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Comitê do Plano ABC+ RS se reúne para debater desafios climáticos e produção sustentável

Reunião teve apresentação sobre os desafios da produção de florestas plantadas e a capitalização de créditos de carbono.

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Foto: João Leonardo Pires

Os integrantes do Comitê Gestor Estadual do Plano ABC+ RS se reuniram na terça-feira (08) de forma online. A agenda teve como pauta a crise climática exige uma nova abordagem no Rio Grande do Sul, centrada na valorização do uso do solo para reduzir emissões e promover a inclusão.

O coordenador do Comitê Gestor, engenheiro florestal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), Jackson Brilhante, falou sobre a calculadora ABC que o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), junto com o Instituto 17 (organização que trabalha com desenvolvimento sustentável), estão desenvolvendo para promover o treinamento sobre o manejo de resíduos da produção animal, uma das tecnologias do Plano ABC. “Vamos ser o nono Estado que vai utilizar o aplicativo que vai calcular a quantidade de resíduos da produção animal, do que está sendo manejado com potencial de mitigação de metano. Uma ferramenta que será utilizada em todos os estados brasileiros”. Brilhante também pontuou sobre créditos de carbono e seus benefícios, um dos temas da reunião.

Foto: Divulgação/Ascom Seapi

O professor do curso de engenharia florestal da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Jorge Antonio de Farias, destacou que o sistema silvipastoril precisa de inovação e inclusão na prática como produção de biomassa, pecuária e certificação agroflorestal com serviços ambientais possíveis para a agricultura. Lembrou que “na silvicultura, para cada um hectare produzido em florestas plantadas, há um hectare de floresta conservada, de floresta nativa”.

Para o pesquisador da UFSM, reconhecer o potencial das florestas comerciais é investir em retorno econômico para o produtor rural, mitigando ações climáticas na natureza, construindo sistemáticas de credibilidade para comercialização dos créditos de carbono. Farias explicou que o desafio é unir rentabilidade de acordo com a dinâmica das matrizes produtivas, ou seja, com o tamanho de cada propriedade para que a produção de florestas seja um negócio viável e possível.

Sobre a comercialização dos créditos de carbono, a diretora do Departamento de Projetos do Brasil Carbono Florestal, Débora Pasa, informou que há potencial para a geração de projetos de créditos de carbono e de preservação florestal em propriedades rurais no RS. A diretora apresentou os instrumentos disponíveis para a inserção dessas propriedades no mercado de carbono, como o pagamento por serviços ambientais, a CPR Verde, os mercados regulado e voluntário de carbono, além de destacar a importância da agenda climática, incluindo os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) e os critérios ESG (Ambiental, Social e Governança).

A diretora do Brasil Carbono Florestal também compartilhou um case: uma propriedade rural que integra um projeto maior, envolvendo 181 propriedades que participaram de um projeto de conservação florestal. Essas propriedades estão distribuídas pelos biomas Pampa, Mata Atlântica, Cerrado e Amazônia. Na primeira etapa do projeto o produtor recebe pela preservação da floresta. O projeto está vinculado a uma segunda etapa, ainda em desenvolvimento, voltada à geração de créditos de carbono por meio do reflorestamento. Esse tipo de estruturação viabiliza o financiamento de atividades efetivamente voltadas à economia de baixo carbono nas propriedades rurais, gerando renda para os produtores.

Foto: Roberto Zito

Pasa ressaltou que as metodologias e certificações adotadas devem estar alinhadas à realidade brasileira e que é necessário implementar medidas que possibilitem, de forma efetiva, o financiamento climático.

Os integrantes do comitê observam que o desafio do capital-retorno-comercialização e conservação de florestas, proteção de áreas de preservação permanentes e sistemas que estudam integrar a viabilidade econômica da produção florestal dependem tanto de políticas públicas quanto de investimentos da iniciativa privada.

O comitê apontou que o grande desafio do setor está na viabilização de projetos e na disponibilização de recursos para que se tenha uma silvicultura dinâmica para mitigar as emissões de poluentes e também agregar renda à propriedade rural.

