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Começa em São Paulo a maior feira indoor de pecuária do mundo

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Teve início nesta segunda-feira (17/06) a 19ª edição da Feicorte (Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne), maior evento indoor do gênero do mundo, promovida pelo Agrocentro, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo (SP). 
Em 50 mil m², 250 empresas de referência nos segmentos de genética, saúde e nutrição animal, órgãos de desenvolvimento e pesquisas, máquinas e equipamentos, frigoríficos, entidades representativas, apresentam suas novidades aos mais de 25 mil visitantes esperados para esta edição da feira.
Cerca de 4 mil animais, de 20 raças de bovinos (Simental, Simbrasil, Caracu, Limousin, Sindi, Bonsmara, Marchigiana, Devon, Nelore, Nelore Mocho, Senepol, Angus, Hereford, Braford, Canchim, Charolês, Guzerá, Brahman, Tabapuã e Wagyu) e duas de ovinos (Dorper e Santa Inês) participam da feira com julgamentos. Estreiam na Feicorte a raça Devon e a Associação do Cavalo Puro Sangue Lusitano. 
“A Feicorte é um grande encontro da pecuária, de todas as raças e criadores. A feira está cada vez mais fortalecida e isso se reflete na participação de novas raças e de outros setores que estão envolvidos no dia a dia das fazendas, como cavalos, muares e ovinos e caprinos”, avalia a gerente do Agrocentro, Carla Tuccilio. 
Expoinel Paulista
Uma das novidades desta edição é que a Feicorte sedia a Expoinel Paulista, etapa obrigatória para os criadores da raça Nelore que disputam o Ranking Nacional da Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) pelo Estado de São Paulo. A Feicorte é também etapa obrigatória da 1ª Copa São Paulo – Paraná, um dos campeonatos inter-regionais promovidos pela Nelore como uma ferramenta de integração entre criadores e expositores de diversas regiões. Participam da Expoinel 430 animais Nelore e Nelore Mocho. 
Feinco Preview
Outra novidade da Feicorte em 2013 é a realização da Feinco Preview, com leilões de ovinos, cursos, palestras, julgamentos, Espaço Gourmet e concurso de carcaças, o primeiro em uma grande exposição. Será lançado também na Feinco Preview um selo de qualidade para cortes provenientes de cruza Dorper. 
Feimuares
A Feicorte sedia ainda a 2ª Feimuares (Feira de Muares e Asininos), com a exposição de jumentos, burros e mulas, permitindo ao visitante conhecer a evolução desses animais e sua importância nas mais diversas atividades no campo.
“O Brasil possui o maior rebanho bovino do mundo, sendo que 90% do manejo é feito por muares. A Feimuares é uma oportunidade de mostrarmos a toda a cadeia o desenvolvimento e a importância desses animais para a pecuária no país”, ressalta Herman Martin Frank, proprietário do Criatório Campeãs da Gameleira, expositor da Feimuares. 
São 24 baias com a exposição de 30 animais de “serviço” e “para patrão”. Os destaques são os jumentos campeões Itarantin da Gameleira e Japurá da Gameleira, além de duas mulas pampas com seis e oito meses de idade. 
Prêmio Nelson Pineda
Na noite desta terça-feira (18/06) será feita a entrega do Prêmio Nelson Pineda – Ano III, promovido pela organização da feira em parceria com a Scot Consultoria e Associação Nacional de Confinadores (Assocon). Serão premiados os 40 destaques do confinamento de 2012 no Brasil e 10 destaques em sustentabilidade, além da homenagem a um produtor de gado a pasto, que marcará o lançamento de uma nova categoria do Prêmio: Boi a Pasto. 
“O Prêmio vai ao encontro com o modelo atual da pecuária, que busca competitividade e qualidade, melhora nos índices e o bem-estar dos animais e daqueles que trabalham e vivem do setor”, destaca a gerente do Agrocentro, Carla Tuccilio.
