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Suínos

Com recorde de trabalhos inscritos, Sinsui amplia espaço para apresentações orais em 2026

Evento em Porto Alegre (RS) registra alta de 20% nas submissões em relação a 2025 e prevê mais de sete horas de programação destinadas exclusivamente à exposição de resultados técnicos e científicos.

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Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

O 15º Simpósio Internacional de Suinocultura (Sinsui) será realizado de 19 a 23 de maio no Centro de Eventos da PUC, em Porto Alegre (RS), com foco em produção, reprodução e sanidade suína. A organização confirmou recorde de submissão de trabalhos científicos para esta edição. O Jornal O Presente Rural é mais uma vez parceiro de mídia do evento e vai trazer todos os destaques da edição 2026 em tempo real pelas redes sociais.

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

Foram inscritos mais de 100 trabalhos, volume superior em mais de 20% ao registrado em 2025. Desse total, mais de 40 foram selecionados para apresentação oral, o que resultará em mais de sete horas de programação destinadas exclusivamente à exposição de resultados técnicos e científicos.

As submissões abrangem as áreas de Sanidade, Nutrição, Reprodução, Produção e Manejo, One Health e Casos Clínicos, refletindo a diversidade de temas que hoje estruturam a pesquisa aplicada à suinocultura.

Inscrições seguem abertas

A inscrição no Sinsui 2026 garante ao participante material de apoio como pasta, programação oficial, bloco de anotação e caneta, além de certificado de participação e crachá de circulação no evento.

Para ter acesso a descontos na categoria estudante, é obrigatória a comprovação de matrícula por meio de documento em PDF ou JPG, com até 5 MB, anexado no momento do cadastro. A ausência dessa comprovação implica cobrança posterior da diferença de valor, conforme a categoria vigente na data.

A confirmação da inscrição é enviada por e-mail em até cinco dias úteis após a identificação do pagamento e o envio

Foto: Jaqueline Galvão/OP Rural

do comprovante acadêmico. A organização orienta os inscritos a verificarem a caixa de spam caso não recebam a confirmação nesse prazo.

Valores até 27 de abril

Até 27 de abril, os valores de inscrição são de R$ 900 para profissionais; R$ 350 para estudantes de graduação em Medicina Veterinária, Zootecnia e Agronomia e para alunos de pós-graduação stricto sensu nessas áreas; R$ 450 para acesso à feira; e R$ 450 para visitantes.

Empresas patrocinadoras que inscreverem grupos acima de 10 participantes recebem 11 códigos de inscrição e desconto de 10% sobre o valor total, conforme a data de pagamento e a categoria. Nesses casos, é emitido um recibo único.

Para as demais empresas, grupos acima de 20 participantes recebem 21 códigos de inscrição e desconto de 5% sobre o valor total, também com recibo único.

Política de cancelamento

Pedidos de ressarcimento devem ser encaminhados ao e-mail contato@sinsui.com.br e são processados após o término do evento, conforme o meio de pagamento utilizado.

Fonte: O Presente Rural

Suínos

Consumo de carne suína cresce 40% em 10 anos no Brasil

Mudança de percepção do consumidor, preço competitivo e atributos nutricionais sustentam a expansão, segundo a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos.

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Fotos: Shutterstock

O consumo de carne suína no Brasil avançou cerca de 40% na última década, saindo de 14 quilos para quase 21 quilos por habitante ao ano, de acordo com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS). O crescimento supera o registrado pela carne bovina no mesmo período e ocorre enquanto o frango mantém a liderança consolidada no prato do brasileiro.

O movimento está associado a uma mudança gradual no comportamento alimentar, marcada por maior atenção à qualidade nutricional dos alimentos e à relação entre preço e valor nutritivo. Nesse contexto, a carne suína ganhou espaço ao combinar custo competitivo, oferta abundante e versatilidade no preparo.

