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Comissão de Agricultura da Câmara aprova PDL para sustar Programa Terra da Gente

Para parlamentares da FPA, decreto compromete a segurança jurídica no campo e afeta o direito de propriedade.

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Deputado Rodolfo Nogueira: “O governo quer realizar mudanças sem se preocupar com o funcionamento da estrutura" - Fotos: Divulgação/FPA

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (29), o relatório do deputado Rodolfo Nogueira (PL-MS) ao Projeto de Decreto Legislativo (PDL 167/24). A proposta susta os efeitos do Decreto nº 11.995, de 15 de abril de 2024, que institui o Programa Terra da Gente, direcionado à incorporação de imóveis rurais na Política Nacional de Reforma Agrária.

Em seu parecer, o deputado Rodolfo Nogueira argumentou que o decreto seria inconstitucional e favorece movimentos de trabalhadores, como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em detrimento dos trabalhadores rurais. “O número de proposições apresentadas logo após a edição do Decreto nº 11.995 já demonstra o descontentamento do Parlamento e da sociedade com a forma pela qual o governo Lula tem tratado o setor agropecuário brasileiro”, destacou.

Nogueira também ressaltou o aumento das invasões de terra no país, citando dados de 35 propriedades ocupadas durante o “abril vermelho” promovido pelo MST e um aumento nas invasões nos primeiros oito meses do governo Lula em comparação com o governo anterior. Ele relatou ainda a proximidade do presidente Lula com lideranças do MST, como João Pedro Stédile, e a nomeação de membros do movimento para cargos no Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

O deputado também destacou que o “Decreto Terra da Gente” acelera a distribuição de terras sem critérios técnicos e orçamentários adequados, impactando o orçamento federal e os interesses dos trabalhadores rurais. “O governo quer realizar mudanças sem se preocupar com o funcionamento da estrutura”, afirmou.

Segurança jurídica no campo

Deputado Domingos Sávio: “O decreto inclui artigos que afrontam o direito de propriedade e que desrespeitam os princípios do direito”

Durante o debate, o deputado Domingos Sávio (PL-MG) também se posicionou contra o Decreto nº 11.995, defendendo a importância da propriedade privada e da segurança jurídica no campo. “Nos unimos ao relator porque, ainda que possa haver algum artigo no decreto que contribua para uma reforma agrária, o decreto inclui artigos que afrontam o direito de propriedade e que desrespeitam os princípios do direito”, declarou o deputado.

Ele afirmou que o decreto permite que um proprietário de terras em dívida com a União possa perder sua propriedade sem direito de defesa, o que, segundo ele, viola a Constituição. “Estabelecendo que alguém que, na visão do governo, tem uma dívida, por exemplo, pode perder sua terra de uma hora para outra, sem sequer direito de defesa”, destacou o deputado. Em sua visão, tais práticas refletem a tentativa de implantar modelos que ameaçam a liberdade e a propriedade privada, que são pilares da democracia brasileira.

Domingos Sávio reiterou ainda que o direito de propriedade é essencial em uma sociedade democrática e destacou sua visão sobre o impacto do decreto do governo Lula. “Não existe sociedade democrática, de fato, se não houver direito de propriedade. E o decreto do presidente Lula é uma ameaça a esse direito. Não precisa desrespeitar o direito de propriedade para fazer reforma agrária”, concluiu, defendendo que, no caso de desapropriação, o governo deve compensar de forma justa os proprietários.

Reforma agrária

Deputada Coronel Fernanda: “Damos a essas pessoas a oportunidade de trabalhar no campo. Aí sim, vamos começar uma nova etapa”

No mesmo sentido, a deputada Coronel Fernanda (PL-MT) questionou a gestão de assentamentos rurais e as políticas de reforma agrária dos governos anteriores, mencionando problemas históricos. “Ninguém nasceu aqui em berço de ouro, não sei eles, mas vir falar de reforma agrária sem reformar”, afirmou, apontando que muitos assentados ainda aguardam documentos para a regularização de suas terras.

Para a deputada, é necessário resolver a situação dos assentamentos já existentes antes de promover novas desapropriações. “Por que não resolvemos primeiro a vida de quem já está lá na reforma agrária, aguardando há décadas essa documentação? Damos a essas pessoas a oportunidade de trabalhar no campo. Aí sim, vamos começar uma nova etapa”, disse Coronel Fernanda.

