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Com destaque das cooperativas, Paraná tem 41 empresas entre 500 maiores do Brasil
Ranking Época Negócios 360º 2024, divulgado nesta terça-feira (5) pela Revista Época e a Fundação Dom Cabral, mostra as empresas paranaenses que se destacam em cenário nacional. Entre elas, estão 16 cooperativas, sendo que apenas uma não é do setor agroindustrial.


Foto : Jonathan Campos
O Paraná tem 41 empresas entre as 500 maiores do Brasil no ranking Época Negócios 360º 2024, divulgado nesta semana pela revista Época em parceria com a Fundação Dom Cabral. Com receita líquida de R$ 28,2 bilhões em 2023, a Coamo é a maior empresa do Paraná e aparece na 44ª posição no levantamento, liderando o setor que mais se destaca no cenário de negócios do Estado: o cooperativismo.
Das 41 empresas paranaenses posicionadas no ranking, 16 são cooperativas. E com exceção da Unimed Curitiba, todas do setor agroindustrial. Além da Coamo, segunda maior cooperativa brasileira, atrás apenas da Copersucar (SP), também se destacam as paranaenses C.Vale (55º lugar), Lar (57º), Cocamar (90º), Copacol (128º), Integrada (150º), Frísia (197º), Coasul (220º), Castrolanda (165º), Frimesa (230º), Coopavel (237º), Cocari (246º), Capal (311º), Unimed Curitiba (372º), Copagril (405º) e Coopertradição (471º).
Companhias que têm participação do Estado também estão presentes entre as maiores do País. A Copel ficou na 60ª posição, com receita líquida de R$ 21,5 bilhões no ano passado. É a quarta maior empresa do Estado, sendo superada apenas pelas cooperativas Coamo, C.Vale e Lar. Já a Sanepar aparece na 196º lugar no ranking, somando uma receita líquida de R$ 6,3 bilhões.
Outro destaque é para a indústria automotiva, com a Volvo Brasil e a Renault ocupando a 74ª e a 81ª posição nacional, respectivamente, sendo a sexta e sétima maiores empresas do Paraná. O Paraná é o segundo maior polo automotivo do Brasil, atrás apenas de São Paulo.
O governador Carlos Massa Ratinho Junior ressaltou o bom ambiente econômico do Paraná, que influencia na atração de novos negócios

Foto: José Fernando Ogura
e no crescimento econômico. “O bom resultado das empresas paranaenses no ranking nacional reflete o bom ambiente para negócios do nosso Estado, que é o que mais cresce no Brasil”, disse.
“Principalmente o desempenho das cooperativas paranaenses, que estão fazendo aquilo que é a nossa vocação, que é transformar a produção do campo em alimento para exportação, o que gera empregos e consolida o Paraná como o supermercado do mundo”, concluiu o governador.
O secretário estadual da Indústria, Comércio e Serviços, Ricardo Barros, salientou o papel das cooperativas para a economia paranaense, contribuindo na geração de empregos e no crescimento do Estado. “O Paraná é o Estado que tem a economia que mais cresce no País. E o cooperativismo e o associativismo são fatores fundamentais para esses números acontecerem. As cooperativas são a grande força motriz do nosso Estado e já faturaram R$ 200 milhões neste ano, com expectativa de crescer muito nos próximos anos”, disse.
“Acho que vamos aumentar o número de empresas entre as maiores porque o nosso ambiente de negócio é bom e a infraestrutura do Estado será muito competitiva com os investimentos que vão acontecer com as concessões que estão acontecendo”, ressaltou Barros. “Nossos portos são muitos eficientes, o que também ajuda a atrair investimentos. Então, no conjunto, o Paraná é realmente o Estado onde as empresas olham para se instalarem”.