Para Lívia Machado, estrategista de mercado da ABCS, a evolução do consumo é resultado de um trabalho contínuo da cadeia produtiva para reposicionar o produto junto ao consumidor. “É fato que o brasileiro tem procurado cada vez mais carne suína e a gente comprova isso pelos números. Sem dúvida, é o retorno de um trabalho de percepção que vem sendo feito por toda a cadeia, mostrando que é uma carne mais versátil e com excelente custo-benefício”, afirma.

Mudança de percepção

A expansão também dialoga com um cenário de renda pressionada e substituição entre proteínas. Em períodos de encarecimento da carne bovina, a suína passou a ser alternativa frequente nas compras domésticas, mantendo padrão nutricional elevado com menor desembolso.

O reposicionamento da proteína ocorre em linha com uma tendência internacional de aumento no consumo de proteínas de origem animal, impulsionada pelo envelhecimento populacional, pela busca por dietas mais equilibradas e pela maior difusão de informações sobre nutrição.

Argumento nutricional ganha força

Do ponto de vista nutricional, a carne suína passou a ocupar espaço mais favorável no discurso de profissionais de saúde. A nutricionista Clariana Colasso destaca que o alimento reúne características que dialogam com essa nova demanda. “É uma proteína de altíssimo valor biológico, rica em vitaminas do complexo B, zinco e compostos bioativos importantes para a saúde. Dependendo do corte, pode até apresentar mais desses compostos do que a carne bovina”, diz.

A especialista ressalta ainda que mudanças na produção animal contribuíram para alterar o perfil do produto final. “Nos últimos anos, houve uma diminuição de mais de 20% do teor de gordura dos suínos. Hoje, é uma proteína que pode e deve ser consumida por toda a família”, completa.

Versatilidade no preparo

Além dos fatores econômicos e nutricionais, a carne suína ampliou presença no varejo com maior diversidade de cortes, porções e produtos prontos para preparo rápido, o que favorece o consumo urbano e rotinas com menos tempo disponível para cozinhar.

O resultado é uma proteína que deixa de ocupar posição secundária na dieta brasileira para disputar espaço com bovinos e aves, sustentada por atributos técnicos, preço e disponibilidade.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos

Mato Grosso mira experiência catarinense para destravar suinocultura no estado

Comitiva liderada pela Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso visita a Associação Catarinense de Criadores de Suínos e a Embrapa Suínos e Aves para conhecer a organização produtiva do maior polo nacional do setor.

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Foto: Tiago Rafael/ACCS

Uma comitiva com 18 representantes do agro de Mato Grosso esteve nesta terça-feira (31) em Santa Catarina para uma imersão técnica na suinocultura do estado, referência nacional em volume de produção e exportações. A agenda começou na sede da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) e inclui visitas a indústrias, cooperativas e centros de pesquisa.

Foto: Tiago Rafael/ACCS

A delegação é liderada pelo presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Frederico Wagner França Tannure Filho, e reúne produtores, representantes da Secretaria de Estado de Desenvolvimento, da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), da Investe MT e do Fórum Agro. O objetivo é compreender, na prática, como se estrutura a cadeia produtiva catarinense e quais mecanismos institucionais e técnicos sustentam o desempenho do estado.

O presidente da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi, recebeu o grupo e destacou o papel da articulação entre entidades estaduais para o fortalecimento da suinocultura no país. Segundo ele, a troca de informações técnicas e de gestão entre as associações é parte do processo de evolução do setor.

Para a Acrismat, a visita tem caráter estratégico. O Mato Grosso lidera a produção nacional de soja, milho, algodão e

Foto: Divulgação

bovinos de corte, mas a suinocultura não acompanhou a mesma trajetória de expansão nas últimas décadas. A avaliação da entidade é que há espaço produtivo, oferta de grãos e ambiente favorável para ampliar a atividade, desde que haja organização setorial, integração com a indústria e base técnica consolidada.

