seja, o agricultor faz a gestão do seu negócio e a pecuária está indo para o mesmo caminho, pois os pecuaristas já possuem tecnologia para obter todas essas informações.

Uma das tecnologias que mais pode ajudar o pecuarista a ter uma pecuária de precisão é a Inseminação Artificial em Tempo Fixo, a famosa IATF. Com o correto uso da técnica podemos responder a três perguntas essenciais, principalmente para os pecuaristas que trabalham com a atividade de cria. São elas:

O QUE VOCÊ QUER PRODUZIR?

Este é o ponto de partida. O produtor precisa saber o que quer produzir. Várias raças de touros podem ser encontradas nas diversas centrais de inseminação artificial. Mas, antes de definir a raça é preciso ter em mente qual a melhor e mais adaptada, que potencialmente trará mais lucro. É necessário realizar uma análise de mercado. Feito isso, o pecuarista terá uma gama enorme de touros que podem atender suas necessidades. Por exemplo, o produtor que trabalha somente com Nelore pode escolher touros P.O. ou CEIP bem avaliados e melhoradores com as características mais adequadas ao seu rebanho.

Já os pecuaristas que trabalham com cruzamento industrial contam com diversos touros com ótimas avaliações e desempenho e de diversas raças, como Angus, Hereford, Charolês, Simental, entre outras que estão disponíveis em nosso mercado. Aqueles criadores que decidem reter as fêmeas oriundas do cruzamento industrial, geralmente a F1 Angus x Nelore, podem utilizar raças sintéticas como Brangus e Braford, gerando o bezerro tricross, que mantém um bom grau de sangue zebuíno (mais adaptado ao nosso clima), sem perder o potencial produtivo.

Nada impede também de o pecuarista utilizar duas ou mais raças em sua propriedade. É muito comum hoje em dia, nos primeiros lotes da IATF, a utilização de touros Nelore, principalmente para a produção de novilhas e posterior reposição das matrizes. Nos lotes de vacas que parem mais tarde e lotes de ressincronização, há a utilização de touros Angus para cruzamento industrial.

QUANDO VOCÊ QUER PRODUZIR?

Assim como na agricultura, temos que saber a melhor época de produzir nossos bezerros. Dados da ANCP (Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores) mostram que bezerros nascidos nos meses de agosto, setembro e outubro desmamam mais pesados. São os chamados ‘bezerros do cedo’. Sabendo disso, com o uso da IATF podemos programar o período ideal do início da estação de monta e inseminações. Um fator que não podemos esquecer é que este período de estação de monta pode variar conforme a região, principalmente devido à disponibilidade de forragem e das chuvas. O ideal é que a maioria das fêmeas do rebanho comece a parir antes do início da estação de monta para que uma boa parte delas já seja inseminada no início desse período.

Além do bezerro e da estação do ano, quando falamos em época para produzir temos que dar atenção especial às vacas paridas (multíparas e primíparas). Segundo dados do Prof. Roberto Sartori, da ESALQ/USP, somente 20-25% das multíparas e 15-18% das primíparas estão ciclando com 60 dias após o parto. Isso mostra que uma pecuária que busca um bezerro por ano, desmamado no melhor período e da raça mais apropriada, necessita da IATF, pois somente com essa técnica vacas que estão em anestro podem ser inseminadas no momento predeterminado.

QUANTO VOCÊ QUER PRODUZIR?

Este é o último ponto fundamental. Não adianta produzir o bezerro mais pesado, na idade certa, no melhor momento do ano se sua taxa de desmama é baixa. Atente-se bastante a este índice, pois ele é um bom indicador se seu sistema de produção está dando lucro. Fazendas que apresentam taxa de desmama abaixo de 65% têm grandes chances de estarem no prejuízo, ou seja, a margem bruta por bezerro é negativa. No entanto, fazendas que apresentam taxa de desmama acima de 67,5% geralmente já conseguem uma margem bruta por bezerro positiva e, conforme esta taxa aumenta, maior é a probabilidade de aumentar o lucro por bezerro desmamado. Fazendas com excelência na produção (80% ou mais na taxa de desmama) podem atingir lucro/hectare/ano semelhante ou maior do que atividades agrícolas. Deste modo, procure sempre alta taxa de concepção nos protocolos de IATF e elevada taxa de prenhez final na estação de monta, pois isto dará grandes chances de desmamar mais bezerros.

