Notícias No município de Vitor Meireles (SC)
Com melhorias na gestão, Sítio Heidemann eleva em 30% a produção diária de leite
Construção de silos trincheira elevou a capacidade de armazenamento de silagem, garantindo melhor conservação e facilitando o manejo. A aquisição de uma desensiladeira também foi fundamental para reduzir o esforço físico e aumentar a eficiência na alimentação dos animais.

Após dois anos de evolução contínua, o Sítio Heidemann, situado na serra da Abelha II no município de Vitor Meireles (SC), apresenta resultados impressionantes. No fim de 2024, a produção média dos animais atingiu 24,2 litros por vaca/dia, representando um aumento superior a 30% em relação aos dados do mesmo período de 2022. Esse progresso evidencia o comprometimento da família em adotar práticas que promovem a sustentabilidade e a produtividade da atividade.
O expressivo desempenho resultou na indicação da propriedade para concorrer ao Prêmio Nacional: Gestão, Resultado que Alimenta 2024, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) no ano passado.

Presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo: “A dedicação das famílias rurais, aliada ao conhecimento técnico qualificado, oportuniza avanços significativos na produtividade, na gestão, na renda e na sustentabilidade das propriedades, bem como na qualidade de vida das famílias – Foto: Divulgação/Imagem e Arte
Para o presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, os resultados demonstram o quanto a adoção de boas práticas pode promover transformações no campo. “A dedicação das famílias rurais, aliada ao conhecimento técnico qualificado, oportuniza avanços significativos na produtividade, na gestão, na renda e na sustentabilidade das propriedades, bem como na qualidade de vida das famílias. O caso do Sítio Heidemann é um exemplo inspirador de como a inovação pode impulsionar os negócios”, afirmou.
O presidente do Sindicato Rural de Rio do Oeste, Lindolfo Hoepers, ressaltou a satisfação em acompanhar resultados tão impactantes. Ele cumprimentou a família pela evolução e pela conquista do reconhecimento estadual no setor leiteiro.
Entenda a evolução dos resultados
As melhorias implementadas geraram um impacto direto no aumento do retorno sobre o capital, elevando indicadores como a renda bruta da atividade e abrindo novas oportunidades na propriedade. Para Vilmar Heidemann e sua esposa, Juceli, o sucesso alcançado trouxe uma conquista especial: o retorno da filha Fernanda, formada em Medicina Veterinária, que agora assume o desafio de dar continuidade aos negócios da família.
Para o Senar/SC, todo esse desenvolvimento é resultado do esforço e dedicação dos pais, que, ao alcançarem resultados positivos, possibilitaram a permanência de Fernanda e a construção de um futuro promissor dentro da propriedade.
O ponto de partida foi o diagnóstico produtivo individualizado realizado em 2022, que identificou os principais gargalos e potenciais da produção. A partir disso, foram implementadas diversas melhorias, como a otimização do manejo das pastagens, o que promoveu melhorias na entrada e saída dos piquetes.
A construção de silos trincheira elevou a capacidade de armazenamento de silagem, garantindo melhor conservação e facilitando o manejo. A aquisição de uma desensiladeira também foi fundamental para reduzir o esforço físico e aumentar a eficiência na alimentação dos animais.
Qualidade do leite aprimorada

Foto: Divulgação/ABCZ
A qualidade do leite, que já apresentava bons indicadores devido às práticas de ordenha da família, foi aprimorada com a introdução de novas técnicas. Entre elas, o uso de um borrifador com solução clorada para higienizar as teteiras entre as ordenhas, reduzindo a transmissão de mastite contagiosa. Outras ações incluíram melhorias na nutrição animal, na criação de bezerras e na infraestrutura geral da propriedade.
Os avanços registrados na propriedade foram alcançados com o suporte da Assistência Técnica e Gerencial Pecuária de Leite (ATeG), iniciativa do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado (Faesc) e ao Sindicato Rural de Rio do Oeste.
Durante dois anos, a propriedade foi acompanhada pelo técnico de campo Gustavo Heck, com o suporte do supervisor técnico Gerson Cunha, do supervisor regional do Senar/SC Ricardo Costa, da coordenadora estadual da ATeG Paula Coimbra Nunes e do superintendente do Senar/SC. Gilmar Antonio Zanluchi.

