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Comissão organizadora anuncia programação da 4ª Conbrasul
Evento de gala da avicultura brasileira vai reunir lideranças do setor de 18 a 20 de junho, em Gramado (RS).

O atual panorama sanitário da avicultura mundial, medidas de biosseguridade, desafios da economia global, sustentabilidade na produção de ovos, mercado de carbono, bem-estar das aves, mercado de rações, promoção do consumo de ovos e os principais desafios e oportunidades da economia e dos mercados interno e externo de ovos estão entre os temas que serão debatidos na 4ª edição da Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Ovos (Conbrasul), a ser realizada de 18 a 20 de junho em Gramado, no Rio Grande do Sul.

Fotos: Divulgação/Conbrasul
A comissão organizadora do encontro anunciou, na manhã desta quinta-feira (16), a programação preliminar da edição 2023, que terá alguns dos mais renomados pesquisadores e empresários do segmento. O objetivo é promover um debate amplo sobre os assuntos que mais preocupam o produtor nos dias atuais, além de traçar as principais tendências da produção, industrialização e comercialização de ovos do futuro, disse o presidente Executivo da Asgav e realizador do encontro, José Eduardo dos Santos. “Inovações, novas tecnologias, técnicas para melhorias na produção animal e cenários globais estarão entre os debates”.
A programação técnica da 4ª Conbrasul vai ser aberta com um módulo técnico, o Conbrasil Tec Ovos, no dia 18de junho (domingo), a partir das 13h30. O painel O mundo enfrenta enfermidades terá a participação de um representante da Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura e Pecuária ( Mapa) com uma apresentação sobre “Panorama da Influenza aviária no mundo x Biosseguridade na avicultura brasileira”.
Em seguida, o presidente da Embrapa Suínos e Aves, Everton Krabbe, vai debater os “Avanços na pesquisa como fator vital para fortalecer a sanidade animal”. Logo depois, o responsável pela área técnica da Naturovos, Flávio Renato da Silva, vai abordar “A produção de ovos x Prevenção e medidas de Biosseguridade”. Na sequência, o painel Nutrindo aves, alimentando o mundo vai começar discutindo “Modulação do microbioma em galinhas poedeiras sob o uso de fibra” com o representante da DSM, Fernando Cisneros.
O pesquisador da Universidade Federal de Lavras (UFLA), Antônio Bertechini, vai apresentar “Atualizações sobre cálcio e fósforo para poedeiras comerciais”. Logo depois, o consultor da Mercoaves e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Sérgio Vieira, vai abordar o “Custo nutricional da inflamação e da imunidade em tempos de desafios sanitários”.
O painel Saúde das aves, saúde das pessoas será aberto às 16h55 com um debate sobre “Quais avanços e alternativas efetivas na substituição de antimicrobianos?”. Em seguida, o tema “Proteção ponta a ponta contra enfermidades respiratórias” será destacado pelo representante da MSD André Luiz Della Volpe com a mediação da coordenadora do Programa Estadual de Sanidade Avícola (Seapi/Pesa/RS), Ananda Paula Kowaski. A partir das 19h30 haverá uma cerimônia e coquetel de abertura no Gatzz Dinner Show, em Gramado.
Dia 19
O painel Economia, Meio Ambiente e Sustentabilidade vai ser aberto pelo analista Econômico do Rabobank Brasil, Wagner Yanaguizawa, no dia 19 de junho (segunda-feira), às 08h45, com um debate sobre “Os rumos da economia mundial com os desafios globais da atualidade”. O debate segue com “Atualizações sobre o Mercado de Carbono e as Alternativas do Setor de Produção de alimentos para neutralizar emissão de CO2” será com a representante da Moss Hearth, Fernanda Castilho. O tema “Bem-Estar Animal como estratégia de promoção de sustentabilidade” será abordado pelo representante da MSD Saúde Animal, Felipe Antônio Dalla Costa.
O painel Mercado de Rações (Grãos) será aberto com uma discussão sobre a “Produção brasileira de grãos e mercado para produção de proteína animal (carnes e ovos)” com o diretor de Suprimentos e Logística da Seara e coordenador de Grãos da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Arene Trevisan. Logo depois, o pesquisador da Embrapa Passo Fundo (RS), Jorge Lemanski, vai debater “Cereais de Inverno na composição da ração animal”.
