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Com Melhoramento Genético em pauta, público lota auditório para primeira etapa do Circuito 100% PMGZ, em Araçatuba (SP)
Conhecida como a capital brasileira do boi gordo, Araçatuba (SP) foi escolhida para abrir as atividades do Circuito 100% PMGZ de palestras, promovido pela Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ). Na última sexta-feira (05), aproximadamente 200 pessoas lotaram o auditório do Mariá Hotel para acompanhar de perto as apresentações de importantes nomes dos campos da pesquisa da genética bovina, sustentabilidade, nutrição e indústria frigorífica.
De acordo com o presidente da ABCZ, Luiz Claudio Paranhos, presente à ocasião, a integração de elos da cadeia produtiva é exatamente o foco do novo momento em que vive o PMGZ Programa de Melhoramento Genético do Zebu. Precisamos ter ciência de que a genética é de suma importância para o desenvolvimento de nosso rebanho, mas não é tudo. Só conseguiremos atingir os índices desejados, principalmente em produtividade, com um trabalho uníssono entre todos os envolvidos no processo produtivo. É isso que queremos apresentar em nosso circuito, que não poderia ter uma etapa melhor para sua abertura. Mostramos o quanto chegamos fortes nesta nova fase do PMGZ, agora totalmente administrado pela ABCZ, ressaltou Paranhos.
O encontro contou com palestras do pesquisador e geneticista José Aurélio Bergman (UFMG), do líder de sustentabilidade da Dow AgroSciences e membro do Grupo de Trabalho da Pecuária Sustentável, Roberto Risolia, do pecuarista integrante do PMGZ, José Cantídio Junqueira de Almeida, e do superintendente técnico da ABCZ, Luiz Antonio Johsakian. Participaram da mesa redonda que fechou as atividades os pesquisadores José Fernando Garcia (Unesp) e Fabiano Fonseca (UFV); Sérgio Querino (Tortuga; e José Crespo (Marfrig).
Conseguimos reunir um grupo seleto com os melhores nomes de diversos segmentos da produção de gado nacional e estamos engajados em levar estes debates e trocas de ideias para outras partes do Brasil. O circuito segue em fevereiro e se estende por todo o próximo ano, nas principais regiões produtoras, levando, principalmente, o conhecimento em prol do desenvolvimento da pecuária nacional, afirmou o gerente comercial do PMGZ, Cristiano Botelho.
Segundo o superintendente de Marketing da ABCZ, Juan Lebron, a realização do evento em Araçatuba teve importância estratégica, devido ao posicionamento geográfico do município. Araçatuba é uma cidade com fortes vínculos com a pecuária, está localizada no Estado mais rico do País, São Paulo, e fica próxima a Estados chave, como Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Paraná, que concentram boa parte dos pecuaristas do País, explica Lebron. Hoje, além do boi gordo, Araçatuba é reconhecidamente um polo de projetos de melhoramento genético, complementou Luiz Johsakian.
O 100% PMGZ: Em seu novo momento, o Programa de Melhoramento Genético de Zebuínos passa a ser administrado totalmente pela ABCZ, que passará a manejar com toda a autonomia seu banco de dados, que começou a ser construído em 1968 e já estou mais de 1,8 mil rebanhos, sendo considerado o maior do mundo no quesito.
Isso com certeza trará maior agilidade e redução de custos de produção ao PMGZ, que agora volta fortalecido e com tudo para se tornar o principal programa de melhoramento genético bovino do País, empregando novas tecnologias, como, por exemplo, a genômica em suas avaliações, explicou no evento o pesquisador Fabiano Fonseca, da Universidade Federal de Lavras.
O PMGZ auxilia os criadores no processo de seleção da fazenda, identificando os animais mais precoces, férteis, de melhores índices de ganho de peso ou de produção leiteira. Além de agregar valor ao rebanho, tem a vantagem de diminuir o custo de produção por unidade de produto e melhorar a relação custo/benefício. Disponibiliza ao mercado informações genéticas consistentes que atestam as performances dos rebanhos inscritos em suas provas zootécnicas.
Hoje o programa é constituído por 280 mil matrizes ativas e tem a entrada de mais de 230 mil novos animais por ano. Em volume, já deixou para trás a marca dos 11 milhões de indivíduos avaliados.
O Circuito 100% PMGZ segue a partir de fevereiro de 2015, ainda sem data e local confirmados. Serão ainda realizadas novas 11 etapas
Fonte: Ass. Imprensa

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Novo marco do trabalho rural propõe mudanças nas regras do campo
Projeto atualiza legislação, unifica normas e traz novas formas de contratação no setor.

A Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado aprovou, na quarta-feira (25), o relatório do senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) ao Projeto de Lei 4.812/2025, de autoria da senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que estabelece um novo marco legal para o trabalho rural no país.
Ambos os parlamentares integram a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que tem atuado em pautas relacionadas à modernização do setor.
A proposta, entre outros pontos, revoga a legislação vigente desde 1973 e consolida, em um único texto, normas hoje dispersas sobre as relações de trabalho no campo. O projeto tem 221 artigos e trata de temas como contratos, jornada, saúde e segurança, negociação coletiva e fiscalização.
Autora da proposta, Buzetti afirma que o objetivo é atualizar a legislação. “A ideia é adequar as regras à realidade atual do campo, que hoje envolve tecnologia, novos modelos de produção e outras formas de contratação”, disse.
O texto também cria a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com previsão de ações de capacitação e incentivo à adoção de tecnologias no setor.