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Super El Niño tem formação captada por satélites espaciais; veja o vídeo
Vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia mostra as primeiras anomalias de temperatura no Oceano Pacífico e revela como pequenas mudanças podem desencadear impactos climáticos em escala global.

Pela primeira vez, o surgimento de um novo episódio de Super El Niño pode ser acompanhado em detalhes a partir do espaço. Um vídeo divulgado pela Agência Espacial Europeia (ESA) revela as primeiras alterações na temperatura da superfície do Oceano Pacífico e mostra como um dos fenômenos climáticos mais influentes do planeta começa a se formar.
As imagens foram produzidas a partir de dados coletados por satélites entre os dias 1º e 07 de junho. O material destaca anomalias térmicas, diferenças entre as temperaturas registradas atualmente e a média observada entre 1991 e 2020, consideradas pelos cientistas um dos primeiros sinais do fenômeno.

Reprodução/Nasa
Embora as variações de temperatura pareçam discretas, elas têm grande relevância para o equilíbrio climático global. Isso porque os oceanos armazenam enormes quantidades de calor e pequenas mudanças podem alterar significativamente a troca de energia entre o mar e a atmosfera.
Segundo a ESA, o uso das anomalias permite identificar com maior precisão as fases iniciais do El Niño. “O fenômeno geralmente começa como uma mudança sutil em relação ao que é considerado normal”, explica a agência. Por isso, a comparação com uma média histórica ajuda a evidenciar transformações que, à primeira vista, passariam despercebidas.
O El Niño ocorre quando os ventos alísios, que normalmente empurram as águas superficiais do Pacífico para Oeste, enfraquecem. Com isso, águas mais quentes se deslocam em direção à Costa Oeste da América do Sul, modificando a circulação atmosférica e alterando os padrões de chuva e temperatura em diversas regiões do planeta.
Os efeitos costumam ser sentidos em diferentes continentes. Dependendo da intensidade do fenômeno, podem ocorrer ondas de calor mais severas, secas prolongadas, chuvas excessivas e tempestades mais intensas, com impactos sobre a agricultura, a disponibilidade de água, a geração de energia e a economia.
Pesquisadores também alertam que o aquecimento global pode influenciar a frequência e a intensidade desses eventos, ampliando seus efeitos e tornando os extremos climáticos ainda mais pronunciados.
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NOAA vê risco de Super El Niño e mercado acompanha impactos sobre as safras
Fenômeno climático pode elevar temperaturas e alterar o regime de chuvas em diversas regiões produtoras do mundo, com reflexos sobre culturas tropicais e preços das commodities agrícolas.

A possibilidade de um Super El Niño voltou ao radar dos produtores rurais e dos mercados agrícolas internacionais. A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou a formação do fenômeno e indicou que há 63% de probabilidade de ele atingir forte intensidade até 2027.

Foto: Divulgação
Caso a projeção se confirme, o fenômeno poderá alterar o regime de chuvas e elevar as temperaturas em importantes regiões produtoras do mundo, influenciando a oferta global de alimentos e o comportamento dos preços agrícolas.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial Oriental, provocado pelo enfraquecimento dos ventos alísios. O fenômeno ocorre naturalmente a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses.
Mudanças no clima afetam produção agrícola
Os efeitos do El Niño não se distribuem de forma uniforme pelo planeta. Historicamente, o fenômeno está associado a períodos de seca em regiões do Sul e Sudeste da Ásia, Austrália e África Austral, ao mesmo tempo em que favorece chuvas acima da média em áreas do sul da América do Sul e dos Estados Unidos.
Essas alterações climáticas têm impacto direto sobre a agricultura, especialmente em culturas tropicais, conhecidas

Foto: Jose Fernando
no mercado internacional como “soft commodities”. Nesse grupo estão produtos como café, açúcar, cacau, algodão e suco de laranja, cujas produtividades são altamente sensíveis a mudanças de temperatura e disponibilidade de água.
Secas prolongadas, ondas de calor ou excesso de chuvas podem comprometer a produtividade, atrasar colheitas e alterar a qualidade dos produtos, reduzindo a oferta global.
Mercado acompanha riscos para as commodities
Além dos efeitos sobre a produção, episódios anteriores de El Niño costumam influenciar os preços agrícolas.

