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Comissão Científica anuncia programação do IPVS 2020
Evento vai reunir alguns dos pesquisadores mais renomados da suinocultura mundial de 2 a 5 de junho na cidade do Rio de Janeiro

Foram divulgados os nomes de alguns dos mais importantes pesquisadores da suinocultura mundial responsáveis por desenvolver a programação científica do IPVS 2020 (International Pig Veterinary Society Congress), o maior evento do setor do planeta, que irá acontecer de 2 a 5 de junho na cidade do Rio de Janeiro. Durante quatro dias, a cidade maravilhosa será palco para transferência dos mais novos conhecimentos sobre a atividade feita por cerca de 30 dos mais renomados pesquisadores e cientistas do mundo.
No dia 2, serão quatro pré-congressos ocorrendo simultaneamente. O tema da vez, a Peste Suína Africana e as inovações para controlá-la, ganha atenção de Carmina Gallardo, Denis Kolbasov, Marisa Arias e José Manoel Sanchez Vizcaíno. O pré-congresso 2 irá abordar o manejo reprodutivo da fêmea suína contemporânea, com George Foxcroft, Nicoline Soede, John Pluske e Fernando Bortolozzo. Demandas de bem-estar de suínos no ano de 2050 é o assunto do pré-congresso 3, abordado por Inger Lise Andersen, Mark Holmes, Adroaldo José Zanella e Carlos Guerrero. O quarto pré-congresso tratará de negócios.
No terceiro dia do IPVS2020, serão oito sessões distintas, cada uma debruçada sobre um tema atual. Entre os nomes estão John Morris Fairbrother, da Universidade de Montreal (Desafios por Escherichia coli no período pós-desmama em leitões), John Butler, da Universidade de Iowa (Doenças virais emergentes em suínos: a perspectiva de um imunologista) e Amy Vicent, do USDA (Dez anos após o H1N1 pandêmico de 2009 – O que aprendemos sobre a interface suíno-homem da influenza?).
Em 4 de junho, apresentarão palestras pesquisadores como Maria Pieters, da Universidade de Minnesota (O que ainda devemos aprender sobre a infecção de Mycoplasma hyopneumoniae em suínos), John Pluske, da Universidade de Murdoch, na Austrália (Saúde intestinal e a transição para o período pós-desmama), e Jaap Wagenaar, da Universidade de Utrecht – Países Baixos – (Utilização de antimicrobianos na produção no mundo).
Quem também enobrece o evento são Andreas Kaasi, da Eva Scientific (Transformação de tecidos e órgãos de suínos para uso em medicina regenerativa humana) e Aidan Connolly, da Canthus (Imaginem um futuro digital para produção de suínos: 9 tecnologias que irão transformar nossa indústria), que palestram no último dia do IPVS 2020.
Bem-estar animal, nutrição, doenças virais, bacterianas e parasitárias, imunologia e vacinologia, segurança alimentar, reprodução, biosseguridade, genética, antimicrobianos, estudos de casos clínicos, manejo, produção e inovação, dentre outros temas, fazem parte do programa científico cuidadosamente elaborado para atender aos anseios dos profissionais na atualidade.
A programação completa pode ser acessada no site oficial do evento. “Nosso programa irá debater doenças com impacto econômico na suinocultura mundial, incluindo doenças bacterianas e virais endêmicas e emergentes, o impacto produtivo e sanitário de restrição do uso de antimicrobianos, entre outros temas”, afirma o vice-presidente da Comissão Científica do IPVS2020 e professor da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, Fabio Vannuci.
Trabalhos Científicos
Vannuci salienta que o Congresso da IPVS se destaca por ser um evento realizado por cientistas para cientistas com foco na aplicabilidade a campo de inovações produzidas na academia. “Um dos pontos altos do IPVS2020 será a exposição e apresentação de trabalhos científicos. A IPVS recebe trabalhos das principais universidades do mundo, o que possibilita aos participantes um panorama global do que está sendo estudado na suinocultura. E a partir daí, podemos traçar quais são as principais ferramentas que estarão disponíveis e serão mais relevantes para o desenvolvimento da atividade nos próximos anos”.
A professora da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e presidente do IPVS2020, Fernanda Almeida, ressalta a importância deste encontro para a suinocultura brasileira. “Trazer este evento para o país é uma maneira de tornar acessível, aos profissionais brasileiros do setor suinícola, os resultados de pesquisas de última geração obtidos nos principais centros do mundo, permitindo discussões com cientistas de todos as partes do planeta. Acreditamos que este evento possa contribuir sobremaneira para um salto, não apenas a nível de produção cientifica brasileira, mas também a nível de tecnologias a campo, e assim elevar a suinocultura brasileira a um novo patamar de tecnologia, ciência e inovação”, destaca.