Capacitação para tratadores
A Feicorte preparou uma programação especial para tratadores de gado como forma de reconhecimento e valorização do trabalho desses profissionais. Promovidas pelo Agrocentro, Beckhauser, Ouro Fino, Tortuga e Marfrig, será oferecido um jantar de confraternização e três palestras de capacitação em manejo, sanidade e nutrição, de terça a quinta, às 10h, na sala Cedro. As inscrições estarão abertas todos os dias a partir das 18h. 
Na terça, a palestra será sobre sanidade, ministrada por Marcus Rezende, da Ouro Fino; na quarta, Carlos Eduardo dos Santos, da Tortuga, fala sobre nutrição; e na quinta, o coordenador  de  sustentabilidade  do  Grupo  Marfrig,  Stavros  Tseimaziades,  o veterinário da Beckhauser, Renato dos Santos, tratam de manejo – da fazenda ao frigorífico. 
Eventos
Durante a Feicorte serão realizados mais de 120 eventos, entre leilões, julgamentos, palestras, seminários, cursos e painéis, fortalecendo ainda mais a feira como palco de negócios e das principais discussões que envolvem a cadeia produtiva na carne. 
Nos dias 17 e 18 de junho ocorre o VII Curso de Morfologia para Seleção e Escolha de Reprodutores e Matrizes das Raças Zebuínas de Corte – Feicorte 2013, oficializado pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) e nos dias 18 e 19, o Curso Boi com Bula – Selecionando Reprodutores e Matrizes Funcionais. 
Na terça, às 11h, o juiz internacional Matteo Ridolfi, convidado pela Associação Brasileira de Criadores de Marchigiana, ministra a palestra técnica “A influencia da genética italiana no melhoramento da raça na Itália e no Brasil”. Às 11h30, a Associação Brasileira de Hereford e Braford lança o selo “Carne Certificada Hereford”. No mesmo dia, a partir das 14h será promovido o Painel “Prioridades de Sanidade Animal”, coordenado pelo presidente do Conselho Nacional da Pecuária de Corte (CNPC), Tirso de Salles Meirelles, quando serão abordados temas como Febre Aftosa, Brucelose, Raiva Bovina e Clostridiose. 
A Câmara Setorial da Carne Bovina se reúne na quarta, dia 19 de junho, às 12h, para discutir a conjuntura da pecuária bovina e a criação do Conselho da Bovinocultura (Consebov). Às 14h será oferecida pela Nufarm a palestra “Uma nova visão sobre a interferência de plantas daninhas em áreas de pastagens”, ministrada pelo Professor Doutor Sidnei Roberto de Marchi, do Instituto de Ciências Exatas e da terra – ICET/UFMT, e às 19h haverá uma palestra técnica sobre a BRS Paiaguás, com a Dra. Cacilda Borges do Vale, promovida pela Unipasto. 
Ainda na quarta-feira, às 16h, o “Encontro de Líderes” discutirá governança para programas de fidelidade, com a participação de executivos das principais empresas da cadeia produtiva (produtores, insumos, indústria e varejo) e homenagens a personalidades do ano do agronegócio: o ex-secretário da Agricultura de SP, João Sampaio e os ex-Ministros da Agricultura, Alysson Paulinelli e Roberto Rodrigues. 
Na quinta-feira, às 10h, a Feicorte promove o 1º Fórum de Comunicação: A importância da comunicação e eventos como canais difusores de atualização e novos conhecimentos para a pecuária do futuro. Às 14h, o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles ministra a palestra “Riscos e oportunidades da desaceleração da economia para o agronegócio”, seguida de debate com Ivan Wedekin (Diretor de Commodities BM&FBOVESPA e Diretor Geral BBM) e Miguel Daoud (Comentarista econômico do Canal Rural). No mesmo dia, das 14h às 17h, será a vez do Workshop Veterinária – USP na FEICORTE – Tecnologia com retorno econômico para a  cadeia produtiva da carne bovina. 

