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Notícias Mercado

Comercialização da soja tem leve melhora no Brasil com colheita tímida

Com tímido avanço da colheita nacional, produtores ficaram com receio de negociar e não poder cumprir contratos em caso de problemas futuros

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Danilo Estevão/Embrapa

As oscilações dos preços no mercado brasileiro de soja aproveitaram os picos da Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT) e do dólar. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, com o tímido avanço da colheita nacional no período, os produtores ficaram com receio de negociar e não poder cumprir os contratos em caso de problemas futuros. Ainda assim, a comercialização teve leve melhora em relação a semanas anteriores.

O mercado começou a semana com preços mais baixos, acompanhando a volatilidade na CBOT e a queda do dólar. A comercialização estava travada. A colheita, até segunda-feira, estava atrasada no Mato Grosso do Sul e em Goiás, entre outras regiões, devido ao excesso de chuvas. OS produtores estão preocupados, sem poder colher, e reduzem as negociações.

O viés baixista permaneceu na terça-feira, também acompanhando a CBOT e o dólar. O mercado físico nacional esteve travado, ainda levando em conta as precipitações prejudiciais ao avanço da ceifa.

Na quarta-feira, os preços nas principais praças de comercialização estiveram predominantemente mais altos. A alta em Chicago e do dólar favoreceram essa valorização. Ainda assim, a comercialização seguiu em ritmo lento, com negociações pontuais, em torno de 20 mil toneladas no dia.

Na última quinta-feira, mais uma vez, os preços subiram no Brasil favorecidos pela CBOT e pelo dólar. A comercialização interna registrou maior atividade, com 20 mil toneladas no Rio Grande do Sul, 20 mil em Minas Gerais e um total nacional de ao menos 50 mil toneladas no dia.

Fonte: Agência Safras
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Notícias Comércio Internacional

Ação na Gulfood gerará US$130 milhões em negócios para exportadores de aves e suínos

Além do fechamento de contratos de exportação, a divulgação dos atributos dos produtos brasileiros foi outro diferencial da ação em Dubai

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Arquivo/OP Rural

Sabor, qualidade e novos negócios marcaram a ação realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), durante a Gulfood 2021, encerrada na quinta-feira (25), em Dubai (Emirados Árabes Unidos).

Com a participação de agroindústrias brasileiras de aves, ovos e material genético avícola, a principal ação da avicultura brasileira para o mercado halal gerou US$ 13,250 milhões em negócios apenas durante o evento. As projeções do setor é que mais de US$ 130 milhões em exportações sejam efetivadas a partir dos encontros de negócios ocorridos no evento.

Além do fechamento de contratos de exportação, a divulgação dos atributos dos produtos brasileiros foi outro diferencial da ação em Dubai. Em um espaço gastronômico exclusivo no estande da parceria ABPA & Apex-Brasil, foram servidos 2,6 mil shawarmas (prato típico árabe) e 600 omeletes à base de produtos brasileiros, para os milhares de visitantes, clientes e potenciais importadores vindos de diversas partes da África, Europa e Ásia.   Paralelamente e respeitando todos os protocolos, materiais promocionais foram “distribuídos” digitalmente, por meio de QR-Code

“A implantação de medidas protetivas tornou a edição deste ano mais focada em consolidação de negócios e resultados, especialmente neste momento em que vemos o incremento das exportações para o Oriente Médio. Ao mesmo tempo, cumprindo todos os protocolos, promovemos a qualidade e os diferenciais do nosso produto. Em um momento de forte tensão global, os resultados alcançados na Gulfood são a sinalização da manutenção do momento positivo para o setor em 2021”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.

Fonte: Assessoria
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Notícias Opinião

Por que o médico veterinário é insubstituível na indústria de carnes?