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Mercado estima redução da Selic em 0,25 ponto esta semana
Previsão é que taxa básica de juros termine 2026 em 12,25% ao ano.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, e a previsão do mercado financeiro é que ela seja reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A expectativa está no boletim Focus de segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

A Selic, definida atualmente em 15% ao ano, é o principal instrumento da autarquia para alcançar a meta de inflação. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Copom não interferiu nos juros pela quinta vez seguida, na última reunião, no fim de janeiro.
A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o colegiado confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, marcada para esta terça (17) e quarta-feira (18), caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil
Na semana passada, o mercado estimava um corte de 0,5 ponto percentual na Selic, mas o aumento das expectativas de inflação mudou este cenário. Entre as razões para esta revisão está o impacto econômico da guerra no Irã, com o aumento no preço do petróleo pressionando a inflação futura.
Da mesma forma, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica, até o final de 2026, foi elevada nesta edição do boletim Focus, com a previsão de redução passando de 12,13% ao ano para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano.
Quando o Copom aumenta a Selic, a finalidade é conter a demanda aquecida; isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Os bancos ainda consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.
Quando a Taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, diminuindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.
Inflação
A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – referência oficial da inflação no país – passou de 3,91% para 4,1% em 2026. Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5%, para ambos os anos.
Apesar da alta, a estimativa para a variação de preços em 2026 se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%.
Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7%, uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado levou o IPCA a acumular alta de 3,81% em 12 meses.
PIB e câmbio
Já a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano variou de 1,82% para 1,83%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos.
Em 2025, a economia brasileira cresceu 2,3%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com expansão em todos os setores e destaque para a agropecuária, o resultado representa o quinto ano seguido de crescimento.
Nesta edição do boletim Focus, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,47.
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Governo lança Plano Clima com meta de reduzir até 67% das emissões até 2035
Documento orienta ações de mitigação e adaptação para tornar o Brasil uma economia de baixo carbono.

O governo federal lançou na segunda-feira (16) em Brasília o Plano Clima, documento que orienta Estado e sociedade para enfrentarem a crise climática.

O plano descreve ações de mitigação e adaptação para o Brasil ser uma economia de baixo carbono, sustentável do ponto de vista socioambiental.
A meta principal do plano é reduzir entre 59% e 67% as emissões de dióxido de carbono até 2035 (percentuais da meta são relativos a 2005). A contenção será caminho para que até 2050 não haja mais emissões dos gases de efeito estufa no Brasil.
A elaboração do plano começou em 2023, envolveu a participação de 24 mil pessoas e resultou em cerca de 5 mil propostas apresentadas em diversas etapas de elaboração sintetizadas e escolhidas pelo Comitê Interministerial sobre Mudança Climática (CIM), formado por 25 pastas ministeriais.
Emergência climática

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
“Nós tivemos um processo com ampla participação da sociedade civil”, lembrou a ministra Marina Silva (Meio Ambiente e Mudanças Climáticas).
Segundo ela, “o Plano Clima orientará as ações do governo tanto nas agendas de adaptação, mitigação” e servirá para reorientar as nossas ações nas agendas de desenvolvimento.”
“A gente vive uma situação gravíssima de emergência climática” e “o Plano Clima é a principal estratégia do governo para o enfrentamento aos graves problemas da mudança do clima que já estão nos assolando”, segundo a ministra Marina Silva, se referindo a desastres e incidentes como os que ocorreram na Bahia (2021), no Rio Grande do Sul (2023), em São Sebastião (2024), no litoral paulista, nas super secas e cheias na Amazônia (também em 2024) e à tragédia no mês passado na zona da mata de Minas Gerais, que resultou em 70 mortes.
O Plano Clima contará com financiamento do Eco Invest Brasil (investimentos privados); recursos nacionais e de cooperação global da Plataforma Brasil de Investimentos Climáticos e para a Transformação Ecológica (BIP, sigla em inglês); e verbas do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (Fundo Clima), operado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
Para este ano, o Fundo Clima disporá de mais de R$ 33 bilhões. A maior parte em recursos reembolsáveis ao BNDES (R$ 27,5 bilhões).
Liderança global
Em nota divulgada à imprensa, o ministro Rui Costa (Casa Civil) avaliou que “o Plano Clima representa um novo passo do governo do presidente Lula para posicionar o Brasil na liderança global da agenda ambiental.” Segundo ele, a iniciativa “é também um chamado à ação para estados, municípios, setor privado e sociedade civil.”
A ministra Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação) assinalou que “o Plano Clima consolida a ciência como base para as ações de enfrentamento à crise climática” e que o país com a proposta não está “apenas reagindo aos desastres”, mas “antecipando soluções.”
Os ministérios do Meio Ambiente e Mudança Climática; Ciência, Tecnologia & Inovação; e a Casa Civil formaram o comitê executivo que liderou a elaboração do Plano Clima.
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Inscrições para a tradicional Feira Sabores do Paraná começam nesta semana
Abertura oficial será durante evento na Seab, no qual também será lançada a Rede Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural.