Estes são os pontos iniciais importantes que devemos sempre pensar para uma pecuária de maior precisão e lucrativa. A IATF pode trazer grandes benefícios à nossa pecuária. E não se esqueça, procure sempre um técnico capacitado para ajudá-lo na tomada das melhores decisões.

A GlobalGen vet science é uma joint venture especializada em reprodução animal, fruto da parceria entre a holding americana de pesquisas ReproGen Animal Health e a empresa brasileira UCBVET Saúde Animal. Traz em sua origem com a ReproGen a experiência no manejo reprodutivo e a competência dos pesquisadores Dr. Milo Wiltbank, PhD e Dr. J. Richard Pursley, PhD, reconhecidos mundialmente pela criação do protocolo OvSynch, que possibilitou o uso da Inseminação Artificial por tempo fixo (IATF) com reconhecimento em escala global.

O know-how técnico foi reforçado pela aliança estratégica com a UCBVET, uma das mais tradicionais e inovadoras indústrias veterinárias do país, tendo em sua estrutura modernos laboratórios e equipamentos com o mais alto nível tecnológico para a produção de medicamentos. Assim nasceu a GlobalGen vet science, uma empresa formada por criadores e técnicos, para técnicos e criadores.

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezesseis − 6 =

Empresas

Como a produtividade da soja aumenta com um inverno bem conduzido

Publicado em

em

Fotos: Divulgação

A produtividade da soja é favorecida em diversos aspectos pela presença de uma boa lavoura de inverno. Cobrir o solo na entre safra é uma opção rentável tanto para as pequenas, médias, como nas grandes propriedades. As culturas de inverno diversificam a fonte de renda, além de promover melhoras significativas no sistema de produção como um todo. Essa é a principal temática do Giro Técnico Digital Brasil, evento promovido pela Biotrigo Genética, que contará com o painel ‘Como colher mais soja fortalecendo o sistema produtivo no inverno’.  Telmo Amado, mestre e doutor em Ciência do Solo, e Mauro Rizzardi, mestre e doutor em Fitotecnia, abordarão os principais detalhes sobre o manejo de solo e de ervas daninhas, respectivamente.

Buscando maior imersão na realidade e demandas dos produtores, o Giro Técnico também contará com a apresentação de uma grande diversidade quanto às realidades do agro brasileiro, com demandas distintas e todo o potencial do campo, apresentadas diretamente de dez fazendas tritícolas do Brasil. O evento acontece dia 29 de setembro, a partir das 8h30 e conta com transmissão ao vivo através do canal no YouTube da Biotrigo Genética, assim como na página do Facebook. As inscrições podem ser realizadas de forma gratuita, através do site biotrigo.com.

 

Manejo de solo e de plantas daninhas

Para o professor da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Telmo Amado, um solo descoberto no inverno pode causar relevantes consequências na lavoura, como a degradação do solo. “A erosão arrasta a camada superficial do solo, que é a mais rica em matéria orgânica e nutrientes, gerando grande impacto e comprometendo a produtividade”. Por outro lado, a introdução do trigo, assim como de outras culturas de inverno, no sistema produtivo, tem importante valor como ferramenta de manejo para as culturas de verão. Segundo Telmo, o impacto da gota da chuva é responsável por 90% da erosão e ter um cultivo durante o inverno é algo muito efetivo para proteção do solo, já que suas raízes acabam por favorecer a agregação do solo e a infiltração da água, além de potencializar a cultura da soja.

Outro fator que contribui para a redução de produtividade da cultura de verão são as plantas daninhas. Conforme Mauro Rizzardi, o cultivo do trigo no inverno é uma ótima oportunidade para reduzir a infestação dessas plantas no sistema. “A presença do trigo permite a quebra na multiplicação de espécies daninhas como buva e azevém, hoje resistentes a herbicidas com diferentes mecanismos de ação”, explica Rizzardi. Assim como no caso da erosão, mencionada por Amado, a cobertura proporcionada pelo trigo é benéfica ao sistema, por reduzir o fluxo de emergência das plantas daninhas, que precisam de luz para a germinação. “Além disso, a semeadura do trigo no limpo e a adoção de práticas adequadas de controle na cultura diminuem a presença e o número de espécies daninhas na cultura em sucessão, neste caso a soja”, explica.

