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Suínos

Começa a Semana Nacional da Carne Suína

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O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Antonio Andrade, participa nesta quarta-feira (02) da abertura da Semana Nacional da Carne Suína, em São Paulo. A iniciativa é da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), com o apoio das associações de classe dos Estados, Sebrae Nacional e do Grupo Pão de Açúcar (GPA). Inclusive, a participação do GPA é o grande destaque da promoção, informa o presidente da ABCS, Marcelo Lopes. “Trata-se do maior grupo de varejo do país, que vai estar dando ênfase à carne suína”, explica, ao citar que o presidente do Grupo Pão de Açúcar, 
Enéas Pestana, também participa da solenidade de abertura.
A Semana Nacional da Carne Suína segue até o dia 16 de outubro. Lopes explica que a promoção foi viabilizada através de parceria entre a ABCS Sebrae Nacional, Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Grupo Pão de Açúcar e o Mapa sob o slogan “A Carne Suína é 10”. A ideia é levar a carne suína a todas lojas do GPA para estimular o consumo do produto e trazer maior sustentabilidade a 700 mil empregos diretos mantidos hoje pela suinocultura no Brasil. Ele explica, ainda, que a programação é apenas uma parte do Projeto Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (PNDS), que já realizou no GPA 47 Cursos de Cortes a 770 líderes de açougue das 507 lojas do Grupo; sensibilizou clientes convidados do programa de fidelidade das redes do Grupo em 31 Oficinas Gastronômicas das principais lojas e qualificou mais de mil estudantes de nutrição e gastronomia em Palestras de Saudabilidade nas principais capitais do país. “Não é uma promoção apenas para um período, são investimentos para longo prazo, a exemplo de ações que o PNDS vem fazendo em todo o país”, expõe o presidente da ABCS.
País
Ao mesmo tempo em que as capacitações ocorriam, a mobilização do setor – outra meta fundamental da campanha – ganhou corpo. Por todo o país, produtores, empresas de insumos e agroindústrias começaram a promover ações sob o slogan “A Carne Suína é 10”, de fácil identificação e com referência ao futebol que é uma paixão nacional e ainda mais em evidência pela Copa do Mundo a ser disputada no Brasil em 2014.   “Um dos objetivos era justamente levar ao setor que a responsabilidade por aumentar o consumo e reposicionar a carne suína perante os consumidores é um trabalho de todos. O primeiro desafio é aumentar o consumo mas mobilizar a suinocultura é tão importante quanto para perenizar resultados e aumentar nossa força de representação em uma estratégia única. Várias empresas e associações lançaram ações por todo o país. Esta meta foi cumprida com êxito”, avalia o diretor-executivo da ABCS, Fabiano Coser. Atualmente, o Brasil tem um consumo per capta de carne suína de aproximadamente 15 kg e a intenção é chegar em 18 kg.
Assim, até o próximo dia 16 de outubro, todas as unidades do GPA terão a carne suína em destaque bem como dezenas de empresas e amigos da suinocultura brasileira realizarão ações nos quatro cantos do país, como é o caso do Jornal O Presente Rural, da Editora O Presente.  
Paraná
O presidente da Associação Paranaense de Suinocultores (APS), Darci Backes, está em São Paulo onde participa da abertura da Semana Nacional da Carne Suína. Ele destaca a importância da ação para o setor. “Não é apenas uma questão de aumentar o consumo, trata-se de viabilizar o equilíbrio dos estoques internos do produto e até o aumento de produção, promovendo um desenvolvimento de toda a cadeia”, analisa. Ele expõe que, no Paraná, nos próximos dias também será enfatizada a campanha, que ele deseja trazer de maneira mais ampla, na próxima edição, para varejo paranaense. Morador de Toledo, Backes conclama os paranaenses a participarem efetivamente da iniciativa encabeçada pela ABCS, tendo em vista a importância que a suinocultura tem para economia estadual e da região. “Esta é a primeira (Semana Nacional da Carne Suína), mas vamos dar continuidade a esse trabalho e em outras edições com mais destaque ao Paraná”, conclui.

Fonte: O Presente Rural com Assessoria

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Suínos

Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões

Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

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Foto: Divulgação

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.

Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

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A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.

Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.

Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello

produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.

Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.

Fonte: Assessoria ABPA
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Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho

Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.

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Os preços do suíno vivo no mercado integrado estão superiores aos praticados no mercado independente em algumas regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) neste mês de julho.

