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Com gripe aviária, Brasil pode deixar de exportar mais de R$ 1 bilhão em carne de frango por mês

Após a confirmação do primeiro foco da doença em uma granja comercial, países como China, União Europeia, México e Coreia do Sul a suspenderem as compras do Brasil.

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Foto ilustrativa/Claudio Neves

O frango brasileiro está temporariamente fora do cardápio de 10 importantes mercados internacionais. A reação veio após a confirmação do primeiro foco de Influenza aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) em uma granja comercial no município de Montenegro, no Rio Grande do Sul. O episódio levou países como China, União Europeia, México e Coreia do Sul a suspenderem as compras do produto brasileiro, medida que pode representar um prejuízo superior a R$ 1 bilhão por mês ao setor produtivo.

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços mostram que, apenas em abril, os nove países que adotaram suspensão total importaram mais de US$ 280 milhões em carne de frango brasileira. O Japão, por sua vez, optou por uma suspensão localizada, mantendo restrições somente às cargas provenientes da cidade gaúcha onde foi registrado o foco.

Veja o desempenho das exportações de carne de frango em abril para os mercados agora bloqueados:

  • China – US$ 127,1 milhões
  • México – US$ 44 milhões
  • União Europeia – US$ 35,3 milhões
  • Coreia do Sul – US$ 33,3 milhões
  • Chile – US$ 18 milhões
  • África do Sul – US$ 15,3 milhões
  • Argentina – US$ 5,4 milhões
  • Canadá – US$ 4 milhões
  • Uruguai – US$ 324,8 mil

Esforço diplomático
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) já iniciou conversas com os países importadores para demonstrar que o caso foi isolado e está sendo tratado conforme os protocolos sanitários. A pasta acredita que, com base no histórico sanitário brasileiro e nas medidas de contenção adotadas, as suspensões possam ser revertidas em até 60 dias.

Mesmo com a expectativa de retomada, a suspensão afeta diretamente um dos principais pilares da agroindústria nacional. A China, sozinha, respondeu por 13% das exportações brasileiras de carne de frango entre janeiro e abril de 2025, com 192 mil toneladas embarcadas e uma receita de US$ 455 milhões no período.

Fonte: O Presente Rural

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Cenário econômico e riscos ao comércio exterior levam avicultura gaúcha a reduzir produção

Setor cita retração do consumo, volatilidade internacional e preocupação com possíveis restrições às exportações brasileiras.

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Fotos: Shutterstock

Na esteira do movimento anunciado na semana passada pela indústria de ovos, o segmento gaúcho de carne de frango também avalia reduzir o ritmo de produção. A medida vem sendo discutida por representantes da cadeia avícola diante do cenário econômico e comercial, marcado por incertezas no mercado interno e no ambiente internacional.

Segundo a avaliação do setor, a instabilidade da economia brasileira tem influenciado o comportamento do consumidor, que adota uma postura mais cautelosa diante das oscilações econômicas, afetando a demanda por alimentos.

Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

Entre os fatores que pressionam o mercado, a indústria destaca o elevado nível de endividamento das famílias, agravado pelo crescimento das apostas online, que, segundo informações divulgadas recentemente pela mídia, vêm comprometendo uma parcela significativa da renda da população.

No cenário externo, as preocupações envolvem o agravamento das tensões geopolíticas, o aumento de tarifas e a criação de novas barreiras comerciais, fatores que elevam a insegurança para as empresas exportadoras.

Outro ponto de atenção é a retomada dos conflitos no Oriente Médio, que provocou oscilações na cotação internacional do petróleo. De acordo com o setor, esse movimento pode aumentar os custos de produção, especialmente nas indústrias de embalagens, plásticos e combustíveis.

Também preocupa a possibilidade de restrições da União Europeia às exportações brasileiras de proteína animal, previstas para entrar em vigor em 3 de setembro de 2026. Na avaliação da indústria, a medida representa um risco relevante para a avicultura nacional.

Diante desse cenário, representantes da cadeia afirmam que o setor enfrenta um momento de elevada complexidade e defendem uma análise estratégica por parte de produtores e indústrias para preservar a sustentabilidade econômica das atividades.

Uma das alternativas em discussão é a desaceleração temporária da produção até que o ambiente econômico e comercial apresente maior estabilidade.

Apesar das dificuldades, o setor ressalta que a competitividade entre as empresas continua sendo um fator inerente à atividade e reforça a busca por eficiência. “A competitividade entre as empresas é inerente ao setor, impulsionando a busca por resultados e a valorização de cada empreendimento. O entendimento de que todos buscam excelência e têm capacidade para superar adversidades está presente no contexto diário das organizações.”

A indústria também avalia que o contexto atual exige planejamento e decisões criteriosas. “Em meio às mudanças globais e às oscilações da economia, agravadas por taxas de juros elevadas e incertezas, o momento exige esforços concentrados e decisões assertivas para enfrentar este período de desafios.”

Fonte: O Presente Rural com ASGAV/SIPARGS
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Frango congelado acumula estabilidade após alta de 0,97% no dia

Cotação paulista encerrou a semana em R$ 7,26/kg, conforme o Indicador Cepea/Esalq.

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Foto: Mapa

O preço do frango congelado em São Paulo apresentou alta na sexta-feira (10), conforme o Indicador do Frango Congelado Cepea/Esalq. O produto foi negociado a R$ 7,26/kg, com valorização diária de 0,97% e estabilidade no acumulado do mês.

Na quinta-feira (09), a cotação ficou em R$ 7,19/kg, sem alteração no dia e com recuo de 0,96% no mês. Na quarta-feira (08), o preço também foi de R$ 7,19/kg, com leve alta diária de 0,14% e queda mensal de 0,96%.

No início da semana, o mercado registrou poucas oscilações. Na terça-feira (07), o frango congelado foi cotado a R$ 7,18/kg, estável no dia e com retração mensal de 1,10%. Na segunda-feira (06), a cotação também ficou em R$ 7,18/kg, com variação diária negativa de 0,28% e recuo de 1,10% no acumulado do mês.

Fonte: O Presente Rural
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Chile impulsiona alta nas exportações brasileiras de ovos

Maior demanda do mercado chileno fortalece os embarques brasileiros, embora o volume permaneça abaixo do registrado um ano antes.

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Foto: Rodrigo Felix Leal/AEN

As exportações brasileiras de ovos voltaram a crescer em junho, impulsionadas principalmente pelo aumento das compras do Chile. É o que mostram dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados e analisados por pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Ao todo, o Brasil embarcou 2,59 mil toneladas de ovos in natura e processados no mês. O volume representa um crescimento de 19% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, no entanto, houve queda de 60%.

O Chile permaneceu como o principal destino dos ovos brasileiros pelo quinto mês consecutivo. Em junho, o país importou 1,87 mil toneladas do produto, volume 41% superior ao registrado em maio.

Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento das compras chilenas está relacionado ao primeiro foco de gripe aviária registrado em uma granja comercial do país, confirmado em abril deste ano. Desde então, o Chile intensificou as importações de ovos do Brasil.

Fonte: Assessoria Cepea
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