Notícias 2020/2023
Com foco na segurança alimentar, Paraná atualiza plano que orienta políticas públicas
O III Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional 2020-2023 reúne diretrizes prioritárias para garantir o direito à alimentação adequada e orienta as políticas públicas no Estado. O lançamento ocorreu na segunda-feira (18) e faz parte de um conjunto de ações em referência ao Dia Mundial da Alimentação, comemorado em 16 de outubro.

O Paraná lançou na segunda-feira (18), em um evento on-line, o III Plano Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional 2020-2023. O documento reúne diretrizes prioritárias para garantir o direito à alimentação adequada e orienta as políticas públicas no Estado. O lançamento faz parte de um conjunto de ações em referência ao Dia Mundial da Alimentação (16 de outubro).
Elaborado pela Câmara Governamental Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan/PR) em parceria com o Conselho Estadual de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea/PR), o III Plano também considera o contexto da pandemia de Covid-19, destacando as ações governamentais emergenciais desenvolvidas no período, assim como as ações a médio prazo para enfrentamento da fome.
O objetivo é a construção de um sistema alimentar baseado no desenvolvimento sustentável e na agroecologia, com fortalecimento da agricultura familiar, assim como a implantação de estratégias para combater o desperdício de alimentos.
A presidente do Consea/PR, Roseli Pittner, falou sobre os impactos positivos que o plano pode trazer para a saúde e qualidade de vida da população. “É um instrumento de monitoramento das metas, que possibilita uma ação intersetorial”, disse.
O secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, presidente da Caisan/PR, disse que o documento representa o avanço do pensamento sobre segurança alimentar no Paraná e reforçou a importância dos Conselhos na organização das ações. “Estamos vivendo um quadro de pandemia que tornou mais agudo o drama da alimentação e exigiu inúmeras providências nas diversas instâncias de governo”, afirmou.
Ortigara acrescentou que o governo estadual segue em busca de mais
oportunidades e recursos para o setor, e que implementou, neste período, ações importantes como o Compra Direta Paraná e o Cartão Comida Boa, assim como a lei do Programa Estadual de Transferência de Renda (PETR).
“Assim, fortalecemos a alimentação da população vulnerável e contribuímos com a agricultura familiar”, afirmou. Ele destacou também a atuação de programas como o Banco do Agricultor Paranaense e o Leite das Crianças.
Temas abordados
O evento contou ainda com a participação do secretário-executivo da Caisan/PR, Valdenir Batista Veloso, que falou sobre a elaboração do plano e os eixos principais: estruturação e fortalecimento da agricultura familiar; medidas regulatórias em segurança alimentar; prevenção de agravos relacionados à alimentação; proteção ambiental e produção de alimentos; garantia de acesso regular e permanente aos alimentos; educação alimentar e nutricional, conservação do solo, disponibilidade hídrica e acesso à água; distribuição de alimentos, inclusão produtiva e geração de renda; equipamentos públicos de segurança alimentar e nutricional e fortalecimento do Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan) no Paraná.
Segundo a chefe do Departamento de Segurança Alimentar e Nutricional (Desan) da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Márcia Stolarski, que representa a Seab na comissão técnica do Caisan/PR, um dos diferenciais do III Plano é o envolvimento com a Agenda 2030 e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU). Ela destacou o protagonismo do Paraná quanto à adesão dos municípios ao Sisan – cerca de 39% das adesões nacionais.
“Isso é uma construção coletiva, indicativo de um Conselho forte, atuação em parceria com o Ministério Público e técnicos engajados com a política de segurança alimentar, que já está no DNA dos nossos municípios”, disse.
Modernização
Na quarta-feira (20) às 10 horas, a Escola Superior do Ministério Público do Paraná lança, em evento online, o painel virtual do Sisan, com dados sobre os municípios paranaenses. A ferramenta eletrônica, de acesso público, pode subsidiar a ação de diferentes segmentos que atuam com a política de segurança alimentar e vai ajudar a monitorar as ações.
O procurador Olympio de Sá Sotto Maior Neto disse que o Plano destaca ações pela agroecologia, agricultura familiar e produção de orgânicos. “Cada município deve ter suas políticas para garantir o direito humano à alimentação adequada. O Ministério Público sempre irá cobrar a existência dessas políticas”, afirmou.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



