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Com recorde de investimentos e iniciativas pioneiras, agro de São Paulo encerra o ano ainda mais fortalecido
Compromisso ambiental do agro paulista também teve avanços importantes no ano de 2024. São Paulo chegou ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado de número 100 mil, um marco no âmbito da regularização ambiental.

Em meio às adversidades climáticas, 2024 foi um ano marcado por recordes em diversas áreas do agro paulista: superávit da balança comercial, liberação de linhas de crédito e maior regularização fundiária da história de São Paulo. O Governo de São Paulo, por meio da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado, criou e ampliou ações que beneficiaram os produtores rurais durante todo o ano, promovendo o desenvolvimento sustentável e garantindo a produtividade das lavouras, a segurança jurídica e a prosperidade das populações rurais.

Em 2024, o agronegócio paulista bateu recordes na balança comercial, consolidando São Paulo na liderança das exportações brasileiras do agro. São Paulo é responsável por 18,6% de participação nas exportações do agronegócio brasileiro, com um superávit de R$140 bilhões no acumulado de janeiro a novembro de 2024, 10% a mais em relação ao mesmo período de 2023.
Outro número para ficar na história foram os R$290 milhões em crédito rural disponibilizados pela Secretaria de Agricultura, um montante que potencializou a produtividade no campo e amenizou os impactos da estiagem. Entre linhas de crédito e subvenções, essa é a maior liberação da história do Estado de São Paulo, que inclui seguro rural, pagamento por serviços ambientais, créditos emergenciais, subvenção do projeto Pró-trator, entre outros.
No âmbito da regularização fundiária, essencial à segurança jurídica e à paz nos campos paulistas, São Paulo promoveu as maiores ações na história do Estado. Cinco propriedades rurais são regularizadas a cada dia, somando 3,4 mil propriedades desde 2023. São mais de 130 mil hectares de terra regularizados em 2024. A iniciativa atrai investimentos e prosperidade para o agronegócio paulista, principalmente em regiões em que haviam conflitos de terra, como o Pontal do Paranapanema.
Com o processo de titulação da terra, a líder quilombola Selma França já reconhece mudanças para a sua comunidade, o quilombo Nhunguara, que fica entre os municípios de Iporanga e Eldorado. “A nossa comunidade é bem extensa, com 8.500 hectares de terra. Somos, aproximadamente, 140 famílias. Antigamente, tínhamos um espaço disponível e não podíamos aproveitá-lo. Agora, temos o projeto Viveiro, voltado para o turismo, possibilitando um futuro melhor para nós”, afirmou.
O compromisso ambiental do agro paulista também teve avanços importantes no ano de 2024. São Paulo chegou ao Cadastro Ambiental Rural (CAR) validado de número 100 mil, um marco no âmbito da regularização ambiental.

Foto: Divulgação/Sistema Faep
A transição energética, uma crescente exigência mundial para a substituição de poluentes por energia verde, encontra condições favoráveis em São Paulo, estado que responde por 38,9% de todo o etanol fabricado no país, com 60% dos canaviais de cana em território paulista. O setor sucroenergético possui grande potencial de descarbonização, com o pioneirismo da produção de biogás e biometano, combustíveis renováveis e limpos.
A Secretaria de Agricultura não poupou esforços para contribuir com o Plano Estadual de Energia 2050, que pretende gerar R$20 bilhões por parte da iniciativa privada, gerando emprego e renda para os paulistas. Entre as ações, a regulamentação do licenciamento ambiental para a implantação de biodigestores de biogás/biometano e bioinsumo em todas as cadeias agropecuárias, instalação de biodigestores em propriedades rurais; a criação de uma coordenadoria de transição energética; estímulo a projetos de ILPE (Integração Lavoura Pecuária e Energia) e a atualização do Protocolo Etanol Mais Verde, que promove, junto com as usinas, o desenvolvimento sustentável do setor.