Participaram da reunião: Associação Gaúcha de Empresas Florestais (Ageflor), Banco do Brasil, Banrisul, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Embrapa Clima Temperado, Embrapa Uva e Vinho, Empresa Brasil Carbono Florestal, Emater/ Ascar, Federação da Agricultura do Estado do RS (Farsul), Federação dos Clubes de Integração e Troca de Experiências (Federacite), Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), Federação dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag-RS), Instituto Rio Grandense do Arroz (IRGA), Rede Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), secretaria de Meio  Ambiente (Sema), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), Unipampa e UFSM.

Fonte: Assessoria Ascom Seapi

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Aurora lança campanha nacional com novo posicionamento de marca

Cooperativa aposta no slogan “Se tem Aurora, só melhora” e anuncia Eliana e Thiaguinho como embaixadores.

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Planta Industrial da Aurora em Chapecó (SC) - Fotos: Divulgação/Aurora Coop

A Aurora Coop lançou nesta semana sua nova campanha institucional com o slogan “Se tem Aurora, só melhora”. A ação marca um reposicionamento da marca Aurora e conta com os apresentadores Eliana e Thiaguinho como embaixadores.

A campanha será veiculada em todo o país e aposta na associação dos produtos da marca a momentos de consumo ligados ao convívio social, como encontros entre amigos, refeições em família, churrascos e eventos esportivos.

Segundo a cooperativa, a escolha dos embaixadores busca ampliar o alcance com diferentes públicos. Eliana representa a conexão com consumidores no dia a dia, enquanto Thiaguinho reforça a presença da marca em ocasiões de lazer e celebração.

De acordo com o diretor de Mercado e Consumo da Aurora Coop, Ricardo Chueiri, a campanha tem como objetivo fortalecer a relação com os consumidores e ampliar a presença da marca nos lares brasileiros.

O plano de mídia inclui inserções em TV aberta — com participação em programas como Mais Você, Em Família com Eliana e Globo Esporte — além de TV por assinatura, plataformas de streaming, mídia externa (OOH) e canais digitais.

A campanha foi desenvolvida pela DRUM, agência do grupo Omnicom Media Group, e também destaca a origem cooperativista da empresa. A Aurora Coop reúne mais de 150 mil famílias produtoras no Brasil, característica apontada como um diferencial da marca no setor de alimentos.

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Paraná bate recorde na produção de frangos, suínos, bovinos, leite e ovos

Abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças, a produção de suínos alcançou 12,9 milhões de animais, a indústria de carne bovina processou 1,64 milhão de cabeças e ainda foram produzidos 4,3 bilhões de litros de leite e 476 milhões de dúzias de ovos.

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Foto: Divulgação

A agropecuária paranaense fechou 2025 com recordes de produção de carnes de frango, suína e bovina, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (18). Os números colocam o Paraná na liderança nacional no abate de frango, com quase 35% do mercado, na vice-liderança em suínos e leite, terceiro em ovos e entre os 10 maiores produtores de carne bovina.

O abate de frangos chegou a 2,29 bilhões de cabeças na soma dos quatro trimestres de 2025, uma diferença de 67 milhões em relação ao resultado de 2024, com 2,23 bilhões. O 4º trimestre do ano passado também foi o melhor da história, com 588,4 milhões de animais abatidos, superando o melhor resultado até então, do 3º trimestre do mesmo ano, com 578,9 milhões.

Em nível nacional, o Paraná detém a liderança com folga em relação ao segundo colocado, com 34,4% de toda a produção brasileira. Na prática, o Estado abateu mais de um terço dos frangos no País em 2025. Santa Catarina aparece na sequência, com 13,7% de participação, seguido por Rio Grande do Sul (11,4%) e São Paulo (11,3%). No Brasil, foram abatidos 6,69 bilhões de cabeças de frango no período, incremento de 3,1% em relação aos 12 meses de 2024.

