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Com foco em inovação, defesa agropecuária do Paraná ganhou grande impulso nos últimos anos

Entre as conquistas no período estão a obtenção do status internacional do estado como área livre de febre aftosa sem vacinação e zona livre de peste suína clássica. As certificações garantem vantagens sanitárias aos produtores paranaenses no mercado internacional.

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Desafios recentes como a manutenção do status sanitário do Estado e a pandemia de Covid-19 exigiram uma atuação ainda mais forte da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná. De 2019 para cá, a contratação e capacitação de pessoal, as inovações nos processos e o diálogo com o setor produtivo estiveram no foco da Adapar, que completou 10 anos em 2022.

Fotos: Divulgação/Seab

Um dos principais marcos foi a conquista, em maio de 2021, do status internacional do estado como área livre de febre aftosa sem vacinação e zona livre de peste suína clássica independente, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). As certificações garantem vantagens sanitárias aos produtores no mercado internacional. Prova disso é que já houve grande impulso na economia estadual, com investimentos bilionários de indústrias de proteínas animais sendo anunciados nos últimos meses.

Para o diretor-presidente da Adapar, Otamir César Martins, o período foi desafiador, mas a Agência continuou atuando, mesmo durante a pandemia, para garantir a segurança alimentar no Paraná. “Novos desafios se apresentam no futuro, como a manutenção dos status sanitários obtidos na área animal, assim como as conquistas das áreas vegetal, de produtos de origem animal e suas repercussões na ampliação dos mercados nacional e internacional”, diz.

Nos últimos quatro anos, a Adapar adquiriu 102 novos veículos para reforçar o trabalho de vigilância, especialmente no interior do estado. No quadro pessoal, entre 2019 e 2022 foram admitidos 35 médicos veterinários, 10 engenheiros agrônomos, 50 técnicos administrativos e 10 servidores de Nível Profissional, totalizando 110 novos servidores.

Melhorias nos processos internos, trabalho em parceria com órgãos da Segurança Pública, criação de ferramentas digitais para acompanhamento das condições da produção estadual e parcerias no desenvolvimento de um Laboratório de Inovação são exemplos do investimento na melhoria do serviço público, fortalecendo o reconhecimento do Paraná como um importante polo agrícola.

Saúde animal

Aliado ao trabalho pela manutenção do status sanitário internacional obtido junto à OIE, a Adapar promoveu campanhas de atualização do rebanho e possibilitou, em 2022, que o

cadastro fosse feito por meio do aplicativo Paraná Agro, criando um novo canal de autosserviço remoto para a facilitar o processo.

Também foram celebrados termos de cooperação técnica para troca de informações com a Secretaria Estadual de Segurança Pública, para a verificação de dados de produtores. Se destacam, entre as parcerias, as operações conjuntas em várias regiões do estado para coibir ilícitos relacionados ao agronegócio como a falsificação, o contrabando e roubo de insumos.

Mais recentemente, a equipe da Adapar se dedica a alertar produtores sobre a Influenza Aviária, doença da qual o Brasil e o Paraná seguem livres, mas que já atingiu países vizinhos. As ações incluíram treinamento de fiscais de defesa agropecuária.

Sanidade vegetal

No setor da sanidade vegetal, a Adapar atuou na fiscalização de propriedades e orientações aos produtores sobre a deriva de agrotóxicos, que prejudicou lavouras em vários municípios. Em 2020, após relatos sobre o recebimento de pacotes de sementes como “brindes” de produtos comprados pela internet, ou até mesmo sem a realização de qualquer compra, os fiscais orientaram a população paranaense sobre os riscos de introdução de novas pragas, e foi criado um canal de contato para recebimento das sementes para análise.

Houve, ainda, coleta de amostras para análise de resíduos de agrotóxicos, fiscalização do comércio de fertilizantes, ações para a conservação dos solos e da água  e modernização do trabalho com uso de drones.

Outra novidade é a implementação do projeto-piloto “Selo Adapar” de Certificação de Produtos Vegetais para a produção de morangos na região metropolitana de Curitiba, com o objetivo de reconhecer as boas práticas agrícolas, em parceria com a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep). A agência se destacou como o primeiro órgão de defesa agropecuária do País a identificar e monitorar incidência do enfezamento do milho, servindo como referência nacional.

