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Com R$ 4,1 bilhões movimentados no Sul, BRDE bate recorde de contratações em 2021

Operações no Paraná somam R$ 1,4 bilhão. No Estado, comércio e serviço representaram cerca de 32,5% dos contratos firmados, enquanto a agropecuária atingiu em torno de 29,5%; a indústria, 20,7%; e infraestrutura, 17,2%.

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Divulgação/BRDE

Com R$ 4,1 bilhões em contratações, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) alcançou recorde histórico de financiamentos em 2021. Só as operações do Paraná somam R$ 1,4 bilhão. No ano em que completou seis décadas de existência, o demonstrativo financeiro da instituição aponta a realização de mais de sete mil operações, o que representa um aumento de 61,4% em comparação ao ano anterior.

“Foi um ano muito significativo para o BRDE, porque atuamos fortemente na economia dos três estados, injetando recursos que garantiram não só o desenvolvimento de grandes empresas, mas também assegurando a permanência de milhares de empreendimentos que enfrentaram a crise junto com a pandemia”, comemorou o presidente do banco, Wilson Bley Lipski.

Se garantir a economia em pleno funcionamento é uma das premissas do banco, em 2021 a instituição lançou mão de recursos próprios para minimizar os impactos da pandemia sobre a atividade econômica, o que representa um total de 10,7% das contratações. Além de suprir o crédito emergencial do ano anterior (2020), no ano passado o BRDE obteve recursos adicionais e intensificou suas operações com instituições financeiras para incrementar o microcrédito.

De acordo com o vice-presidente e diretor de Acompanhamento e Recuperação de Crédito, Marcelo Haendchen Dutra, em 2021 o BRDE manteve sua essência em promover o desenvolvimento em todas as áreas. “Prosseguimos com investimentos no agronegócio, na promoção de projetos sustentáveis e de inovação, no estímulo aos empreendimentos da mulher e do jovem e ainda mantivemos a taxa de inadimplência sob controle (atingindo 0,58% em dezembro) e aumentamos as receitas com a recuperação de créditos”, assegurou.

O BRDE fechou o período registrando um lucro líquido de R$ 266,6 milhões, montante 33,8% superior na comparação ao ano anterior. Trata-se do segundo melhor resultado nominal já alcançado pelo banco na série histórica, que inicia em 2001.

“Considerando que vivemos em 2021 um cenário econômico ainda com fortes impactos da pandemia, sem dúvida alcançamos um resulto muito expressivo. Buscamos melhorar nossos processos de gestão, oferecer maior agilidade no atendimento dos clientes. O BRDE, sem dúvida, se preparou para auxiliar os diferentes setores e entender as demandas de cada um para a retomada dos investimentos”, afirmou a diretora de Operações, Leany Lemos.

Além de manter a taxa de inadimplência em 0,58% sobre a carteira (entre as mais baixas de bancos de fomento do País), o BRDE fechou 2021 com novo recorde em termos de patrimônio líquido: R$ 3,4 bilhões (9,6% maior que o ano anterior). “Com isso, tivemos maior capacidade financeira para apoiar o desenvolvimento econômico e social da região Sul que é a nossa principal  missão”, disse Leany Lemos, que presidiu o banco até novembro de 2021, sendo a primeira mulher a ocupar o cargo em 60 anos de história da instituição.

Setores

Os setores de comércio e serviço representaram cerca de 32,5% dos contratos firmados no BRDE Paraná, enquanto a agropecuária atingiu em torno de 29,5%; a indústria, 20,7%; e infraestrutura, 17,2%. Nos números gerais dos três Estados, comércio e serviços reuniram R$ 1,3 bilhão, seguido pela agropecuária (R$ 904,1 milhões) e infraestrutura (R$ 873,6 milhões). A variação percentual mais expressiva foi observada no agronegócio, com 89,8% na comparação com 2020.

Em relação ao número de operações contratadas, 53,1% foram direcionadas aos produtores rurais e 44,3% às pequenas e médias empresas, dados que demonstram o sucesso do esforço do BRDE em apoiar os pequenos empreendedores, principalmente em época de dificuldade econômica.

