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Comitês de bacias do Paraná cobrem 94 mil km² e reúnem 255 municípios em agenda sobre gestão da água
Reuniões entre os dias 06 e 15 de abril discutem planos de bacia, cobrança pelo uso da água, resposta ao Ministério Público e impactos do El Niño nas regiões do Piquiri, Iguaçu, Tibagi e Ivaí.

Quatro Comitês de Bacias Hidrográficas (CBHs) do Paraná se reúnem nos próximos dias para discutir temas pertinentes à gestão da água no Estado. Os encontros se iniciam nesta segunda-feira (06), com o evento do CBH do Rio Piquiri e Paraná 2, seguido de ações do comitê dos Afluentes do Baixo Iguaçu, na terça-feira (07), e do comitê do Rio Tibagi, na quarta-feira (08). O CBH dos Rios Baixo Ivaí e Paraná 1 fecha a programação com reunião no dia 15 de abril. Com exceção do evento do Rio Tibagi, que ocorre presencialmente em Ponta Grossa, nos Campos Gerais, as demais assembleias serão realizadas de forma remota, com transmissão pelo YouTube.

Foto: Jheniffer Valeria/IAT
As atividades integram o plano de trabalho da Diretoria de Saneamento Ambiental e Recursos Hídricos do Instituto Água e Terra (IAT), órgão gestor do Sistema Estadual de Recursos Hídricos, que atua como Secretaria Executiva e oferece suporte técnico e financeiro aos comitês.
Para mais informações sobre os CBHs e suas agendas, acesse www.iat.pr.gov.br na aba “Gestão das Águas”.
Piquiri e Paraná 2
A programação começa na segunda-feira (06), às 09 horas, com a 13ª Reunião Ordinária do CBH do Rio Piquiri e Paraná 2. Entre os destaques da pauta estão previstos a apresentação e aprovação da moção em resposta ao Ministério Público do Paraná sobre os ofícios envolvendo parcelamento de solo em Assis Chateaubriand; a apresentação de projetos do IAT em parceria com as cooperativas C. Vale e Copacol; e a atualização sobre o andamento dos planos de bacia. Para participar, clique aqui.
O escopo de atuação do Comitê abrange toda a extensão das bacias do Rio Piquiri e do Paraná 2, totalizando uma

Foto: Gustavo Curcio
área de 27.229,41 km², que engloba total ou parcialmente 73 municípios.
Afluentes do Baixo Iguaçu
Na terça-feira (07), às 09h30, acontece a 12ª Reunião Ordinária do CBH dos Afluentes do Baixo Iguaçu. Na agenda está prevista a palestra “Panorama do EL Niño no Paraná” e atividades da Câmara Técnica de Instrumentos de Gestão (CTINS) para 2026. Para participar, clique aqui.
Criado pelo Decreto Estadual nº 8.923/2013, o Comitê da Bacia dos Afluentes do Baixo Iguaçu abrange total ou parcialmente 72 municípios do Paraná e desempenha um papel estratégico na governança dos recursos hídricos da região.

Foto: Gustavo Curcio
Tibagi
A 45ª Reunião Ordinária do CBH do Rio Tibagi ocorre de forma presencial na quarta-feira (08), às 13h30, no Centro de Educação Ambiental Vereador Delmar José Pimentel, no Parque Municipal Lago de Olarias, em Ponta Grossa. Na pauta, itens importantes como o início da criação da Câmara Técnica de Integração (CTINS), a composição das Câmaras Técnicas de Produtos para o plano de bacias e a revisão do regimento interno e do grupo de trabalho para cobrança por recursos hídricos.
O escopo de atuação do Comitê abrange toda a extensão da bacia do Rio Tibagi, totalizando uma área de 24.711 km², que engloba total ou parcialmente 57 municípios.
Baixo Ivaí e Paraná 1
Fechando a programação, a 17ª Reunião Ordinária do CBH do Baixo Ivaí e Paraná 1 está prevista para a quarta-feira,

Foto: Gustavo Curcio
dia 15 de abril, às 9h30. O foco principal da assembleia será uma apresentação sobre o Rio Ivaí e atualizações relacionadas ao andamento da contratação de empresa responsável pelos planos de bacia. A população pode acompanhar as deliberações clicando aqui.
O escopo de atuação do Comitê abrange toda a extensão da Bacia do Paraná 1, bem como parte da Bacia do Rio Ivaí, totalizando uma área de 14.937 km², que engloba total ou parcialmente 53 municípios.
Gestão da água
Os CBHs são órgãos colegiados com atribuições normativas, deliberativas e consultivas, vinculados ao Conselho Estadual de Recursos Hídricos (CERH/PR), e têm o objetivo de contribuir para a aplicação da Política Estadual de Recursos Hídricos na sua área de atuação a fim de garantir o controle social da gestão das águas, conforme estabelecido pela Lei Estadual 12.726/1999 e Decreto Estadual nº 9.130/2010.
Eles são constituídos por representantes do Poder Público, setores usuários de águas e sociedade civil, os quais compartilham responsabilidades na gestão dos recursos hídricos.

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Servidores da defesa agropecuária em regiões de fronteira passam a receber adicional
Medida reconhece condições de trabalho em áreas estratégicas e fortalece fiscalização agropecuária no país.