Ela também mencionou um caso específico no Mato Grosso, onde o Incra estaria tentando remover famílias assentadas há décadas na região do Itanhangá. “No meu estado estamos enfrentando um problema na região do Itanhangá, onde o Incra quer tirar mil assentados de lá. É o maior assentamento do Brasil, com pessoas que foram colocadas nessas áreas há 20, 30 anos”, completou.

Próximos passos do PDL

Com a aprovação do relatório na CAPADR, o substitutivo ao PDL 167/24 segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJC). Caso aprovado, o projeto será encaminhado para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Fonte: Assessoria FPA

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Copel leva energia trifásica e orientação técnica ao Show Rural Coopavel

Produtores rurais poderão conhecer o programa Se Liga Aí, Paraná, e receber suporte para conectar suas propriedades à rede trifásica, aumentando a eficiência e a potência elétrica no campo.

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Foto: Divulgação/Coopavel

A Copel estará presente no Show Rural Coopavel, em Cascavel, com uma estrutura própria de atendimento e orientação aos produtores rurais da região para a conexão à nova rede trifásica. De um total de 25 mil quilômetros de rede trifásica implantada pela companhia em todo o Paraná, 4,3 mil km estão instalados no oeste paranaense em cinquenta municípios.

A feira, que acontecerá de segunda (9) a sexta-feira (13), é uma das maiores do Brasil e da América Latina e abre o calendário de grandes feiras no Paraná. São esperados 400 mil visitantes no evento que reunirá mais de 600 expositores nacionais e internacionais.

“O Show Rural é um grande ponto de convergência do agronegócio paranaense. A Copel estará presente, ao lado do governo do Estado, para orientar os produtores a se conectarem à nova rede trifásica com o suporte do programa Se Liga Aí, Paraná. É a porta aberta à energia mais potente e robusta no suporte ao desenvolvimento do agro”, afirma o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antônio Villela de Abreu.

No estande da Copel, técnicos da companhia estarão disponíveis para orientar produtores sobre o funcionamento da rede trifásica, indicando o passo a passo para conectar as propriedades.

Se Liga Aí, Paraná! 

O Se Liga Aí, Paraná é um programa da Secretaria de Estado do Abastecimento (Seab), operacionalizado pelo Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná) que prevê a subvenção de taxas de juros, pelo governo, de financiamentos – até o limite de R$ 200 mil por beneficiário individual – para projetos de ligação da rede trifásica às propriedades rurais, reconfiguração das instalações internas e a compra de equipamentos.

A parceria da Copel com o governo do Estado tem por objetivo conectar 200 mil propriedades rurais, que hoje ainda estão na rede monofásica, para a rede trifásica.  Conforme padrões regulatórios de responsabilidade da distribuidora, a Copel custeia parte do investimento, na forma de desconto no orçamento a ser emitido para o cliente, e o governo equaliza as taxas de juros do financiamento para as obras de instalação da rede até a propriedade e as adequações do sistema elétrico da porteira para dentro.

Quem pode participar 

Atendendo ao limite do valor a ser financiado para as intervenções, podem ser inscritos no programa projetos individuais ou coletivos de agricultores familiares e produtores rurais de maior porte de todos os municípios paranaenses.  Os critérios do programa Renova PR Trifásico – Se Liga Aí estão previstos no Decreto 12.399, de 9 de janeiro de 2026, do governo do Estado.

Como se conectar?  

O produtor que deseja se conectar à rede trifásica deve padronizar a entrada de serviço de energia da sua propriedade. Para pedir acesso, o primeiro passo é solicitar avaliação técnica das instalações da propriedade por um profissional habilitado. Com o suporte do eletricista, deve ser elaborado o orçamento para adequar fiação e equipamentos da propriedade ao novo sistema.

A partir de então, o orçamento da extensão da rede trifásica até a propriedade deve ser solicitado à Copel pelo site, acesse clicando aqui, via 0800 51 00116 ou presencialmente em um dos postos de atendimento da companhia.

Todos os orçamentos devem ser remetidos ao escritório municipal do IDR-Paraná, para a inserção da proposta na plataforma bancária. Após isso, o produtor define com o banco a linha de crédito adequada entre as disponíveis (Pronaf, Pronamp ou outras). O aceite da obra deve ser oficializado junto à Copel para a realização dos trabalhos de conexão.

Copel Serviços 

Na estrutura da companhia, os visitantes também terão acesso a outros produtos da Copel Serviços, como o Seguro Protege Casa e o Seguro Protege Vida – os únicos do mercado que podem ser pagos diretamente na conta de luz. Haverá ainda um guichê de vendas e quem contratar o seguro na hora ganhará um presente especial.

