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Com safra robusta, Brasil deve ampliar oferta de soja ao mercado internacional
Produção de grãos pode chegar a 354,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026, enquanto os portos brasileiros projetam 16,1 milhões de toneladas de soja exportadas apenas em março.

As projeções para a safra brasileira de grãos 2025/2026 apontam para um novo ciclo de forte produção e consolidam o Brasil entre os principais fornecedores mundiais de alimentos. Mesmo com variações pontuais provocadas por fatores climáticos, a expectativa é de que o país alcance um volume próximo de um novo recorde.
De acordo com estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento, a produção nacional de grãos, cereais e leguminosas deve ficar entre 353,1 milhões e 354,7 milhões de toneladas. O volume representa crescimento de aproximadamente 0,8% a 1% em relação à safra 2024/2025.
A perspectiva de produção elevada ocorre em um momento de forte demanda internacional, especialmente por soja, um dos principais produtos do agronegócio brasileiro.
Exportações ganham ritmo

Advogada especialista em Direito do Agronegócio, Lívia Quixabeira: “Existem riscos que podem ser evitados, e um contrato bem elaborado define quem assume responsabilidades no transporte, como será feita a análise da qualidade dos grãos, qual legislação será aplicada e onde eventuais conflitos serão resolvidos” – Foto: Arquivo pessoal
A movimentação nos portos já sinaliza o impacto da nova safra no comércio exterior. Segundo a programação de navios divulgada pela Associação Nacional dos Exportadores de Cereais, o Brasil deve embarcar 16,1 milhões de toneladas de soja apenas em março.
Para o economista e executivo de negócios Israel Freitas, o início do ano foi marcado por desafios climáticos, com excesso de chuvas que provocaram atraso natural na colheita em algumas regiões produtoras. “Apesar do início de ano complicado, marcado por muita chuva, houve um atraso natural no ciclo da colheita. Mas quando observamos os próximos meses, especialmente março, vemos um aumento muito forte na movimentação nos portos brasileiros, inclusive em comparação ao mesmo período do ano passado”, afirma.
Segundo ele, o excesso de umidade pode gerar impactos na qualidade dos grãos e influenciar o fluxo de exportações, especialmente em operações de longa distância. “Nós temos uma viagem muito longa de navio e nem sempre a soja vai direto para o esmagamento. Muitas vezes ela passa por um período de armazenagem. Mesmo assim, observamos um deslocamento de oferta e demanda, com o mercado internacional abrindo espaço para o Brasil exportar para outros países além da China”, explica.
Recorde recente nas vendas externas

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Dados da Secretaria de Comércio Exterior mostram que o país embarcou 3,38 milhões de toneladas de soja em dezembro de 2025, volume 59,3% superior ao registrado no mesmo mês de 2024.
No acumulado do ano passado, o Brasil registrou exportações recordes de aproximadamente 108,68 milhões de toneladas de soja em grão. O volume representa crescimento de cerca de 11,7% em relação ao ciclo anterior. Quando considerados também o farelo e o óleo, o total exportado supera 130 milhões de toneladas.
A expectativa para 2026 é de manutenção desse protagonismo no comércio internacional, sustentado pela ampliação da área plantada e pela competitividade da produção brasileira.
Segurança jurídica nas operações

