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Com oferta afetada por peste, China compra mais carne suína dos EUA

Empresas chinesas realizaram aquisições significativas de carne suína dos EUA, em meio à remoção de tarifas retaliatórias adicionais

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Arquivo/OP Rural

A China realizou na semana passada sua maior compra de carne suína dos Estados Unidos em duas semanas, mostraram dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) na quinta-feira (26), à medida que Pequim busca aliviar a escassez de oferta causada pelo avanço de uma fatal doença suína no país.

Segundo operadores, o USDA deve confirmar na próxima semana mais aquisições chinesas, depois de o principal país do mundo em consumo de carne suína e produção de porcos comprar 3.375 toneladas da proteína entre 13 e 19 de setembro.

O porta-voz do Ministério do Comércio chinês, Gao Feng, disse que empresas locais realizaram aquisições significativas de carne suína dos EUA, em meio à remoção de tarifas retaliatórias adicionais.

A China precisa da carne por estar enfrentando um surto de peste suína africana, que dizimou sua criação de porcos ao longo do último ano e catapultou os preços domésticos da proteína para máximas recordes. A doença incurável também se espalhou pela Ásia, com a Coreia do Sul confirmando seu sétimo caso nesta quinta-feira, apenas uma semana depois de a detecção inicial do vírus no país.

Os crescentes preços à vista da carne suína nos EUA confirmam a recente onda de vendas para a China, segundo Dennis Smith, corretor de commodities da Archer Financial Services. “Estamos vendo os frigoríficos aumentarem suas escalas de abate, e só há uma razão para que o façam: sentirem um crescimento de demanda em sua ponta (da cadeia)”, disse Smith.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

China habilita novas plantas de aves, suínos e bovinos para exportação

Foram habilitadas cinco novas plantas produtoras e exportadoras de suínos, cinco de bovinos e três unidades de aves

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Divulgação

A ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, anunciou nesta terça-feira (12) a habilitação de 13 novas unidades frigoríficas para exportações de carne de frango, suína e bovina para a China. A notícia foi comemorada por entidades do setor.

São cinco novas plantas produtoras e exportadoras de suínos, cinco de bovinos e três unidades de aves. De acordo com Francisco Turra, presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), as novas plantas devem ampliar ainda mais a importância da China na pauta exportadora de proteína animal. Agora, o Brasil passa a contar com 16 plantas habilitadas para exportar carne suína para o mercado chinês, e 46 plantas para embarques de carne de frango.

“Nas prévias da realização do encontro dos BRICS, a notícia das novas habilitações dá o tom da parceria que China e Brasil estão construindo em prol da segurança alimentar e da ampliação da pauta comercial. Já consolidado como principal fornecedor externo de frango para a China, o Brasil agora deve expandir sua participação, também, nas vendas de carne suína”, ressalta Turra.

Desde janeiro deste ano, a China assumiu a liderança entre os principais destinos das exportações da avicultura e da suinocultura do Brasil. Entre janeiro e outubro, o país asiático importou 183,1 mil toneladas de carne suína (+40% em relação ao mesmo período do ano passado), gerando receita de US$ 429,8 milhões (+66%). De carne de frango, foram 444,7 mil toneladas (+22%), com resultado cambial de US$ 931,7 milhões (+38%).

Ao todo, 31,4% da carne suína e 13,3% da carne de frango exportadas pelo Brasil em 2019 foram embarcadas com destino à China.

Os frigoríficos

Os cinco frigoríficos de carne suína estão no Rio Grande do Sul, além de uma unidade de carne bovina. São Paulo e Mato Grosso tiveram, cada um, duas unidades habilitadas pelos chineses. Os demais frigoríficos que podem exportar para a China ficam em Goiás, no Mato Grosso do Sul e no Paraná.

As plantas de bovinos habilitadas pela China são: Marfrig Global Foods, em São Gabriel (RS); Frigorífico Sul, em Aparecida do Taboado (MS); Naturafrig Alimentos, em Pirapozinho (SP); Marfrig Global Foods, em Pontes e Lacerda (MT) e JBS, em Senador Canedo (GO).

Os frigoríficos de carne suína são: BRF, em Lajeado (RS); Cooperativa Central Aurora Alimentos, em Sarandi (RS); JBS Aves, em Caxias do Sul (RS); Seara Alimentos, em Três Passos (RS) e em Seberi (RS).

Foram habilitadas as plantas de aves de Zanchetta Alimentos, em Boituva (SP); União Avícola Agroindustrial, em Nova Marilândia (MT) e Unita Cooperativa Central, em Ubiratã (PR).

Fonte: O Presente Rural com informações da ABPA e Mapa
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Notícias Segundo IBGE

Abate de bovinos passa de oito milhões de cabeças no terceiro trimestre

Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, houve uma variação positiva de 0,5%

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Arquivo/OP Rural

O abate de bovinos chegou a 8,33 milhões de cabeças no terceiro trimestre deste ano, um aumento de 4% em relação ao trimestre anterior, quando foram abatidos 8,08 milhões de animais para consumo. Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, houve uma variação positiva de 0,5%, segundo os primeiros resultados da Estatística da Produção Pecuária, que o IBGE divulga nesta terça-feira (12).

A pesquisa indica também alta no abate de suínos e frangos. No trimestre encerrado em setembro, foram abatidas 11,67 milhões de cabeças de suínos, um aumento de 2,4% frente ao segundo trimestre do ano. Em relação ao mesmo trimestre de 2018, o aumento foi de 0,8%. Já o abate de frangos subiu 3,3% na comparação com o segundo trimestre deste ano. Foram abatidas 1,47 bilhão de aves. Esse número é 3,1% maior do que o registrado no terceiro trimestre do ano passado.

A aquisição de leite cru e a produção de ovos de galinha encerraram o terceiro trimestre deste ano com aumento. Os estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (federal, estadual ou municipal) adquiriram 6,29 bilhões de litros de leite, valor que corresponde a um aumento de 6,9% em comparação ao volume registrado no segundo trimestre deste ano. Em relação ao terceiro trimestre de 2018, a alta de foi de 0,5%.

A produção de ovos de galinha foi de 956,62 milhões de dúzias no terceiro trimestre de 2019. O resultado representou aumento de 1,5% em comparação ao trimestre anterior e de 3,4% em relação ao mesmo trimestre de 2018.

Fonte: IBGE
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Notícias Safra de inverno

Clima no Sul prejudica produtividade e qualidade do trigo

Dados da Emater indicam que parte do trigo já colhido no RS tem apresentado perda de qualidade

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Arquivo/OP Rural

Colaboradores do Cepea no Rio Grande do Sul estão preocupados, visto que as chuvas em excesso prejudicaram a produtividade e a qualidade da safra – inclusive, parte da produção não deve ser classificada sequer como trigo. Assim, esses agentes estão afastados do mercado spot brasileiro, de modo geral. Dados da Emater indicam que parte do trigo já colhido no RS tem apresentado perda de qualidade, com lavouras com PH abaixo de 75.

Ainda segundo a Emater, triticultores da região de Ijuí estariam preocupados também com o lento avanço da colheita, devido à alta umidade. A Emater aponta que, na região de Santa Rosa, a qualidade e a produtividade, em geral, são boas. Entretanto, as lavouras que ainda não foram colhidas podem ser prejudicadas pelas chuvas, o que deve deixar a qualidade do cereal abaixo do PH 74.

Fonte: Cepea
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