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e o Instituto de Desenvolvimento Rural (IDR-Paraná) abrem nesta terça-feira (17), a partir das 18 horas, neste site, as inscrições para a Feira Sabores do Paraná, que prestigia os produtos da agroindústria do Estado. A feira ocorre no segundo semestre deste ano e os produtores interessados já poderão acessar o sistema de cadastramento e sanar dúvidas. A abertura oficial será durante evento nesta terça-feira na Seab, no qual também será lançada a Rede Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural.
A programação faz parte da 69ª Assembleia Geral Ordinária da Associação Brasileira das Entidades Estaduais de Assistência Técnica e Extensão Rural, Pesquisa Agropecuária e Regularização Fundiária (Asbraer), que reunirá, de 17 a 20 de março, entidades públicas de extensão rural de todos os estados do Brasil para alinhar estratégias que impactam diretamente a economia no campo. O IDR-Paraná é o anfitrião do evento.
Para dar um “gosto” do que o público pode esperar da Feira Sabores do Paraná e formalizar a abertura das inscrições, doze barraquinhas de feirantes estarão montadas na Seab ao longo de três dias desta semana, para que a população possa comprar produtos autênticos da agricultura familiar paranaense diretamente dos produtores. Serão vendidos embutidos, queijos, cafés, patês, antepastos, mel de abelha sem ferrão, cachaça, geleia biscoitos entre outros produtos.
O horário aberto ao público será das 8h às 15h, na terça-feira, quarta (18) e quinta-feira (19). A sede da Seab fica na Rua da Bandeira, número 500, no bairro Cabral.
A Feira Sabores do Paraná consolidou-se como uma gigante do setor. Na edição anterior, o evento reuniu mais de 100 agroindústrias com seus estandes e atraiu um público superior a 30 mil pessoas.
O sucesso reflete a força da agricultura familiar, que hoje representa 75% dos empreendimentos rurais do Estado. Além da comercialização de itens como queijos premiados, cafés, embutidos e hortifrutis, o evento é vital para a visibilidade de pequenos negócios assistidos pelo IDR-Paraná. Seu propósito é dar visibilidade às agroindústrias familiares de produtores com Cadastro Nacional de Agricultura Familiar (CAF).
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Marcio Nunes, destaca a importância da feira para o meio rural. “A Feira é a vitrine do trabalho dos produtores paranaenses, da qualidade dos produtos feitos aqui, e também de todo o esforço de extensão rural desenvolvida pelo Sistema Estadual de Agricultura do Paraná. O lançamento das inscrições será um momento para celebrar toda essa parceria, que proporciona a chegada de renda no campo”, diz.
Para a coordenadora estadual da agroindústria do IDR-Paraná, Karolline Marques, a ampliação do prazo para as inscrições deve promover ainda mais a participação de novos produtores. “Nossa meta é facilitar ao máximo o acesso do produtor ao sistema de inscrições. Quem ainda não está dentro das exigências de participação, tem mais tempo para se organizar. Vamos oferecer uma infraestrutura robusta e suporte técnico para que a agroindústria familiar possa mostrar seu potencial máximo”, afirma
Rede ATER
Nesta semana, Curitiba será o epicentro das discussões sobre o desenvolvimento rural sustentável no País. A 69ª Assembleia Geral Ordinária da Asbraer será o primeiro encontro de diretorias nacionais deste ano e reunirá gestores e lideranças para alinhar estratégias que impactam diretamente a segurança alimentar e a economia no campo.
Os temas das discussões focam na integração entre as Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária (Oepas) e as entidades e profissionais que atuam com Assistência Técnica e Extensão Rural (ATER), visando estratégias que busquem seu fortalecimento para um desenvolvimento sustentável, economicamente viável e socialmente justo.
De acordo com o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza, sediar o encontro representa uma oportunidade estratégica para o Estado. “O encontro representa uma oportunidade única para mostrarmos ao Brasil o potencial do Paraná como supermercado do mundo. Será um momento importante para fortalecer parcerias, trocar experiências e valorizar ainda mais o trabalho que realizamos no campo, com inovação, sustentabilidade e compromisso com o desenvolvimento rural”, diz.
Para marcar o evento, na noite de terça-feira, em conjunto com o lançamento de inscrições da Feira Sabores, também será lançada a Rede Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural, que foi formalmente instituída no dia 06 de março de 2026, pela Resolução n° 47, da Seab.
A rede visa ampliar o atendimento nas propriedades rurais unindo entidades que realizam essa atividade em todas as regiões do Paraná. Sua constituição foi formalizada com base nas ações de um grupo de trabalho composto pela Seab, IDR-Paraná, Associação de Municípios do Paraná (AMP), Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Agência de Desenvolvimento Regional do Extremo Oeste do Paraná (Adeop), Associação Paranaense das Empresas de Planejamento Agropecuário (Apepa), Cooperativa de Crédito (Cresol), Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep), Itaipu Binacional, Sebrae, Sistema Ocepar, Unicafes Paraná e Conselho Estadual de Desenvolvimento Rural Sustentável de Agricultura Familiar (Cedraf).