No período da tarde, os debates seguem com o Painel Promoção, Marketing e Cases, que vai começar às 14h15 com o tema “Incentivando o consumo de ovos na atualidade do Pós-pandemia e em tempos de Influenza Aviária no mundo” com o representante da Fenavi, da Colômbia, Gonzalo Moreno. Na sequência, a apresentação será sobre “Os egg points no mercado fast food: Case Eggies”, com o representante do Restaurante Eggies Poa, Diego Vezaro.
A programação segue com o presidente executivo da O.A.RS (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos, que vai destacar “10 anos do Programa Ovos RS: Valorização e Apoio à Industria e Produção de Ovos”. Logo depois, haverá a palestra show Case Especial “Se o mundo mudou… Bem Na minha Vez! O que faço agora?”, com o professor Dado Schneider. Em seguida, o presidente do Instituto Ovos Brasil (IOB), Edival Veras, vai destacar “Instituto Ovos Brasil: 15 anos de atividades no Brasil”. A partir das 17h10 haverá um ato de filiação Asgav/Programa Ovos RS ao Instituto Ovos Brasil. A partir das 18h haverá um coquetel especial na área externa da piscina do Wish Serrano, o hotel onde será realizado o evento.
Dia 20
No dia 20 (terça-feira), a programação começa às 09 horas com a Sessão Mercados: Cenários para mercados interno e externo. Nela haverá o painel “Evolução da Indústria e Produção de Ovos no Brasil e no mundo” com o diretor de Mercados da ABPA, Luis Rua, que vai debater “Um panorama da produção e mercados para a Indústria e Produção de Ovos Brasileira e mundial”. Em seguida, o tema “Análise, desafios e perspectivas na visão das lideranças empresariais do Egg Business Brasil” será discutido por três lideranças do segmento, como o diretor da Granja Faria, Ricardo Faria, o CEO do Grupo Mantiqueira, Márcio Utsch e o diretor da Naturovos, Anderson Herbert.
Logo depois, os “Fatores de impacto nas tendências da avicultura de postura” serão destacados pelo representante da Hendrix Genetics /Mercoaves, Marco Aurélio de Almeida. E o tema “Mercado de ovos no Brasil e na América Latina: Desafios e oportunidades pós-Influenza Aviária” será debatido pela Gerente de Inteligência de Mercado da DSM nas Américas, Stephanie Hajaj.
A partir das 14 horas está programada a Sessão Especial Tarde Egg Magna, que será aberta pelo presidente Executivo da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Ricardo Santin, com a palestra “Avicultura Brasileira no contexto mundial e os impactos mercadológicos das adversidades globais”. Em seguida, o adido Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e representante Permanente Suplente do Brasil junto à FAO, em Roma, na Itália, Leonardo Werlang Isolan, vai debater “A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura e a estratégia de transformação sistemas alimentares”.
A programação técnica será encerrada pelo presidente e CEO da United Egg Producers, Chad Gregory, com uma discussão sobre a “Influenza aviária nos Estados Unidos: Impactos, medidas e estratégias de enfrentamento”. Esta programação é preliminar e está sujeita a pequenas alterações. A partir das 19h30 o jantar de encerramento vai ser realizado com o tema Uma noite na Espanha no Hotel Ritta Höppner.
Sobre o evento
Promovido por Asgav, a Associação Gaúcha de Avicultura, o encontro acontece a cada dois anos em Gramado, na serra gaúcha, e reúne decisores da avicultura do Brasil e do exterior.
Em sua quarta edição, o evento vem se consagrando pelo networking que proporciona, e registra crescimento de público e de apoio a cada edição.
Outras informações podem ser encontradas clicando aqui ou pelas redes sociais do evento. Os telefones de contato são (51) 3228.8844, WhatsApp (51) 98600.9684 e o e-mail é conbrasul@ovosrs.com.br.
Medidas de biosseguridade
A coordenação do evento anuncia ainda a adoção de orientações e procedimentos relativos a biosseguridade e cuidados com possíveis visitantes e palestrantes vindos do exterior. “O objetivo é realizar um evento seguro. Teremos em nossa programação uma série de debates e medidas que visam proteger o maior patrimônio da avicultura brasileira, que é o nosso status sanitário privilegiado, livre das principais enfermidades e que é o passaporte do frango brasileiro para mais de 165 países”, destaca Santos.
Ele lembra que a conferência será realizada em Gramado, na serra gaúcha, portanto, distante da região de produção avícola, além de ocorrer no mês de junho, fora do período de migração de aves para o hemisfério sul.