A missão, planejada desde o ano passado, busca identificar modelos de coordenação entre produtores, agroindústrias, cooperativas e pesquisa aplicada, além de abrir canais para futuras parcerias comerciais e institucionais. A programação inclui visita à Embrapa Suínos e Aves, em Concórdia, onde o grupo terá contato com pesquisas voltadas à sanidade, nutrição e ambiência na produção de suínos.

A expectativa da Acrismat é utilizar as referências observadas em Santa Catarina para estruturar um plano de fortalecimento da suinocultura mato-grossense, integrando produção, assistência técnica e mercado.

Fonte: O Presente Rural com ACCS
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Suínos Da eficiência à sustentabilidade

Especialista aponta como a nutrição de precisão pode mudar a produção de suínos

Abordagem alia ciência, tecnologia e manejo individualizado para reduzir desperdícios, melhorar o desempenho dos animais e tornar a produção mais sustentável.

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Fotos: Shutterstock

Diante da pressão por sustentabilidade e do desafio de alimentar uma população global crescente, a nutrição de precisão desponta como uma das principais ferramentas para garantir eficiência produtiva sem esgotar os recursos naturais. A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estima que a demanda global por alimentos aumente em cerca de 50% nas próximas décadas, impulsionada pelo crescimento populacional e pela elevação da renda per capita em países emergentes.

Doutora em Zootecnia, PhD em Alimentação de Precisão para Suínos e professora da Université Laval–AgroParisTech, no Canadá, Marie-Pierre Létourneau Montminy: “A produção de proteína animal precisa ser vista dentro de um sistema circular. Nada deve ser descartado, tudo deve ser transformado. Essa é a base de uma agricultura sustentável” – Foto: Arquivo pessoal

Nesse cenário, a pecuária, responsável por aproximadamente 30% das emissões globais de gases de efeito estufa, é chamada a se reinventar. E a resposta pode estar na nutrição de precisão, uma abordagem científica e tecnológica que busca oferecer a cada animal exatamente o que ele precisa, no momento certo e na quantidade certa, reduzindo desperdícios e emissões. “A alimentação de precisão é, antes de tudo, uma questão de conhecimento e eficiência. Não se trata apenas de reduzir custos ou impacto ambiental, mas de compreender como o animal usa cada nutriente e ajustar o sistema para que nada seja desperdiçado”, explicou a doutora em Zootecnia e PhD em Alimentação de Precisão para Suínos Marie-Pierre Létourneau Montminy, professora da Université Laval–AgroParisTech, no Canadá, durante sua participação no 21º Congresso Nacional da Abraves, realizado em meados de outubro, em Belo Horizonte (MG).

Desafio global: produzir mais, com menos

Nos últimos 50 anos, a intensificação da produção animal aumentou a produtividade e reduziu custos, mas trouxe um efeito colateral: a ruptura dos ciclos naturais de nutrientes, especialmente do fósforo e do nitrogênio.

A suinocultura, embora eficiente na conversão alimentar, ainda enfrenta perdas expressivas de fósforo e nitrogênio, que, quando excretados em excesso, contribuem para a eutrofização de corpos d’água e a emissão de gases de efeito estufa. “Estamos diante de uma escassez de fósforo nos recursos naturais e de uma superabundância dele no meio ambiente. Isso é um paradoxo que a ciência precisa resolver com inteligência. A nutrição de precisão é justamente a ferramenta para isso”, frisou.

A abordagem propõe uma mudança de paradigma: substituir a lógica de alimentar para garantir pela de alimentar para atender, ou seja, ajustar a dieta de acordo com a necessidade real do animal, considerando variáveis como genética, sexo, idade e desempenho.

Do ingrediente ao indivíduo

A base da nutrição de precisão está na caracterização detalhada dos ingredientes. Avaliar os teores digestíveis de fósforo e aminoácidos, e não apenas a composição bruta, permite prever com mais acurácia o que o animal realmente absorve.