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

O Paraná também é destaque na produção de suínos, ocupando a vice-liderança a nível nacional, com 21,2% dos abates. Foram 12,9 milhões de animais abatidos na indústria no Estado em 2025, 457 mil a mais que os 12,4 milhões dos 12 meses imediatamente anteriores. O resultado do 4º trimestre também foi o melhor da história para os três últimos meses do ano, com 3,1 milhões de suínos abatidos de outubro a dezembro do ano passado. O melhor resultado tinha sido registrado no 4º trimestre de 2023, com 3 milhões.

Em todo o País, foram abatidos 60,69 milhões de cabeças de suínos em 2025, um aumento de 4,3% em relação a 2024. Santa Catarina responde pela liderança, com 28,2% de todos os abates realizados, enquanto que o Rio Grande do Sul aparece atrás do Paraná, em terceiro lugar, com 17,9%.

Em relação à carne bovina, foram 1,64 milhão de cabeças abatidas nos 12 meses de 2025, contra 1,4 milhão no mesmo período de 2024, um aumento de 173 mil de um ano para o outro, ou 11,8%. O número representa um recorde para um ano desde o início da série, em 1997.

O Paraná ocupa a 9º posição no ranking nacional, muito próximo do Rio Grande do Sul, com 1,77 milhão. Mato Grosso lidera, com 7,33 milhões, seguido por São Paulo, com 4,77 milhões, e Goiás, com 4,26 milhões. Em todo o País, foram abatidas 42,94 milhões de cabeças de animais bovinos, aumento de 8,2% em comparação com 2024.

Bacia leiteira e ovos

Assim como a produção de animais segue em alta no Estado, os derivados, como leite, ovos de galinha e couro, também mantêm ritmo acelerado de crescimento.

Foto: Carolina Jardine

No caso do leite, foram produzidos 4,3 bilhões de litros para a indústria em 2025, com uma média superior a 1 bilhão de litros por trimestre, melhor resultado da história. O destaque foi justamente o 4º trimestre do ano passado, com um volume produzido de 1,14 bilhão. O Estado avançou em 10% de um ano para o outro, com 391 milhões de litros a mais em 2025.

No comparativo nacional, o Paraná aparece em segundo lugar, com 15,6% do que foi produzido, atrás somente de Minas Gerais, com 23,9% da captação, e à frente do Rio Grande do Sul, com 12,8%. O Estado tem duas grandes bacias leiteiras, na região de Castro e Carambeí e no Sudoeste do Estado.

A produção de ovos de galinha alcançou 476 milhões de dúzias produzidas no Estado, terceiro melhor resultado brasileiro, com participação de 9,6%. É o recorde da série histórica do IBGE para o Paraná. São Paulo ocupa a liderança no bolo nacional, com 25,2%, e Minas Gerais manteve-se em segundo lugar, muito próximo do Paraná, com 9,9%.

Já a produção de couro bovino chegou a 3,55 milhões de unidades em 2025, o melhor resultado da região Sul, superando as 3 milhões de unidades produzidas pelo Rio Grande do Sul, enquanto que Santa Catarina não tem registro de produção neste segmento. Em nível nacional, Goiás manteve a liderança da recepção de peles pelos curtumes em 2025, com 19,4% de participação, seguido por Mato Grosso (15,6%) e Mato Grosso do Sul (11,7%).

Peixes

Foto: Shutterstock

O Paraná ainda alcançou a marca de 273 mil toneladas de pescados produzidos em 2025, um novo recorde para o setor. Esse resultado significa um aumento de 9,1% em relação ao ano anterior e o Estado segue liderando a produção nacional, com participação de 27% no total. Os dados constam no Anuário Brasileiro da Piscicultura 2026, lançado há algumas semanas.

Pesquisas do IBGE

O IBGE realiza trimestralmente as estatísticas oficiais da conjuntura agropecuária, que incluem as pesquisas trimestrais do Abate de Animais, do Leite, do Couro e da Produção de Ovos de Galinha. As informações completas e atualizadas podem ser consultadas no Sidra, o banco de dados oficial do instituto, em nível nacional, regional e estadual.