Fonte: Ass. Imprensa da Feicorte

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Da seca às enchentes, como Super El Niño pode mudar o clima no Brasil

Fenômeno pode alterar o regime de chuvas, pressionar a produção agrícola e aumentar o risco de eventos extremos no Brasil.

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Foto: Divulgação/Freepik

O ano de 2026 começou despertando grande expectativa entre especialistas, que alertam para a possível formação de um super El Niño, o qual, segundo cientistas, pode ter grande impacto no clima do planeta.

Foto: Roberto Dziura Jr.

Ainda que esse fenômeno pareça distante do nosso dia a dia, a verdade é que ele impacta a vida de milhões de brasileiros. Isso fica claro quando analisamos períodos anteriores, em que suas consequências foram desde problemas na produção de alimentos até crises no abastecimento de água e enchentes.

Mas muitos podem se perguntar: afinal, o que é o El Niño? O fenômeno acontece quando há um aquecimento acima do normal das águas do Oceano Pacífico, o que altera a circulação dos ventos e a formação das chuvas. Todo esse processo afeta o planeta, mas, no caso do Brasil, há uma variação de impactos entre as diferentes regiões do país, que vão desde excesso de chuva e alagamentos até secas intensas e falta de água nos reservatórios.

As publicações mais recentes indicam que as chances de que um forte El Niño ocorra durante o segundo semestre de

Foto: Divulgação

2026 são cada vez maiores, com possibilidade de efeitos até 2027. Por isso, os recentes comunicados de órgãos como o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) e o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) buscam alertar governos, agricultores e a população em geral para os possíveis impactos desse fenômeno.

Normalmente, os ventos no Pacífico sopram de leste para oeste, ou seja, da América em direção à Oceania e à Indonésia. Isso faz com que as águas mais quentes sejam deslocadas por essas correntes de ar, mantendo as áreas próximas à América do Sul com águas mais frias.

Foto: Gilson Abreu

O fenômeno altera o equilíbrio entre ventos, pressão e umidade devido ao aumento da temperatura no Oceano Pacífico. Quando isso acontece, há aumento na evaporação, os ventos ficam mais fracos e a água quente que normalmente fica próxima à Oceania se espalha, aquecendo as águas próximas à América do Sul, que são geralmente mais frias. Isso causa desequilíbrios com consequências em escala global.

De acordo com nota técnica emitida em conjunto pelo CPTEC, INPE e INMET, os efeitos desse fenômeno são sentidos de formas distintas nas regiões brasileiras. Na região Norte, a expectativa é de seca e redução no volume de chuvas, o que faz com que os rios baixem de nível, dificultando o transporte de pessoas e mercadorias. As comunidades ribeirinhas são as primeiras a sofrer com a dificuldade de acesso a alimentos, medicamentos e atendimento médico. Outro fator preocupante é que o clima mais quente e seco aumenta a incidência de queimadas e incêndios florestais.

No Nordeste, a consequência é a redução das chuvas e a escassez de água. Com menos precipitações, os reservatórios

Foto: Divulgação

recebem menor volume hídrico, o que afeta o abastecimento e a produção agrícola. A maior intensidade do calor também aumenta o risco de incêndios em áreas de vegetação.

No Centro-Oeste, os efeitos tendem a ser menos intensos, porém o aumento da temperatura também reduz a umidade do ar, cenário que favorece queimadas. Algumas áreas podem, no entanto, registrar chuvas dentro da média, elevando a umidade do solo.

A região Sudeste apresenta histórico mais variável: há locais com chuvas intensas e outros com períodos prolongados de estiagem e predominância de calor, fenômeno conhecido como “veranico”. Capitais como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Vitória podem registrar ondas de calor mais intensas que o normal, o que aumenta o consumo de energia elétrica.

Foto: Divulgação

A região tradicionalmente mais afetada no Brasil é o Sul, onde o principal efeito é o excesso de chuva, com enchentes, alagamentos e deslizamentos de terra. Os três estados costumam enfrentar temporais mais frequentes e chuvas acima da média.

É importante lembrar que os efeitos desse fenômeno da natureza atingem diretamente a vida das pessoas, aumentando o preço da conta de luz, encarecendo os alimentos e reduzindo a disponibilidade de água. Em períodos de seca prolongada, a produção agrícola pode recuar, enquanto chuvas excessivas podem afetar estradas, moradias e plantações.