Zequinha Marinho: “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”
Relator da matéria, Zequinha Marinho destacou que o seu parecer aperfeiçoa a proposta para garantir sua aplicação prática no campo. “Há pontos do texto original que não refletem a dinâmica do trabalho rural e precisavam de ajustes para garantir aplicabilidade”, afirmou.
Entre as mudanças, o parecer retira ou modifica dispositivos considerados de difícil execução no campo, como regras sobre teletrabalho e exigências administrativas em ambientes com limitações logísticas. Zequinha também questiona a previsão de indenização ao fim de contratos de safra, por considerá-la incompatível com a natureza temporária desse tipo de vínculo.
O projeto prevê ainda a criação de instrumentos como um programa de gerenciamento de riscos no trabalho rural e comissões internas de prevenção de acidentes e assédio, além de regulamentar modalidades de contratação, como trabalho intermitente, temporário e por safra.
A proposta segue agora para a Comissão de Assuntos Sociais (CAS) da Casa, onde terá decisão terminativa. Se aprovada, poderá ser encaminhada diretamente à Câmara dos Deputados.
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Meio-Oeste catarinense registra produtividade média de 204 sacas de milho por hectare
Levantamento preliminar aponta município de Irani como destaque da região, com 234 sacas por hectare, enquanto Epagri reforça acompanhamento técnico em 63 lavouras para orientar manejo e políticas públicas.

O Meio-Oeste catarinense caminha para uma safra de milho com produtividade elevada. Levantamento preliminar do Giro da Safra 2025/26 aponta rendimento médio de 204,1 sacas por hectare, com destaque para o município de Irani, que registrou a maior produtividade da região, com 234 sacas por hectare. Até o momento, foram avaliadas 63 lavouras, de um total previsto de 82 propriedades rurais na região.
Os números foram apresentados na última etapa da 3ª edição do Giro da Safra, realizada em Campos Novos na última quarta-feira (25). Durante o evento, foram apresentados os resultados parciais das coletas realizadas na região. Na sequência, o público acompanhou a palestra do pesquisador Joanei Cechin, da Estação Experimental da Epagri de Campos Novos, que falou sobre a cultura do milho e o manejo de plantas resistentes.

A iniciativa é conduzida pela Epagri/Cepa, em parceria com o Sicoob, e tem como objetivo reunir informações técnicas de campo sobre a condução das lavouras e a produtividade. Esses dados servem de base para a tomada de decisão dos produtores e para o planejamento de ações estratégicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio em Santa Catarina.
Além de Irani, outros municípios apresentaram desempenho acima da média regional. Joaçaba alcançou 220 sc/ha, Concórdia ficou com 218 sc/ha, Campos Novos atingiu 215 sc/ha, Luzerna somou 214 sc/ha e Ibicaré registrou 213 sc/ha. Entre os demais municípios avaliados, as produtividades médias foram de 203 sc/ha em Jaborá, 201 sc/ha em Fraiburgo, 199 sc/ha em Tangará, 196 sc/ha em Ouro, 190 sc/ha em Abdon Batista, 187 sc/ha em Lacerdópolis, 182 sc/ha em Caçador, e 177 sc/ha em Seara e Erval Velho.
A Epagri mantém atuação próxima ao produtor rural e reforça o papel do conhecimento técnico no fortalecimento da agricultura do Meio-Oeste catarinense. “Esses dados refletem o acompanhamento técnico em campo, com avaliação direta das lavouras, o que garante uma leitura mais realista da safra. O Giro da Safra cumpre papel estratégico ao transformar informação técnica em decisão, auxiliando o produtor no ajuste de manejo, orientando o crédito rural e subsidiando políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do agronegócio regional”, enfatiza o presidente da Epagri, Dirceu Leite.
Acompanhamento técnico do milho

Foto: Epagri
O Giro da Safra é uma das principais ferramentas de acompanhamento técnico da produção de milho em Santa Catarina. A primeira etapa ocorreu em fevereiro, em São Miguel do Oeste, e já indicou que a produtividade média regional deve superar 200 sacas por hectare, com resultados expressivos também em municípios do Extremo-Oeste.
Durante as visitas, as equipes técnicas da Epagri avaliaram as lavouras in loco e encaminharam as amostras para a Estação Experimental de Campos Novos, onde ocorreu o processamento e análises detalhadas. O levantamento incluiu indicadores como umidade e quantidade de grãos, além de informações sobre condução das lavouras, manejo do solo, compactação, plantabilidade e cultivares utilizadas.
Ao longo da 3ª edição do Giro da Safra, as equipes percorreram 169 propriedades rurais em 26 municípios do Extremo-Oeste e Meio-Oeste catarinense. Foram coletados dados precisos diretamente no campo, em mais de 160 propriedades em 26 municípios, avaliando produtividade, condução das lavouras e fatores que impactam o rendimento. Essas informações permitem ter um retrato confiável da safra, orientar produtores, apoiar decisões de mercado e subsidiar políticas públicas.
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Frimesa apresenta rebranding e evolução da marca em coletiva de imprensa em Medianeira
Iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.

A Frimesa realiza nesta sexta-feira (27) uma coletiva de imprensa para apresentar seu projeto de rebranding e a evolução da marca institucional. O encontro ocorre às 15h45, na sede da cooperativa, em Medianeira.
A apresentação será conduzida pela diretoria da cooperativa, que detalhará as mudanças na identidade visual e os direcionamentos estratégicos associados ao reposicionamento da marca. A iniciativa marca uma atualização institucional da Frimesa, alinhando comunicação, propósito e posicionamento no mercado.
Após a exposição técnica, o presidente executivo Elias José Zydek atenderá os veículos de imprensa para entrevistas individuais.
