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Comercialização antecipada de soja já passa da metade no Brasil

Comercialização da safra 2020/21 de soja do Brasil envolve 52,9% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado

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Divulgação/MAPA

A comercialização da safra 2020/21 de soja do Brasil envolve 52,9% da produção projetada, conforme relatório de SAFRAS & Mercado58, com dados recolhidos até 9 de outubro. No relatório anterior, com dados de 4 de setembro, o número era de 49,3%.

Em igual período do ano passado, a negociação envolvia 25,8% e a média para o período é de 25,4%. Levando-se em conta uma safra estimada em 132,171 milhões de toneladas, o total de soja já negociado é de 69,875 milhões de toneladas.

A venda para 2019/20 subiu de 97,9% no início de setembro para 98,4%. A comercialização está acelerada na comparação com o ano anterior, quando o índice era de 92%, e também supera a média normal para o período, de 90,6%.

Com a safra projetada em 125,339 milhões de toneladas, o total já negociado por parte dos produtores chega a 123,381 milhões de toneladas.

O ritmo dos negócios foi acelerado neste ano por um quadro excepcional de rentabilidade para os produtores. Os preços domésticos duplicaram, impulsionados pelo dólar, por momentos favoráveis dos contratos futuros e pela forte demanda da China, principalmente no primeiro semestre do ano.

Safras

Com o plantio iniciando no Brasil, ainda que com atraso devido à falta de chuvas no Centro-Oeste, entidades vão atualizando seus quadros de oferta e demanda.

A produção brasileira de soja deverá totalizar 133,673 milhões de toneladas na temporada 2020/21, com aumento de 7,1% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 124,845 milhões de toneladas. A projeção faz parte do primeiro levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

A Conab trabalha com uma área de 37,882 milhões de hectares, com elevação de 2,5% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 36,949 milhões de hectares. A produtividade teve sua previsão elevada de 3.379 quilos para 3.529 quilos por hectare, com variação de 4,4%.

Pelo lado da demanda, espera-se que as exportações em 2021 atinjam um número acima de 85 milhões de toneladas, aumento de 3,7% em relação à última previsão de exportações divulgada pela Conab para 2020, motivado pelo forte percentual comercializado, até o momento, e à elevada demanda internacional.

A Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove) projeta a safra brasileira de soja em 131,7 milhões de toneladas para a temporada 2020/21. A previsão faz parte de levantamento divulgado pela entidade. Para 2019/20, a Abiove elevou sua previsão 125,5 milhões para 125,8 milhões de toneladas.

As exportações estão projetadas em 81 milhões para 2020 e em 82 milhões de toneladas em 2021. O processamento está previsto em 44,6 milhões de toneladas para 2020 e em 45,5 milhões para 2021. Os estoques de passagem estão estimados em 569 mil toneladas para 2020 em 1,219 milhão de toneladas.

Fonte: Agência SAFRAS

Notícias

Mercoagro Talks abre programação de 2026 com debate sobre comunicação no agronegócio

Evento on-line ocorre no dia 22 de janeiro, às 19 horas, com o especialista José Luiz Tejon.

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Foto: Shutterstock

Com o objetivo de abordar “A importância da comunicação no mercado da proteína animal” ocorre no dia 22 de janeiro, às 19 horas, a primeira edição do Mercoagro Talks de 2026. A palestra será ministrada por um dos principais nomes do agronegócio no Brasil, o professor José Luiz Tejon Megido. A transmissão será ao vivo pelo canal oficial da feira no YouTube.

Tejon é doutor e mestre em Educação, jornalista e publicitário. Possui especialização internacional em instituições como Harvard, MIT, INSEAD e Pace University, além de atuar como coordenador acadêmico na Audencia Business School, na França, e no Agribusiness Center da FECAP. Também é professor convidado na FIA/USP e no Insper.

A iniciativa integra a programação paralela da Feira Internacional de Negócios, Processamento e Industrialização da Carne (Mercoagro), considerada a maior feira da proteína animal da América Latina. A 14ª edição ocorrerá entre os dias 17 e 20 de março de 2026, no Parque de Exposições Dr. Valmor Ernesto Lunardi, em Chapecó (SC).

Gratuito e aberto ao público, a Mercoagro Talks tem como objetivo antecipar debates relevantes para o setor, reunindo especialistas e promovendo a difusão de conhecimento técnico, científico e estratégico. A proposta é fortalecer a competitividade do segmento industrial da carne por meio da inovação e da informação de qualidade.

A feira conta com parceria da Prefeitura de Chapecó e patrocínio da Aurora Coop, BRDE, Unimed Chapecó e Sicoob, além do apoio institucional do Nucleovet, Chapecó Convention & Visitors Bureau, Fiesc / Senai, Sebrae/SC, SESI, Unochapecó e Pollen Parque. O credenciamento e a informações comerciais estão disponíveis no site oficial www.mercoagro.com.br.

Fonte: Assessoria
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Notícias No Oeste do Paraná

Agroshow Copagril 2026 começa com foco em inovação e negócios

Evento segue até sexta-feira (16), reunindo cerca de 200 expositores, expectativa de 15 mil visitantes e novidades em tecnologia, suinocultura e soluções digitais para o campo.

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Foto: Divulgação/Copagril

O Agroshow Copagril 2026 teve início nesta quarta-feira (14) e segue até sexta-feira (16), na Estação Experimental da Copagril, em Marechal Cândido Rondon (PR), reunindo inovação, tecnologia, negócios e conhecimento técnico em um dos maiores eventos do agronegócio da região Oeste do Paraná.

