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Com RTRS, agro sustentável atinge a marca de 6 milhões de toneladas de soja

Produção brasileira representa 85% de soja certificada com Padrão RTRS de Produção de Soja Responsável globalmente. Em 2022, a RTRS passou a contar com mais de 200 associados em 32 países.

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Foto: Wenderson Araujo/CNA

Em 2022 a Round Table on Responsible Soy Association(RTRS) alcançou uma importante evolução da produção global certificada: foram mais de 6 milhões de toneladas em todo o mundo. O Brasil foi responsável por quase 85% deste montante, em uma área de aproximadamente 1.360 milhões de hectares. A associação fortaleceu a sua base de membros com 22 novos associados e agora passa a contar com mais de 200 organizações distribuídas em 32 países.

A RTRS também registrou um salto de 184 novos locais certificados, de acordo com o Padrão RTRS de Cadeia de Custódia, distribuídos em vários países do mundo. O número inclui portos, que agora são capazes de receber, processar e comercializar a soja física certificada RTRS.

Com o número de 653 mil toneladas de milho certificado na Argentina, Brasil e Uruguai, sendo 489.825 toneladas oriundas apenas do Brasil, as primeiras experiências em certificação de milho RTRS confirmam o valor da criação de sinergias e oportunidades com os produtores e demonstram como é possível capitalizar os resultados alcançados por meio da certificação da soja para continuar o processo produtivo sustentável por meio de sua extensão para outras culturas.

A adoção de material certificado RTRS em 2022 aumentou 7% em relação ao ano anterior, para cerca de 5,3 milhões de toneladas. Deste total, aproximadamente 522,8 mil foram Balance de Massas e 4,7 milhões foram Créditos RTRS em Apoio à Soja Responsável. Soma-se ainda a esses números 69 empresas de 29 países que adotaram pela primeira vez o material certificado RTRS.

Outra evolução apresentada foi o Novo Sistema de Fatores de Conversão de Milho e o relançamento da Calculadora de Pegada de Soja e Milho, sendo uma ferramenta transparente e pública que possibilita aos atores do setor, organizações e consumidores em geral estimar o volume equivalente de soja ou milho incorporado em distintos produtos tanto de soja como de milho, além de rações para animais e produtos para consumo humano.

Geração de valor

Devido à confiabilidade do Padrão RTRS de Produção de Soja Responsável, que brinda uma soja ambientalmente correta, socialmente justa e economicamente viável, os produtores e stakeholders – partes interessadas de RTRS têm conseguido agregar valor aos seus produtos.

Fundada em 2006, a RTRS reúne os principais representantes da cadeia de valor da soja, como produtores, indústria, comércio, finanças e a sociedade civil em torno de um objetivo comum: fomentar a produção, comércio e uso da soja responsável, de maneira que não agrida o meio ambiente e que esteja atenta às questões sociais que circundam a vida no campo.

O setor tem presenciado o surgimento de uma demanda crescente por qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade do produto, o que se soma também à imposição de novas exigências legais, como é o caso da União Europeia, que aprovou recentemente uma regulação que impede a importação de uma série de commodities (entre eles a soja) que sejam provenientes de áreas desmatadas. Neste contexto, a RTRS é uma plataforma que oferece um holístico e comprovado processo de certificação, em que as partes interessadas o utilizam para contribuir com suas metas e políticas de sustentabilidade ambiental e de direitos humanos. Por meio da promoção e do diálogo, a RTRS tem realizado diversos encontros para a construção de estratégias para enfrentar estes novos desafios impostos ao setor. No último ano, por exemplo, Alemanha, Argentina e Brasil foram os países escolhidos para receberem organizações do mundo todo em espaços de networking dinâmicos, abertos e inclusivos, capazes de criar conexões entre os atores, e trabalhar em entendimentos e acordos em comum.

Anualmente é realizado o Ponto de Encontro RTRS, evento que tem por objetivo conectar os atores da cadeia de valor da soja para pensar juntos em estratégias para enfrentar os novos desafios impostos ao setor. A edição de 2022 ocorreu em Monheim, na Alemanha, e debateu assuntos como a regulação da União Europeia sobre produtos livres de desmatamento, requisitos e obrigações de diligência prévia (due diligence), pegada ambiental e agricultura regenerativa.

Fonte: Assessoria RTRS

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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo

Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

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Fotos: Vinicius Fonseca

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.

Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.

No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra  2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.

A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda  uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.

Espaço necessário para debate  e atualização

“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.

O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.

Fonte: Assessoria Sinditrigo-PR
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares

Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

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Fotos: Mauricio Sena/Ascom SDR

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha

Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.

A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.

Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.

O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.

A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.

O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.

Fonte: Assessoria Ascom SDR
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Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados

Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.

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Fotos: Divulgação/Fenagra

A Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) será realizada de 12 a 14 de maio, das 11 horas às 19 horas, no Distrito Anhembi, reunindo empresas, especialistas e lideranças da agroindústria feed & food.

Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.

Além da feira de negócios, a programação inclui nove congressos e cerca de 200 palestrantes. Os eventos técnicos são promovidos por entidades como a ABRA, CBNA, SBOG e UBRABIO.

No dia 12 de maio, será realizado o 11º Diálogo Técnico do Setor de Reciclagem Animal, promovido pela ABRA. A programação inclui debates sobre novas aplicações de farinhas de origem animal, estudos de tendências para o setor e pesquisas voltadas ao desenvolvimento de biofertilizantes. Também será discutida a descarbonização das indústrias e estratégias para redução de emissões.

Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.

Já no dia 14 de maio, o Seminário de Processamento de Óleos e Gorduras, organizado pela SBOG, abordará temas como tecnologias sustentáveis, uso de solventes alternativos, segurança química e inovação na produção de óleos vegetais.

A programação inclui ainda eventos do CBNA, como o Congresso CBNA PET, o Workshop sobre Nutrição de Cães e Gatos e a Reunião Anual voltada à nutrição de aves, suínos e bovinos.

A Fenagra reúne representantes de diferentes segmentos da agroindústria com foco na geração de negócios, atualização técnica e apresentação de novas tecnologias.

Fonte: Assessoria Fenagra
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