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Com tilápia à frente, setor de pescado projeta crescimento de 30% na Semana Santa

Setor projeta aumento da demanda sem pressão sobre preços, com estoques reforçados e logística organizada.

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Foto: Shutterstock

As vendas de pescado no Brasil devem crescer cerca de 30% durante a Semana Santa de 2026, segundo estimativas do setor. A expectativa é de aumento na procura sem impacto relevante nos preços ao consumidor, diante de estoques reforçados e organização antecipada da distribuição.

Foto: Divulgação/OPR

De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), Francisco Medeiros, as empresas iniciaram o ano com contratos já firmados e ajustes operacionais que garantem maior eficiência. A previsão é de manutenção dos preços e, em alguns segmentos, possibilidade de leve redução em comparação com anos anteriores.

A tilápia segue como principal espécie da piscicultura nacional, respondendo por mais de 65% da produção de cultivo no país. Em 2024, o volume produzido chegou a 662.230 toneladas, alta de 14,36% em relação ao ano anterior. O consumo médio no Brasil é de 4 quilos por habitante ao ano, com crescimento médio de 10,3% ao ano na última década.

No comércio exterior, o Brasil registrou aumento de 2% nas exportações em 2025, mesmo diante de barreiras tarifárias nos Estados Unidos e da concorrência do Vietnã. O Canadá passou a figurar como novo destino para o pescado brasileiro.

Fonte: O Presente Rural

Peixes

Programa amplia bolsas e incentiva formação científica na pesca artesanal

Iniciativa do Ministério da Pesca e Aquicultura vai beneficiar mais de 700 estudantes de comunidades pesqueiras em todo o país.

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Foto: Enir Rodrigues

O Ministério da Pesca e Aquicultura lançou uma chamada pública que prevê a ampliação do Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal, com a oferta de mais de 700 bolsas de Iniciação Científica Júnior (ICJ) para estudantes do ensino médio ligados a comunidades pesqueiras artesanais em todo o país. A iniciativa é realizada em parceria com o CNPq.

As inscrições para o programa estão abertas entre 10 de fevereiro e 17 de março de 2026. O investimento total previsto é de R$ 2,5 milhões, com bolsas mensais no valor de R$ 300, pagas durante 12 meses. O início das atividades está previsto para maio deste ano.

O programa tem como objetivo incentivar a formação científica e estimular a permanência de jovens nas comunidades pesqueiras, contribuindo para a qualificação da mão de obra e para o fortalecimento da cadeia produtiva da pesca artesanal. Podem participar estudantes filhos, netos ou dependentes de pescadores com Registro Geral da Atividade Pesqueira (RGP) ativo.

Segundo o ministro da Pesca e Aquicultura, André de Paula, a iniciativa busca ampliar oportunidades educacionais e sociais para jovens que vivem em territórios pesqueiros. De acordo com ele, o programa também contribui para reduzir a evasão escolar e fortalecer a formação profissional nas comunidades tradicionais.

O presidente do CNPq, Olival Freire Junior, destacou que a ação amplia a integração entre o conhecimento científico e os saberes tradicionais. A proposta envolve a participação de universidades e grupos de pesquisa que atuarão diretamente com os estudantes e suas comunidades.

A iniciativa também integra políticas estruturadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, ampliando o acesso de jovens à pesquisa e inovação em setores estratégicos da produção nacional.

Como participar

Para participar da chamada pública, as propostas devem ser apresentadas por Instituições de Ensino Superior (IES) ou Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação (ICTs), públicas ou privadas sem fins lucrativos.

As instituições devem possuir cadastro ativo no Diretório do CNPq, manter programas institucionais de iniciação científica voltados ao ensino médio e comprovar experiência prévia em projetos relacionados à pesca artesanal. Também será necessário indicar as escolas parceiras que participarão do desenvolvimento das atividades.

O programa priorizará escolas localizadas em comunidades pesqueiras, regiões costeiras e áreas ribeirinhas tradicionais.

Formação e fortalecimento da cadeia produtiva

O Programa Jovem Cientista da Pesca Artesanal integra o Programa Povos da Pesca Artesanal e busca estimular pesquisas voltadas à realidade das comunidades produtoras. Atualmente, a iniciativa já contempla mais de 450 bolsas distribuídas em nove estados brasileiros.