Agroindústria

Com atenção aos pequenos produtores, em 2020 a Adapar finalizou a implementação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte – SUSAF. Na prática, essa certificação garante a pequenas agroindústrias a possibilidade de vender seus produtos em todo o território estadual, desde que a prefeitura tenha um sistema de inspeção bem estruturado, de acordo com as regras do programa. Até o momento, 19 municípios já aderiram ao sistema, propiciando a mais de 30 estabelecimentos a oportunidade de comercializar seus produtos.

Laboratório

Além de buscar métodos inovadores e mais informatização nos processos, nos últimos quatro anos o Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME) realizou mais de 300 mil exames. Também obteve credenciamento junto ao Ministério da Agricultura para a realização de diagnóstico de importantes enfermidades, como a Influenza aviária e Doença de Newcastle (método PCR em tempo Real), Febre Aftosa (método ELISA) e Brucelose (método FPA).

Nesse período, o CDME se tornou ainda o primeiro laboratório veterinário do Brasil a desenvolver e realizar o método de PCR em Tempo Real para diagnóstico da raiva, substituindo o uso de animais para a realização do diagnóstico e atendendo às tendências de bem estar animal.

Fonte: AEN

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Portos do Arco Norte respondem por 43,3% das exportações de milho

Na sequência, o porto de Santos aparece com 32% da movimentação nacional acumulada em março de 2024 contra 25% no mesmo período do exercício passado; o porto de Paranaguá, 4% contra 18,8% do ano passado; enquanto pelo porto de São Francisco do Sul foram registrados 15,1% dos volumes embarcados contra 11,5% em igual período do exercício anterior.

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Foto: Cláudio Neves

As exportações de milho pelos portos do Arco Norte cresceram nos primeiros meses deste ano, de acordo com os dados divulgados pelo Boletim Logístico da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), na última sexta-feira (19). O documento destaca que estes portos responderam por 43,3% da movimentação acumulada nacional em março de 2024, contra 36,2% no mesmo período do ano anterior.

Na sequência, o porto de Santos aparece com 32% da movimentação contra 25% no mesmo período do exercício passado; o porto de Paranaguá, 4% contra 18,8% do ano passado; enquanto pelo porto de São Francisco do Sul foram registrados 15,1% dos volumes embarcados contra 11,5% em igual período do exercício anterior. Os estados que mais atuaram nas vendas do cereal para exportação foram: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná e Maranhão.

Fotos: Divulgação/Arquivo OPR

Já os índices de preços para o milho, apesar da época de entressafra, continuam com sua trajetória de queda, ainda decorrentes da superprodução do ano anterior. As exportações em março atingiram 0,43 milhão de toneladas contra 1,71 milhão observadas em fevereiro e 1,34 milhão de toneladas ocorridas no mesmo período de 2023.

A redução de 20,8 milhões de toneladas na estimativa de produção do cereal em relação à safra anterior provocou também a diminuição nos estoques de passagem. Apesar disso, as estimativas de consumo interno, com previsão de aumento de 5,5% em relação ao exercício passado, beneficiam dois segmentos em razão dos baixos preços de exportação: o da produção de proteína animal, que terá melhorado seus níveis de rentabilidade, e o da produção de etanol, hoje concentrada, principalmente, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do Brasil.

Com relação às rotas de exportação da soja, pelos portos do Arco Norte foram expedidos 35,3% das exportações nacionais, contra 37,5% do exercício passado. Por Santos foram escoados 35,9%, contra 43,3% do exercício anterior. As exportações de soja pelo porto de Paranaguá totalizaram 16% do montante nacional contra 8,7% do mesmo período do ano anterior, e pelo porto de São Francisco foram escoadas 6,8% contra 3,7% do ano anterior. A origem das cargas para exportação ocorreu, prioritariamente, dos estados de Mato Grosso, Paraná, Goiás e Mato Grosso do Sul.

Fretes

Nos dados coletados sobre preços de fretes rodoviários, o Boletim aponta que houve tendência de alta mais significativas nas rotas com origem no Distrito Federal, que registrou variações positivas em algumas praças, notadamente com destino à Uberaba (MG) e Santos (SP).

