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Comissão organizadora mantém realização do ALIMENTA 2025

Com apoio do Governo do Paraná e protocolos sanitários rigorosos, congresso e feira reunirão os principais nomes da cadeia da proteína animal de 16 a 18 de junho em Curitiba.

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Presidente do ALIMENTA 2025, Roberto Kaefer: "Este é um momento único para reafirmarmos ao mundo a seriedade e a responsabilidade do nosso setor" - Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

A cidade paranaense de Curitiba será palco, entre os dias 16 e 18 de junho, do Paraná Proteína | ALIMENTA – Congresso e Feira de Proteína Animal, que reunirá os principais nomes da cadeia produtiva de proteínas no Brasil. O evento acontecerá no Campus da Indústria da Fiep e está confirmado pela comissão organizadora, com apoio do Serviço Veterinário Oficial do Paraná, do Governo do Estado e da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).

Com rígidos protocolos de biossegurança e sem a presença de aves ou animais vivos, o congresso terá foco na evolução da produção e exportação de alimentos de origem animal, abordando os desafios, oportunidades e estratégias para manter o Brasil entre os maiores produtores e exportadores mundiais.

Ao longo dos três dias, painéis com especialistas renomados debaterão temas como sanidade animal, tecnologia, mercado internacional, sustentabilidade e segurança alimentar. A proposta é reforçar a credibilidade do país diante dos mercados mais exigentes e mostrar que o Brasil adota rigorosos padrões de controle sanitário em sua cadeia produtiva. “Este é um momento único para reafirmarmos ao mundo a seriedade e a responsabilidade do nosso setor. Unidos, podemos construir um futuro ainda mais forte e consolidar o papel do Brasil como fornecedor confiável de alimentos para mais de 190 países”, destaca Roberto Kaefer, presidente do evento.

A expectativa da organização é reunir empresários, técnicos, expositores, patrocinadores, congressistas e entidades parceiras em um ambiente dedicado exclusivamente ao fortalecimento do setor e ao debate sobre os próximos passos da produção de proteína animal no país.

Quem faz o evento acontecer

O Paraná Proteína | ALIMENTA – Congresso e Feira de Proteína Animal é uma realização de O Presente Rural, da Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação (Fundep), da Holus Comunicação e do Sindiavipar.

O evento conta com a Vaccinar como expositora platinum e com a participação de empresas expositoras como Agrifirm, Alivira, Aviagen, Biocamp, Boehringer Ingelheim, Biochem, Buchi Brasil, Cobb, De Heus, Feedis, Huvepharma, Mebrafe, Imeve, Oligo Basics, Ourofino, Prado, Poly Sell, Provita, Sanex, Sauvet, Suiaves, Zheng Chang do Brasil, Phibro e Natural BR Feed.

Tem o apoio da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) e Frimesa, além do apoio institucional de importantes entidades do setor: Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (Acsurs), Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos para Aves e Suínos (Anfeas), Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Associação Sul-mato-grossense de Suinocultores (Asumas), Asgav, Coopavel e Embrapa Suínos e Aves.

Confira o Comunicado na íntegra 

Fonte: O Presente Rural

Notícias

Faesc critica veto ao Projeto dos Safristas e alerta para impactos sobre produtores e trabalhadores

Entidade afirma que medida dificulta a contratação formal, aumenta a insegurança no campo e pode afetar cadeias como maçã e cebola em Santa Catarina.

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Foto: Divulgação/Freepik

A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc) manifesta profunda preocupação com o veto integral ao Projeto de Lei nº 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas. A medida, na avaliação da entidade, representa um grave retrocesso para o setor produtivo rural, especialmente para cadeias que dependem fortemente da contratação de mão de obra temporária, como a cebola e a maçã, culturas de grande importância econômica e social para Santa Catarina.

Vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo: “A medida criava condições para estimular a formalização, ampliar a geração de renda e oferecer mais segurança jurídica aos produtores e aos trabalhadores” – Foto: Divulgação/Faesc

O projeto aprovado pelo Congresso Nacional buscava corrigir uma distorção enfrentada no campo: o receio de trabalhadores temporários aceitarem contratos formais durante o período de safra por medo de perder o acesso a programas sociais. O vice-presidente da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, ressaltou que a proposta não retirava direitos nem fragilizava a proteção social. “A medida criava condições para estimular a formalização, ampliar a geração de renda e oferecer mais segurança jurídica aos produtores e aos trabalhadores”, enfatizou.

