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Com escritório em Dubai, Paraná visa ampliar potencial de investimentos e novas parcerias

Estado terá um escritório fixo para a captação de investimentos e negócios internacionais nos Emirados Árabes Unidos. O escritório será compartilhado entre a Invest Paraná e a Fiep. De acordo com o governador Ratinho Junior, a estrutura funcionará como mais uma frente de atuação para o fortalecimento das empresas paranaenses em nível internacional.

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Governo do Paraná

O Paraná terá um escritório fixo para a captação de investimentos e negócios internacionais em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. A decisão foi formalizada nesta quarta-feira (13) pelo governador Carlos Massa Ratinho Junior e o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Carlos Valter. O espaço dá um caráter permanente à iniciativa do Governo e do setor empresarial no estabelecimento de novas parcerias comerciais com a região.

Foto: Governo do Paraná

O escritório será compartilhado entre a Invest Paraná, que é a agência de prospecção de investimentos do Estado, e a Fiep. De acordo com o governador, a estrutura funcionará como mais uma frente de atuação para o fortalecimento das empresas paranaenses em nível internacional. Ele citou algumas áreas em que o Estado é destaque global: produção de alimentos, tecnologia, indústria automotiva, medicina e startups.

“O Paraná tem setores agropecuário e industriais muito fortes, além do turismo, que tem se desenvolvido muito nos últimos anos, o que tem propiciado um crescimento econômico sustentável”, afirmou o governador. “Com a agenda de Dubai, estamos demonstrando aos investidores da região todo o potencial comercial do nosso Estado, o que poderá ser explorado de maneira permanente a partir da instalação do escritório”.

Uma das ideias para prospecção de novos negócios é implementar rodadas intermediadas pela Invest Paraná para que os empresários paranaenses possam apresentar detalhes de suas empresas e também conhecer oportunidades de novos negócios que podem ser firmado nos Emirados Árabes Unidos e também em outros países do Oriente Médio e África, o que aumenta as possibilidades de “matchmaking” (conexões empresariais).

Segundo o diretor de Desenvolvimento Econômico e Relações Internacionais e Institucionais da Invest Paraná, Giancarlo Rocco, o Governo do Estado deverá atuar como um facilitador de negócios das empresas paranaenses em toda a região. A comitiva paranaense se reuniu nos últimos dias com as Câmaras de Comércio Árabe-Brasileira e de Abu Dhabi de olho em novas perspectivas de comércio internacional.

“O que percebemos ao longo desses dias é que os investidores e empresários locais ficaram impressionados com o potencial econômico do Paraná e demonstraram interesse em estabelecer uma cooperação bilateral em diversos setores”, disse.

Segundo Carlos Valter, presidente da Fiep, o escritório facilitará os contatos também com o mercado africano. “Essa é uma oportunidade de chegar nesses investidores, através do mundo árabe. Nós temos diversidade no polo industrial e podemos usar essa oportunidade para diversificar nossos negócios”, arrematou.

Foto: Governo do Paraná

O escritório deverá ficar na região central de Dubai, perto do Burj Khalifa, o prédio mais alto do mundo, em um complexo comercial que reúne diversas empresas da região.

Oportunidades comerciais
A comitiva paranaense também se reuniu nesta quarta com a Câmara de Comércio de Dubai. Ela possui cerca de 260 mil associados, que são organizados por setores econômicos, e que atua com bases de dados de maneira organizada. A ideia é aproximar o novo escritório dessa estrutura já estabelecida na região.

“Trata-se de um novo hub que vai facilitar o acesso dos empresários paranaenses a novas oportunidades comerciais. Vamos passar uma lista das empresas paranaenses que estão aqui representadas e quais são as prioridades de negócios, olhando para oportunidades de empresas estrangeiras de 22 países do Oriente Médio representadas pela Câmara de Dubai”, explicou Rocco.