Em contrapartida, diversos estados apresentaram média de preços mais baixos, como na Bahia, onde foi observada queda nas cotações devido à redução na demanda por serviços de frete; em Goiás, com a diminuição da demanda por fretes na região devido à retenção da safra por parte dos produtores; no Maranhão, pelo escoamento da produção ocorrer ainda muito lentamente; em Mato Grosso do Sul, com a redução significativa dos preços em quase todas as praças acompanhadas, atribuída à retração da comercialização da soja e à lentidão dos negócios relacionados ao milho; e no Piauí, que apresentou leve redução nos valores dos preços na maioria das rotas de escoamento, apesar do aumento significativo na demanda e mercado aquecido.

O Boletim destaca ainda a inclusão do estado de São Paulo na pesquisa, cujo resultado apontou também para a queda nas cotações de frete devido ao atraso na comercialização da soja, o que reduziu a procura pelo transporte de grãos. Já outros estados pesquisados tiveram flutuações mais leves nos preços de frete, como Mato Grosso, onde as cotações seguiram em patamares próximos aos registrados nos meses anteriores, sem a esperada valorização; no Paraná, com fretes para soja e milho variando conforme a região; e em Minas Gerais, pela alta do dólar e o excesso de caminhões, que mantiveram os preços estáveis.

Nesta edição, a pesquisa da Conab coletou dados em dez estados produtores, com análises dos aspectos logísticos do setor agropecuário, posição das exportações dos produtos agrícolas de expressão no Brasil, análise do fluxo de movimentação de cargas e levantamento das principais rotas utilizadas para escoamento da safra. O Boletim traz também informações sobre a movimentação de estoques da Conab, realizada por transportadoras contratadas via leilão eletrônico. Confira a edição completa do Boletim Logístico – Abril/2024, disponível no site da Companhia.

Fonte: Assessoria Conab
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IICA quer debater criação de selo de agricultura familiar das Américas

Proposta foi uma das apresentadas pelo diretor-geral do IICA, Manuel Otero, a 42 lideranças rurais que participaram do primeiro Encontro de Líderes Rurais, promovido pela organização, na Costa Rica

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Diretor-geral do IICA, Manuel Otero: "Nossos governos têm que entender que as comunidades rurais, os pequenos agricultores são peça fundamental em qualquer estratégia de desenvolvimento" - Foto: Divulgação/IICA

O Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) quer discutir a criação de um selo comum de agricultura familiar das Américas. A proposta foi uma das apresentadas pelo diretor-geral do IICA, Manuel Otero, ao final das reuniões plenárias, a 42 lideranças rurais que participaram do primeiro Encontro de Líderes Rurais, promovido pela organização, na Costa Rica. “Obviamente há países, e o Brasil é um claro exemplo, que têm avançado nisso. Mas, temos o direito de sonhar com um selo da agricultura familiar. Não é algo simples, mas temos o direito de sonhar”, disse Otero.

No Brasil, o Selo Nacional da Agricultura Familiar (Senaf) identifica os produtos da agricultura familiar e é uma espécie de garantia aos consumidores de como aqueles produtos foram produzidos e da qualidade deles. Com o selo, os produtos passam a integrar um catálogo, que busca dar mais visibilidade a essa produção. A ideia é que haja um selo único para todos os países americanos, dando também visibilidade e facilitando o comércio. Isso esbarra, no entanto, nas legislações de cada país.

Além de discutir a criação desse selo comum, o IICA comprometeu-se a debater a formação de uma rede de bancos de sementes e de materiais genéticos de espécies de plantas nativas dos países americanos. Segundo Otero, aos bancos atuais estão mais dedicados a cultivos tradicionais como milho e trigo, mais deixam de fora espécies que crescem apenas nas Américas e que podem ser importantes para o futuro da humanidade.

Outro compromisso é a criação de um banco de experiências e soluções dadas principalmente por pequenos agricultores a desafios no campo como a falta de água, a seca, o desequilíbrio do solo e o combate a pragas. Cada um dos líderes foi escolhido justamente por ter experiências exitosas, que podem ser replicadas. “Acredito que o IICA pode fazer uma contribuição significativa sistematizando essas experiências”, disse Otero.