Confira os dados do Paraná AQUI .

Fonte: AEN-PR
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Evento da Coopavel reforça união e protagonismo das mulheres no agro

2º Day Cooperelas promoveu debates sobre gestão, inovação e o papel feminino no desenvolvimento das propriedades rurais.

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Mulheres de várias cidades do Oeste e Sudoeste do Paraná participaram do encontro - Fotos: Coopavel

Mais de 350 mulheres cooperadas e colaboradoras da Coopavel participaram na quarta-feira (11), do 2º Day Cooperelas, organizado pela Unicoop (Universidade Coopavel), Espaço Impulso, Itaipu Parquetec e outros parceiros. Com o tema Unidas compartilhamos mais, o evento abordou temas ligados ao agronegócio, ao cotidiano do campo e também abriu de espaço a histórias de superação e motivação.

O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, destacou o protagonismo que as mulheres assumem em diversos setores da vida em comunidade e em posições de destaque no mundo profissional. E no agronegócio a situação não é diferente, comentou ele. Dilvo citou a participação crescente do público feminino em eventos técnicos, a exemplo do Show Rural Coopavel que realizou a sua 38ª edição de 9 a 13 de fevereiro, e também no dia a dia das propriedades rurais.

“Com sensibilidade, carisma e competência, a mulher conquista espaços importantes, inclusive nas propriedades rurais. Lá, ela divide tarefas com o marido e ajuda a encaminhar os filhos no processo de sucessão familiar, um tema cada vez mais debatido no meio agropecuário”, comentou Dilvo Grolli, para parabenizar as mulheres pela recente passagem do seu dia. O dia 08 de março é a data mundial em comemoração às mulheres. O Day Cooperelas foi uma das ações desenvolvidas pela cooperativa para marcar a data.

União

A diretora administrativa e financeira do Itaipu Parquetec, Clerione Raquel Herther, falou da alegria de poder participar de um momento tão importante do Espaço Impulso, que teve sua ampliação e revitalização inauguradas durante a recente edição do Show Rural Coopavel. “A mulher é um exemplo de trabalho, dedicação e superação. Estou muito feliz de ver tantas mulheres que, ao lado de seus maridos e filhos, trabalham para tornar suas propriedades rurais ainda mais prósperas”. O gerente de RH da Coopavel, Aguinel Waclawovsky, disse que o evento é um canal para estreitar conexões entre cooperadas e colaboradoras.

As primeiras participações foram com Kamila Foliatti, Marta Schumacher e Clerione, que compartilharam experiências no painel O diferencial competitivo da mulher nos negócios: desafios e oportunidades. A gerente de Avicultura, Marília Andrade, falou sobre Da ideia à ação: histórias que nos movem. A gerente de Meio Ambiente da Coopavel, Lucimar Novaes, abordou o assunto Gerando valor com propósito: a gestão ambiental sob uma perspectiva feminina. Por sua vez, Gisely Van der Lan falou sobre A coragem de ter voz. Florescer, a arte de reinventar e prosperar como mulher foi o tema apresentado por Néia de Bertoli. “Tivemos um dia inteiro de aprendizado e estamos muito felizes com o resultado”, comenta a gerente da Unicoop, Tábita Paraízo.

Vale muito a pena

A cooperada Luciana Strapassol, de Céu Azul, há 12 anos participa das mais diferentes ações promovidas pela Coopavel. “Estou muito feliz por ser cooperada e participar de eventos como esse, que mostram a força, a garra e a competência da mulher. Estamos e vamos fazer ainda muito mais diferença também no campo”, afirma ela. Por sua vez, a colaboradora Débora de Ávila, da unidade da Coopavel em Campo Bonito, afirmou que esse foi o segundo evento do Cooperelas que participa e que leva, no retorno à sua cidade, lições importantes de superação e determinação. “Saio daqui melhor e mais feliz”.

Fonte: Assessoria Coopavel
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