Mas essa conta não é simples. O cálcio, por exemplo, pode reduzir a absorção intestinal do fósforo ao formar compostos insolúveis, embora seja indispensável para a retenção óssea do mineral. “Equilibrar cálcio e fósforo é um desafio fisiológico e nutricional. O cálcio é necessário, mas o excesso impede o aproveitamento eficiente do fósforo”, ressaltou a especialista.

Para contornar essas interações, uma prática comum é o uso de fitases exógenas, enzimas que quebram a fitina presente nos grãos e liberam fósforo antes inacessível ao animal. “A fitase é uma aliada poderosa, mas sua eficácia depende da formulação da dieta e da matriz nutricional usada. Não é uma solução única, e sim parte de um sistema ajustado”, expõe a doutora em Zootecnia.

Adoção de tecnologias na produção

A nutrição de precisão só se torna viável quando apoiada em dados e automação. Em granjas de ponta, comedouros inteligentes já permitem medir a ingestão individual e ajustar, em tempo real, a quantidade e a composição da ração oferecida. “Cada suíno tem uma curva de crescimento diferente. O desafio é acompanhar essas diferenças e adaptar o fornecimento diário. Isso é o que torna a produção mais eficiente e sustentável”, reforça Marie-Pierre.

Esse modelo dinâmico de manejo, conhecido como alimentação multifásica ou individualizada, reduz o desperdício de nutrientes, melhora a conversão alimentar e diminui a excreção de fósforo e do nitrogênio.

Rumo à agricultura circular

A PhD em Alimentação de Precisão para Suínos reforça que o debate sobre nutrição não pode ficar restrito à granja. A pecuária faz parte de um sistema agroalimentar integrado, em que os dejetos animais podem retornar à lavoura como fertilizantes, fechando o ciclo de nutrientes. “A produção de proteína animal precisa ser vista dentro de um sistema circular. Nada deve ser descartado, tudo deve ser transformado. Essa é a base de uma agricultura sustentável”, salienta Marie-Pierre.

Entre as estratégias em desenvolvimento, a especialista cita a redução da proteína bruta das dietas, substituindo parte por aminoácidos sintéticos, e a depleção-reposição de cálcio e fósforo, técnica que explora a homeostase natural do organismo para melhorar a eficiência de absorção.

Futuro é preciso, sustentável e inteligente

Com o avanço da ciência e da tecnologia, a nutrição de precisão está se consolidando como um eixo central da suinocultura, um modelo que alia produtividade, sustentabilidade e bem-estar animal. “O futuro da produção animal será cada vez mais baseado em dados e decisões inteligentes. A suinocultura que vai prosperar será aquela que souber usar a ciência para equilibrar eficiência e responsabilidade ambiental”, sustenta.

Para a professora, esse futuro já começou. E a precisão, mais do que um conceito técnico, representa uma mudança cultural, que envolve a transição de uma pecuária intensiva para uma pecuária inteligente, guiada pela ciência e pelo respeito aos limites do planeta.

Pilares da nutrição de precisão

  • Conhecimento e dados: análise precisa dos ingredientes e monitoramento contínuo do desempenho animal.

  • Automação: uso de comedouros inteligentes e sensores para ajustar dietas em tempo real.

  • Modelagem nutricional: ferramentas que integram genética, idade, sexo e fase de crescimento para personalizar o fornecimento de nutrientes.

Principais estratégias aplicadas

  • Redução da proteína bruta com uso de aminoácidos sintéticos;

  • Uso de fitases exógenas para liberar fósforo presente nos grãos;

  • Depleção-reposição de cálcio e fósforo, baseada na homeostase mineral;

  • Alimentação multifásica, adaptada às fases de crescimento.

Impactos positivos

  • Diminuição da excreção de nitrogênio e fósforo;

  • Redução da pegada ambiental da suinocultura;

  • Maior eficiência alimentar e menor desperdício;

  • Integração com a agricultura circular e melhor aproveitamento de nutrientes no solo.

A edição também está disponivel na versão digital, com acesso gratuito. Para ler a versão completa online, clique aqui. Boa leitura!

Fonte: O Presente Rural
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