Segundo o dirigente, a escassez de mão de obra temporária é uma realidade desafiadora no meio rural catarinense e em todo o País. “Em atividades como a colheita da maçã e da cebola, a contratação de trabalhadores safristas é indispensável para garantir o andamento da produção no período adequado. Sem mecanismos que facilitem essa contratação formal, muitos produtores ficam expostos a prejuízos, atrasos na colheita, aumento de custos e perda de competitividade”, ressaltou.

O dirigente reforça, ainda, que o campo precisa de trabalhadores com segurança, renda e oportunidades, assim como os produtores precisam de condições para contratar dentro da legalidade. “Impedir que os trabalhadores rurais possam complementar sua renda durante a safra, sem o risco de perder imediatamente benefícios sociais, estimula a informalidade e agrava um problema que o projeto buscava solucionar”, salientou.

A Faesc também acompanha com atenção o posicionamento da Frente Parlamentar da

Foto: Divulgação

Agropecuária (FPA), que recebeu o veto com consternação e perplexidade. A FPA avalia que a decisão desconsidera a realidade do campo brasileiro, penaliza trabalhadores que buscam ingressar no mercado formal e dificulta a contratação em um setor estratégico para a segurança alimentar e para a economia nacional.

Clemerson Pedrozo reforça que o Projeto dos Safristas representava uma iniciativa equilibrada e necessária para o meio rural. “A proposta contribuía para a inclusão produtiva, a formalização do trabalho, a geração de renda e a redução da insegurança nas relações de trabalho durante as safras”, destacou.

Diante disso, a Faesc defende a revisão da medida e apoia a FPA na atuação em favor da derrubada do veto no Congresso Nacional. Para a entidade, é fundamental que o país avance em políticas públicas que valorizem o trabalho, fortaleçam a produção agropecuária e reconheçam as particularidades das atividades sazonais no campo.

Fonte: Assessoria Sistema Faesc
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Safra 2026/27 amplia peso da gestão financeira dentro das propriedades

Com custos ainda elevados, crédito mais restrito e passivos acumulados, produtores terão de equilibrar produtividade, liquidez e gestão de risco para preservar a rentabilidade.

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Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A safra 2026/27 tende a expor uma lógica econômica diferente no agronegócio. Mais do que medir desempenho pela produtividade isolada, o novo ciclo exigirá avaliar a capacidade de cada operação de sustentar margem, liquidez e disciplina financeira em um ambiente de custos ainda elevados, crédito mais seletivo, juros mais altos e passivos acumulados de safras anteriores. Em outras palavras, nesta safra, produzir bem continuará sendo necessário, mas não será, por si só, suficiente para garantir solidez econômica.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Essa mudança altera de forma relevante a leitura de risco e retorno no setor. Em ciclos mais favoráveis, parte das ineficiências operacionais e mesmo perdas localizadas de produtividade por intempéries climáticas podiam ser absorvidas por preços melhores, maior liquidez e expansão do crédito. Esse ambiente mudou. Na safra 2026/27, mesmo operações com bom desempenho produtivo podem enfrentar pressão de caixa se ingressarem no ciclo com estrutura de capital desequilibrada, alavancagem excessiva ou baixa capacidade de gerir riscos.

A diferença entre operações mais resilientes e mais vulneráveis tende a aparecer com mais nitidez. No Centro-Oeste, especialmente em regiões com maior escala e melhor diluição de custos, permanecem vantagens estruturais relevantes, mas elas já não asseguram conforto financeiro por si só. No Matopiba, o desafio tende a ser mais sensível em razão da pressão logística, da dependência de infraestrutura e da menor margem de tolerância a desvios. No Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, o clima e o peso de sucessivas frustrações produtivas e renegociações anteriores torna o novo ciclo ainda mais exigente.

Nesse contexto, o desafio já não está apenas em aumentar a produtividade. Está em preservar a capacidade econômica da

Foto: Shutterstock

operação diante de uma combinação mais dura de margens estreitas, caixa pressionado, maior seletividade do crédito e exposição climática permanente. Quando o espaço entre receita esperada e obrigação financeira se estreita, qualquer frustração relevante de safra pode migrar rapidamente do campo agronômico para o financeiro.