A organização comprometeu-se também a prestar apoio às lideranças rurais, a fortalecer a rede formada ao longo dos dias de encontro, assim como conectar esses produtores e suas comunidades a entidades e com financiamentos que possam ajudá-los a desenvolver a região. Outro compromisso é a atenção ao cooperativismo, que segundo Otero, necessita de ajustes, capacitação e melhoras normativas nos países. “As reuniões são importantíssimas como ponto de encontro para nos energizarmos. Agora, vem o dia seguinte e temos que avançar com passos concretos, senão muitos desses esforços não dão em nada e, como diretor do IICA, não devo permitir isso”, acrescentou o diretor-geral.

Agricultura nas Américas

O IICA é uma organização chefiada pelos ministros e secretários de Agricultura dos 34 países das Américas que o compõem. “O IICA se relaciona com empresários e com acadêmicos de alto nível, com diretores de organizações não governamentais mas, às vezes, falta nos relacionarmos com as bases, com o campo. Para reparar essa falta, decidimos, há três anos, instituir o prêmio Alma da Ruralidade e começamos o trabalho de identificar esses líderes que hoje nos acompanham”, ressaltou.

Até o momento, 43 lideranças receberam esse título em quase todos os países americanos. Dessas, 36 participaram do primeiro Encontro de Líderes Rurais de forma presencial e seis, remotamente. “Essa reunião mostra a força do nosso continente à nível das comunidades rurais e a diversidade de realidades dessas comunidades”, destacou Otero. O encontro, realizado entre última terça-feira (16) e sábado (20), teve como objetivo promover a troca de experiências e conta, além das reuniões plenárias, com visitas técnicas a empreendimentos sustentáveis na Costa Rica.

Para Otero, os governos precisam dar atenção à agricultura familiar e viabilizar formas de tornar a vida no campo atrativa para as comunidades. “Nossos governos têm que entender que as comunidades rurais, os pequenos agricultores são peça fundamental em qualquer estratégia de desenvolvimento”, enfatizou.

Segundo dados apresentados pelo vencedor do Prêmio Mundial de Alimentação de 2020, Rattan Lal, que participou do evento por meio de gravação, a América Latina e o Caribe têm uma área florestal de 1 bilhão de hectares, que representa 28% do total mundial, e uma biodiversidade que representa 36% das espécies alimentares e industriais do mundo. Nessa região, 38% do uso da terra é agrícola.

Na América Latina, existem quase 15 milhões de pequenas propriedades agrícolas, dos quais 10 milhões são voltadas para a subsistência. A área voltada para a agricultura familiar é de 400 milhões de hectares.

De acordo com Otero, a América é o continente que está passando pelo maior processo de urbanização do mundo e a projeção é que, em 2050, 86% da população esteja vivendo nas cidades. No entendimento dele, isso é “uma péssima notícia para o mundo, porque as pessoas deixam de ser produtoras e passam a ser consumidoras”.

Os produtores, para ele, “São atores centrais, que nós dizemos que dão a vida para a ruralidade”. “Aí está a nossa preocupação. Em meio a um contexto de cenários turbulentos, marcados por guerra, por pandemia, pela mudança climática, eles são a variável de ajuste. Temos que defender a viabilidade dos agricultores familiares”, defendeu

Fonte: Agência Brasil
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Clima favorece atividades de campo; comprador de milho segue retraído

Nem mesmo as recentes valorizações do dólar, que aumentam a paridade de exportação, foram suficientes para elevar os valores do cereal na última semana, ainda conforme apontam pesquisadores do Cepea.

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Foto: Gilson Abreu

Favorecidas pelo clima (chuvas intercaladas de dias ensolarados), a colheita da safra verão de milho já passou da metade no Brasil e a semeadura da segunda safra 2023/24 está praticamente finalizada.

Nesse contexto, segundo pesquisadores do Cepea, compradores seguem retraídos, indicando ter estoques e na expectativa de que o bom andamento das safras possa manter as cotações em baixa no spot nacional.

Nem mesmo as recentes valorizações do dólar, que aumentam a paridade de exportação, foram suficientes para elevar os valores do cereal na última semana, ainda conforme apontam pesquisadores do Cepea.

Fonte: Assessoria Cepea
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