Fontes

Outro dado relevante para os resultados está na ampliação de fontes de recursos com parcerias de fornecedores de créditos nacionais e internacionais. Do total contratado, 59,5% dos recursos vieram do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), seguido por aportes internacionais (15,7%), equivalente a R$ 649 milhões, oriundos da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD), do Banco Europeu de Investimentos (BEI) e do Banco de Desenvolvimento da América Latina (CAF).

Confira os programas em destaque:

BRDE LABS

No setor de inovação, foram elevados limites por fundos em empresas inovadoras de 1,8% para 2.5%, além do desenvolvimento do programa de aceleração de startups, o BRDE Labs, com soluções para empresas âncoras. Cerca de quatro mil pessoas foram impactadas com o programa por lives, mentorias e treinamentos. No Paraná, o BRDE Labs teve 177 startups inscritas, em parceria com o hub de startups Hotmilk, da PUC-PR. Dezoito delas passaram pela fase de pré-aceleração e nove, pela de aceleração. Em 2022, o tema trabalhado será ESG – Environmental, Social and Governance (Ambiental, Social e Governança, em português).

Banco do Agricultor Paranaense

Instrumento criado pelo Governo do Estado do Paraná para auxiliar produtores rurais, cooperativas, associações de produção, comercialização e reciclagem e as agroindústrias familiares, além de projetos que utilizem fontes renováveis de geração de energia e programas destinados à irrigação. Em 2021, o valor contratado totalizou R$ 43,7 milhões, beneficiando 351 agricultores.

“São linhas de financiamento destinadas ao desenvolvimento sustentável, inovação e tecnologia, a fim de melhorar a competitividade dos produtos do Paraná, por meio de subsídios. Atuam Fomento Paraná, Secretaria da Agricultura e Abastecimento, cooperativas de crédito e o BRDE, com a finalidade de ajudar no crescimento de pequenos e médios agricultores”, explicou o diretor Administrativo, Luiz Carlos Borges da Silveira.

BRDE Empreendedoras do Sul 

Entre as novidades de 2021 esteve o programa BRDE Empreendedoras do Sul. Lançado no mês de março, com o objetivo de apoiar empresas que tenham mulheres no comando (ou com mínimo de 40% de sócias) e produtoras rurais. Agora sem limite de operação, o programa fechou o ano, nos três estados do Su, com a marca de R$ 96,2 milhões em financiamentos, sendo R$ 32,1 milhões no Paraná.

ODS

Em 2021, o BRDE aportou mais de R$ 1 bilhão em projetos que colaboram com os desafios do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 2, com a participação significativa de investimentos na infraestrutura de produção de alimentos, incluindo projetos das diversas cooperativas que são tradicionalmente clientes do banco. Também financiou R$ 684 milhões, o que representa 20% das operações diretas em 2021, para projetos que contribuíram para os desafios do ODS 12 (produção e consumo sustentáveis: geração de energia por fonte renovável, saneamento, florestas comerciais, manejo e disposição de resíduos sólidos e uso ou reciclagem de resíduos).

O diretor de Planejamento, Otomar Vivian, destaca a importância do banco ter implementado, em 2021, uma reestruturação de sua matriz de programas e linhas de crédito, tornando a instituição ainda mais aderente à realidade global, aos critérios ESG e à Agenda 2030. “Ao avançarmos nas parcerias com bancos internacionais, ampliamos o nosso compromisso com a sustentabilidade. Ao mesmo tempo, o BRDE teve um ano de forte atuação diante das demandas de cada setor neste período de retomada da economia, apoiando as pequenas empresas sem descuidar dos setores mais tradicionais da economia”, disse o diretor.

Fonte: AEN Paraná

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Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja

Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

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Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja

O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.

Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.

Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock

padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.

O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.

Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.

Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.

Fonte: O Presente Rural
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El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens

Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

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O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias

A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.

Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.

Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.

Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

Foto: Shutterstock

tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.

Efeitos diferentes dentro do Brasil

Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.

Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.

Oferta maior e preços menores

No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.

Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.

Fonte: O Presente Rural
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Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros

Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

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O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak

A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.

Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.

Anistia a multas

Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.

O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

Foto: Divulgação

das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.

A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.

Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

Foto: Divulgação/Freepik

Frete mínimo  
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.

A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).

A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.

Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

Foto: Divulgação

pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.

A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

Foto: Divulgação

A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.

Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.

Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.

Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

Foto: Divulgação

Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.

A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.

As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.

Fonte: Agência Senado
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