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Notícias IPVS 2020

Comissão científica anuncia programa inédito para suinocultura brasileira

Evento mostrará um panorama das mais importantes pesquisas realizadas pelas principais universidades do mundo, de 2 a 5 de junho de 2020

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As mais recentes pesquisas, tecnologias e inovações para a suinocultura mundial serão debatidas por especialistas de vários países do mundo de 2 a 5 de junho durante o IPVS2020, na 26a edição do Congresso da IPVS (International Pig Veterinary Society). A comissão científica do evento, formada por pesquisadores das principais universidades do planeta, já definiu um programa dividido em vários painéis diferentes, destacando temas como Bem-Estar Animal, Nutrição, Doenças Virais, Doenças Bacterianas, Imunologia e Vacinologia, Saúde Pública, Reprodução, Biosseguridade, Genética, Antimicrobianos, Estudos de Casos Clínicos, Manejo, Produção e Inovação, Doenças Parasitárias e outros temas.

Além destas sessões, a programação terá um dia inteiro dedicado a dois simpósios pré-congresso que acontecerão simultaneamente. O primeiro deles vai destacar Peste Suína Africana com pesquisadores de renome internacional apresentando suas experiências, a evolução da doença no cenário global, formas de prevenção, mitigação de riscos e controle. O outro vai discutir Nutrição e Reprodução em suínos, antecipou o vice-presidente da Comissão Científica do IPVS2020 e professor de medicina veterinária da Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, Dr. Fabio Vannuci.

“Nosso programa vai debater doenças com impacto econômico na suinocultura mundial, incluindo doenças bacterianas e virais endêmicas e emergentes, o impacto produtivo e sanitário de restrição do uso de antimicrobianos, dentre outros. Outro tema a ser debatido será doenças de notificação obrigatória, com foco na Peste Suína Africana”, afirmou o especialista.

Por ser a doença que mais tem preocupado a suinocultura mundial, a Peste Suína Africana terá destaque especial durante toda a programação, incluindo um dia inteirinho para debater apenas esta enfermidade no pré-congresso. De acordo com Vannuci, outro tema que será amplamente debatido em nível global é a mudança regulatória em relação ao uso ou a retirada de antimicrobianos.

Dr. Fábio Vannuci salienta que o Congresso da IPVS se destaca por ser um evento realizado por cientistas para cientistas, com foco na aplicabilidade em campo de inovações produzidas na academia. “Um dos pontos altos do IPVS2020 será a exposição e apresentação de trabalhos científicos. A IPVS recebe trabalhos das principais universidades do mundo, o que possibilita aos participantes um panorama global do que está sendo estudado na suinocultura. E a partir daí podemos traçar quais são as principais ferramentas que estarão disponíveis e serão mais relevantes para o desenvolvimento da atividade nos próximos anos”.

A professora de medicina veterinária da UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais) e presidente do IPVS2020, Dra. Fernanda Almeida, ressalta a importância deste encontro para a suinocultura brasileira. “Trazer este evento para o país é uma maneira de tornar acessível, aos profissionais brasileiros do setor suinícola, os resultados de pesquisas de última geração obtidos nos principais centros do mundo, permitindo discussões com cientistas de todos as partes do mundo. Acreditamos que este evento possa contribuir de maneira importante para um salto, não apenas a nível de produção cientifica brasileira, mas também a nível de tecnologias a campo, e assim elevar a suinocultura brasileira a um novo patamar de tecnologia, ciência e inovação”, destacou.

O IPVS2020 – a 26a edição do Congresso da IPVS (International Pig Veterinary Society) é organizado pela ABRAVES (Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos). Outras informações estão disponíveis no site do evento, ou podem ser obtidas pelo e-mail ipvs2020@ipvs2020.com.

Fonte: Assessoria
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Notícias

Mercado lácteo é promissor para a bubalinocultura gaúcha

Técnica salienta que são necessários manejos diferenciados em relação aos bovinos de leite

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Foto: AgroEffective/Divulgação

Mercado promissor para a bubalinocultura, a produção de lácteos é uma das grandes possibilidades de rendimento aos criadores. Altamente nutritivo, o leite de búfala tem 59% mais cálcio, 47% mais fósforo, 43% menos colesterol, é anticancerígeno, tem o dobro de ácido Linolêico, dobro de Ômega 3, além do maior teor de vitaminas A, D e B2. Mas para se chegar a este patamar, são necessários cuidados no manejo para extrair o melhor produto.