O presidente do Sistema Ocepar, José Roberto Ricken, explicou que o Plano Paraná Cooperativo tem a expectativa de chegar a 2026 com uma movimentação econômica de R$ 300 bilhões no setor e, em 2030, R$ 500 bilhões. “O cooperativismo do Paraná, desde sua origem, tem como norte um planejamento bem estruturado, consistente. A Ocepar foi fundada na década de 1970 tendo o planejamento no nosso DNA”, disse.
“Desde então, seguimos este modelo e o aperfeiçoamos através do Plano Paraná Cooperativo, superando nossas metas constantemente”, afirmou Ricken. “Tudo isso se reflete diretamente em um sistema de cooperativas cada vez mais profissionalizadas e que muito têm contribuído para o desenvolvimento do Paraná e do Brasil”.
Melhores do setor
Além das maiores receitas, a Época Negócios 360º também premia as melhores companhias de cada setor. A Portos do Paraná foi reconhecida como a melhor empresa na categoria Infraestrutura e recebeu o prêmio na noite de segunda-feira. O levantamento leva em conta aspectos como desempenho financeiro, questões de governança, socioambientais, de inovação, gestão de pessoas e visão de futuro.
A revista destaca a eficiência dos portos paranaenses, que cobrou recorde, em 2023, ao 65,4 milhões de toneladas movimentadas. “Não só em desempenho financeiro, mas em todos os outros cinco desafios desta edição, a Portos do Paraná, 88 anos completados em 2023, ficou entre os cinco destaques do setor”, salienta a publicação, que também cita o projeto do Novo Moegão como grande potencial para aumento de capacidade do terminal.
“A Portos do Paraná vem adotando práticas modernas de administração, buscando sempre a capacitação do time e investindo em infraestrutura para oferecer mais eficiência a toda comunidade portuária”, disse o diretor-presidente da empresa pública, Luiz Fernando Garcia Garcia. “Atualmente somos referência em logística portuária no Brasil, de acordo com o governo federal, e pretendemos seguir inovando cada vez mais”.
Outras companhias paranaenses também se destacaram. A Primato, de Toledo, foi considerada a melhor no setor do Agronegócio, enquanto a PUCPR foi reconhecida na categoria Educação. No setor de Eletroeletrônica, o primeiro lugar ficou com a Electrolux, que tem duas plantas em Curitiba e está construindo uma nova São José dos Pinhais, e o quarto com a Positivo Informática, também de Curitiba. Já a farmacêutica Prati-Donaduzzi, de Toledo, aparece em segundo lugar na categoria Indústria Farmacêutica e Comércio.
Confira a posição das empresas paranaenses no ranking:
Coamo (44)
C.Vale (55)
Lar (57)
Copel (60)
Volvo Brasil (74)
Renault (81)
Cocamar (90)
Rumo (106)
Super Mufatto (111)
Electrolux (125)
Copacol (128)
Integrada (150)
Cálamo (159)
Belagrícola (163)
Gazin (167)
Sanepar (196)
Frísia (197)
Cia Agrícola e Pecuária Lincoln Junqueira (201)
Coasul (220)
Castrolanda (165)
Frimesa (230)
Coopavel (237),
Condor Super Center (240)
Cocari (246)
Adama Brasil (285)
Gestamp (302)
Unidas (305)
CSD (307)
Positivo Tecnologia (308)
Capal (311)
Tradener (213)
GTFoods (337)
Unimed Curitiba (372)
Berneck Painéis (397)
Arcelomittal Gonvarri (403)
Copagril (405)
Farmácias Nissei (437)
Arauco (438)
Mili (456)
Coopertradição (471)
Plaenge Participações (494)

Notícias Em Foz do Iguaçu
36º Congresso Brasileiro de Zoologia reúne 1,6 mil participantes no Oeste do Paraná
Evento aproxima ciência, indústria e poder público, com debates sobre biodiversidade, polinização, espécies invasoras e saúde pública.

O 36º Congresso Brasileiro de Zoologia (CBZ), que teve início na última segunda-feira (02) e termina nesta quinta-feira (05), marca uma nova fase nos 66 anos do mais tradicional encontro da área no país, ao ampliar o diálogo entre ciência, indústria e poder público. Ao reunir cerca de 1.600 pesquisadores, professores, estudantes e profissionais de todas as regiões do Brasil, e também do exterior, o evento fortalece parcerias institucionais e consolida a integração entre produção científica, setor produtivo e formulação de políticas públicas.
O congresso conta com apoios e parcerias da Petrobras, Itaipu Binacional, Sebrae e Confederação Nacional da Indústria (CNI) em uma agenda que aproxima ciência, indústria e políticas públicas. Um dos temas centrais é a discussão sobre métricas de biodiversidade, ferramentas científicas que permitem mensurar e mitigar impactos ambientais de grandes empreendimentos, reforçando a busca por desenvolvimento com responsabilidade ambiental.
Zoologia no dia a dia das pessoas

Presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ, Luciane Marinoni: “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública” – Foto: Silvio Vera
Para além dos laboratórios e publicações científicas, a zoologia impacta diretamente a vida da população. O congresso traz debates sobre polinização, espécies invasoras, transmissão de doenças e manejo de fauna, temas que influenciam desde a produção agrícola até a saúde pública.
A preservação de abelhas e outros polinizadores, por exemplo, é fundamental para a segurança alimentar. Espécies exóticas invasoras, como o javali, já causam prejuízos à agricultura brasileira. Insetos transmissores de doenças, como o mosquito da dengue, também fazem parte das discussões científicas. “Tudo tem a ver com zoologia. Da produção de alimentos ao controle de pragas, da conservação ambiental à saúde pública. Nosso objetivo é mostrar que o conhecimento científico precisa dialogar com a realidade da sociedade”, destaca Luciane Marinoni, presidente da Sociedade Brasileira de Zoologia (SBZ) e do 36º CBZ.
Ao longo do evento, serão realizadas cerca de 70 atividades formais. Também será apresentado um livro com aproximadamente 1.500 resumos de pesquisas desenvolvidas por estudantes e pesquisadores de todo o país, um retrato da produção científica nacional na área.
Foz do Iguaçu como território estratégico
A escolha de Foz do Iguaçu como sede do congresso reforça o simbolismo do encontro. A cidade reúne infraestrutura para receber um evento de grande porte e está localizada em uma das regiões de maior relevância ambiental do Brasil.
Com o Parque Nacional do Iguaçu, as Cataratas, o Parque das Aves, o AquaFoz e diversos projetos de conservação da fauna, o município se consolida como um território estratégico para discutir biodiversidade, sustentabilidade e convivência harmoniosa com a natureza. “Foz é um lugar com forte vocação ambiental, infraestrutura adequada e conexão direta com os temas que debatemos”, afirma Luciane.