Economista e executivo de negócios Israel Freitas: “Apesar do início de ano complicado, marcado por muita chuva, houve um atraso natural no ciclo da colheita. Mas quando observamos os próximos meses, especialmente março, vemos um aumento muito forte na movimentação nos portos brasileiros, inclusive em comparação ao mesmo período do ano passado” – Foto: Arquivo pessoal
Com o aumento do volume negociado e a presença crescente de investidores e tradings no setor, especialistas apontam que a segurança jurídica se torna cada vez mais relevante nas operações de exportação.
De acordo com a advogada especialista em Direito do Agronegócio Lívia Quixabeira, contratos bem estruturados são fundamentais para reduzir riscos e evitar prejuízos ao longo da cadeia comercial. “Os investidores já convivem com riscos inevitáveis, como os efeitos climáticos sobre as lavouras. Mas existem riscos que podem ser evitados, e um contrato bem elaborado define quem assume responsabilidades no transporte, como será feita a análise da qualidade dos grãos, qual legislação será aplicada e onde eventuais conflitos serão resolvidos”, ressalta.
Segundo ela, operações internacionais exigem organização jurídica e financeira rigorosa. “É necessário ter uma estrutura societária bem organizada, contratos detalhados e critérios objetivos de qualidade, além de garantias sólidas de pagamento. Também é importante prever mecanismos de resolução de conflitos, como a arbitragem internacional, além de uma gestão cuidadosa do risco cambial e da documentação das operações”, salienta.
Diante da perspectiva de uma safra robusta e do avanço das exportações, especialistas avaliam que eficiência logística, gestão de riscos e segurança jurídica serão fatores decisivos para sustentar a competitividade do agronegócio brasileiro no mercado global.

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Santa Catarina amplia sistema que reduz danos do granizo nas lavouras
Tecnologia preventiva já atende 13 municípios e deve chegar a outras 13 cidades no próximo ano.

A preocupação com os prejuízos causados pelo granizo em Santa Catarina tem diminuído nos últimos anos. O motivo é o investimento contínuo do Governo do Estado na ampliação do Sistema Antigranizo, que atua de forma preventiva para reduzir os impactos das tempestades, especialmente nas regiões produtoras.
A iniciativa é coordenada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape), em convênio com as prefeituras. Atualmente, o sistema está em funcionamento em 13 municípios, por meio desses convênios, e para esse ano está prevista a ampliação com instalação e operacionalização em outras 13 cidades. A tecnologia ajuda a minimizar os danos nas lavouras ao reduzir o tamanho das pedras de gelo de granizo, que podem se desintegrar antes de atingir o solo.
“Santa Catarina é referência no sistema antigranizo. Com a ampliação planejada e os convênios já autorizados, o Governo do Estado reforça a política de prevenção com a tecnologia, ampliando a cobertura do Sistema Antigranizo e garantindo mais segurança para a produção agrícola e para as comunidades catarinenses”, destaca o secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Admir Dalla Cort.

O sistema antigranizo é integrado ao sistema de monitoramento feito através de radar e imagem de satélite – Foto: Divulgação/Secom
Por meio do convênio entre o Governo do Estado e prefeituras, atualmente o Sistema Antigranizo está implantado nos municípios de Rio das Antas, Fraiburgo, Matos Costa, Timbó Grande, Lebon Régis, Tangará, Macieira, Caçador, Calmon, Videira, Pinheiro Preto, Ibiam e Arroio Trinta.
Para 2026, está prevista a implantação e operacionalização do sistema em outros 13 municípios: São Joaquim, Bom Jardim da Serra, Atalanta, Aurora, Chapadão do Lageado, Imbuia, Ituporanga, Vidal Ramos, Petrolândia, Lacerdópolis, Presidente Castello Branco, Iomerê e Joaçaba. O investimento estimado para essa expansão é de aproximadamente R$ 12 milhões, além da atualização dos valores de manutenção para os municípios já atendidos.
Em 2025 foram repassados, no total, R$ 2,2 milhões em convênios aos municípios atendidos, para operacionalização desse sistema. No ano passado esse convênio foi ampliado para os municípios de Ibiam e Arroio Trinta.
O sistema
O sistema antigranizo iniciou operação em 1989, utiliza geradores de solo que queimam iodeto de prata e lançam o composto nas nuvens carregadas. O objetivo é modificar a formação das pedras de gelo, transformando grandes blocos de granizo em partículas menores, que podem se dissolver antes de atingir o solo ou cair como água supergelada, dependendo da intensidade da tempestade.
“O processo trabalha na nuvem para diminuir ou impedir o granizo. Ao invés de termos pedras grandes, formam-se muitas pequenas, que na queda podem se dissolver ou chegar ao solo com tamanho reduzido”, explica o meteorologista João Luís Rolim, diretor da AGF Antigranizo Fraiburgo, empresa que opera o sistema.
O método começou voltado à cultura da maçã, em uma iniciativa da cadeia produtiva desse setor. Com a comprovação dos resultados para os agricultores, houve expansão para outras culturas e municípios inicialmente para o tomate em Caçador. Hoje, são 170 geradores em operação. Segundo Rolim, o sistema é eficiente na diminuição tanto da área atingida quanto do tamanho das pedras de granizo — fator essencial em regiões produtoras de frutas, onde os prejuízos podem ser significativos.
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Eco Invest Brasil avança como ferramenta para financiar recuperação de áreas degradadas
Programa foi destaque em evento em São Paulo e deve apoiar iniciativas como o Caminho Verde Brasil, que prevê recuperar até 40 milhões de hectares no país.
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Dia de Campo da Coopavel reúne mais de 250 produtores no Sudoeste do Paraná
Evento técnico em Pato Branco apresentou tecnologias e estratégias de manejo para as culturas de soja e milho, com participação de agricultores de três municípios da região.

