Notícias Números aprovados
Com produção histórica, Frimesa fecha 2024 com faturamento de R$ 6,5 bilhões
Crescimento de 7,5% reflete expansão no mercado global e consolidação no setor de carnes e lácteos.

A Frimesa Cooperativa Central teve sua prestação de contas de 2024 aprovada na última quarta-feira (19), durante a Assembleia Geral Ordinária (AGO). Com a presença da maioria dos delegados das cinco filiadas: Lar, Copacol, C.Vale, Primato e Copagril, do presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, e demais autoridades locais, a cooperativa fechou o último ano com R$ 6,5 bilhões de faturamento, um aumento de 7,5% em comparação com o ano de 2023.
Para o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, várias situações no cenário global interferiram no consumo dos países e nas relações comerciais. No entanto, no segundo semestre, a atuação no mercado externo contribuiu para os resultados positivos da Frimesa. “Foi um ano de bastante provação, difícil, mas que conseguimos superar”, expôs Zydek.
No evento, também foi eleito o Conselho Fiscal para o novo ano, composto por: Olívio José Herrmann, da Copagril; Jakson Demetrio Lamin, da Lar; Luiz Antonio Della Valentina, da Copacol; João Teles Morilha, da C.Vale; e Alison Petermann, da Primato.
Para cumprir sua missão de “prover alimentos de valor para as pessoas”, a Frimesa, em 2024, alcançou um marco histórico na produção: 499.264 toneladas de produtos, distribuídos em 33 países e mais de 48.678 pontos de venda no Brasil. Contou com 12.504 pessoas empregadas diretamente.
O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken, enalteceu os resultados positivos das cooperativas paranaenses, que representam 64% das produções agrícolas do Paraná. “Fechamos os números do cooperativismo do Paraná com faturamento bruto de R$ 205 milhões, e a proteína animal teve uma fatia importante nesse resultado. Geramos 164 mil empregos diretos. Por essa representatividade, continuamos na busca por investimentos e melhorias para nosso setor, transformando a realidade do agronegócio brasileiro”, comemora.

Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “Foi um ano de bastante provação, difícil, mas que conseguimos superar”
No segmento de carnes, a Frimesa cresceu 10,36%, totalizando o abate de 3,2 milhões de animais. Acompanhando esse aumento, a produção de derivados da carne suína chegou a 374 mil toneladas de produtos, entre cortes suínos congelados e temperados, industrializados, coprodutos e exportação. A carne suína representa 75% do faturamento da empresa.
Na área do leite, o ano fechou com um volume de 245 milhões de litros de leite processados. A atividade leiteira representou 23,46% do faturamento total da Frimesa, cerca de R$ 1,5 bilhão, com destaque para produtos como leite UHT, doce de leite, iogurtes, leite condensado, natas, manteigas e queijos.

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China, Paraguai e Palau abrem mercados para produtos agropecuários brasileiros
Novos acordos sanitários ampliam oportunidades para exportação de cálculos biliares bovinos, suínos vivos e carnes de diferentes espécies.

As autoridades sanitárias da China, do Paraguai e de Palau aprovaram novos requisitos que permitem a entrada de produtos agropecuários brasileiros nesses mercados. As medidas envolvem a exportação de cálculos biliares bovinos para o mercado chinês, suínos vivos destinados ao abate para o Paraguai e carnes bovina, ovina, caprina e suína para Palau.
Com a China, o Brasil assinou um protocolo sanitário que estabelece as condições para exportação de cálculos biliares bovinos. O produto, utilizado principalmente pela indústria de Medicina Tradicional Chinesa, passa a ter regras definidas para inspeção, certificação e controle das remessas entre os dois países.
O acordo amplia o comércio de um subproduto da cadeia pecuária brasileira e cria uma nova possibilidade de aproveitamento econômico de materiais provenientes da produção bovina. A China é um dos principais destinos das proteínas animais brasileiras e tem papel estratégico para a expansão das exportações do agronegócio nacional.
No Paraguai, as autoridades sanitárias aprovaram o modelo de Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a exportação de suínos vivos brasileiros destinados ao abate. A medida estabelece o padrão documental necessário para os embarques e abre uma nova alternativa comercial para a cadeia suinícola nacional.
Já Palau aprovou os modelos de CSI para importação de carnes bovina, ovina, caprina e suína produzidas no Brasil. Com a aprovação dos certificados, empresas brasileiras poderão iniciar os procedimentos de habilitação e atender aos requisitos sanitários exigidos pelo país insular.
As aberturas fazem parte da estratégia brasileira de ampliar o acesso a mercados internacionais por meio de acordos sanitários. Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), uma abertura de mercado ocorre quando o país importador reconhece que as garantias sanitárias oferecidas pelo Brasil atendem aos seus requisitos para determinado produto.
Impacto para o agro
A ampliação de destinos comerciais reduz a dependência de poucos compradores e aumenta as possibilidades de comercialização para diferentes cadeias produtivas. No caso das carnes, a abertura de novos mercados ocorre em um momento de busca por maior diversificação das exportações brasileiras de proteína animal.
Além dos produtos tradicionais, como carne bovina e suína, o avanço de negociações envolvendo subprodutos de origem animal mostra a tentativa da indústria de ampliar o aproveitamento econômico da produção pecuária brasileira.
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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia
Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira
Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.
Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.
Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.
O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar
As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.
Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.