Foto: Divulgação
Historicamente, os mercados registraram valorização de diversas commodities em períodos marcados pelo fenômeno, especialmente quando eventos climáticos extremos afetaram grandes países produtores.
A preocupação atual é ampliada pelo ambiente já desafiador enfrentado pelos agricultores em várias regiões do mundo. Custos elevados de produção, oscilações nos preços dos fertilizantes e do diesel e as tensões geopolíticas recentes aumentam a sensibilidade do mercado a qualquer risco climático adicional.
Especialistas observam que ainda é cedo para estimar a intensidade dos impactos sobre cada cultura. No entanto, a confirmação do fenômeno pela NOAA e a possibilidade de um episódio mais intenso colocam novamente o clima entre os principais fatores de atenção para produtores, tradings e investidores.
Se o El Niño ganhar força nos próximos meses, as consequências poderão ir além das lavouras, influenciando preços de alimentos, fluxos de comércio internacional e a rentabilidade de diversas cadeias do agronegócio.
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Cooperativas passam a ter acesso a fundos regionais e ganham reconhecimento como patrimônio cultural do Brasil
Novas leis ampliam as fontes de financiamento para projetos no Norte, Nordeste e Centro-Oeste e reconhecem oficialmente a contribuição histórica do cooperativismo para o desenvolvimento econômico e social do Brasil.

O cooperativismo brasileiro ganhou duas novas legislações a partir desta quarta-feira (17). Publicadas no Diário Oficial da União, a Lei Complementar nº 231 e a Lei nº 15.433 ampliam o acesso das cooperativas a recursos de fundos regionais de desenvolvimento e reconhecem oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.

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A Lei Complementar nº 231 inclui as cooperativas entre os beneficiários do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE), do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Já a Lei nº 15.433 estabelece que o cooperativismo integra o patrimônio cultural brasileiro e determina que o Estado garanta a livre atividade das cooperativas e apoie seu desenvolvimento, conforme previsto na Constituição Federal.
As duas medidas têm potencial para ampliar investimentos em setores estratégicos, especialmente no agronegócio, agroindústria e infraestrutura, além de reforçar o papel econômico e social desempenhado pelas cooperativas em diferentes regiões do país.
Acesso a recursos
A principal mudança econômica vem com a Lei Complementar nº 231. Com a nova regra, as cooperativas organizadas de acordo com a legislação específica do setor passam a poder acessar recursos dos fundos regionais para financiar projetos produtivos.
Na prática, a medida amplia as fontes de financiamento para investimentos em agroindústria, armazenagem,

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infraestrutura, logística e outras iniciativas com potencial de gerar emprego e renda.
Os fundos regionais têm justamente a função de estimular atividades produtivas e reduzir desigualdades econômicas, com foco nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Para o cooperativismo agropecuário, a mudança abre novas possibilidades de investimentos em cadeias produtivas que já têm forte presença nessas regiões.

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Reconhecimento cultural
A segunda medida publicada é a Lei nº 15.433, que reconhece oficialmente o cooperativismo como manifestação da cultura nacional.
O texto destaca a contribuição histórica do modelo para a formação econômica e social do país e associa o cooperativismo a valores como colaboração, ajuda mútua, participação democrática e gestão coletiva.
Além do reconhecimento simbólico, a lei determina que o Estado assegure a livre atuação das cooperativas e incentive seu desenvolvimento, em consonância com os princípios previstos na Constituição Federal.
Importância econômica
O reconhecimento institucional ocorre em um momento de expansão do cooperativismo brasileiro.

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No agronegócio, as cooperativas respondem por parcela expressiva da produção e exportação de grãos, carnes, leite e diversos outros produtos. Também desempenham papel relevante na assistência técnica aos produtores, no fornecimento de insumos e no acesso ao crédito.
Com maior acesso a recursos e respaldo legal ampliado, o setor ganha novos instrumentos para investir e ampliar sua participação no desenvolvimento econômico regional e nacional.



