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Como a doença do edema em suínos impacta as granjas?
A doença causa grande impacto na performance dos animais, com altas taxas de mortalidade, especialmente no período de creche, entre 4 e 15 dias após o desmame.

A suinocultura desempenha um papel extremamente relevante no agronegócio brasileiro, contribuindo fortemente para o desenvolvimento e crescimento econômico. O aumento da produtividade é uma característica deste setor, que vem respondendo à demanda de mercado. E para o maior crescimento da produção, medidas para o controle de diferentes desafios devem ser adotadas a fim de reduzir os impactos causados.
Um dos importantes desafios sanitários enfrentados nas granjas são os entéricos. E um dos principais agentes que acomete os leitões é Escherichia coli, que pode causar diarreia grave, afetar o desempenho dos animais e aumentar a mortalidade dos suínos, ocasionando um impacto econômico significativo para a granja.
A Doença do Edema (Colibacilose Enterotoxêmica) é uma toxi-infecção caracterizada pela ocorrência de disfunção neurológica, desenvolvimento de edemas e casos de morte súbita. A doença tem alta letalidade e afeta principalmente os leitões entre 4 e 15 dias após o desmame, mas pode incidir sobre suínos em crescimento com 30 a 90 dias de idade, promovendo grandes prejuízos econômicos aos produtores.
Esta doença está associada à presença de cepas patogênicas de Escherichia coli no intestino delgado dos animais acometidos. Sob determinadas circunstâncias essas cepas se multiplicam e produzem substâncias biologicamente ativas como a Verotoxina-2e (VT2e), caracterizada como uma enterotoxina.
“‘A alta vascularização do tecido intestinal, potencializada pela inflamação do endotélio provocada pela toxina, favorece a disseminação sistêmica da VT2e e, como a toxina tem a capacidade de aumentar a permeabilidade vascular, ocorre o extravasamento de líquido que acarreta os edemas subcutâneos”, explica Juliana Calveyra, médica-veterinária e gerente de serviços técnicos LATAM da Ceva.
Os animais acometidos apresentam sintomas como apatia, incoordenação, dispneia ocasionada pelo edema pulmonar, edema de glote e edema de face. Os sinais clínicos podem evoluir para sintomatologia nervosa devido ao edema cerebral, e os animais apresentando paralisia, tremores, convulsões, decúbito com movimento de pedalagem, coma e morte. Os leitões que não morrem pela doença tornam-se refugos.
Os sinais clínicos podem ser confundidos com quadros patológicos de deficiência de vitamina E, intoxicação por sal ou arsenicais orgânicos, e meningite estreptocócica. “O diagnóstico é realizado através de cultura bacteriana de amostras de conteúdo intestinal ou swabs retais. Após o isolamento da bactéria é realizado o antibiograma, que indica o melhor antibiótico para ser usado na granja. A histopatologia de amostras de tecido do intestino grosso, jejuno e íleo pode ajudar no diagnóstico definitivo da doença”, detalha Juliana
O tratamento dos leitões com a Doença do Edema é baseado no controle da hidratação nos animais que apresentem quadro diarreico, antibioticoterapia e diurético para reduzir os edemas. O óxido de zinco pode ser fornecido aos animais.
Alguns fatores podem aumentar as chances de risco da Doença do Edema, como a mudança de ambiente no desmame, mudança brusca de alimentação, estresse do leitão pelo novo ambiente e separação da mãe, misturar muitas leitegadas diferentes na mesma baia, lotação excessiva, higiene precária e desinfeção mal realizada, grande variação de temperatura ambiental, excesso de umidade, ausência de vazio sanitário na troca de lotes.
A prevenção da doença através da vacinação dos animais vem se mostrando cada vez mais eficaz, mas as medidas preventivas ambientais como a limpeza e desinfecção rigorosa da granja, respeitar o período de vazio sanitário na troca de lotes, homogeneização dos lotes, evitar estresse ambiental e térmico para o animal são de extrema importância para manter o rebanho saudável.
“Um manejo bem realizado e a adoção da vacinação para o controle desta e de outras doenças são os melhores pilares para uma granja mais rentável e livre da Doença de Edema”, finaliza Juliana

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Master Agroindustrial avança para o exterior com entrada em empresa chilena
Negócio envolve aquisição de ações e criação de sinergias produtivas e comerciais entre as companhias.
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Genética Topigs Norsvin é destaque em premiação internacional de produtividade da Agriness
Companhia celebra pódio no ranking com propriedades parceiras que ultrapassam a marca de 280 quilos desmamados por fêmea ao ano

A 18ª edição do prêmio Melhores da Suinocultura da Agriness, realizada a bordo de um cruzeiro que celebrou os 25 anos da organizadora, reconheceu mais uma vez os números de excelência do setor. O projeto de benchmarking, que analisou dados de 2.689 granjas e mais de 2,4 milhões de matrizes localizadas na América Latina, Europa e Ásia, consagrou a genética Topigs Norsvin como o grande destaque, com produtores parceiros no topo do ranking.