É exatamente por isso que o seguro agrícola ganha centralidade. Em um cenário de margem comprimida, ele deixa de ser apenas um instrumento de compensação patrimonial e passa a atuar como mecanismo de preservação de liquidez, continuidade operacional e capacidade de pagamento. Proteger a safra, nesse ambiente, é também proteger a estrutura financeira da operação rural.

Esse movimento faz parte de uma transformação mais ampla do agro. Decisões de crédito, seguro e gestão de risco precisarão ser cada vez mais apoiadas por dados e inteligência, seja pela leitura do risco em nível de talhão, pelo monitoramento contínuo ou pela maior integração do seguro às operações financeiras.

O que está em jogo, portanto, não é apenas o desempenho de uma safra, mas a capacidade de manter a operação economicamente íntegra em um ambiente mais complexo e adverso. Isso exige uma agenda mais profissional de proteção, governança e gestão de risco.

Fonte: Artigo escrito por Vitor Ozaki,  PhD em Economia e professor da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP).
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Frimesa antecipa meta de energia renovável e alcança 96,4% de matriz limpa nas operações

Índice previsto para 2030 foi superado cinco anos antes, reforçando estratégia da cooperativa para atingir a neutralidade de carbono até 2040.

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Foto: Divulgação/Frimesa

A Frimesa alcançou em 2025 um marco em sua estratégia de sustentabilidade ao registrar 96,4% de energia proveniente de fontes renováveis em suas operações industriais. O percentual supera a meta estabelecida no Roadmap ESG 2040, que previa atingir 95,7% de energia limpa apenas em 2030.

Foto: Divulgação/Frimesa

O resultado fortalece o compromisso da cooperativa com a redução das emissões de gases de efeito estufa e com a meta de neutralidade de carbono até 2040.

Ao longo do ano, o consumo total de energia da companhia chegou a 1,98 milhão de gigajoules (GJ). Desse total, biomassa e biogás responderam por 61,5% da matriz energética, consolidando-se como as principais fontes utilizadas pela agroindústria. A geração solar também teve participação relevante no desempenho alcançado.

Na unidade frigorífica de Assis Chateaubriand, por exemplo, a expansão da produção não comprometeu a predominância de fontes renováveis. A empresa já mantém no planejamento novos investimentos, como a ampliação da usina fotovoltaica, estudos para utilização de biometano e a eletrificação gradual da frota. “Esse resultado demonstra nossa capacidade de integrar inovação e sustentabilidade na operação industrial. A sustentabilidade não é apenas uma meta a ser alcançada, mas a nossa própria razão de ser. Como uma cooperativa, o impacto social, a governança ética e o respeito ao campo e ao meio ambiente estão no nosso DNA desde a fundação”, afirma Elias José Zydek, presidente executivo da Frimesa.

Segundo o executivo, alcançar a meta cinco anos antes do previsto representa um avanço importante na trajetória rumo à neutralidade de carbono. “Seguiremos

Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zidek: “A sustentabilidade não é apenas uma meta a ser alcançada, mas a nossa própria razão de ser” – Foto: Divulgação/Frimesa

investindo na diversificação da matriz e na eficiência energética de nossas unidades”, destaca.

Troca da gasolina por etanol reduz emissões da frota

Além dos avanços na matriz energética, a cooperativa também registrou redução nas emissões ligadas ao transporte. Desde 2024, a Frimesa vem substituindo gradualmente a gasolina pelo etanol em sua frota leve.

A estratégia resultou em uma queda de 44,6% nas emissões de CO₂ provenientes da combustão móvel, o equivalente a aproximadamente 200 toneladas de carbono que deixaram de ser lançadas na atmosfera.

Em 2025, o movimento ganhou força com a redução de 238 GJ no consumo de gasolina. “A substituição do combustível fóssil por um de origem renovável demonstra como atitudes simples e de baixo custo geram grande impacto”, enaltece Zydek.

Os resultados fazem parte do Roadmap ESG 2040, que reúne as metas ambientais, sociais e de governança da cooperativa e orienta as ações voltadas ao uso mais eficiente dos recursos e à transição para uma economia de baixo carbono.

Fonte: O Presente Rural com Frimesa
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