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União Europeia aprova assinatura de acordo comercial com Mercosul
Decisão envolve um mercado de mais de 700 milhões de consumidores e um PIB combinado próximo de US$ 22 trilhões. Apesar da resistência de alguns países, o acordo é tratado como estratégico para o futuro do comércio global.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou há pouco a aprovação, por ampla maioria dos países que integram a União Europeia (UE), do acordo de livre comércio com o Mercosul, bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. “A decisão do Conselho de apoiar o acordo UE-Mercosul é histórica”, escreveu Ursula em sua conta na rede social X. “Estamos empenhados em criar crescimento, empregos e em garantir os interesses dos consumidores e das empresas europeias”, acrescentou a presidente da comissão responsável por elaborar propostas de leis para todo o bloco e por executar as decisões do Parlamento e do Conselho europeu.

Foto: Divulgação
Com o resultado confirmado, a presidente da Comissão Europeia poderá viajar para o Paraguai, já na próxima semana, para ratificar o acordo com os países-membros do Mercosul. O Paraguai assumiu em dezembro de 2025 a presidência rotativa pro-tempore do bloco.
Em um comunicado mais extenso, divulgado na página da Comissão, Ursula disse esperar ansiosamente pela assinatura do acordo que, para entrar em vigor, ainda terá que ser aprovado no Parlamento Europeu. “Em um momento em que o comércio e as dependências [comerciais e econômicas] estão sendo usadas como armas, e a natureza perigosa e transacional da realidade em que vivemos se torna cada vez mais evidente, este acordo comercial histórico é mais uma prova de que a Europa traça seu próprio curso e se mantém como uma parceira confiável”, diz no documento.
Mais cedo, o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, Stefan Krajewski, comentou, em sua conta no X, que além de seu país, votaram contra o acordo Áustria, França, Hungria e Irlanda. Pelas regras do bloco, para ser aprovada, a proposta tinha que obter o aval de ao menos 15 dos 27 Estados-Membros que, juntos, representem ao menos 65% da população total do bloco.
Repercussão
No Brasil, a decisão foi comemorada por lideranças políticas e empresariais. Responsável por promover os produtos e serviços brasileiros

Foto: Marcos Oliveira/Agência Brasil
no exterior, a Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil) afirma que o acordo estabelece um mercado de quase US$ 22 trilhões, com o potencial de incrementar as exportações brasileiras para a União Europeia em cerca de US$ 7 bilhões. “Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, comentou o presidente da agência, Jorge Viana, em nota.
Viana também destacou a qualidade da pauta exportadora brasileira com o bloco europeu: “Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento.”
O acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil.
Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa das tarifas, até zerá-las, sobre diversas commodities (sujeitos a cotas).
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Soja, bovinos e milho impulsionam crescimento do VBP do Maranhão em 2025
As três principais cadeias produtivas responderam pela maior parte do faturamento agropecuário estadual, que somou R$ 18 bilhões no ano e registrou recuperação frente a 2024.

O Valor Bruto da Produção (VBP) do Maranhão encerrou o ciclo de 2025 com um faturamento de R$ 17.972,23 milhões. O resultado aponta para uma recuperação sólida de 10,56% em relação aos R$ 16.255 milhões registrados em 2024. No entanto, o crescimento local ocorre em um ritmo inferior à dinâmica nacional: enquanto o Brasil viu seu VBP saltar 15,2% no mesmo período (de R$ 1,22 trilhão para R$ 1,41 trilhão), o Maranhão perdeu espaço relativo, reafirmando sua posição como o 13° do VBP agropecuário entre as unidades da federação.

Foto: Divulgação
A participação do Maranhão no VBP brasileiro é de apenas 1,27%. Embora o estado apresente uma trajetória de recuperação após a queda acentuada vista em 2023 (R$ 16,6 bilhões), ele não consegue acompanhar a tração dos grandes estados produtores.
O Mato Grosso, líder do ranking, fatura R$ 220,4 bilhões, um montante 12 vezes superior ao maranhense. Na prática, o estado opera em uma “ilha” de baixa representatividade, onde o crescimento nominal de R$ 1,7 bilhão em um ano não é suficiente para alterar sua relevância no cenário macroeconômico do país.
Soja e pecuária
A composição do agro maranhense é amplamente dominada pelas lavouras, que respondem por 76% (R$ 13,7 bilhões) do faturamento, enquanto a pecuária detém 24% (R$ 4,2 bilhões).
As 5 principais atividades em 2025:
Soja: R$ 8.668,4 milhões
Bovinos: R$ 3.872,7 milhões
Milho: R$ 2.937,6 milhões
Mandioca: R$ 618,9 milhões
Algodão: R$ 529,8 milhões
No segmento de proteínas animais, além dos bovinos, se destaca a produção de ovos (R$ 205,7 milhões), Leite (R$ 101,8 milhões) e suínos