Mais de 250 produtores rurais de Pato Branco, Bom Sucesso do Sul e Vitorino participaram, na quinta-feira, 5, de um Dia de Campo de Verão promovido pela Coopavel em sua unidade central no Sudoeste do Paraná, em Pato Branco. O evento técnico reuniu agricultores das três filiais da cooperativa na região e teve como foco principal a difusão de tecnologias voltadas às culturas de soja e milho.
Ao longo da programação, os participantes tiveram acesso a informações estratégicas sobre manejo, escolha de cultivares e novas soluções agronômicas apresentadas por empresas parceiras da cooperativa. A proposta foi aproximar produtores das mais recentes inovações do setor, permitindo que conheçam alternativas capazes de melhorar a produtividade e a sustentabilidade das lavouras.
O presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, prestigiou o encontro e ressaltou a importância de iniciativas desse tipo para a rápida transmissão de conhecimentos no campo. Segundo ele, o contato direto com tecnologias e especialistas contribui para que o produtor tome decisões cada vez mais assertivas, rápidas e com resultados melhores, sempre conectado aos conceitos da sustentabilidade. “Eventos como esse são uma oportunidade de conhecer tecnologias desenvolvidas para potencializar resultados e garantir mais eficiência e competitividade à atividade agrícola”, reforça Dilvo.
Aproximação

O gerente de Filiais Sudoeste da Coopavel, Adelar Roberto Goehl, também enfatizou o papel do encontro na aproximação entre cooperativa, empresas e produtores rurais da região. Segundo ele, o Dia de Campo se consolida como um importante espaço de troca de experiências e atualização técnica. “Aqui, o produtor consegue ver soluções na prática, conversar com especialistas e esclarecer dúvidas sobre manejo e tecnologias que podem fazer diferença no desempenho das lavouras”.
O evento também funcionou como uma vitrine das marcas próprias da cooperativa, reforçando a diversidade de soluções oferecidas aos associados. Foram apresentadas tecnologias e produtos das linhas Fertilizantes Coopavel, Sementes Coopavel, Nutriagro Fertilizante Foliar, Biocoop, Rações Coopavel, Coopclean e Credicoopavel, além de soluções voltadas à agricultura de precisão.
Parceiros
Os parceiros presentes no dia de campo foram: Corteva Agriscience, Adama Agricultural Solutions, Bayer, Syngenta, BASF, FMC Corporation, Ourofino Agrociência, UPL, Ihara, Sumitomo Chemical, Brasmax, TMG – Tropical Melhoramento & Genética, Cordius, SoyTech e Golden Harvest.