Além disso, uma equipe da Copel Comercializadora estará presente para apresentar o Mercado Livre a potenciais clientes consumidores do grupo A (alta tensão).

Fonte: Assessoria Copel
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Agrishow 2026 destaca tecnologias para aumentar eficiência e sustentabilidade no campo

Feira apresenta máquinas, drones e sistemas digitais que ampliam o controle das operações agrícolas e atendem exigências ambientais.

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Tecnologias apresentadas na Agrishow mostram como máquinas, dados e sistemas digitais já fazem parte da rotina produtiva no campo - Foto: Agrishow

A 31ª edição da Agrishow, considerada a principal feira de tecnologia para o agronegócio da América Latina, apresenta inovações voltadas ao aumento da eficiência das operações agrícolas e ao uso mais controlado de recursos naturais. O evento reúne máquinas, equipamentos e sistemas com soluções que buscam ampliar o controle e a precisão das atividades no campo.

De acordo com o presidente da Câmara Setorial de Máquinas e Implementos Agrícolas da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Pedro Estevão, o maquinário agrícola tem ampliado sua importância no apoio ao uso racional de água e energia, além de contribuir para processos produtivos mais controlados e alinhados às exigências ambientais e comerciais.

Entre as tecnologias apresentadas estão ferramentas que permitem configurar parâmetros técnicos das operações agrícolas. Um exemplo são os drones utilizados em pulverizações, que consideram fatores como vento, temperatura, umidade e taxa de aplicação. Ao final do trabalho, os equipamentos geram relatórios técnicos que registram as condições da operação e auxiliam no controle e na rastreabilidade das atividades, segundo Estevão.

A feira também reúne soluções que integram softwares e análise de dados para digitalização do solo e das operações agrícolas. Essas tecnologias apoiam práticas de agricultura de precisão e iniciativas relacionadas ao mercado voluntário de carbono. Conforme o presidente da Agrishow, João Carlos Marchesan, os expositores apresentam recursos como Inteligência Artificial preditiva para antecipar riscos, modelos digitais que simulam cenários produtivos, análise de dados geoespaciais, monitoramento por satélites de alta resolução e sistemas automatizados de comprovação de origem.

O avanço dessas tecnologias ocorre em paralelo ao aumento das exigências regulatórias internacionais. Dados do DataLab da Serasa Experian apontam que normas ligadas à agenda ambiental, social e de governança cresceram 155% na última década, somando mais de 2.400 regras em vigor. Entre elas está o Regulamento Europeu de Produtos Livres de Desmatamento (EUDR), que exige comprovação de origem e rastreabilidade de produtos agropecuários destinados à União Europeia, impactando contratos e relações comerciais.

Marchesan destaca que, durante a feira, os produtores têm acesso a ferramentas que auxiliam na organização de informações e na tomada de decisões para atender às exigências do mercado internacional.

Além das inovações tecnológicas, a Agrishow mantém iniciativas voltadas à sustentabilidade e responsabilidade social. O evento desenvolve ações alinhadas à legislação brasileira para o setor de eventos e promove iniciativas de valorização das pessoas, inclusão e apoio a instituições de Ribeirão Preto (SP).

Entre as ações sociais, a feira apoia entidades como a Casa das Mangueiras, o Grupo de Apoio à Criança com Câncer (GACC) e o hemocentro do município, com atividades assistenciais e de apoio à comunidade. O evento também promove inclusão no mercado de trabalho ao contratar profissionais com deficiência e trabalhadores com mais de 50 e 60 anos.

Na área ambiental, a Agrishow mantém parceria com a cooperativa Cooperagir, responsável pelo reaproveitamento de mais de 50 toneladas de resíduos recicláveis por edição, gerando renda para famílias da região. A feira também realiza a doação de marmitas produzidas nas praças de alimentação, com alimentos não comercializados, e incentiva a economia local ao incluir pequenos empreendedores nas áreas de food trucks.

Segundo a diretora da Informa Markets, organizadora da Agrishow, Liliane Bortoluci, o evento busca ampliar, a cada edição, ações relacionadas à agenda ambiental, social e de governança, reforçando o compromisso com o agronegócio, com a comunidade local e com o país.