Outros encontros foram com representantes da ARJ Holding e do Grupo Rockland, conglomerados que atuam em diversos ramos e têm interesse em expandir negócios com o Brasil. Ratinho Junior disse que o Estado é o maior produtor de proteína animal do País e tem diversidade e capacidade para atender a demanda do mercado árabe nesse setor, além de ter vocações regionais bem estruturadas em diversos segmentos, como tecnologia da informação, indústria metal-mecânica e wellness.

Fonte: AEN/PR
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Notícias Nova Legislação

Empresas do agronegócio estão preparadas para as novas leis da LGPD?

Risco é maior para empresas e propriedades rurais que possuem cultura das anotações em cadernos e pranchetas para arquivar dados de colaboradores, fornecedores e clientes

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Arquivo OP Rural

Nos últimos anos os recursos tecnológicos têm sido um aliado essencial para o agronegócio, no entanto é preciso ficar atento às exigências que a nova Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) traz ao segmento. Em agosto de 2021, as sanções e multas da LGPD entraram em vigor e trouxeram a necessidade das empresas se adequarem às novas determinações sobre o tratamento de dados pessoais sob pena de multa de até 2% de seu faturamento. E com o agronegócio não foi diferente.

CEO da SVX Corporate, Sylvio Vieira. Foto: Divulgação

“As empresas deste segmento precisam urgentemente aplicar as normas que a lei exige. A tecnologia trouxe muitos avanços para o agronegócio, principalmente economia financeira nos processos, busca por investidores, governança mais eficiente e auxiliou em safras mais rentáveis. Contudo, também implicou em novos desafios e dúvidas no que se refere à transparência de como as informações confidenciais de funcionários, fornecedores e clientes são coletadas, armazenadas e tratadas. Principalmente para empresas e propriedades rurais que possuem a cultura da utilização de papéis para registrar informações importantes”, menciona o CEO da SVX Corporate, Sylvio Vieira.

Nova Legislação terá efeitos na agricultura de precisão

Nessa busca crescente do setor de agronegócios por soluções efetivas, muitas vezes as informações sigilosas de fornecedores, colaboradores e clientes acabam sendo guardadas informalmente, sem seguir o cumprimento legal.

Segundo a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a chamada agricultura de precisão nasceu com o objetivo de auxiliar no dinamismo e análise de dados, colaborando assim no entendimento das condições ideais para o cultivo das principais culturas agrícolas. Mas esse processo também acumula um enorme volume de informações pessoais, o que deixa as empresas mais suscetíveis aos vazamentos de dados e a possibilidade de ter toda sua operação interrompida.

Sobreira explica que esse tipo de situação impacta diretamente o lado financeiro e na credibilidade da empresa. “Não à toa que a normativa exige que os dados sejam tratados com cautela do início ao fim. Para que isso aconteça, é necessário criar um planejamento para cada etapa de adequação. Fazer o trabalho de qualquer jeito acarretará ainda mais custos e prejuízos na operação, por isso, é preciso muita atenção antes de executar o serviço”, afirma.

Fonte: Assessoria
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Notícias Reivindicações

Com suinocultores apreensivos com atual cenário do setor, ACSURS solicita medidas emergenciais ao Mapa

Entidade gaúcha solicitou atenção do Ministério da Agricultura para fomentar medidas que possam minimizar os efeitos ocasionados pela alta no custo de produção e baixos valores pagos aos produtores.

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Fotos: Divulgação/Mapa

A Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul – ACSURS, representada pelo presidente Valdecir Luis Folador, participou de audiência com a ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Tereza Cristina, nesta quarta-feira (26).

Junto da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), a entidade gaúcha solicitou atenção da pasta para fomentar medidas que possam minimizar os efeitos ocasionados pela alta no custo de produção e baixos valores pagos aos produtores. “Trata-se de uma questão mercadológica. Temos um excesso de produção e oferta e uma demanda que, apesar do consumo do mercado interno e exportações em volumes bastante expressivos, não é suficiente para escoar a produção. O produtor independente é o que mais está sentindo os reflexos da crise”, comenta Folador.

