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Comércio entre Brasil e Reino Unido cresce 10,5% e soma US$ 17,3 bilhões

Resultado reflete a combinação de maior exportação de serviços do Reino Unido ao mercado brasileiro e a expansão das importações britânicas de bens e serviços brasileiros.

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Foto: Roberto Dziura Jr

O comércio entre o Brasil e o Reino Unido cresceu 10,5% e somou US$ 17,3 bilhões de setembro de 2025 a setembro de 2024.. As exportações do Reino Unido para o Brasil alcançaram cerca de US$10,4 bilhões, enquanto as exportações brasileiras chegaram a US$ 6,9 bilhões, um avanço de 13,3% em 12 meses. Os números fazem parte do relatório Brazil–UK Trade and Investment Factsheet.

De acordo com a Câmara Britânica de Comércio e Indústria no Brasil (Britcham), o resultado reflete a combinação de maior exportação de serviços do Reino Unido ao mercado brasileiro e a expansão das importações britânicas de bens e serviços brasileiros.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Como resultado dessa dinâmica, o Reino Unido manteve um superavit comercial com o Brasil estimado em cerca de US$3,5 bilhões, refletindo o peso dos serviços britânicos na balança bilateral.

Na avaliação da Britcham, apesar de o Brasil ocupar a 26ª posição entre os parceiros comerciais do Reino Unido, o ritmo recente de crescimento indica uma intensificação das trocas e maior diversificação da pauta comercial.

Segundo o documento, o setor de serviços respondeu por pouco mais da metade do total exportado pelo Reino Unido e avançou 10,9% em 12 meses, com destaque para serviços empresariais e técnicos, além de serviços financeiros, de transporte e viagens. As exportações de bens cresceram em ritmo mais moderado, de 6,5%.

Em relação às exportações brasileiras, o crescimento foi puxado principalmente pelos bens, cujas vendas aumentaram 15,4%, com

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

destaque para bebidas e tabaco, carnes e produtos cárneos e máquinas e equipamentos industriais intermediários. As importações de serviços brasileiros também cresceram, em torno de 9,2%, contribuindo para a expansão do comércio total.

O presidente da Britcham Fabio Caldas destaca que também houve avanço nos estoques de investimento direto entre Brasil e Reino Unido, indicando que a expansão do comércio ocorre em paralelo a um maior compromisso de longo prazo das empresas, especialmente em setores de maior valor agregado. “Esse crescimento consistente reflete uma mudança importante na relação entre os dois países. O comércio deixou de ser focado apenas em bens tradicionais e passou a incorporar cada vez mais serviços, que têm maior valor agregado e criam vínculos mais duradouros entre as empresas brasileiras e britânicas”, avalia Caldas.

Fonte: Agência Brasil

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Brasil não perde competitividade com tarifa de 10% dos EUA

Decisão da Suprema Corte que limita poderes do Executivo mantém Brasil em igualdade no mercado americano e abre espaço para ampliar exportações.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na última sexta-feira (20) o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante” – Foto: Divulgação

Como a taxa será aplicada a todos os países exportadores, o Brasil, ressaltou Alckmin, permanece em igualdade de condições no mercado norte-americano.

A declaração foi feita após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente pelo presidente Donald Trump com base em poderes de emergência. Por seis votos a três, a Corte entendeu que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso, e não do Executivo.

O julgamento anulou parte relevante do chamado tarifaço, por meio do qual o governo de Trump havia imposto alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totalizando 50% em alguns casos.

Para Alckmin, a decisão é muito importante para o Brasil e abre espaço para ampliar as trocas comerciais. “Abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante”, declarou.

Ele ressaltou que, no auge das medidas, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas, percentual que caiu para 22% no fim do

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

ano passado, após negociações diplomáticas.

Trump reagiu à decisão anunciando que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária e confirmou a criação de umanova taxa global de 10%, com base em outros dispositivos da legislação comercial americana.

Setores beneficiados
De acordo com o vice-presidente, a nova tarifa não altera a posição relativa do Brasil no comércio com os EUA. “Os 10% são globais. Não perdemos competitividade”, afirmou Alckmin.

Ele destacou que setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores.

Alckmin também mencionou que produtos estratégicos, como aço e alumínio, atingidos pela Seção 232 da legislação americana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos. Por meio da Seção 232 da Lei de Segurança Nacional dos Estados Unidos, o país pode impor tarifas sobre importações consideradas ameaça à economia.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

O ministro reforçou que o Brasil não está entre os países que geram déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral. “A negociação continua”, ressaltou.

Impacto econômico
Especialistas avaliam que a derrubada das tarifas pode favorecer a retomada das exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos Estados Unidos, ao baratear produtos importados.

Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões, o equivalente a 10,8% do total vendido pelo Brasil ao exterior. A redução das barreiras comerciais pode influenciar o fluxo de investimentos e o comportamento do dólar, com reflexos sobre a economia brasileira.