Foto: Divulgação/IAT
Entre agosto e setembro, o estado de São Paulo sofreu com incêndios nas áreas rurais durante severa estiagem, gerando prejuízo de pelo menos R$ 2 bilhões. O clima adverso reforça a importância do seguro rural entre as políticas públicas. Por isso, no primeiro semestre deste ano, o governo de SP anunciou o maior seguro rural da história do estado, com valor recorde de R$100 milhões. No final de agosto, SP lançou um pacote de R$ 10 milhões para socorrer produtores afetados pelos incêndios florestais. Por meio do Feap, o produtor afetado pode acessar um crédito de R$50 mil, com juro zero, para custeio, como despesas de manutenção e recuperação da produção.
Em outra medida para garantir a produtividade das lavouras paulistas em meio às condições climáticas extremas, a Secretaria de Agricultura também estimulou a irrigação nas propriedades rurais, assinado um decreto indutor, instituindo a Câmara Temática de Irrigação Sustentável, órgão vinculado à Pasta como instância de implementação e gestão do Plano Estadual de Irrigação Sustentável, o Irriga + SP. Um plano que prevê a liberação de R$200 milhões em crédito para a irrigação no Estado, que atenderá cerca de 200 propriedades rurais, incentivando a implementação de sistemas de irrigação, energia fotovoltaica e agricultura de precisão.

Foto: Divulgação/IAT
Em maio, durante a Agrishow, em maio, a Secretaria de Agricultura apresentou a captação de R$500 milhões para financiar produtores rurais via Fundo de Investimentos de Cadeias Agroindustriais (Fiagro). Em dezembro, a Pasta anunciou o primeiro aporte de R$50 milhões, para modernização da infraestrutura produtiva.
São Paulo também avançou no combate ao greening e criou um Comitê Estadual, e anunciou investimento de R$90 milhões para um Centro de Pesquisa Aplicada em Inovação e Sustentabilidade para o setor citrícola, visando desenvolver pesquisas e transferir tecnologia para o setor. Também há uma linha de crédito de R$ 300 mil para pequenos produtores. “Estamos adquirindo insumos e mudas para tentar conviver com o greening, continuando a nossa atividade citrícola. O pequeno produtor estava descapitalizado, não conseguindo acompanhar as inovações”, destaca Tarciso Sardinha, produtor rural de Limeira, beneficiário do crédito para combate ao greening.

Foto: Divulgação/SAA SP
A Secretaria de Agricultura também possui uma linha de crédito voltada às mulheres agricultoras. Foram R$ 4,2 milhões liberados para o Feap Mulher, com R$ 25 mil por produtora, fortalecendo a presença feminina do agro paulista. “São muitos anos de lutas incessantes, e jamais desistimos. As mulheres no agro são uma parcela muito importante, mas ainda com pouca voz. A partir do momento que o Governo de São Paulo nos incentiva, a participação feminina no setor é fortalecida”, destaca Célia Biscaro, produtora de leite e queijos do Capril Caprioles, de Jundiaí.
Além do tradicional concurso que elege os melhores cafés de São Paulo, este ano, pela primeira vez, a Secretaria de Agricultura elegeu as melhores cachaças produzidas no Estado. O 1º Concurso Estadual de Qualidade da Cachaça Paulista premiou 78 rótulos reconhecidos, todos com alta qualidade certificada. Além disso, criou o Programa Rotas do Vinho de São Paulo, que organiza a cadeia produtiva e promove o enoturismo.
Na esfera da tecnologia e transferência de conhecimentos foi desenvolvido o AptaHub. Ao todo, sete espaços de inovação foram criados para promover a cultura de inovação com foco no desenvolvimento científico e tecnológico.
Pecuária
Na esfera animal, a Secretaria de Agricultura, por meio da Defesa Agropecuária (CDA), anunciou ações de sanidade, bem estar animal e valorização da pecuária paulista. A principal feira do setor, a Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne (Feicorte), foi retomada após 10 anos e ocorreu em Presidente Prudente. Na ocasião, São Paulo anunciou o Sistema de Identificação Individual e Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos do Estado de São Paulo (SIRBOV-SP), que deve gerar mais competitividade e abrir novas oportunidades de mercado à pecuária paulista.
São Paulo também lançou uma iniciativa pioneira no bem estar animal: um novo modelo não obrigatório de identificação de vacinação contra a Brucelose que dispensa a marcação a fogo utilizada nas bezerras de três a oito meses de idade vacinadas, dando a opção da utilização de um bottom. Essa é uma forma de estimular a qualidade do manejo, a segurança do trabalhador rural e do médico veterinário e a produtividade.
Outro importante anúncio foi o Fundesa-PEC, fundo complementar indenizatório criado para ressarcir o pecuarista caso haja focos de febre aftosa em decorrência da retirada da vacinação contra a doença, que entrou em vigor em 2024. Neste ano, São Paulo foi reconhecido nacionalmente com o status de zona livre de aftosa sem vacinação.
A pedido da SAA, também foi aprovado este ano o projeto de lei do Passaporte Equestre, que dispensa a emissão de GTA física, que nestes casos, será substituída pelo passaporte, emitido diretamente pelo aplicativo.