Segundo o dirigente, de 10 a 15% da produção gaúcha é oriunda de granjas independentes, que estão fora do sistema de integração, e abastece as pequenas e médias agroindústrias do Rio Grande do Sul. “Uma redução da produção desses suinocultores independentes vai comprometer e, também, prejudicar a pequena e média agroindústria gaúcha na manutenção de suas atividades”, explica.

As entidades brasileira e gaúcha, além das demais filiadas à ABCS que participavam da audiência no formato híbrido, solicitaram medidas emergenciais de apoio à suinocultura, para que o setor busque junto ao Governo fomentar estratégias que possam minimizar os efeitos deste momento no mercado.

Entre os pleitos solicitados, está a reativação da linha de crédito de custeio, direcionada para a retenção de matrizes suínas, e a concessão de limite de crédito de R$2,5 milhões por beneficiário. “Houve o comprometimento do Mapa e da ministra em buscar alternativas e soluções para aquilo que é possível. Infelizmente, estamos vivendo mais uma crise no setor. Então, é importante que o produtor tenha fôlego para aguentar esse momento difícil”, frisa o dirigente.

O primeiro vice-presidente da ACSURS, Mauro Antonio Gobbi, que também participou da audiência, reitera as palavras de Folador, afirmando que a suinocultura gaúcha corre risco e que muitos produtores podem não suportar a crise. “Existe um aumento de produção absurdo que ocorreu nos últimos anos e que não se resolve a curto prazo. Há a expectativa da abertura de novos mercados, mas não há uma solução rápida. Infelizmente, o problema é sério, além do preço do suíno que está terrível e o custo de produção que sobe a cada dia mais. Realmente, o momento é delicado, todos os suinocultores estão muito apreensivos”, diz Gobbi.

A ACSURS reafirma o trabalho em prol dos interesses dos suinocultores gaúchos, em especial neste momento de dificuldade.

Fonte: Assessoria ACSURS
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Notícias Junto ao Mapa

ABCS une esforços para amenizar impactos negativos na suinocultura

A entidade solicitou a atenção da pasta para fomentar medidas emergenciais que possam minimizar os efeitos ocasionados pela alta no custo de produção da suinocultura e pelos baixos valores pagos aos produtores.

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Divulgação

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, esteve nesta quarta-feira (26) em audiência híbrida no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com a ministra Tereza Cristina, com o secretário de Política Agrícola, Guilherme Bastos e com o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Orlando Leite. Na oportunidade, também estiveram presentes os presidentes das associações filiadas estaduais e frigoríficos membros do sistema ABCS, juntamente com o deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Suinocultura, Covatti Filho.

Na ocasião, o setor solicitou a atenção da pasta para fomentar medidas emergenciais que possam minimizar os efeitos ocasionados pela alta no custo de produção da suinocultura e pelos baixos valores pagos aos produtores. Dentre os pleitos solicitados estão:

  • A manutenção da isenção das alíquotas de contribuição incidentes na importação do milho (PIS/COFINS) até dezembro de 2022.
  • A reativação da linha de crédito de custeio, direcionada para a Retenção de Matrizes Suínas.
  • A concessão de limite de crédito de 2,5 milhões de reais por beneficiário.
  • A prorrogação do prazo de pagamento dos custeios pecuários em um ano conforme Manual de Crédito Rural.

O Mapa informou que medidas já estão sendo estudadas para aplacar as dificuldades do setor. A ABCS segue trabalhando para defender os interesses da suinocultura brasileira.

“Tenham certeza que vamos trabalhar rapidamente com ações de curto, médio e longo prazo. É uma crise difícil de ser resolvida, o setor passa passa por um momento muito complicado, mais juntos nós vamos encontrar essas soluções para que nós possamos em breve ver a suinocultura exportando mais, vendendo mais, enfim, o produtor recebendo a remuneração que pague seus custos, que hoje o grande problema é mercado e os custos de produção”, enfatizou a ministra Tereza Cristina.

Fonte: Assessoria ABCS
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