Só o médico veterinário é capaz de identificar processos patológicos que podem resultar em problemas sanitários sérios de ordem local, nacional ou pandêmica

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Foto: Divulgação OP Rural

Artigo escrito por Ana Elisa Almeida, vice-presidente do CFMV; Wirton Peixoto Costa, conselheiro federal suplente; e Gerard Vicente Dantas de Medeiros, conselheiro efetivo do CRMV-RN

A pandemia de covid-19 mostrou a necessidade mundial de procedimentos ainda mais rigorosos de fiscalização higiênico-sanitários dos alimentos de origem animal. Diante desse panorama, reitera-se a posição do Sistema CFMV/CRMVs quanto à necessidade imprescindível da atuação exclusiva do médico-veterinário como responsável técnico-sanitário da indústria de alimentos para garantir aos cidadãos brasileiros alimentos saudáveis e livres de toda e qualquer contaminação, seja física, química e, principalmente, biológica.

As ações precursoras da Vigilância Sanitária brasileira remontam ao ano de 1808. A chegada da família real em terras brasileiras iniciou a preocupação com vetores transmissores de doenças, até chegar aos cuidados sanitários com alimentos que temos hoje. Por isso, já sabemos que modificar as estruturas técnica e legal de produção de alimentos – com o intuito de criar reserva de mercado para profissões sem as qualificações adequadas para responder tecnicamente pela sanidade de produtos de origem animal – vai resultar em problemas sanitários que podem ocasionar a morte de pessoas que julgavam estar protegidas pelo Estado.

Responder sanitariamente pela qualidade da carne na indústria de manipulação de produtos de origem animal, mesmo esta tendo sido inspecionada oficialmente em sua origem, não se resume a entender aspectos físico-químicos, como alterações de pH, de consumo de glicogênio muscular, em que há produção de ácido lático a partir da glicólise, por exemplo. Para compreender toda essa questão, precisamos enfatizar que somente as boas práticas de fabricação não garantem um produto com qualidade sanitária. Existem, por exemplo, alterações cadavéricas, produção de toxinas e de fatores de crescimento tumoral que só são reconhecidos pelo profissional médico-veterinário.

Assim, para que se possa oferecer carne de qualidade, e não cadáver animal para consumo humano, existe um processo complexo de conversão do músculo em carne, o qual envolve ações para além das alterações no metabolismo celular e na estrutura proteica. Mesmo uma carcaça devidamente inspecionada pode conter pequenos nódulos internos detectáveis apenas na hora do corte e processamento cárneo. Isso não ocorre por falha na inspeção, mas porque ela não pode ser minuciosamente fracionada durante o processo de abate. O fato é que esses pequenos nódulos liberam fatores de crescimento tumorais de poder carcinogênico que não podem ser desnaturados no processo de inativação pelo calor. Só o médico veterinário tem o conhecimento técnico para reconhecer as características anatomopatológicas de uma estrutura nodular, como a especificada, e assim condenar ou não a peça cárnea. O resultado dessa ação é mitigar o risco à sociedade, oferecendo um produto de qualidade que não causará danos à saúde dos cidadãos, especialmente os mais vulneráveis.

O rigor mortis, a queda do pH, a glicólise e esgotamento das reservas de Adenosina trifosfato (ATP) representam também situações de vacâncias periciais no post-mortem. Em especial, quando se faz a abertura e inspeção sistemática de órgãos, cavidades e sistemas de animais saudáveis, o simples contato de carcaças com bactérias saprófitas da flora intestinal desses animais, por exemplo, pode carrear toxinas bacterianas que igualmente não são inativadas pelo calor. Se o responsável técnico-sanitário não souber identificar essas situações, pode haver um processo inflamatório no consumidor que ingerir esse produto de origem animal, podendo gerar como uma das consequências clínicas a paralisação de suas artérias, deixando-as enrijecidas e incapazes de conduzir o sangue pelo corpo, levando à morte por choque hipovolêmico ou por choque anafilático.

Deixar de exigir a presença de um responsável técnico médico veterinário para controlar produtos cárneos nas indústrias poderá causar graves problemas sanitários na população, os quais são capazes de se tornar epidêmicos. Reiteramos que a carne saudável, rica em proteínas e imune de contaminação pelo tratamento adequado dos animais e pelo eficaz controle higiênico-sanitário em todas as etapas de sua produção cumpre seu papel de nutrir e garante a preservação da saúde da população.