 

Rateio dos custos fixos da lavoura com a soja

Para o gerente comercial para a América Latina da Biotrigo, Fernando Michel Wagner, é de fundamental importância o cultivo de uma cultura de inverno, independentemente de qual seja, visando reforçar o sistema produtivo da soja. “Precisamos direcionar esforços para que consigamos ter sucesso no verão com a soja, responsável pela maior renda dentro das propriedades que cultivam grandes culturas. Temos que proteger esse sistema, e o trigo gera renda no inverno”, indica Fernando. Para ele, a melhor gestão das propriedades durante o inverno contribui para a sustentabilidade da agricultura como um todo.

 

Mais segurança na lavoura

No giro pelas fazendas, o agricultor de Apucarana/PR, Pedro Henrique Cortinova, comenta os desafios e avanços no cultivo do trigo ao longo das últimas quatro décadas. No verão, é semeada soja na Fazenda Cortez e no inverno, o trigo. Segundo Pedro, no plantio do trigo é comum a diminuição das chuvas e com isso o gerenciamento das épocas de semeadura é importante. O produtor também destaca que a germinação na espiga se torna um problema a partir do momento em que a época preferencial de plantio avança no calendário. “Temos semeado cada vez mais tarde pelo atraso das chuvas. Consequentemente, a colheita também atrasa e ocorre junto à volta da estação das chuvas, em setembro. E se não trabalharmos com cultivares que tenham tolerância à germinação na espiga, nós e o mercado consumidor teremos muitos problemas”, comenta. Além desse fator, Pedro também destaca a constante dificuldade com o controle de doenças de espiga e, sobretudo, de brusone, reforçando ainda mais o papel do melhoramento genético.

Descendo ao Sul do Brasil, Elson Uggeri, de Entre Ijuís/RS, também demonstra preocupação em relação à germinação na espiga. Contudo, segundo ele, o problema tem sido cada vez mais contornado, devido às novas tecnologias de produção e avanços realizados pelos programas de melhoramento, dando-as maior resistência no quesito. Outro fator preocupante para Elson é a giberela, sobretudo na região das Missões. “Aqui, temos chuvas frequentes na fase de florescimento do trigo, o que propicia que o fungo infecte a flor e se desenvolva, resultando na doença”, conta o produtor.

Para esses cenários, uma nova ferramenta surge com grande potencial de auxiliar o produtor na busca por mais segurança na lavoura, sem afetar a produtividade da colheita. De acordo com o gerente regional sul da Biotrigo Genética, Tiago De Pauli, o TBIO Trunfo destaca-se por seu elevado potencial produtivo, aliado à sanidade na espiga. “A cultivar traz níveis inéditos de resistência à giberela e brusone, além de uma grande resistência à germinação na espiga”, aponta o agrônomo. Em termos de PH, o material atinge níveis altos, além de oferecer manutenção. “Trunfo chega com excelente padrão de PH, que é muito levado em conta, sobretudo quando o produtor vai comercializar seu trigo na cooperativa ou no cerealista”, atesta Tiago. A cultivar está em fase de multiplicação de sementes e estará disponível ao produtor já na próxima safra. “TBIO Trunfo terá grande espaço principalmente nas regiões em que existe mais precipitação durante a fase reprodutiva e na época próxima à colheita. Com isso, ele ganha um destaque especial, justamente pela segurança combinada a um rendimento bastante elevado, que é o que o produtor precisa ter”, finaliza.

 

Precocidade com alto rendimento

Na Fazenda Butiá, localizada em Coxilha/RS, a família Bertagnolli tem como principais culturas o trigo, a soja e o milho. Segundo o agricultor Roberto Bertagnolli, a combinação das safras é uma estratégia da fazenda e há um ganho importante ao se introduzir uma cultivar de trigo de ciclo precoce com alto potencial produtivo. “Essa ferramenta ajuda o produtor a organizar melhor as épocas de plantio e colheita, facilitando o segundo cultivo, da soja. Ele comenta que nessa safra está acompanhando de perto o desenvolvimento da cultivar TBIO Calibre, lançamento da Biotrigo, especialmente por reunir características muito desejadas, como precocidade e alto rendimento. “O Calibre tem um ciclo precoce interessante e dependendo do clima da região, se pode atrasar ou adiantar a semeadura dele”, conta. A consequência disso é a semeadura em períodos dentro da janela ideal para o plantio da soja. “Ele fica dentro de um período que ainda garante alto potencial produtivo”, comenta Bertagnolli. Produtores ininterruptos de trigo desde a década de 1950, Roberto conta que se impressionou com a cultivar. “Depois de 72 anos, ficamos até admirados com o material. Desde que aplicadas as técnicas corretamente para este tipo de ciclo, ele encanta por seu alto potencial produtivo e claro, sua beleza no campo”, finaliza.