A técnica em Manejo de Bubalinocultura Leiteira e parceira técnica da Associação Sulina de Criadores de Búfalos (Ascribu), Angela Cristina Schirmer, reforça que os búfalos precisam de uma técnica de manejo diferenciada dos bovinos, pois pertencem a outra espécie, devendo receber outro tipo de cuidados. “É fundamental que haja sombra nas pastagens. O búfalo regula o calor corporal na sombra, água e lama. São menos tolerantes a radiação solar, pois possuem menos glândulas sudoríparas que os bovinos”, observa.

Angela destaca também a diferença entre as raças bubalinas. A Murrah, por exemplo, é originária da Índia tem uma produtividade leiteira entre 1,5 mil a 2,5 mil Litros de leite por lactação, enquanto a raça Mediterrâneo, originária da Europa, apresenta características de corte e linhagem leiteiras. “A legítima Muçarela italiana, que é considerada como um queijo mais refinado, se faz com apenas cinco a seis litros de leite de búfala, enquanto que do bovino, por exemplo, é necessário em torno de dez a 11 litros”, salienta.

Conforme a técnica, a produtividade da ordenha de leite de Búfala está cada vez maior e tem agradado muito o paladar do consumidor final. Angela ressalta também que o rendimento do leite é fundamental para a agroindústria e pecuária familiar. “Minha opinião em relação ao crescimento da Bubalinocultura leiteira é muito otimista aqui no Rio Grande do Sul. Podemos produzir em torno de 13 tipos de queijos com o leite industrializado e o rendimento do laticínio bem superior ao bovino por ser um leite com maior número de sólidos totais”, complementa.

A Ascribu trabalha em parceria com a Emater para trabalhar o fomento do leite de búfala. O vice-presidente da entidade, Guilherme Giambastiani, explica que no Brasil inteiro o búfalo se destacou pelo leite e aqui no Rio Grande do Sul a maioria dos produtores foi para a pecuária de corte. “Hoje temos dois produtores que suprem a Cooperbúfalo e temos um grande campo de crescimento para a búfala de leite, especialmente para a agricultura familiar. Se conseguirmos fomentar esta questão conseguiremos dar visibilidade para a búfala e gerar renda ao produtor”, destaca.

Segundo Giambastiani, diferente da carne, os derivados do leite de búfala tem uma demanda maior. “O que produz, vende. Vários laticínios de fora do Estado olham para cá porque aqui tem grande consumo. É um produto que tem liquidez”, complementa.

Fonte: Assessoria
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Notícias Anuário do Agronegócio

Presente Rural inicia expedição pelo Paraná

Duas equipes de reportagem passam por dezenas de cidades, em várias regiões, para entrevistar produtores de sucesso e valorizar o que de melhor o setor tem: as pessoas

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Foto: O Presente Rural

O jornal O Presente Rural começou nesta semana uma expedição pelo Paraná, em busca de histórias que mostrem porque o agronegócio é o pilar econômico e social do Estado. Duas equipes de reportagem passam por dezenas de cidades, em várias regiões, para entrevistar produtores de sucesso e valorizar o que de melhor o setor tem: as pessoas. As reportagens você confere na nossa última edição do ano, que começa a circular em breve. Enquanto isso, acompanhe nas fotos um pouco dos bastidores do início da expedição.

Fonte: OP Rural
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Notícias

Leite digital: o 4.0 chegando na produção

O mercado lácteo, apesar de ter evoluído muito, ainda não é um player importante no cenário internacional

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Em qualquer ambiente que vamos há sempre uma pessoa que fala: o tempo está passando muito rápido. Realmente, parece que não temos tido muito tempo, e isto nos dá a sensação de que os dias são mais curtos.