Servidores que atuam na linha de frente da defesa agropecuária em regiões de fronteira passam a contar com um importante avanço em sua valorização profissional. A Lei nº 15.367/2026, publicada na última terça-feira (31), estende o pagamento do adicional de fronteira aos integrantes do Plano de carreira dos Cargos de atividades Técnicas e Auxiliares de Fiscalização Federal Agropecuária (PCTAF), conforme previsto no artigo 37 da norma.
A medida fortalece diretamente a atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em áreas estratégicas, onde equipes desempenham atividades essenciais de vigilância agropecuária internacional, fiscalização e controle sanitário nas zonas de fronteira. A iniciativa também reconhece as condições específicas de trabalho enfrentadas por servidores que atuam nessas unidades, responsáveis por prevenir a entrada de pragas e doenças, garantindo a proteção da agropecuária brasileira e a segurança dos alimentos.
A ampliação do adicional contribui ainda para a fixação de servidores em localidades de difícil acesso, reforçando a presença institucional do Estado em pontos sensíveis para o controle sanitário e o comércio internacional.
Para o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, a medida representa um reconhecimento concreto do trabalho desempenhado pelos servidores. “A extensão do adicional de fronteira é uma conquista importante para os servidores que atuam em regiões estratégicas do país. Essa é uma medida que fortalece a defesa agropecuária e valoriza quem está na linha de frente”, afirmou.
Segundo o presidente da Associação Nacional dos Técnicos de Fiscalização Federal Agropecuária (Anteffa), José Bezerra, a medida

Foto: Divulgação/Mapa
representa uma conquista histórica para a categoria. “Essa é uma pauta pela qual lutamos há cerca de 14 anos. Éramos os únicos profissionais com atividades nas regiões de fronteira sem receber o adicional, enquanto outras carreiras já eram contempladas”, explicou. “Esse reconhecimento é justo, necessário e fortalece ainda mais a atuação nessas regiões”, completou.
Reestruturação e valorização no serviço público
Além da ampliação do adicional de fronteira, a legislação traz um conjunto amplo de medidas voltadas à valorização dos servidores públicos federais.
Entre os principais pontos estão a instituição do Reconhecimento de Saberes e Competências (RSC), os reajustes remuneratórios em diversas carreiras, a criação de novos cargos e estruturas no Executivo Federal e a atualização de gratificações e incentivos funcionais.
A norma também incorpora medidas de modernização administrativa, como a possibilidade de realização de perícias médicas por telemedicina e ajustes nas regras de contratação temporária.
Notícias Em Barcelona, na Espanha
Brasil promove produtos do agronegócio na feira Alimentaria
Pavilhão brasileiro destacou açaí, café, cachaça e alimentos processados, atraindo interesse de visitantes internacionais e ampliando perspectivas comerciais na União Europeia.

O Brasil participou pela primeira vez da Alimentaria, uma das principais feiras internacionais de alimentos, bebidas e gastronomia, realizada na última semana em Barcelona, na Espanha. A participação marcou a estreia do país no evento e fez parte da estratégia de promoção internacional de produtos do agronegócio brasileiro.

Foto: Divulgação/Mapa
Coordenada pela Secretaria de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em parceria com a Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados (Abimapi), a ação apresentou produtos como açaí, café, cachaça, molhos e alimentos termoprocessados elaborados a partir de matérias-primas nacionais.
O Pavilhão Brasil registrou grande fluxo de visitantes durante os quatro dias da feira, refletindo o interesse internacional pela diversidade de produtos do agro brasileiro e abrindo novas oportunidades de negócios e expansão comercial.
A presença na Alimentaria integra o calendário de ações internacionais do setor, que busca aproximar empresas de

Foto: Joan Roca
canais de distribuição, fortalecer a imagem dos produtos brasileiros no exterior e identificar novos mercados. A participação ocorre em momento de maior aproximação comercial entre Mercosul e União Europeia, com expectativas de ampliar oportunidades para exportações. Em 2025, a UE foi o segundo maior destino das vendas do agronegócio brasileiro, com US$ 25,2 bilhões, 8,6% acima de 2024.
A Alimentaria reúne empresas, compradores e representantes da cadeia de distribuição de diversos países. Em 2026, o evento contou com cerca de 110 mil visitantes e mais de 3.300 expositores.
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André de Paula é o novo ministro da Agricultura e Pecuária
Ex-ministro da Pesca e Aquicultura e deputado federal por seis mandatos, ele chega ao Mapa com experiência em políticas agropecuárias, pesca artesanal e desenvolvimento sustentável.

André de Paula assumiu a partir desta quarta-feira (1º) o Ministério da Agricultura e Pecuária, substituindo Carlos Fávaro, que deixa o cargo para concorrer à reeleição ao Senado por Mato Grosso.
Natural do Recife (PE), André Carlos Alves de Paula Filho é bacharel em Direito e acumula experiência em todos os níveis de governo, além de ter atuado nos Poderes Executivo e Legislativo. Entre 2023 e 2026, no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi ministro da Pesca e Aquicultura, período em que conduziu a reconstrução institucional da pasta e implementou políticas voltadas à pesca artesanal, aquicultura e produção sustentável, com foco em geração de emprego e segurança alimentar.
No Executivo estadual, ocupou os cargos de secretário de Produção Rural e Reforma Agrária (1999–2002) e de secretário das Cidades (2015–2016) em Pernambuco, coordenando políticas agropecuárias e de infraestrutura urbana. No Legislativo, foi vereador, deputado estadual e federal por seis mandatos consecutivos, com passagem por posições estratégicas, como presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de Meio Ambiente, além de liderança partidária e funções na Mesa Diretora da Câmara.
Ao longo da carreira, assinou projetos em áreas como reforma do Estado, previdência e governança pública, e recebeu diversas condecorações, incluindo medalhas das Forças Armadas e do Legislativo.
Com perfil técnico e político, André de Paula assume o Mapa com o desafio de dar continuidade aos programas de fortalecimento do setor agropecuário, ampliar a produção sustentável e apoiar o desenvolvimento econômico do país.