Segundo Tiago De Pauli, a cultivar semeada na Fazenda Butiá possui ainda um bom nível de resistência a doenças foliares e uma excelente resistência à germinação na espiga. Junto a isso, a cultivar atende a demanda brasileira de produção em larga escala, devido ao seu alto potencial de rendimento de grãos além da excelente qualidade industrial. “São características que atendem às demandas do produtor, os requisitos dos moinhos e as exigências do mercado consumidor”, ressalta. TBIO Calibre estará disponível para a rede de multiplicação de sementes já em 2022.

 

Novo branqueador para o Projeto Trigos Especiais

Outra parada do giro pelas fazendas tritícolas, será em Chapada/RS. Na fazenda do produtor Luis Rockenbach, a escolha para a safra de inverno nos últimos três anos é exclusivamente de trigo de qualidade branqueadora. Nessa safra, Luis está testando uma segunda tecnologia do projeto Trigos Especiais da Biotrigo, o TBIO Blanc, que se diferencia pelo ciclo médio tardio, com possibilidade de um plantio em um período mais cedo dando estabilidade ao seu alto potencial produtivo. Para ele, o ciclo é um importante benefício, além do avanço em termos de produtividade e sanidade em relação ao TBIO Noble, parceiro de projeto, além de outros branqueadores disponíveis no mercado. Alessandra Petry, que gerencia a G7, empresa cerealista que recebe e comercializa os trigos do Luis, também já consegue constatar bons resultados quando analisa a reação a doenças da cultivar Blanc. “O material atende às demandas da cadeia do trigo e possui farinha forte e branqueadora. Além disso, as lavouras hoje estão um cartão postal dada a sanidade do material no campo”, comenta.

De acordo com Fernando Wagner, TBIO Blanc é um avanço em relação ao TBIO Noble, cultivar branqueadora consolidada no mercado desde 2015, que integra o projeto Trigos Especiais da Biotrigo. “O melhoramento conseguiu um importante avanço no Blanc ampliando rendimento, além da melhoria de manejo e a segurança no campo, com maior nível de resistência à maioria das doenças. Levar avanço agronômico combinando uma qualidade especial justifica a inclusão de TBIO Blanc no projeto Trigos Especiais”, finaliza o gerente. A cultivar integrará um projeto que garante a segregação de trigos com qualidade destacada e estará disponível para multiplicação na próxima safra.

Além de TBIO Blanc, TBIO Trunfo e TBIO Calibre, o Giro Técnico também contará com o posicionamento das cultivares TBIO Astro, TBIO Aton, TBIO Duque, TBIO Ponteiro, TBIO Ello CL e ainda o lançamento de um produto inédito no mercado brasileiro. O evento conta com o patrocínio da Basf, Bayer, Ihara, Syngenta e Yara.

 

Inscrições

Para realizar a inscrição no Giro Técnico Digital Brasil, bem como para a obtenção de mais informações sobre a programação do evento, basta acessar o site. Ao concluir o cadastro, o inscrito receberá por e-mail o link para a transmissão, que poderá ser acessado no dia 29 de setembro, a partir das 8h30. O evento contará com a mediação de Fernando Michel Wagner e do gerente regional norte da Biotrigo, Bruno Alves.

 

Agenda

Giro Técnico Digital Brasil
Data: 29 de setembro de 2021 (quarta-feira)
Horário: 8h30
Link para inscrição: https://bit.ly/Giro_tec_insc

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Empresas

TIMAC Agro abre inscrições para Programa de Trainee 2021

São 30 vagas para a área comercial, diversos benefícios e oportunidades em diferentes estados do Brasil. Inscrições abertas até 13 de outubro

Publicado em

em

Foto: O Presente Rural

A TIMAC Agro, multinacional francesa que fabrica e comercializa fertilizantes de alta tecnologia, está com inscrições abertas para o seu Programa de Trainee – Safra de Talentos.

A edição deste ano oferece 30 vagas em diversos estados do Brasil. A empresa busca jovens profissionais, formados entre 2018 a 2021 em Agronomia, Engenharia Agronômica, Medicina Veterinária ou Zootecnia, que se identifiquem com o agronegócio e queiram expandir seus conhecimentos em gestão de pessoas.

O Programa, que oferece diversos benefícios e ferramentas de desenvolvimento, tem duração de até 18 meses e é dividido em 3 módulos. Para cada módulo, o trainee terá uma Matriz de Capacitação com foco no seu desenvolvimento técnico e comportamental.