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Copercampos reinaugura unidade de grãos em Otacílio Costa com investimento de R$ 16 milhões
Estrutura modernizada aumenta capacidade e agilidade no recebimento de soja e milho, beneficiando produtores da região.

A Copercampos reinaugurou nesta sexta-feira, 20 de fevereiro, a unidade de armazenagem de grãos de Otacílio Costa, na serra catarinense, após um amplo processo de modernização que recebeu investimentos superiores a R$ 16 milhões. A estrutura, implantada originalmente em 2012, ganhou nova moega, secador, instalação de tombador, caixa de carregamento e silo de armazenagem, garantindo mais eficiência, segurança e rapidez no fluxo de recebimento.
Com as melhorias, a unidade passa a ter capacidade estática de 380 mil sacos de 60 kg, além de maior agilidade operacional durante a safra, reduzindo filas e otimizando a logística dos associados da região.
Segundo o presidente da Copercampos, Luiz Carlos Chiocca, a obra atende uma necessidade prática do produtor, principalmente pelo ritmo acelerado da colheita no município. “Hoje estamos aqui em Otacílio inaugurando uma obra de suma importância para o produtor, que vai agilizar a sua colheita e o descarregamento, evitando filas e transtornos. Aqui a safra ocorre muito rápido devido ao clima e isso traz um grande benefício”.
Para o Diretor Superintendente da Copercampos e também produtor associado Lucas de Almeida Chiocca, que atua na região há mais de 15 anos, o investimento reforça a proximidade da cooperativa com quem produz. “Eu, como produtor há mais de 15 anos em Otacílio Costa, saio daqui com o coração cheio de alegria. A Copercampos mais uma vez está do lado do produtor, fazendo um grande investimento para resolver o problema do momento. O mais importante é o recolhimento do grão.”
O crescimento também foi destacado pelo prefeito de Otacílio Costa, Fabiano Baldessar, que ressaltou a transformação produtiva do município ao longo dos anos. “Otacílio Costa saiu de 700 a 800 hectares de lavoura entre 2009 e 2011 para hoje mais de 17 mil hectares, segundo dados da Epagri. Essa reinauguração é mais uma conquista e representa uma segunda virada de chave no agro do nosso município”, comentou.
A estrutura ampliada já será fundamental para a safra 2026, cuja previsão de recebimento é de aproximadamente 500 mil sacos de soja e 100 mil sacos de milho, volume que demonstra o novo patamar produtivo regional.
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Preços agropecuários caem 3,75% em janeiro, aponta Cepea
Todas as categorias registraram queda, com hortifrutícolas e grãos liderando a retração mensal.

Em janeiro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 3,75% em relação ao mês anterior.
O resultado mensal se deve à retração observada para todos os subgrupos do Índice, com destaque para o IPPA- Hortifrutícolas (-7,69%) e o IPPA-Grãos (-5,44%), seguidos pelo IPPA-Pecuária (-2,74%) e pelo IPPA-Cana-Café (-0,63%).
Já o IPA-OG-DI apresentou leve alta de 0,92% no mês, indicando que, em janeiro, os preços agropecuários tiveram desempenho inferior ao dos industriais.
No cenário internacional, os preços dos alimentos em dólares avançaram 0,33%, enquanto o Real se valorizou 2,11%, o que resultou em queda de 1,79% dos preços internacionais de alimentos medidos em reais.
Na comparação anual (janeiro/26 frente a janeiro/25), o IPPA/CEPEA caiu expressivos 8,19%, com quedas em todos os grupos: IPPA-Hortifrutícolas (-17,68%), IPPA-Cana-Café (-8,78%), IPPA-Grãos (-7,85%) e IPPA-Pecuária (-7,09%). No mesmo período, o IPA-OG-DI se desacelerou 2,21%, e os preços internacionais de alimentos acumulam queda de 19,12% em Reais e de 8,76% em dólares, refletindo também a valorização de 11,36% do Real em um ano.
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Cooperativas fortalecem cadeias de aves, suínos e leite em Santa Catarina
Dados apresentados mostram que 70% dos avicultores da cooperativa já possuem sucessão familiar definida, garantindo continuidade no campo.