O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
A avaliação principal do prêmio é baseada no índice de Desmamados por Fêmea ao Ano (DFA). Na categoria para granjas com mais de 3.000 matrizes, o primeiro lugar ficou com a Granja Becker, do município de Quatro Pontes (PR), que alcançou a marca de 38,33 DFA. O terceiro lugar dessa mesma categoria foi da Granja Vista Alegre, localizada em Vista Alegre (RS), com o índice de 35,40 DFA.
O desempenho de alta performance se repetiu na categoria de 301 a 500 matrizes. A Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA) em 2025. Na mesma categoria, a Granja Canal, de Itá (SC), que opera com 70% de genética Topigs Norsvin em sua estrutura, também subiu ao pódio e conquistou o terceiro lugar com 37,94 DFA.

Granja Persch, de Cunhataí (SC), garantiu a segunda posição com 38,30 DFA e a média de 281,9 quilos desmamados por fêmea ao ano (kg/DFA)
O diretor de Negócios e Marketing da Topigs Norsvin, Adauto Canedo, parabeniza a Agriness pelo marco de um quarto de século e pela realização de um evento tão grandioso para a suinocultura. “Os resultados dos nossos parceiros chancelam a eficiência do nosso programa de melhoramento no campo pois entregamos matrizes produtivas e animais robustos. Dessa forma, o produtor converte esse potencial genético em rentabilidade real na granja”, afirma Canedo.
Evolução e reconhecimento
O prêmio foi idealizado em 2006 com foco em promover uma competição saudável e incentivar a gestão eficiente. Atualmente, o levantamento avalia o desempenho de propriedades no Brasil, Argentina, Colômbia e China.
A parceria histórica entre a Topigs Norsvin e a Agriness rendeu uma homenagem especial durante a programação: a companhia recebeu um troféu de reconhecimento pelo fomento e apoio ao desenvolvimento do setor.
“Receber esse troféu tem um significado enorme para o nosso time. A nossa parceria com a Agriness e com os produtores foca em elevar a régua técnica do mercado com resultados reais e sustentáveis, e sermos a única casa de genética reconhecida com essa homenagem mostra que estamos trilhando o caminho correto”, conclui Canedo.
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Reunião Global da PIC reúne especialistas para discutir avanços técnicos na produção de suínos
Encontro internacional da PIC reúne especialistas da área técnica para debater sanidade, genética, biossegurança, inovação aplicada e eficiência produtiva na suinocultura.

A equipe da Agroceres PIC participou, nesta semana, da reunião global de Serviços Técnicos e Desenvolvimento de Produtos da PIC, realizada em Fort Worth, no Texas. O encontro reuniu mais de 250 profissionais de diferentes países. O objetivo foi discutir temas prioritários da suinocultura, como sanidade, genética, biossegurança, sustentabilidade e eficiência produtiva. A programação concentrou debates técnicos sobre os desafios da atividade e também promoveu a troca de experiências entre equipes que atuam diretamente na produção de suínos em diferentes regiões do mundo.
A programação incluiu temas como resistência à PRRS, pesquisa e desenvolvimento, fenotipagem digital, critérios de seleção genética, benchmarking global, robustez de matrizes, qualidade de carne, saúde e biossegurança. Também foram apresentadas iniciativas voltadas à sustentabilidade na produção. Esse conjunto de conteúdos reforçou o caráter técnico da reunião e destacou o valor da troca internacional de experiências para a atualização das equipes envolvidas com genética e produção suína.
Para Amanda Pimenta, gerente de Serviços Técnicos da Agroceres PIC, o encontro é uma oportunidade de alinhar conhecimentos e compartilhar experiências entre equipes que atuam em contextos produtivos distintos. “A reunião reúne profissionais de diferentes regiões e áreas técnicas para discutir os temas mais relevantes da produção de suínos na atualidade”, comenta. “É um espaço importante para troca de experiências, apresentação de desafios, discussão de resultados e atualização conjunta sobre questões que vão de avanços mais amplos, como resistência a doenças, até aspectos técnicos do dia a dia das granjas”, afirma.
Segundo Amanda, ao reunir especialistas de Genética, Serviços Genéticos, Serviços Técnicos, Produção, Boas Práticas de Produção e Bem-estar Animal, o encontro amplia a circulação de conhecimento entre regiões e contribui para qualificar o debate técnico sobre temas que hoje estão na dianteira da evolução da suinocultura mundial.





De acordo com o CEO da Master, Mario Faccin, a operação faz parte do processo de internacionalização da empresa, que já exporta para mais de 20 países. Ele afirma que a associação com a Coexca reforça a estratégia de expansão e integração industrial, além de contar com o apoio do Grupo Vall Companys.