As inscrições seguem até o dia 13 de outubro através do site: http://safradetalentos.timacagro.com.br/

Fonte: Assessoria
Continue Lendo

Empresas

Como a doença do edema em suínos impacta as granjas?

A doença causa grande impacto na performance dos animais, com altas taxas de mortalidade, especialmente no período de creche, entre 4 e 15 dias após o desmame.

Publicado em

em

Foto: Divulgação

A suinocultura desempenha um papel extremamente relevante no agronegócio brasileiro, contribuindo fortemente para o desenvolvimento e crescimento econômico. O aumento da produtividade é uma característica deste setor, que vem respondendo à demanda de mercado. E para o maior crescimento da produção, medidas para o controle de diferentes desafios devem ser adotadas a fim de reduzir os impactos causados.

Um dos importantes desafios sanitários enfrentados nas granjas são os entéricos. E um dos principais agentes que acomete os leitões é Escherichia coli, que pode causar diarreia grave, afetar o desempenho dos animais e aumentar a mortalidade dos suínos, ocasionando um impacto econômico significativo para a granja.

A Doença do Edema (Colibacilose Enterotoxêmica) é uma toxi-infecção caracterizada pela ocorrência de disfunção neurológica, desenvolvimento de edemas e casos de morte súbita. A doença tem alta letalidade e afeta principalmente os leitões entre 4 e 15 dias após o desmame, mas pode incidir sobre suínos em crescimento com 30 a 90 dias de idade, promovendo grandes prejuízos econômicos aos produtores.

Esta doença está associada à presença de cepas patogênicas de Escherichia coli no intestino delgado dos animais acometidos. Sob determinadas circunstâncias essas cepas se multiplicam e produzem substâncias biologicamente ativas como a Verotoxina-2e (VT2e), caracterizada como uma enterotoxina.

“‘A alta vascularização do tecido intestinal, potencializada pela inflamação do endotélio provocada pela toxina, favorece a disseminação sistêmica da VT2e e, como a toxina tem a capacidade de aumentar a permeabilidade vascular, ocorre o extravasamento de líquido que acarreta os edemas subcutâneos”, explica Juliana Calveyra, médica-veterinária e gerente de serviços técnicos LATAM da Ceva.

Os animais acometidos apresentam sintomas como apatia, incoordenação, dispneia ocasionada pelo edema pulmonar, edema de glote e edema de face. Os sinais clínicos podem evoluir para sintomatologia nervosa devido ao edema cerebral, e os animais apresentando paralisia, tremores, convulsões, decúbito com movimento de pedalagem, coma e morte. Os leitões que não morrem pela doença tornam-se refugos.

Os sinais clínicos podem ser confundidos com quadros patológicos de deficiência de vitamina E, intoxicação por sal ou arsenicais orgânicos, e meningite estreptocócica. “O diagnóstico é realizado através de cultura bacteriana de amostras de conteúdo intestinal ou swabs retais. Após o isolamento da bactéria é realizado o antibiograma, que indica o melhor antibiótico para ser usado na granja. A histopatologia de amostras de tecido do intestino grosso, jejuno e íleo pode ajudar no diagnóstico definitivo da doença”, detalha Juliana

O tratamento dos leitões com a Doença do Edema é baseado no controle da hidratação nos animais que apresentem quadro diarreico, antibioticoterapia e diurético para reduzir os edemas. O óxido de zinco pode ser fornecido aos animais.

Alguns fatores podem aumentar as chances de risco da Doença do Edema, como a mudança de ambiente no desmame, mudança brusca de alimentação, estresse do leitão pelo novo ambiente e separação da mãe, misturar muitas leitegadas diferentes na mesma baia, lotação excessiva, higiene precária e desinfeção mal realizada, grande variação de temperatura ambiental, excesso de umidade, ausência de vazio sanitário na troca de lotes.

A prevenção da doença através da vacinação dos animais vem se mostrando cada vez mais eficaz, mas as medidas preventivas ambientais como a limpeza e desinfecção rigorosa da granja, respeitar o período de vazio sanitário na troca de lotes, homogeneização dos lotes, evitar estresse ambiental e térmico para o animal são de extrema importância para manter o rebanho saudável.

“Um manejo bem realizado e a adoção da vacinação para o controle desta e de outras doenças são os melhores pilares para uma granja mais rentável e livre da Doença de Edema”, finaliza Juliana

Fonte: Assessoria
Continue Lendo
Biochem site – lateral

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.