Reflexões estratégicas sobre o futuro do cooperativismo, o protagonismo jovem e a força das cadeias produtivas catarinenses. Assim iniciou a programação do Sebrae/SC no terceiro dia do 27º Itaipu Rural Show em Pinhalzinho. O evento reuniu duas palestras que dialogaram diretamente com os desafios e as oportunidades do agronegócio: União que Gera Valor: Engajamento e Cooperativismo no Campo, com Dieisson Pivoto, e Cadeia de Aves e Suínos em SC, com Marcos Zordan.

Diretor vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan
Pivoto destacou como o cooperativismo transforma união em desenvolvimento econômico e social. Ele apresentou a trajetória da Cooper Itaipu como exemplo de organização e visão estratégica. Também abordou a atuação da Aurora Coop, formada por 14 cooperativas, com mais de 850 produtos no portfólio e presença em mais de 80 países, a cooperativa demonstra a dimensão que o modelo pode alcançar quando há integração e gestão eficiente.
Entre as contribuições da cooperativa aos seus sócios e à comunidade, Pivoto ressaltou a geração de renda ao cooperado, a assistência técnica no campo, a industrialização da produção e a criação de oportunidades que fortalecem toda a região. “Somos parte importante na alimentação do mundo. O cooperativismo gera valor quando fortalece o produtor, apoia a comunidade e prepara as próximas gerações para dar continuidade a esse legado”, afirmou.
Com foco especial na juventude, a palestra abordou a necessidade de incentivar o cooperativismo desde cedo, aproximando os jovens do modelo e reforçando seu papel na tradição e na inovação. O futuro do cooperativismo, segundo ele, depende diretamente do engajamento das novas gerações.
O diretor técnico do Sebrae/SC, Fábio Zanuzzi, aprofundou o debate ao falar sobre sucessão e permanência no campo. “Um dos grandes desafios é a continuidade não só do jovem na propriedade rural, mas também no modelo cooperativista. Temos percebido mudanças de comportamento entre as gerações, e isso exige uma comunicação mais próxima e estratégica. Precisamos ouvir o jovem, entender seus anseios e reconhecer que a velocidade dele é diferente da geração anterior”.
Cadeia de aves e suínos

Complementando a programação, a palestra “Cadeia de Aves e Suínos em SC”, ministrada pelo vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop, Marcos Zordan, trouxe uma análise sobre a importância estratégica dessas cadeias produtivas para a economia catarinense e nacional. “Conectamos a cadeia de suínos, aves e leite ao cooperativismo, seja por meio da Aurora Coop ou das cooperativas filiadas. Precisamos mostrar ao produtor o que estamos fazendo e o que o futuro nos espera nessas atividades”, explicou.
Zordan esclareceu a diferença entre os sistemas de integração, como ocorre na suinocultura, avicultura e na produção independente do leite, ressaltando a importância da segurança para o produtor na tomada de decisão. “Precisamos que esses produtores sintam firmeza ao decidir investir nessas atividades. O futuro aponta para aumento do consumo de alimentos e isso exige produtividade. E produtividade é a única forma de melhorar a rentabilidade”, enfatizou.
O vice-presidente de agronegócios da Aurora Coop expôs dados relevantes da avicultura regional. “Atualmente, cerca de 70% dos avicultores ligados a Aurora Coop já têm sucessão familiar encaminhada. No Brasil, esse índice gira entre 3% e 5%. Isso é resultado de um trabalho contínuo das cooperativas, das filiadas, da cooperativa e de todos que fortalecem o setor. Quando o produtor tem renda compatível, o filho fica na propriedade. Se o filho fica, a sucessão está garantida”, salientou.
Capacitação

Palestrante Dieisson Pivoto – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação
“Encerramos a rodada de palestras desta sexta-feira (20), demonstrando a importância do desenvolvimento regional com iniciativas como o Programa Encadeamento Produtivo. Quando estruturamos as cadeias de aves, suínos e leite dentro de uma lógica cooperativista, estamos fortalecendo todos os elos, da produção primária à industrialização, da assistência técnica ao acesso ao mercado. Isso gera previsibilidade, competitividade e sustentabilidade econômica para o produtor”, concluiu Zanuzzi.
A atuação do Sebrae/SC qualifica esses elos, promove integração, gestão eficiente, inovação e planejamento estratégico. O desenvolvimento não ocorre apenas pelo aumento de produção, mas pela organização sistêmica da cadeia, adoção de tecnologia, ganho de produtividade e agregação de valor.