O trabalho técnico-pericial do médico veterinário dentro da indústria de carne vai além de cumprir as etapas tabuladas de boas práticas de higiene de fabricação. Só o médico veterinário é capaz de identificar processos patológicos que podem resultar em problemas sanitários sérios de ordem local, nacional ou pandêmica.

A missão do CFMV e dos CRMVs é continuar defendendo a sociedade e exigir que animais e produtos alimentares de origem animal só sejam comercializados após a análise técnico-sanitária de um médico veterinário.

Fonte: Assesssoria
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Notícias Sanidade

Novo estudo chinês encontra variantes mais suaves do vírus da peste suína africana

Artigo é o segundo este mês a relatar mutações naturais no vírus que devastou o rebanho de suínos da China

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Divulgação/Agência Brasil

Novas variantes do vírus da peste suína africana que circulam na China parecem causar uma forma mais branda da doença, tornando-a menos mortal, mas mais difícil de detectar e controlar, mostrou um estudo publicado esta semana.

O artigo de uma equipe do Instituto de Pesquisa Veterinária de Harbin da Academia de Ciências da China é o segundo este mês a relatar mutações naturais no vírus que devastou o rebanho de suínos da China durante 2018 e 2019 e continua a matar porcos no maior produtor de suínos do mundo .

O primeiro estudo do Instituto Veterinário Militar de Changchun relatou a descoberta de um vírus que tinha uma exclusão parcial de genes, que anteriormente protegia os porcos contra a peste suína africana (ASF) quando excluída. No entanto, esse estudo não investigou a virulência da variante.

Ele surge em meio a preocupações crescentes na indústria sobre a evolução de uma doença sem vacina aprovada. “O surgimento de mutantes naturais de baixa virulência traz maior dificuldade para a detecção precoce e apresenta novos desafios para o controle de ASF”, escreveram Sun Encheng e colegas no jornal Life Sciences.

Eles observaram que os mutantes causam um “curso muito mais atrasado e sinais crônicos leves, enquanto são continuamente eliminados por via oral e retal”.

As novas descobertas vêm de amostragem de sete províncias durante o segundo semestre do ano passado. A equipe encontrou 22 isolados com mutações e, mais tarde, testou quatro deles para a virulência em porcos.

Dois isolados foram tão letais quanto o primeiro vírus que circulou na China. Mas dois mostraram menor virulência com sintomas variando de parcialmente letal a não letal dependendo da dose administrada aos porcos.

Alguns analistas estimam que cerca de 20% das porcas no norte da China foram afetadas pela doença neste inverno.

A Reuters relatou no mês passado que pelo menos duas novas cepas de peste suína africana foram encontradas em fazendas de suínos na China, que pareciam ser de origem humana.

As cepas estão causando uma forma crônica de peste suína africana que está afetando a produção nas fazendas de porcas, disseram fontes da indústria, sendo a doença também mais difícil de detectar.

Não está claro o quão comum as novas variantes identificadas pela equipe de Harbin são em fazendas de suínos. As amostras foram retiradas de fazendas, matadouros e fábricas de descarte em Heilongjiang, Jilin, Liaoning, Shanxi, Mongólia Interior, Hebei e Hubei, disseram eles.

O estudo é “muito importante” para compreender a epidemiologia da peste suína africana na China, disse Linda Dixon, especialista na doença do Instituto Pirbright da Grã-Bretanha.

Deve ser estendido para determinar o quanto as variantes estão circulando e se estão aumentando ou diminuindo em relação aos isolados altamente virulentos, acrescentou ela.

“Seria benéfico para outros países, particularmente na Ásia, monitorar a circulação de variantes de virulência reduzida para garantir que suas medidas de controle sejam apropriadas”, disse Dixon.

Ao contrário das cepas descritas por insiders da indústria para a Reuters, as novas variantes identificadas no estudo encontraram os genes MGF505 e MGF360 inalterados.

Os pesquisadores acrescentaram que a verificação da eficácia de uma vacina atualmente em desenvolvimento em Harbin precisa ser “avaliada com urgência” contra as novas cepas.

Fonte: Reuters
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CONBRASUL/ASGAV

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