Talvez muito desse sentimento esteja ligado à questão de estarmos, cada dia mais, conectados o tempo inteiro. As notícias chegam muito rápidas. Algo que aconteceu pela manhã e se só descobrirmos à tarde, ficamos com a sensação de notícia antiga, ou que não estamos atualizados. Em outro vértice, tudo é muito volátil, passa rápido. Vira um “meme” e se foi. Mas, apesar dessa tecnologia nos trazer alguns sentimentos que nos criam ansiedade, há uma infinidade de soluções que estão sendo criadas que nos facilitam o dia a dia.

No mundo do leite, a nata já tem investido nessas opões. Um bom exemplo é a Embrapa que, em parceria com outras instituições, fomenta o Ideas for Milk desde 2016. O foco é promover o surgimento de soluções para a cadeia do leite, reunindo a iniciativa privada, a academia, a pesquisa agropecuária e o setor produtivo. Para 2019, dia 22 de novembro terá a seleção dos campeões. Os selecionados vão apresentar propostas para incrementar e garantir desde a otimização dos recursos, de mensuração de crescimento de bezerras, das análises rápidas do leite e até o cumprimento das legislações.

O mercado lácteo, apesar de ter evoluído muito, ainda não é um player importante no cenário internacional. Conseguimos galgar alguns status, desde sanitários até abertura de mercados, mas ainda não temos realmente relevância. No meio do ano, houve o anúncio de 24 laticínios habilitados para o comércio com a China. E, como não poderia ser diferente, causou certa euforia. Ter os chineses tomando leite brasileiro nos permitirá produzir muito mais, afinal, a China tem aproximadamente cinco vezes a população do Brasil. No entanto, apesar da habilitação, nada de lácteos foi exportado. Segundo agentes púbicos, ainda falta a comprovação do cumprimento de requisitos legais.

Aliás, com foco nessas legislações, um dos finalistas do desafio das Startups, do Ideas for Millk 2019, está concorrendo com uma solução para buscar mitigar os entraves de importação. As normativas (assim como os importadores) exigem que exista uma cadeia de informações de que as exigências, para a produção de um leite saudável, estejam disponíveis e sejam realizados planos de controle. De um lado há milhares de produtores, que devem gerar dezenas de registros por mês e, do outro, os laticínios, que devem receber e processar essas informações, para garantir ações corretivas e eventuais desvios que sejam detectados. Unir essas pontas, recolhendo registros em papel e processando no escritório, pode ser uma tarefa extremamente difícil de realizar, além, claro, de demorada.

Partindo dessa demanda, e com auxílio desta que vos escreve, foi concebido um aplicativo batizado de Milk Wiki, que contém todos os procedimentos, registros, treinamentos e ações que devem ser realizadas, além de canais de comunicação direta do laticínio com o produtor, cujo objetivo é o de buscar a conformidade dos processos de produção. O aplicativo é acessado através de smartphones, tanto IOs quanto Androides, possui uma interface amigável e de fácil utilização, e envia para o laticínio em tempo real as informações que são demandadas.

O surgimento de iniciativas como esta pode encontrar entraves na baixa escolaridade ou na dificuldade de operar tais “inovações”. Por outro lado, é inevitável a disseminação desse tipo de tecnologia, principalmente entre os mais jovens, que mais conectados, interagem nas redes sociais mais instintivamente e, por conta disso, tem a tendência em absorver as tecnologias mais rapidamente e utilizá-las na rotina; traz uma satisfação e sensação de pertencimento a esta geração tão plugada.

Talvez a maior utilização da tecnologia no campo seja um atrativo para retenção dos mais jovens, uma das demandas para sustentabilidade do setor agropecuário. Assim como as cidades, as tecnologias, as conexões, as inovações também são necessárias. Esperemos os dias continuarem como são no campo, ou melhor, que permita utilizar o tempo de lazer com mais contato e conexões positivas.

Por Roberta Züge; Diretora Administrativa do Conselho Científico Agro Sustentável (CCAS); Diretora de Inteligência Científica Milk.Wiki; Médica Veterinária Doutora pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ/USP); Sócia da Ceres Qualidade

Fonte: Assessoria
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