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Como a IATF pode ajudar o produtor a fazer “Pecuária de Precisão”

Uma das tecnologias que mais pode ajudar o pecuarista a ter uma pecuária de precisão é a Inseminação Artificial em Tempo Fixo, a famosa IATF.

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Alexandre Barbieri Prata, Doutor em Reprodução Animal (ESALQ/USP) e promotor técnico GlobalGen vet science

Já faz algum tempo que ouvimos e/ou lemos sobre o termo “Agricultura de Precisão”. Você pode achar estranho um artigo de pecuária começar falando sobre agricultura. Mas esta é nossa inspiração! Hoje em dia, a maioria dos agricultores sabe precisamente todos os processos mais importantes da sua atividade e da cultura com que trabalha. Ele sabe qual cultura se desenvolve melhor na sua região, o melhor período do ano para plantar e colher, calcula o quanto precisa colher para não ter prejuízo. Ou seja, o agricultor faz a gestão do seu negócio e a pecuária está indo para o mesmo caminho, pois os pecuaristas já possuem tecnologia para obter todas essas informações.

Uma das tecnologias que mais pode ajudar o pecuarista a ter uma pecuária de precisão é a Inseminação Artificial em Tempo Fixo, a famosa IATF. Com o correto uso da técnica podemos responder a três perguntas essenciais, principalmente para os pecuaristas que trabalham com a atividade de cria. São elas:

O QUE VOCÊ QUER PRODUZIR?

Este é o ponto de partida. O produtor precisa saber o que quer produzir. Várias raças de touros podem ser encontradas nas diversas centrais de inseminação artificial. Mas, antes de definir a raça é preciso ter em mente qual a melhor e mais adaptada, que potencialmente trará mais lucro. É necessário realizar uma análise de mercado. Feito isso, o pecuarista terá uma gama enorme de touros que podem atender suas necessidades. Por exemplo, o produtor que trabalha somente com Nelore pode escolher touros P.O. ou CEIP bem avaliados e melhoradores com as características mais adequadas ao seu rebanho.

Já os pecuaristas que trabalham com cruzamento industrial contam com diversos touros com ótimas avaliações e desempenho e de diversas raças, como Angus, Hereford, Charolês, Simental, entre outras que estão disponíveis em nosso mercado. Aqueles criadores que decidem reter as fêmeas oriundas do cruzamento industrial, geralmente a F1 Angus x Nelore, podem utilizar raças sintéticas como Brangus e Braford, gerando o bezerro tricross, que mantém um bom grau de sangue zebuíno (mais adaptado ao nosso clima), sem perder o potencial produtivo.

Nada impede também de o pecuarista utilizar duas ou mais raças em sua propriedade. É muito comum hoje em dia, nos primeiros lotes da IATF, a utilização de touros Nelore, principalmente para a produção de novilhas e posterior reposição das matrizes. Nos lotes de vacas que parem mais tarde e lotes de ressincronização, há a utilização de touros Angus para cruzamento industrial.

QUANDO VOCÊ QUER PRODUZIR?

Assim como na agricultura, temos que saber a melhor época de produzir nossos bezerros. Dados da ANCP (Associação Nacional dos Criadores e Pesquisadores) mostram que bezerros nascidos nos meses de agosto, setembro e outubro desmamam mais pesados. São os chamados ‘bezerros do cedo’. Sabendo disso, com o uso da IATF podemos programar o período ideal do início da estação de monta e inseminações. Um fator que não podemos esquecer é que este período de estação de monta pode variar conforme a região, principalmente devido à disponibilidade de forragem e das chuvas. O ideal é que a maioria das fêmeas do rebanho comece a parir antes do início da estação de monta para que uma boa parte delas já seja inseminada no início desse período.

