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Com novos sistemas, Celepar e Portos do Paraná garantem agilidade no comércio exterior
Soluções desenvolvidas pela empresa facilitam a gestão portuária nos desafios de logística e circulação de mercadorias. Os destaques são o Sistema de Controle de Estoques e Movimentação de Mercadorias, Carga Online (COL) e APPAWEB.

Os Portos do Paraná têm desempenhado um papel fundamental no comércio exterior do país. Para otimizar as operações portuárias e superar os desafios logísticos, a Celepar (Tecnologia da Informação e Comunicação do Paraná) desenvolveu diversas soluções, dentre sistemas e aplicativos para auxiliar a gestão portuária a desempenhar seu trabalho de forma mais eficiente e ágil.
Com um grande volume de cargas exportadas e importadas, os portos enfrentavam desafios logísticos, como longas filas de caminhões e dificuldades na programação de recebimento e embarque. A empresa pública e a Celepar identificaram essas necessidades e desenvolveram soluções tecnológicas inovadoras para superar esses obstáculos.
Um exemplo é o Sistema de Controle de Estoques e Movimentação de Mercadorias (SCOA), criado para gerenciar de forma integrada os estoques dos terminais e a movimentação de mercadorias. Com sua interface integrada ao Carga Online (COL), a solução permite um controle mais eficiente do embarque das milhões de toneladas de grãos exportados por Paranaguá. Além disso, o SCOA também desempenha um papel crucial na gestão do estoque de granéis dos silos públicos, contribuindo para o funcionamento suave do corredor de exportação.
Segundo o CEO da Celepar, Gustavo Garbosa, a tecnologia desenvolvida pela empresa contribui com o plano estratégico da Portos do Paraná. “Paranaguá tem um enorme potencial e está se transformando num dos melhores portos do mundo. O papel da Celepar é apoiar esse projeto de grande impacto econômico e social”, disse. “Nossas soluções eliminaram filas, simplificaram processos e proporcionaram um controle integrado de operações portuárias. Isso diminui os custos de operação do porto e tornam Paranaguá a melhor ligação comercial entre o Brasil e o mundo”.
Outra ação conjunta foi a construção da APPAnet, portal destinado aos funcionários dos portos que contém uma série de informações institucionais, como modelos de licitação de contratos, requisição de materiais e insumos, entre outros, o que facilita a atuação dos profissionais do órgão.
Simplificação e controle integrado
Outra aplicação que tem a atuação da Celepar é o APPAWEB, responsável pelo controle e gestão dos recintos da faixa portuária. Essa tecnologia possibilitou um
controle integrado de processos portuários, incluindo a movimentação de veículos, mercadorias e navios.
O sistema gerencia as mais de 50 milhões de toneladas de cargas movimentadas anualmente nos portos, bem como as mais de 2 mil atracações de navios. Além disso, integra-se com outros sistemas utilizados, bem como operadores portuários e a Receita Federal, simplificando a prestação de contas, o desembaraço aduaneiro e agilizando a liberação de mercadorias.
Eliminação de filas
Os portos passaram a ter mais agilidade nas cargas e descargas de caminhões, evitando as filas e contribuindo para uma melhor mobilidade no trânsito da cidade. Esta melhoria aconteceu com o auxílio do sistema de Cargas Online (COL), que além de apontar, por meio de análises e ferramentas de monitoramento, problemas e correções nos sistemas de pesagens de terceiros, orienta como melhorar o tempo de resposta.
Ele facilita o acesso dos exportadores, transportadores e embarcadores às informações operacionais de triagem e de descarga dos terminais graneleiros do Porto de Paranaguá, de forma a facilitar programações de transporte e logística de cargas. O COL possui solução de integração com os operadores de granéis, melhorando o fluxo e a confiabilidade das informações.
O sistema possibilita tanto ao produtor, que é a origem da carga, quanto ao terminal uma melhor programação de recebimento e embarque, trazendo harmonia ao sistema. Tudo isso alinhado à gestão do pátio de triagem, onde passam cerca de dois mil caminhões diariamente.
“Nos últimos anos, os portos do Paraná conquistaram importantes avanços com o auxílio da tecnologia. Foram realizados investimentos em projetos que beneficiaram diretamente as operações, reduzindo o tempo de espera de caminhoneiros e trazendo agilidade para os operadores e toda a comunidade portuária do Estado”, afirma o diretor de Desenvolvimento Empresarial da Portos, André Pioli.
Em números
Os portos do Paraná são a principal porta de saída das exportações da região Sul. No primeiro quadrimestre deste ano foram movimentadas 19 milhões de toneladas nos dois sentidos. O volume total é 2% superior em relação ao primeiro trimestre de 2022 (18 milhões de toneladas).
Os portos de Paranaguá e Antonina exportaram e importaram, em abril, 4.952.059 toneladas de cargas. O volume é 7% maior que as 4.614.088 toneladas
movimentadas nos mesmos 30 dias de 2022.
Tanto no último mês quanto nos quatro primeiros meses do ano as exportações superaram as importações em volume e em porcentual. Mais de 62% de tudo o que os portos do Paraná movimentam são de embarques, cargas que saem do Estado para todos os continentes.
Os cinco principais destinos das cargas que saíram pelos portos paranaenses, nesse período, foram China, Japão, Coreia do Sul, Holanda e Índia. Os produtos mais exportados, no ano, foram os do complexo soja (grão, óleo e farelo), açúcar e frango.

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo
Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.
“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.
Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.
Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.
“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep
Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.
A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.
“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado
Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.
Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal
A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.
Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.
Mais ações previstas
O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.
De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.
“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.
As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.
Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos
Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

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A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.
Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.
Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

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não apenas um ajuste momentâneo.
A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.