A cerimônia de abertura contou com a presença de diversas autoridades e lideranças, entre elas o Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, além de representantes da diretoria da Copagril, lideranças políticas, entidades parceiras, expositores e produtores rurais. A participação reforça a importância do Agroshow como vitrine de inovação e desenvolvimento para o setor agropecuário.

Com cerca de quase 200 expositores confirmados, a expectativa da organização é receber aproximadamente 15 mil visitantes ao longo dos três dias de programação. O público encontra uma ampla estrutura voltada à geração de negócios, troca de experiências e acesso às mais modernas soluções tecnológicas para o campo.

Entre os principais atrativos está a Trilha Tecnológica, que apresenta demonstrações práticas de cultivos, além de palestras técnicas direcionadas a suinocultores e produtores de grãos. A programação inclui ainda a exposição de maquinários agrícolas, tecnologias de ponta e drones de pulverização, evidenciando avanços voltados à produtividade e à sustentabilidade.

Nesta edição, o Agroshow Copagril apresenta importantes novidades. O Salão AgroInova e Suinocultura Copagril foi ampliado e passa a contar com expositores, fortalecendo o espaço dedicado à inovação, tecnologia e à cadeia produtiva da suinocultura. Outro destaque é o lançamento do novo aplicativo Copagril para produtores, que permitirá, entre outras funcionalidades, a emissão de notas, facilitando a rotina no campo. A cooperativa também celebra uma nova parceria estratégica, passando a revender tratores da marca Agrale.

O público poderá acompanhar ainda demonstrações com animais, incluindo bovinos, utilizados na apresentação de um robô de alimentação, evidenciando soluções automatizadas para a pecuária. Como iniciativa inédita, o evento realiza o 1º Ideathon Copagril, uma ação baseada em metodologia de inovação, com foco na geração de ideias e soluções para desafios sociais e comunitários.

No aspecto comercial, o Agroshow Copagril 2026 conta com uma campanha especial de Show de Prêmios, que prevê o sorteio de um carro e três motocicletas para produtores que realizarem negócios durante o evento, conforme regulamento. Também estão disponíveis promoções exclusivas voltadas aos pecuaristas.

O evento acontece diariamente das 8 horas às 18 horas, com encerramento às 17 horas na sexta-feira.

O Agroshow Copagril reafirma seu papel como um espaço estratégico para o fortalecimento do agronegócio, conectando produtores, empresas e tecnologias que impulsionam o futuro do campo.

Fonte: Assessoria Copagril
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Notícias Comércio exterior

Incertezas geopolíticas cercam mercado de ureia e podem impactar fluxo para o Brasil

Dependência de importações, cortes na produção iraniana e risco de tarifas dos EUA redesenham o mercado global do fertilizante nitrogenado.

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Foto: Divulgação/SAA SP

O Brasil importou 7,7 milhões de toneladas de ureia em 2025, consolidando o fertilizante nitrogenado como um dos principais insumos da pauta de importações do agronegócio. Nigéria, Rússia e Omã figuraram como os maiores fornecedores ao longo do ano, segundo dados de comércio exterior. No entanto, parte dos volumes atribuídos a Omã pode, na prática, ter origem no Irã, o que adiciona um componente de incerteza à leitura dos fluxos globais.

Foto: Claudio Neves

O Irã está entre os maiores produtores mundiais de ureia, com capacidade instalada estimada em cerca de 9 milhões de toneladas por ano. Desde meados de dezembro, porém, a produção iraniana opera de forma parcial em razão de cortes no fornecimento de gás natural, uma prática recorrente no inverno do país, quando a prioridade é o abastecimento residencial para aquecimento. Entre os principais destinos da ureia iraniana estão Turquia, Brasil e África do Sul.

Esse cenário ocorre em meio a dúvidas no mercado internacional sobre os efeitos de uma eventual tarifa de 25% anunciada pelos Estados Unidos contra países que mantêm relações comerciais com o Irã. As consequências ainda são incertas tanto para agentes que fornecem ureia ao mercado norte-americano e, ao mesmo tempo, negociam com o Irã, caso da Rússia, quanto para importadores relevantes, como o Brasil.

Fornecedores da Rússia e do Oriente Médio relatam falta de clareza sobre possíveis custos adicionais nas entregas aos Estados Unidos. Produtores e tradings aguardam um posicionamento oficial do governo norte-americano a respeito da aplicação de tarifas sobre fertilizantes, e a avaliação predominante é de que ainda é cedo para mensurar impactos concretos a partir das declarações do ex-presidente Donald Trump.

Foto: Claudio Neves

A ameaça é considerada especialmente sensível para os fertilizantes nitrogenados de origem russa, em particular a ureia e o nitrato de amônio e ureia (UAN), produtos que atualmente entram no mercado dos Estados Unidos sem incidência de tarifas. Um eventual aumento de custos para a ureia russa destinada aos EUA pode alterar o fluxo global do produto.

Nesse contexto, analistas avaliam que cargas originalmente direcionadas ao mercado norte-americano poderiam ser redirecionadas para outros grandes compradores globais, entre eles o Brasil. O movimento, caso se confirme, tende a influenciar tanto a disponibilidade quanto a formação de preços do fertilizante no mercado brasileiro, em um momento em que o país segue fortemente dependente de importações para suprir sua demanda agrícola.

Fonte: O Presente Rural
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