Foto: Giovanna Curado
(R$ 45,5 milhões). O setor de frangos, com R$ 18,6 milhões, permanece como uma atividade de baixa escala no estado. O trigo não possui registro de produção relevante nos dados apresentados.
Entre 2018 e 2025, o Maranhão viveu um movimento de alta e baixa: após um crescimento acelerado entre 2019 e 2022, quando atingiu o pico de R$ 18,4 bilhões, o estado sofreu dois anos de retração (2023 e 2024). O resultado de 2025 marca o fim da tendência de queda, mas ainda situa o estado abaixo do patamar recorde de três anos atrás. Isso indica que o crescimento atual é majoritariamente nominal, reflexo de uma recuperação de preços ou áreas específicas, e não necessariamente uma expansão estrutural da base produtiva.
Os dados indicam que o agronegócio maranhense enfrenta uma dependência severa de um tripé composto por Soja, Bovinos e Milho, que juntos somam R$ 15,4 bilhões, ou 86% de todo o VBP estadual. A fragilidade reside na retração de culturas de subsistência e mercado interno, como feijão e mandioca, além da queda na cana-de-açúcar. Com a menor participação nacional (1,27%), o estado permanece vulnerável às oscilações de preços de commodities globais, sem possuir uma base de diversificação agrícola ou industrialização de proteína animal (frangos e suínos) forte o suficiente para elevar seu patamar no ranking brasileiro.
A edição de 2025 figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

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Líderes europeus comemoram aprovação provisória de Acordo UE-Mercosul
Tratado ainda depende do Parlamento Europeu e enfrenta resistência de países preocupados com a concorrência agrícola. Acordo prevê redução de tarifas, ampliação do comércio bilateral e mecanismos de proteção a setores sensíveis.

O chanceler da Alemanha, Friedrich Merz, e alguns setores empresariais comemoram, nesta sexta-feira (09), a conclusão provisória das negociações do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul, iniciadas há 25 anos. O Conselho da União Europeia (UE), no entanto, ainda não anunciou oficialmente a assinatura do acordo. “O acordo UE-Mercosul é um marco na política comercial europeia e um forte sinal da nossa soberania estratégica e capacidade de ação”, escreveu Merz em sua conta no X.

Foto: Divulgação
“Isso é bom para a Alemanha e para a Europa, mas 25 anos de negociações foram muito longos, precisamos avançar mais rápido”, ressaltou.
A ministra das Relações Exteriores da Áustria, Beate Meinl-Reisinger, também usou as redes sociais para expressar seu contentamento com a notícia, apesar de seu país ter votado contrariamente à iniciativa. “Estou emocionada! Finalmente, há uma maioria entre os Estados-membros da UE para [a assinatura] do acordo com o Mercosul”, afirmou Beate na rede social.
“Não é nenhum segredo que eu esperava que a Áustria apoiasse o acordo também. Porque uma coisa é clara: nossa economia, nossos negócios e nossa prosperidade se beneficiarão enormemente disso”, acrescentou a ministra, defendendo que a Áustria aprofunde as relações comerciais com outras nações, começando pela Índia, país com o qual a Áustria já negocia um acordo bilateral.
“Isso é especialmente crucial, pois a ordem global está passando por mudanças maciças – a Europa, e a Áustria também precisa de novos parceiros. Temos agora de aprofundar os nossos laços com outras regiões do mundo”, defendeu Beate.
De acordo com o ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, Stefan Krajewski, além de seu país e da Áustria, os

Foto: Jonathan Campos
embaixadores da França, Hungria e da Irlanda também se manifestaram contra o acordo. “Se a Itália estivesse do nosso lado, o acordo seria bloqueado”, lamentou Krajewski.
“Infelizmente, as consequências desta decisão afetarão todos nós. Repito o que tenho dito: vamos proteger os agricultores poloneses”, acrescentou o ministro, destacando que o Parlamento polonês já vem propondo mecanismo legais para proteger os setores produtivos de seu país e para garantir eventuais compensações ao setor agrícola.
Indústria
Em nota, a Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (Acea) afirmou que o apoio da maioria dos Estados-Membros ao acordo UE-Mercosul é um momento marcante e um sinal claro de que a Europa quer manter uma economia forte, aberta e focada no comércio.

Foto: Claudio Neves
Segundo a entidade, a assinatura do acordo reduzirá, de forma muito significativa, as tarifas sobre os automóveis fabricados na UE (atualmente, de até 35%), resolverá os obstáculos técnicos ao livre-comércio entre os dois blocos e reforçará as cadeias de abastecimento de matérias-primas críticas. “A Acea insta agora os tomadores de decisões políticas do Parlamento Europeu a ratificar rapidamente o acordo para que todos os setores envolvidos se beneficiem rapidamente das vantagens comerciais e estratégicas do acordo”, menciona a entidade na nota.
Prazo
Os embaixadores dos 27 Estados-membros da UE indicaram as posições de seus governos na manhã desta sexta-feira (09), mas cada país deveria confirmar seu voto por escrito até as 13 horas deBrasília. Ao menos 15 países, que juntos representam pelo menos 65% da população total do bloco europeu, votaram a favor da assinatura, conforme exigido.
Se o resultado for confirmado, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen poderá viajar ao Paraguai já na próxima semana para ratificar o acerto com os os países-membros do Mercosul – bloco formado por Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.



