Empresas
Com mercado aquecido, De Heus aposta em alianças regionais para atender à forte demanda do setor avícola no Brasil
Avicultura brasileira movimenta mais de R$ 100 bilhões anuais e atrai investimentos com foco em parcerias no setor de nutrição animal

O setor avícola brasileiro vive um de seus melhores momentos nos últimos anos. De acordo com dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o Brasil produziu 14,9 milhões de toneladas de carne de frango em 2024 e exportou cerca de 5,2 milhões de toneladas, consolidando sua posição como maior exportador mundial. No segmento de postura, o consumo per capita de ovos atingiu 259 unidades, refletindo a crescente valorização desta proteína pelo consumidor.
Atualmente, a avicultura é responsável por mais de 40% da produção total de proteína animal no Brasil, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), e responde por mais de R$ 100 bilhões em faturamento anual, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O crescimento sustentado, no entanto, exige atenção ao custo dos insumos e à estabilidade da oferta, temas que também fazem parte da agenda de atuação da multinacional holandesa De Heus no país, uma das maiores empresas de nutrição animal no mundo.
Atenta a este cenário, a De Heus vem ampliando progressivamente sua presença e seu portfólio de soluções nutricionais para o mercado avícola brasileiro desde 2012 – ano em que iniciou suas operações no país. No último ano, a empresa reestruturou o seu modelo de atuação e fortaleceu a equipe técnica da área de avicultura, com foco em um atendimento ainda mais próximo ao produtor.
Para David Toledo, Gerente de Negócios do s
egmento de Aves da De Heus Brasil, “este é um momento importante para avançarmos em tecnologia, atendimento técnico e estrutura organizacional para apoiar esse crescimento do setor, pois a demanda está aquecida e a oferta está equilibrada, o que permite ao produtor se capitalizar e investir”, afirma.
Expansão regional e alianças estratégicas
Entre as novidades anunciadas pela empresa no país estão parcerias comerciais estratégicas com cooperativas e distribuidores em estados-chave para a avicultura brasileira. A De Heus firmou acordos com a Nater Coop (Espírito Santo), Samaria (unidades de Fortaleza e Pernambuco), Multicamp (Rio Grande do Norte, Pernambuco e Paraíba), Repral (Rio de Janeiro), além de uma nova frente com a SMC TFAILE, em Bastos (SP), um dos maiores polos de produção de ovos da América Latina.
Outro destaque é a ampliação da parceria com a BFG, voltada à capilarização da linha de postura no Nordeste – uma região estratégica e em crescimento acelerado no consumo e produção de ovos comerciais. Já no estado de São Paulo, a parceria com a Louveira Representações fortalece a presença regional da De Heus, garantindo proximidade com os produtores e atendimento técnico especializado.
“Essas alianças fortalecem nossa presença no campo e garantem atendimento próximo, técnico e personalizado. O Brasil tem uma das aviculturas mais modernas do mundo e os produtores merecem um suporte à altura”, diz Toledo.
Inovação e compromisso com a avicultura
Além de ser reconhecida por suas soluções nutricionais, com foco em inovação e performance produtiva, a De Heus Brasil também aposta na transferência de conhecimento técnico e na disseminação de boas práticas globais para os produtores brasileiros, visando aspectos fundamentais, como a sanidade, manejo e ambiência.
Para Toledo, a questão da sanidade, por exemplo, continua sendo um ponto crítico, que precisa estar no centro da agenda do setor. “Devemos manter o status sanitário como um de nossos maiores tesouros. A influenza aviária e outros desafios respiratórios exigem vigilância permanente. Por isso, estamos sempre atentos e engajados nesse esforço coletivo com produtores, autoridades e o mercado”, reforça o profissional.

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
Empresas
Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
Empresas
Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.