Segundo o Cepea, esse comportamento foge do padrão do setor, já que, normalmente, o mercado independente (spot) registra cotações mais elevadas devido aos maiores custos e riscos assumidos pelos produtores.

De acordo com os pesquisadores, essa inversão vem sendo observada ao longo de 2026 em algumas praças da Região Sul, com destaque para Braço do Norte (SC).

O Cepea atribui esse cenário às dificuldades enfrentadas pelo mercado independente, que segue pressionado pela elevada oferta de suínos e pela demanda enfraquecida. A combinação desses fatores tem mantido os preços em patamares baixos ao longo de todo o ano.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso

Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.

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Foto: Divulgação/Acrismat

Apesar do crescimento da produção e dos recordes nas exportações brasileiras de carne suína, a rentabilidade dos produtores de Mato Grosso vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos. A combinação entre preços em queda, custos de produção ainda elevados e dificuldades para ampliar o consumo interno foi um dos principais temas debatidos durante o 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso, realizado pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat).

Durante o evento, o superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer,

Superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA), Cleiton Gauer: “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor” – Foto: Divulgação/Acrismat

apresentou um panorama atualizado da cadeia produtiva e destacou que o Estado segue ampliando seu rebanho e sua produção. Entretanto, esse crescimento não tem se refletido na renda do produtor.

Segundo ele, após a virada do ano, os preços pagos pelo quilo do suíno apresentaram forte retração, reduzindo significativamente a margem da atividade. “Mesmo com uma leve redução nos custos, principalmente do milho, esse alívio não chegou de forma suficiente ao produtor. Hoje estamos observando alguns dos menores resultados econômicos da série histórica da suinocultura em Mato Grosso”, afirmou.

Gauer explicou que a situação é ainda mais preocupante para produtores que possuem financiamentos e investimentos em andamento, já que a redução da rentabilidade compromete a capacidade de cumprir esses compromissos. Outro ponto destacado foi o comportamento das exportações.

Embora o Brasil registre embarques recordes de carne suína, esse desempenho ainda não é suficiente para equilibrar

Pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins: “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção” – Foto: Divulgação/Acrismat

o mercado interno. “Quando analisamos Mato Grosso, apenas cerca de 15% da produção é destinada à exportação. Ou seja, a maior parte permanece no mercado interno, o que limita o impacto positivo das vendas externas sobre os preços recebidos pelos produtores”, explicou.

Gestão eficiente será decisiva

O pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Franco Muller Martins, reforçou que o cenário exige dos produtores uma gestão ainda mais eficiente das granjas. Durante sua palestra sobre custos de produção e perspectivas para 2027, ele apresentou a metodologia utilizada pela Embrapa para calcular os custos de produção em seis estados brasileiros, entre eles Mato Grosso, disponibilizando informações que servem de referência para produtores.

Segundo o pesquisador, embora o Brasil viva um excelente momento nas exportações, esse avanço não foi suficiente para garantir margens satisfatórias aos produtores. “O setor enfrenta hoje preços reduzidos em relação aos custos de produção. Isso exige que o produtor olhe cada vez mais para dentro da propriedade, buscando eficiência, redução de desperdícios e melhoria da gestão”, destacou.

Presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho: “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas” – Foto: Divulgação/Acrismat

Para Martins, além do trabalho realizado dentro das granjas, será fundamental que toda a cadeia continue investindo em ações de estímulo ao consumo da carne suína. “A ampliação da demanda é um caminho importante para que, no médio prazo, o setor consiga recuperar melhores níveis de rentabilidade”, afirmou.

Além da economia, o pesquisador também abordou a importância da biosseguridade como fator estratégico para manter a competitividade da suinocultura brasileira, tema que também ganhou destaque durante o simpósio.

Para o presidente da Acrismat, Frederico Tannure Filho, a discussão sobre custos de produção, mercado e rentabilidade tornou-se indispensável diante do atual cenário da atividade. “A suinocultura vive um momento de grande evolução tecnológica, mas também de margens cada vez mais apertadas. Por isso, a Acrismat fez questão de reunir especialistas que apresentassem um diagnóstico econômico do setor e apontassem caminhos para que o produtor possa tomar decisões mais seguras. Conhecimento é uma ferramenta essencial para manter a atividade competitiva”, afirmou.

Segundo ele, um dos principais objetivos do 5º Simpósio da Suinocultura de Mato Grosso foi aproximar os produtores das informações técnicas e econômicas que impactam diretamente a rentabilidade das granjas, fortalecendo o setor para enfrentar os desafios dos próximos anos.

Fonte: Assessoria Acrismat
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