Além do bezerro e da estação do ano, quando falamos em época para produzir temos que dar atenção especial às vacas paridas (multíparas e primíparas). Segundo dados do Prof. Roberto Sartori, da ESALQ/USP, somente 20-25% das multíparas e 15-18% das primíparas estão ciclando com 60 dias após o parto. Isso mostra que uma pecuária que busca um bezerro por ano, desmamado no melhor período e da raça mais apropriada, necessita da IATF, pois somente com essa técnica vacas que estão em anestro podem ser inseminadas no momento predeterminado.

QUANTO VOCÊ QUER PRODUZIR?

Este é o último ponto fundamental. Não adianta produzir o bezerro mais pesado, na idade certa, no melhor momento do ano se sua taxa de desmama é baixa. Atente-se bastante a este índice, pois ele é um bom indicador se seu sistema de produção está dando lucro. Fazendas que apresentam taxa de desmama abaixo de 65% têm grandes chances de estarem no prejuízo, ou seja, a margem bruta por bezerro é negativa. No entanto, fazendas que apresentam taxa de desmama acima de 67,5% geralmente já conseguem uma margem bruta por bezerro positiva e, conforme esta taxa aumenta, maior é a probabilidade de aumentar o lucro por bezerro desmamado. Fazendas com excelência na produção (80% ou mais na taxa de desmama) podem atingir lucro/hectare/ano semelhante ou maior do que atividades agrícolas. Deste modo, procure sempre alta taxa de concepção nos protocolos de IATF e elevada taxa de prenhez final na estação de monta, pois isto dará grandes chances de desmamar mais bezerros.

Estes são os pontos iniciais importantes que devemos sempre pensar para uma pecuária de maior precisão e lucrativa. A IATF pode trazer grandes benefícios à nossa pecuária. E não se esqueça, procure sempre um técnico capacitado para ajudá-lo na tomada das melhores decisões.

A GlobalGen vet science é uma joint venture especializada em reprodução animal, fruto da parceria entre a holding americana de pesquisas ReproGen Animal Health e a empresa brasileira UCBVET Saúde Animal. Traz em sua origem com a ReproGen a experiência no manejo reprodutivo e a competência dos pesquisadores Dr. Milo Wiltbank, PhD e Dr. J. Richard Pursley, PhD, reconhecidos mundialmente pela criação do protocolo OvSynch, que possibilitou o uso da Inseminação Artificial por tempo fixo (IATF) com reconhecimento em escala global.

O know-how técnico foi reforçado pela aliança estratégica com a UCBVET, uma das mais tradicionais e inovadoras indústrias veterinárias do país, tendo em sua estrutura modernos laboratórios e equipamentos com o mais alto nível tecnológico para a produção de medicamentos. Assim nasceu a GlobalGen vet science, uma empresa formada por criadores e técnicos, para técnicos e criadores.

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Agroceres  Multimix  apresenta a agCare, divisão de produtos de especialidades

Nova estrutura reúne pesquisa, validação científica e desenvolvimento de produtos de alta performance.

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Divisão agCare foi apresentada a jornalistas em evento em Itatiba (SP), no início de março

A Agroceres Multimix apresenta a agCare, nova divisão dedicada à pesquisa, desenvolvimento, validação, produção e comercialização de produtos de especialidade para a nutrição animal.

Estruturada sobre ciência, método e comprovação, a divisão agCare é resultado de uma estratégia voltada a transformar conhecimento técnico em especialidades capazes de responder às demandas reais do campo.

Segundo Ricardo Ribeiral, diretor da Agroceres Multimix, a criação da divisão consolida uma visão já presente na empresa. “A agCare nasce com o propósito de ampliar a fronteira tecnológica do setor, oferecendo ao mercado produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”.

“Divisão agCare entrega produtos de alta performance, com elevado nível de confiabilidade e resultados comprovados”, resume Ricardo Ribeiral

Trata-se de um movimento estratégico, completa o diretor: “Desta forma, reforçamos nosso compromisso com a inovação e com a evolução contínua da nutrição animal no Brasil e no mundo, entregando produtos com alto rigor científico e foco em performance”.