O El Niño de 2026 está às portas; sua dimensão e intensidade ainda são incertas, porém as previsões indicam que os impactos podem ser significativos. Por isso, medidas preventivas precisam ser adotadas: informação, planejamento e conscientização da sociedade são fundamentais para enfrentar esse período.

Por fim, é preciso compreender como o clima influencia nossas vidas. Esse é um passo importante para enfrentar os desafios ambientais do presente e do futuro em um planeta em constante mudança.

Fonte: Artigo escrito por Claudio de Brito Neri, professor de Geografia do Colégio Presbiteriano Mackenzie Tamboré.
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Prêmios do óleo de soja continuam no menor patamar desde 2004, aponta Cepea

Excesso de oferta na América do Sul e demanda por biodiesel abaixo do esperado no Brasil mantêm indicadores em patamares historicamente baixos, mas competitividade do produto brasileiro sustenta exportações e reduz impacto sobre preços internos.

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Mesmo com uma recuperação pontual na última semana, os prêmios de exportação do óleo de soja continuam em níveis historicamente baixos, segundo série do Cepea iniciada em junho de 2004. O comportamento indica um mercado ainda sob pressão estrutural, marcado por desequilíbrio entre oferta e demanda.

Foto: Divulgação

De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a principal variável de sustentação desse cenário é a elevada disponibilidade do produto na América do Sul. O volume ofertado amplia a concorrência entre exportadores e reduz o poder de negociação dos prêmios no mercado internacional.

No Brasil, outro fator pesa sobre a formação de preços: a demanda por biodiesel tem ficado abaixo das expectativas do setor. A menor tração do consumo interno reduz parte da absorção do óleo de soja, ampliando a dependência do mercado externo para escoamento da produção.

Pesquisadores do Cepea avaliam, no entanto, que a própria compressão dos prêmios tem gerado um efeito de competitividade. Com preços mais atrativos no mercado internacional, o óleo de soja brasileiro ganha espaço nos embarques, o que ajuda a sustentar o fluxo de exportações e a limitar perdas mais intensas nas cotações domésticas.

Fonte: O Presente Rural
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Milho registra menores médias do ano em junho

Cepea atribui queda à pressão de compradores com estoques de curto prazo e avanço da segunda safra, além da redução da paridade de exportação.

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Foto: Claudio Neves

A entrada da colheita da segunda safra de milho tem intensificado a pressão sobre os preços na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em diversas praças produtoras, as médias registradas na parcial de junho (até o dia 18) já figuram entre as mais baixas do ano em termos nominais.

Foto: Divulgação

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o movimento é sustentado principalmente pela postura mais cautelosa dos compradores no mercado interno e nos portos. Indústrias e tradings acompanham o avanço da colheita da safrinha e relatam cobertura de estoques para o curto prazo, o que reduz a urgência por novas aquisições.

No mercado externo, a recente queda dos preços internacionais também tem pesado sobre as decisões de compra. A redução da paridade de exportação levou agentes a postergar negociações, ampliando a pressão baixista sobre as cotações domésticas.

Do lado vendedor, o comportamento é heterogêneo. Produtores com necessidade de liquidez ou de

Foto: Sandra Brito

liberar espaço em armazéns têm avançado nas vendas. Já aqueles com menor pressão financeira seguem mais retraídos, limitando a oferta no mercado disponível e reduzindo o volume de negócios, segundo pesquisadores do Cepea.

Além do quadro de curto prazo, o mercado acompanha os efeitos do El Niño, confirmado no Brasil. O fenômeno tende a aumentar as chuvas no Sul e provocar irregularidade das precipitações e maior calor no Centro-Oeste durante um período crítico para a safra de verão.

Para o milho, o Cepea destaca risco de atraso na semeadura no Sul e possível impacto no calendário da segunda safra no Centro-Oeste, caso a safra de verão avance fora da janela ideal.

Fonte: O Presente Rural
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