Além da formação científica, o programa está inserido em um conjunto de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento da atividade pesqueira, incluindo ações de extensão produtiva, capacitação profissional, valorização cultural e fortalecimento da sustentabilidade econômica das comunidades artesanais.

Fonte: O Presente Rural com MPA
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Nova rede aposta em capacitação técnica para impulsionar aquicultura sustentável no Brasil

Iniciativa coordenada pela Embrapa Pesca e Aquicultura prevê treinamentos, webinários e implantação de Unidades Demonstrativas.

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Foto: Jefferson Christofoletti

A criação da Rede de Extensão e Inovação Aquícola (Reaqua) tem como principal proposta organizar e ampliar a transferência de tecnologias em aquicultura desenvolvidas pela Embrapa e por instituições parceiras. A iniciativa prioriza o atendimento a técnicos da extensão rural, que inicialmente participarão de capacitações e, em uma etapa posterior, devem atuar na implantação de Unidades Demonstrativas. A rede também busca incentivar o aumento da produção aquícola no Brasil, com ênfase em práticas sustentáveis, principalmente no aspecto ambiental.

O trabalho é coordenado pela zootecnista Marcela Mataveli, que atua na área de transferência de tecnologia da Embrapa Pesca e Aquicultura. Segundo ela, a rede está em fase de estruturação, com avanços na articulação entre instituições e na definição das diretrizes de funcionamento. Entre as ações previstas estão atividades contínuas de atualização tecnológica voltadas às cadeias produtivas do tambaqui, da tilápia e do camarão, com realização de webinários, seminários técnicos e formações híbridas destinadas principalmente aos agentes de extensão rural em todo o país.

Atualmente, a rede reúne instituições de 13 estados, incluindo o Itaipu Parquetec, e há expectativa de ampliação, principalmente com a inclusão de parceiros da região Nordeste, considerada estratégica para a aquicultura nacional. Conforme Marcela, a participação das instituições parceiras tem sido positiva, mas o fortalecimento do engajamento contínuo segue como prioridade para ampliar o compartilhamento de conteúdos técnicos, resultados de pesquisa e integração entre projetos.

Entre os benefícios previstos, a Reaqua deve oferecer aos técnicos acesso permanente a tecnologias validadas e informações atualizadas sobre as principais cadeias aquícolas. A rede também pretende estimular a troca de experiências entre extensionistas, pesquisadores, universidades e outras instituições, facilitando o contato com pesquisas e tecnologias emergentes antes mesmo de chegarem aos produtores.

Outro ponto destacado é a implantação das Unidades Demonstrativas, que deverão permitir a aplicação prática das tecnologias em condições reais de produção. A proposta é contribuir para o aumento da produtividade e redução dos impactos ambientais, fortalecendo o trabalho de orientação técnica no campo.

Os aquicultores também devem ser beneficiados, já que a rede pretende acelerar a chegada de tecnologias adaptadas às diferentes realidades regionais. Entre os temas que deverão ser trabalhados com os produtores estão manejo produtivo, nutrição, sanidade, qualidade da água e adoção de sistemas sustentáveis. A expectativa é que isso resulte em maior produtividade, uso mais eficiente de insumos, redução de custos e menor impacto ambiental.

A primeira atividade da Reaqua será um webinário, previsto para março, com foco no cultivo multitrófico. O tema foi definido de forma participativa entre os integrantes da rede.

Fonte: Assessoria Embrapa Pesca e Aquicultura
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Tilápia apresenta variações positivas e mantém estabilidade nas principais regiões produtoras

Cotações mostram reajustes moderados, com Norte do Paraná registrando o maior valor médio por quilo no período analisado.

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Foto: Shutterstock

Os preços da tilápia registraram leve variação positiva em diferentes regiões produtoras do país na semana de 09 a 13 de fevereiro, conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Nos Grandes Lagos e em Morada Nova de Minas, o quilo do pescado foi comercializado a R$ 9,62, com altas semanais de 0,63% e 0,43%, respectivamente. No Norte do Paraná, o valor médio chegou a R$ 10,24/kg, com variação de 0,10% no período.

No Oeste do Paraná, a tilápia foi negociada a R$ 8,74/kg, registrando aumento de 0,15%. Já na região do Triângulo Mineiro e Alto Paranaíba, o preço médio ficou em R$ 9,82/kg, com alta de 0,31% na comparação semanal.

Fonte: Assessoria Cepea
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