Base científica e validação técnica. Toda especialidade desenvolvida pela divisão agCare segue um rito de desenvolvimento. “O rigor científico é o principal pilar que garante a confiabilidade do produto e o resultado no campo”, garante Ricardo Ribeiral.

Cada produto parte de uma investigação aprofundada, passa por validações criteriosas e é sustentado por uma estrutura analítica e de pesquisa preparada para garantir precisão, confiabilidade e performance.

Apenas produtos que demonstram consistência estatística e biológica, com segurança e aplicáveis no campo, avançam até a etapa de comercialização.

Para isso, a divisão mantém parcerias técnicas e científicas com instituições de referência, como Esalq-USP, UFV, Unesp, UFMG e Kansas State University, além de Conselhos Técnicos que contribuem não apenas para validações, mas também para a compreensão aprofundada de mecanismos, respostas e limites de uso dos produtos.

Nos últimos cinco anos a Agroceres Multimix investiu mais de R$ 80 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento. No período, foram conduzidos 274 estudos, sendo mais da metade direcionado para especialidades da divisão agCare. Esse modelo já se reflete em um portfólio robusto de produtos disponíveis no mercado.

A divisão agCare reforça um posicionamento que a empresa vem consolidando ao longo de décadas. A Agroceres Multimix é uma empresa brasileira que construiu, ao longo de 50 anos, uma base sólida de pesquisa, geração de conhecimento técnico científico e desenvolvimento de produtos diferenciados, contribuindo para a evolução do agronegócio nacional.

Acesse o canal da Agroceres Multimix no YouTube e confira alguns momentos do evento que marcou esse lançamento, clique aqui confira.

Fonte: Assessoria Agroceres  Multimix
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Conexão Aviagen in Company reúne lideranças da Granja Faria para excelência em manejo

Encontro de três dias em Santa Catarina focou no manejo de matrizes e na maximização do potencial genético da linhagem Ross

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Divulgação / Fotos: Aviagen

A Aviagen® promoveu a sua mais recente edição do Conexão Aviagen in Company em Lauro Müller (SC), entre os dias 3 e 5 de março. O evento reuniu a equipe técnica e de gestão da Granja Faria de todas as regiões do Brasil, para fortalecer o manejo dos lotes e as práticas de bem-estar animal.

A Granja Faria possui um histórico de alta eficiência com as matrizes Ross®, figurando frequentemente no terço superior de produtividade do setor, inclusive com premiações anteriores.

Aviagen oferece suporte prático no manejo

Uma característica marcante do formato Conexão in Company é sua abordagem personalizada. A programação combinou discussões em sala com aplicação prática na granja, incluindo análise de dados, visitas a granjas de recria e de produção, além de palestras sobre conformação ideal de machos e fatores críticos dos processos, sempre com um olhar direcionado para os objetivos de produção da Granja Faria.

O supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Denilson Vanin, enfatizou a importância de conceber o programa em torno da realidade do cliente: “Este evento foi especificamente desenvolvido com base nos objetivos e realidade da Granja Faria, para compartilhar conhecimento técnico, ferramentas de manejo e gestão operacional que auxiliem suas equipes a fortalecer o bem-estar animal e a assertividade de decisões em todas as unidades”.

Já o supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen, Alcides Paes, destacou como o progresso genético e o manejo responsável das matrizes caminham juntos: “Conhecemos a capacidade de entrega da genética Ross e o nosso principal objetivo foi fornecer as ferramentas adequadas para que continuem atingindo os melhores resultados zootécnicos possíveis”.

Impulsionando resultados por meio da colaboração

Iniciativas como o Conexão Aviagen in Company reforçam o compromisso da Aviagen com o sucesso de seus clientes, fornecendo suporte prático e próximo que os ajuda a traduzir o progresso genético em resultados diários.