Os ingressos para a Agrishow 2026 começaram a ser vendidos em 26 de janeiro, pelo site oficial do evento. O primeiro lote tem valor de R$ 75 por dia, com opção de meia-entrada a partir de R$ 37,50. No momento da compra, o visitante deve escolher o dia da visita.

Também é possível adquirir antecipadamente o ticket de estacionamento, com valores a partir de R$ 75, além do pacote VIP, que custa R$ 580 para os cinco dias de feira. No segundo lote, os ingressos passam a custar R$ 85 por dia. Durante o evento, que será realizado entre 27 de abril e 1º de maio de 2026, das 8h às 18h, a entrada na bilheteria terá valor de R$ 150.

Fonte: Assessoria Agrishow
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Fundação Araucária levará ao Show Rural mostra de inovações para o agro do Paraná

Instituição promove exposição de novos de Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) apoiados pelo Governo do Estado.

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Foto: Fundação Araucária

A Fundação Araucária participa do Show Rural Coopavel com uma programação voltada à difusão da ciência, da inovação e de soluções tecnológicas aplicadas ao agronegócio e à sustentabilidade. Uma mostra dos Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (Napis), apoiados pela Instituição, estará instalada no estande da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste).

Integram a exposição os Napis Alimentos Saudáveis; Águas; Biodiversidade Restore; Recursos Genéticos; Serviços Ecossistêmicos; Taxonline; Trinacional; Sudoeste; Erva-Mate; Inova Vitis e Paraná Faz Ciência, evidenciando a diversidade de projetos estratégicos desenvolvidos em parceria com universidades, centros de pesquisa e o setor produtivo.

O estande também reunirá empreendimentos que receberam apoio do Programa Centelha II, uma iniciativa da Fundação Araucária voltada à geração de novas empresas de base tecnológica, inovações que sejam de interesses sociais e empresariais, e formação da cultura do empreendedorismo inovador.

O Show Rural acontece de segunda sexta-feira (9 a 13 de fevereiro) no Parque Tecnológico Agroindustrial de Cascavel. Na quinta-feira (12), um dos destaques no estande onde a Fundação Araucária atuará é a apresentação do projeto Inova Monitoramento Ambiental, que desenvolveu uma estação de baixo custo para monitoramento de odores, baseada em conceitos de Internet das Coisas e Cidades Inteligentes. O sistema permite detectar gases traçadores, transmitir dados em tempo real e estimar a localização de fontes emissoras, podendo ser utilizado de forma fixa ou móvel.

“O Show Rural é sempre uma oportunidade estratégica para o Paraná apresentar toda a sua potência ao Brasil e também à América do Sul”, afirma o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa. “Nesse cenário, o sistema de ciência, tecnologia e inovação do Estado ocupa um papel de destaque”, afirma.

Ele ressalta que são inúmeras soluções, pesquisas e tecnologias que impulsionam a produtividade do agronegócio enfrentam desafios de competitividade e contribuem para a geração de emprego e renda. “O evento é uma grande vitrine de integração entre academia, setor produtivo e governo, permitindo que a sociedade conheça, de forma concreta, os resultados dos investimentos em ciência e inovação”, enfatiza.

CigarrinhaWeb

Outro momento relevante da programação ocorre na segunda-feira, às 15 horas, com o lançamento do site CigarrinhaWeb. Trata-se de um projeto realizado pela Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho, por meio da Fundação Araucária e o Sistema Federação da Agricultura do Paraná – Faep.

A plataforma permitirá o acompanhamento semanal da presença e da população da cigarrinha-do-milho no Paraná, ampliando o acesso à informação para produtores rurais e técnicos. A ferramenta reforça o manejo integrado de pragas e contribui para a sustentabilidade da cultura do milho, sendo resultado de uma parceria público-privada articulada no âmbito da Rede. O evento acontece no Estande do Sindicato Rural de Cascavel Show Rural Coopavel, na BR-277, km 577.

NAPIs

Os Novos Arranjos de Pesquisa e Inovação (NAPIs) da Fundação Araucária representam uma estratégia pioneira de articulação entre universidades, centros de pesquisa, setor produtivo e governo para enfrentar desafios estratégicos do Paraná. Organizados em redes colaborativas e multidisciplinares, os Napis integram competências científicas e tecnológicas para gerar conhecimento aplicado, desenvolver soluções inovadoras e ampliar o impacto social, econômico e ambiental da pesquisa paranaense, fortalecendo o ecossistema de ciência, tecnologia e inovação em todas as regiões do Estado.

Fonte: AEN-PR
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