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Com forte demanda chinesa, exportação do agro cresce 6% no 1º quadrimestre de 2020

Faturamento externo somou US$ 31 bilhões

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Ivan Bueno/APPA

O ano de 2020 tem colocado a sociedade mundial diante de muitas incertezas. A principal medida de enfrentamento da pandemia do coronavírus tem sido a redução da circulação de pessoas e de mercadorias, o que impõe limites às atividades econômicas de países afetados, com consequente diminuição das trocas comerciais. Com isso, o volume total de comércio, tanto interno quanto externo, deve recuar neste ano. No Brasil, a exceção é o setor agropecuário, que tem mantido bom desempenho em 2020, com crescimento da produção e exportações firmes, mesmo em meio à crise sanitária mundial.

Segundo pesquisas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, de janeiro a abril deste ano, o volume de produtos do agronegócio exportado pelo Brasil cresceu 6% frente ao mesmo período de 2019. O faturamento externo somou US$ 31 bilhões, mas a elevação ficou limitada a 2%, devido à queda de mais de 3% dos preços médios em dólar; em Real, no entanto, o incremento na receita foi de 14%. Diante desse resultado, a participação do setor nas exportações totais do País foi de 47% no primeiro quadrimestre.

Quanto ao maior volume embarcado no período, esteve atrelado à elevação das vendas da maioria dos produtos do agronegócio, mas os destaques foram algodão, carne suína, açúcar, soja em grão, óleo de soja, carnes bovina e de aves.

Destino

A China continua expandindo suas relações comerciais com o Brasil e aumentando a sua participação no total exportado pelo agronegócio. Neste início de 2020 (até abril), a participação do país asiático foi superior a 37% nas exportações totais do Brasil. Os países que compõem a Zona do Euro ficaram na segunda posição, com participação de 16% nas exportações brasileiras do agronegócio; e, na terceira posição, os Estados Unidos, que absorveram mais de 6%. O país norte-americano foi seguido por Japão (2,2%), Bangladesh (2,1%), Turquia (2%) e Hong Kong (1,9%). Vale destacar a importância dos países asiáticos e do grupo “outros países”, que, em conjunto, mantiveram participação superior a 30% das exportações totais do setor no primeiro quadrimestre de 2020.

Perspectivas para 2020

Este deve ser mais um ano de boa colheita de grãos, o que deve manter elevada a disponibilidade dos produtos, tanto para consumo doméstico quanto para exportação. Mais uma vez, a disputa comercial entre China e Estados Unidos e os problemas relacionados ao controle da produção, por conta das infecções por coronavírus no segundo país, devem favorecer o Brasil, que pode manter fatia maior nas exportações de produtos agrícolas ao mercado asiático, com destaque para grãos e carnes.

Por outro lado, os preços no mercado internacional têm se depreciado, devido às quedas esperadas na atividade econômica dos países e, consequentemente, da renda de seus habitantes e à boa oferta mundial esperada para o próximo ano-safra. Além do efeito das crises, há também o efeito de juros menores sobre a taxa de câmbio, mantendo o Real mais desvalorizado no futuro, o que eleva a competitividade dos produtos brasileiros no exterior e favorece o crescimento das vendas externas.

Com produção recorde e moeda mais desvalorizada, o faturamento em Real do setor deve continuar em alta em 2020, mas, para isso, os agentes públicos e privados precisam trabalhar para manter indústrias e portos em funcionamento nesse período de agravamento da doença. Pois, do lado da demanda, a necessidade de garantir o abastecimento de seus habitantes e a consequente segurança alimentar da população devem levar nossos parceiros comerciais a manter uma demanda firme por alimentos.

Fonte: Cepea
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SC amplia a exportação de carnes e ultrapassa US$ 2 bilhões de faturamento em 2021

De janeiro a agosto deste ano, os catarinenses aumentaram em 3,9% a quantidade de carnes exportadas

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Maior produtor de carne suína e segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, Santa Catarina amplia os embarques internacionais e o faturamento já passa de US$ 2 bilhões em 2021. De janeiro a agosto deste ano, os catarinenses aumentaram em 3,9% a quantidade de carnes exportadas, gerando uma alta de 10,3% nas receitas geradas. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“O agronegócio catarinense não para de crescer. A avicultura e a suinocultura são os principais produtos da pauta de exportações de Santa Catarina e seguimos batendo recordes de venda mundo afora. Temos muito a comemorar, porque esses números se traduzem em geração de emprego e desenvolvimento econômico, além de demonstrar a  qualidade da produção catarinense, que atende aos mercados mais exigentes do mundo”, destacou o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Altair Silva.

Os embarques de carne de frango seguem em alta e este ano são 661,5 mil toneladas vendidas ao Exterior – 0,7% a mais do que no mesmo período de 2020. O faturamento ultrapassa US$ 1,1 bilhão, um crescimento de 11,8%. Santa Catarina responde por 24% do total exportado pelo país e os principais mercados são Japão, China e Arábia Saudita. Segundo o analista da Epagri/Cepa Alexandre Giehl, a carne de frango segue ainda com demanda elevada no mercado interno, principalmente em função dos preços elevados das demais carnes e da descapitalização dos consumidores, que buscam opções mais econômicas.