O gerente de Serviços da Aviagen no Brasil, Rodrigo Tedesco, afirmou que “reunir representantes de todo o país ajuda a elevar os padrões em suas operações. Quando equipes de diferentes regiões se alinham em torno de objetivos comuns, a produtividade aumenta em toda a organização. O sucesso vem do aprimoramento do manejo das aves e das decisões diárias. Estar perto de nossos clientes nos permite fazer esses ajustes de forma significativa”.

Por meio da colaboração contínua, a Aviagen continua a apoiar seus clientes no avanço de práticas de produção de carne de frango responsáveis que priorizem o bem-estar animal e o manejo ambiental, ajudando a garantir um fornecimento global confiável de proteína de qualidade.

Fonte: Assessoria
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Primeiro módulo do Qualificases 2026 reúne suinocultores para discutir gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados

A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas.

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Associação de Suinocultores do Espírito Santo (ASES) realizou o primeiro módulo do Qualificases 2026 no dia 26/02. A iniciativa é voltada à formação e atualização técnica dos suinocultores capixabas, com foco em gestão, nutrição, sanidade e sustentabilidade.

Com o tema “Gestão que conecta pessoas, engaja e gera resultados”, a palestra foi conduzida pelo gerente Nacional Suínos na Agroceres Multimix, Edmo Carvalho, que trouxe uma reflexão estratégica sobre um dos maiores desafios atuais do setor: a gestão de pessoas em um cenário de escassez de mão de obra e equipes cada vez mais diversas.

Durante sua apresentação, Edmo destacou que, apesar do avanço técnico dos gestores, impulsionado pelo acesso facilitado à informação, cursos e plataformas digitais, muitos ainda encontram dificuldades no essencial: liderar pessoas. “Liderança vai muito além do cargo. É a capacidade de influenciar de forma voluntária, sem deixar rastros de sangue decorrentes de estilos autoritários e relações frágeis”, afirmou.

A comunicação foi apontada como elemento central para gerar conexão real dentro das granjas e empresas. Segundo o palestrante, falar é simples, mas comunicar com presença, escuta ativa e empatia é um diferencial competitivo. Ele alertou ainda que o excesso de interações digitais e impessoais pode empobrecer as relações e reduzir a sensibilidade emocional, especialmente em momentos de tensão.

Outro ponto de destaque foi a gestão de equipes multigeracionais. Baby Boomers, gerações X, Y e Z possuem expectativas distintas em relação ao trabalho, hierarquia e propósito. “Nada é tão desigual quanto tratar igualmente pessoas desiguais”, ressaltou Edmo, reforçando a necessidade de adaptar a liderança às diferentes realidades e perfis dentro das organizações.

Entre as soluções práticas apresentadas estão a criação de rituais de conexão, a presença mais próxima da liderança no dia a dia das equipes, o estímulo à colaboração e a revisão das cargas de trabalho para evitar a exaustão emocional. Pequenos gestos constantes, como conversas semanais curtas, pausas coletivas e rodas de diálogo, podem gerar impactos mais duradouros do que grandes ações pontuais.

Neste módulo, a ASES contou com o apoio da empresa Agroceres Multimix, parceira constante do setor, reforçando a importância da cooperação entre a iniciativa privada e as entidades representativas na construção de uma suinocultura cada vez mais técnica, humana e sustentável.

Para o diretor executivo da ASES, Nélio Hand, a qualificação é o caminho para resultados cada vez mais sustentáveis e competitivos. “Reunimos em Conceição do Castelo produtores e profissionais comprometidos com a evolução do setor numa noite de aprendizado, conexão e troca de experiências. Tudo isso visa fortalecer a suinocultura capixaba”, pontua Hand.

O Qualificases 2026 segue ao longo do ano com novos módulos, ampliando o debate sobre temas estratégicos e reforçando o compromisso da ASES com o desenvolvimento contínuo do setor no Espírito Santo.

Fonte: Assessoria ASES
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