Apesar do revés judicial, Trump sinalizou que poderá abrir novas investigações comerciais e estruturar tarifas por outros instrumentos legais, mantendo a política de proteção à indústria americana no centro de sua estratégia econômica.

Fonte: Agência Brasil
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Trump reage à Suprema Corte e promete manter ofensiva tarifária

Após tribunal derrubar tarifaço global, presidente norte-americano chama decisão de vergonha e anuncia plano alternativo para proteger indústria dos EUA.

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Foto: Divulgação

A reação do presidente Donald Trump foi imediata após a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que derrubou o tarifaço global imposto por seu governo. O republicano classificou o veredicto como uma vergonha e afirmou que a c continuará sendo um instrumento central de sua estratégia econômica.

Foto: Divulgação

Em publicação na rede Truth Social, Trump defendeu o uso de barreiras tarifárias como instrumento central de política comercial americana. “As tarifas são a melhor ferramenta para ajudar nossos trabalhadores e apoiar empresas que produzem excelentes produtos feitos nos EUA”, escreveu.

O presidente também afirmou possuir um plano B para preservar parte da política comercial. Embora não tenha detalhado os próximos passos, sinalizou que buscará outros fundamentos legais para sustentar medidas tarifárias.

Durante o segundo mandato, Trump transformou as tarifas em um dos principais eixos da política externa americana. A imposição de sobretaxas foi utilizada como mecanismo de pressão para forçar renegociações comerciais e obter concessões de parceiros estratégicos, ainda que ao custo de maior instabilidade nos mercados e de atritos diplomáticos.

A decisão da Suprema Corte, no entanto, estabelece um freio relevante a essa estratégia. Ao derrubar as tarifas criadas com base em

Foto: Divulgação

poderes emergenciais, o tribunal delimitou o alcance da autoridade presidencial e reforçou que medidas com impacto econômico amplo exigem autorização do Congresso.

Apesar da reação pública, o próprio julgamento deixa claro que Trump ainda dispõe de instrumentos legais para tentar reintroduzir tarifas, desde que amparadas em outras legislações específicas, como aquelas relacionadas à segurança nacional ou a práticas comerciais consideradas desleais.

O embate entre Executivo, Judiciário e Congresso tende, assim, a migrar do campo estritamente econômico para o plano jurídico e institucional, redefinindo os contornos da política comercial dos Estados Unidos.

Fonte: O Presente Rural
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O que muda para as exportações brasileiras com a queda das tarifas impostas por Trump

Decisão da Suprema Corte dos EUA reduz barreiras comerciais e altera cenário para soja, carnes e manufaturados.

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Foto: Divulgação/Agência Gov

A decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que invalidou o tarifaço global imposto por Donald Trump pode representar um alívio relevante para parte das exportações brasileiras aos EUA, sobretudo aquelas atingidas pelas chamadas tarifas recíprocas.

Foto: Allan Santos/PR

Em abril de 2025, ao anunciar a política de reciprocidade comercial com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA), o governo americano impôs uma tarifa adicional de 10% sobre produtos brasileiros. A medida foi ampliada em julho do mesmo ano, com novo acréscimo de 40%, elevando a alíquota total para 50%.

O aumento, no entanto, não foi linear. O pacote veio acompanhado de uma lista de exceções que retirou da sobretaxa adicional de 40% sobre produtos estratégicos para o comércio bilateral, como suco de laranja, aeronaves civis, petróleo, veículos e autopeças, fertilizantes e itens do setor energético.

Posteriormente, em novembro, após negociações diretas entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, os Estados Unidos anunciaram a retirada da tarifa adicional de 40% para novos produtos, entre eles café, carnes e frutas. A reaproximação diplomática foi descrita por Trump, à época, como marcada por “química excelente” com o mandatário brasileiro.

Com a decisão da Suprema Corte, as tarifas recíprocas aplicadas com base na IEEPA deixam de ter validade jurídica. Isso atinge

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

diretamente a espinha dorsal da estratégia tarifária adotada em 2025 e pode reduzir a pressão sobre exportadores brasileiros que ainda estavam sujeitos às sobretaxas remanescentes.

Por outro lado, nem todas as barreiras caem. As tarifas sobre aço e alumínio seguem em vigor, pois foram impostas com base na Seção 232 da Lei de Expansão Comercial de 1962, que autoriza medidas por razões de segurança nacional. Esse fundamento legal não foi objeto de questionamento no julgamento da Suprema Corte.

Na prática, o cenário para o Brasil passa a ser mais seletivo: as tarifas associadas à emergência econômica foram derrubadas, mas as medidas vinculadas à segurança nacional permanecem. O desdobramento concreto dependerá de como o governo americano reorganizará sua política comercial após a decisão judicial.

Fonte: O Presente Rural
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