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Com equalização de juros, Banco do Agricultor garantiu R$ 829 milhões em financiamentos

Programa criado em 2021 possibilitou investimento de R$ 829,5 milhões até agora, com desembolso de R$ 253,4 milhões pelo Estado para reduzir encargo financeiro dos financiamentos. Governo mantém a regularidade de recursos para subvencionar as taxas de juros.

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Foto: José Fernando Ogura/AEN

O Banco do Agricultor Paranaense, pelo qual o Governo do Estado concede subvenção econômica à tomada de crédito para investimentos que busquem ampliar e modernizar a produção agropecuária, possibilitou a liberação de R$ 829,5 milhões em financiamentos rurais desde o lançamento, em abril de 2021. O Estado, por meio do Fundo de Desenvolvimento Econômico (FDE), administrado pela Fomento Paraná, investiu R$ 253,4 milhões na equalização de juros, o que reduz o encargo financeiro do financiamento. Para algumas finalidades esse benefício é integral.

Foto :Jaelson Lucas/AEN

“Esse é um programa importante para que o agricultor melhore os processos produtivos, tenha menores custos e aumente a escala e a eficiência”, disse o coordenador do programa na Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), Marcelo Garrido. “Por isso o governo mantém com regularidade a disponibilidade de recursos para subvencionar as taxas de juros, alinhado com a demanda apresentada pelos agentes financeiros, com vistas a manter o fluxo de financiamentos ativo envolvendo todas as instituições parceiras do programa”.

Ele orientou que os agricultores interessados em investimento no meio rural e que quiserem contar com o benefício oferecido pelo governo estadual nas diversas linhas do programa entrem em contato com as unidades locais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) ou dirijam-se diretamente às instituições financeiras parceiras.

O montante destinado à subvenção das taxas de juros para projetos do programa, neste momento, é de R$ 63,28 milhões. Os recursos estão disponibilizados aos agentes conveniados com o Estado para operarem os projetos do Banco do Agricultor Paranaense: Banco do Brasil, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BDRE) e as Centrais Sicredi, Cresol, Sicoob/Unicoob e Credialiança. “As operações de financiamento para os itens que integram as cadeias do Banco do Agricultor Paranaense são dinâmicas e não param. Para que o programa não sofra prejuízo de continuidade, a Seab, juntamente com o IDR-Paraná e a Fomento Paraná, monitora constantemente a disponibilidade de recursos para subvenção”, completou Garrido.

Projetos

No total, foram contemplados até o final de agosto 5.940 projetos passíveis de receberem subvenção. A linha mais procurada é a de energia renovável no meio rural, com 4.382 projetos no valor de R$ 693 milhões. Para essa finalidade o Estado equalizou R$ 229,2 milhões em juros.

Foto: Ari Dias/AEN

Os projetos para pecuária leiteira aparecem em segundo lugar com 1.081 operações no montante de R$ 87,7 milhões para os quais serão pagos R$ 11,2 milhões em equalização, oriundos do FDE. Na irrigação, o valor financiado desde o início do Banco do Agricultor Paranaense é de R$ 20,8 milhões, contemplando 151 projetos, com participação de R$ 7,5 milhões pelo Estado em subvenção.

Para projetos voltados às cadeias produtivas da seda, café, olericultura, floricultura, fruticultura e sistemas de produção orgânica e agroecológica o montante de financiamento alcança R$ 13,7 milhões em 220 projetos, com R$ 2,7 milhões em equalização das taxas de juros, beneficiando diretamente os produtores rurais com redução significativa de custo referente aos encargos financeiros do financiamento.

Para piscicultura, nos primeiros oito meses deste ano foram contratados 16 projetos. Eles se somam aos 21 que tinham sido propostos em anos anteriores. O valor total é de R$ 5,1 milhões com equalização de R$ 736 mil.

Cooperativas da agricultura familiar protocolaram seis projetos desde o início do Banco do Agricultor Paranaense, no valor de R$ 3 milhões, com equalização de R$ 387 mil. Em projetos de turismo rural foram 13 operações com valor financiado de R$ 1,9 milhão, aos quais estão destinados R$ 471,5 mil por parte do Estado.

Até agosto deste ano 20 projetos de apicultura foram apresentados, no valor de R$ 1,67 milhão e R$ 529 mil de equalização. Logo abaixo estão os investimentos em 18 projetos de agroindústrias, com 1,64 milhão financiados e R$ 520 mil de participação estadual.

A produção, captação e preservação de água tiveram seis projetos aprovados para financiamento no valor de R$ 358,7 mil e equalização de R$ 61 mil. Também foram concedidos financiamentos de R$ 173 mil para seis projetos para pinhão e erva-mate, que contaram com R$ 35,3 mil de equalização estadual.

Fonte: AEN-PR

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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