Carne suína

De janeiro a agosto deste ano, Santa Catarina ampliou em 24,7% o faturamento com os embarques de carne suína, superando US$ 945,8 milhões, com mais de 380 mil toneladas exportadas.  Os principais mercados são China, Chile e Hong Kong. “É importante observar que outros países têm ganho importância relativa no ranking de exportações de Santa Catarina, como é o caso do Chile, Argentina, Filipinas e Emirados Árabes Unidos. Esse processo é importante pois, no médio prazo, diminui a dependência excessiva da suinocultura catarinense em relação aos chineses”, destacou Alexandre Giehl.

Diferenciais da produção catarinense

O Estado é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação, o que demonstra um cuidado extremo com a sanidade animal e é algo extremamente valorizado pelos importadores de carne. Além disso, Santa Catarina, junto com o Rio Grande do Sul, é zona livre de peste suína clássica.

Fonte: Assessoria
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Notícias Segundo Cepea

População ocupada no agronegócio cresce e recupera perdas causadas por covid-19

Frente ao primeiro trimestre deste ano, o avanço no número de ocupados é de 3,6%

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A evolução no número de pessoas ocupadas no agronegócio no segundo trimestre deste ano evidencia uma recuperação frente à forte diminuição observada no mesmo período de 2020, quando a pandemia de covid-19 no País começava a se acelerar com força e a causar reduções nos postos de trabalho – no caso do agronegócio, naquele período, as perdas mais acentuadas no número de ocupações ocorreram no ramo agrícola, seja na agricultura dentro da porteira ou na agroindústria.

Cálculos realizados pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que, de abril a junho de 2021, eram 18,04 milhões de pessoas atuando no agronegócio, contra apenas 16,73 milhões no mesmo período de 2020, ou seja, recuperação de 7,9% (o equivalente a 1,319 milhão de pessoas). Frente ao primeiro trimestre deste ano, o avanço no número de ocupados é de 3,6% (ou de 628 mil pessoas).

Segundo pesquisadores do Cepea, todos os segmentos apresentaram crescimentos no número de ocupados entre o primeiro e o segundo trimestres deste ano, com destaque para a agropecuária (+4,2% ou de quase 353 mil pessoas). Na comparação entre os segundos trimestres de 2020 e de 2021, o destaque novamente foi para a agropecuária (+12,07% ou mais de 940 mil pessoas).

Participação do agronegócio no Brasil

Com essa recuperação no segundo trimestre de 2021, a participação do agronegócio no mercado de trabalho brasileiro avançou um pouco, sendo de 20,55%, contra 20,33% no primeiro trimestre deste ano e 20,07% de abril a junho de 2020, ainda conforme cálculos do Cepea.

Escolaridade e gênero

Os principais aumentos em termos de ocupações foram verificados para trabalhadores com ensino fundamental ou médio. Quanto ao gênero, o aumento relativo das ocupações foi superior para as mulheres.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado

Exportações do Agronegócio em agosto de 2021 são 26,6% maiores que no mesmo período do ano passado

No acumulado do ano até o momento, o agronegócio totalizou USD 83,7 bilhões de exportações, 20,8% acima do mesmo período do ano passado

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O complexo soja é o principal setor exportador do agronegócio - Foto: O Presente Rural

A Secretaria de Comércio Exterior (Secex) divulgou as exportações do agronegócio de agosto/21 que somaram USD 10,9 bilhões, 26,6%superior em relação à agosto de 20. No acumulado do ano até o momento, o agronegócio totalizou USD 83,7 bilhões de exportações, 20,8% acima do mesmo período do ano passado.

Segundo levantamento da Radar Agro, consultoria agro do Itaú, o complexo soja é o principal setor exportador do agronegócio, e no acumulado do ano até agosto somou o valor de USD 38,1 bilhões, alta de 24,7% comparado com o mesmo período de 2020. A alta nos valores exportados é proveniente da combinação do aumento dos preços e volumes comparados com 2020. Em agosto os três principais produtos do complexo apresentaram crescimentos de volume frente à agosto do último ano, sendo a soja em grãos (+11%), farelo de soja (+137%) e óleo de soja (+9%). Com relação aos preços, os aumentos foram de 37%, 94% e 26%, respectivamente, quando comparado ao embarcado há um ano.

Já no complexo de proteínas animais, a carne bovina in natura apresentou alta de 11,3% e a carne de frango in natura alta de 3,5% no volume exportado comparado com agosto/20. Por outro lado, a carne suína in natura embarcou volume menor neste período em 7%, porém no acumulado a variação é positivaem12,6%.

Lácteos

Ai segunda a Radar Agro, os lácteos continuam com a maior variação no volume acumulado do ano até agosto com 38% acima do mesmo período de 2020, e preços com variação positiva em 12,4%. Ainda assim, vale destacar que o trade de lácteos é pequeno relativamente ao tamanho da produção e o saldo comercial do setor é negativo já que as importações são ainda maiores.

Fonte: O P Rural /Radar Agro
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