Bióloga Yara Barros fez a palestra de abertura do 36º CBZ
Tradicionalmente, o Congresso Brasileiro de Zoologia também resulta na elaboração de documentos técnicos e recomendações construídas a partir de simpósios e mesas-redondas. Esses materiais são encaminhados a órgãos governamentais e ministérios, especialmente do Executivo Federal, como contribuição técnica da comunidade científica à formulação de políticas públicas.
A proposta é que a produção científica apresentada no evento ultrapasse os limites do ambiente acadêmico e contribua para decisões estratégicas em nível federal, estadual e municipal. “Precisamos trabalhar juntos, ciência, indústria e governos, para mitigar impactos e construir soluções sustentáveis para o país”, reforça a presidente da SBZ.
Voz feminina na ciência
A edição de 2026 também reforçou o protagonismo feminino na ciência. A palestra de abertura foi ministrada pela bióloga Yara Barros, vencedora do Prêmio Whitley 2025, conhecido como o “Oscar Verde” da conservação ambiental. Em vez de abordar apenas o projeto de conservação da onça-pintada, Yara compartilhou sua trajetória profissional, desde a formação como bióloga até o reconhecimento internacional, e refletiu sobre a profissão de biólogo é necessária tanto para a conservação quanto para o mundo em transformação.
A fala prendeu a atenção de centenas de estudantes que lotaram a abertura do congresso, destacando a importância de referências femininas na ciência e inspirando novas gerações de pesquisadores.
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Agronegócio e indústria pedem análise detalhada antes de alterar jornada de trabalho
Documento destaca necessidade de decisões baseadas em dados e diálogo setorial, evitando decisões políticas em ano eleitoral.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema Faep reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
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Agro paranaense registra cenários distintos entre cadeias produtivas
Boletim do Deral mostra cenário diversificado no agro paranaense, com queda nos preços do leite, encerramento do defeso na piscicultura, recordes na suinocultura, redução de área no trigo e avanço da colheita de milho na primeira e segunda safra.

O mercado agropecuário paranaense apresenta movimentos distintos entre cadeias produtivas, com queda nos preços do leite ao produtor, recordes na suinocultura e avanço da colheita de milho. As informações constam no boletim conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral).
No setor leiteiro, o preço pago ao produtor voltou a cair em fevereiro e foi cotado, em média, a R$ 2,11 por litro no Paraná. Na última pesquisa semanal de preços do Deral, realizada entre 23 e 27 de fevereiro, o valor pago pela indústria foi de R$ 2,13 por litro. No atacado, os derivados apresentaram comportamentos diferentes: o queijo minas recuou quase 4% em fevereiro, enquanto a muçarela registrou leve alta de 0,66%. No acumulado dos últimos 12 meses, porém, ambos apresentam queda, de 20,09% e 12,68%, respectivamente.

Foto: Shutterstock
Na piscicultura, o destaque é o encerramento do período de defeso (Piracema) no Paraná, ocorrido em 28 de fevereiro. Durante o defeso há restrições à captura de espécies nativas para garantir a reprodução dos peixes. Já a pesca de espécies exóticas, como tilápia e carpa, permaneceu permitida ao longo do período.
A suinocultura brasileira encerrou 2025 com novos recordes de produção, exportação e disponibilidade interna. A produção total chegou a 5,598 milhões de toneladas de carne suína, crescimento de 4,5% em relação a 2024. O resultado foi impulsionado pelo abate de 60,15 milhões de suínos, também o maior já registrado.
Do volume produzido, 1,471 milhão de toneladas foram destinadas ao mercado externo, o equivalente a 26,3% da produção nacional, com alta de 12,7% nas exportações frente ao ano anterior. A disponibilidade interna atingiu 4,150 milhões de toneladas, o maior nível da série histórica. Para 2026, a expectativa é de continuidade do crescimento, com possibilidade de novos recordes, especialmente em produção e exportações.

Foto: Cleverson Beje
No cultivo de trigo, o Paraná perdeu nos últimos anos a liderança nacional para o Rio Grande do Sul, movimento associado ao avanço do milho segunda safra, que passou a ocupar áreas antes destinadas ao cereal, principalmente nas regiões Norte e Oeste do estado. Para a próxima safra de inverno, a expectativa é de nova redução na área plantada, que deve ficar abaixo dos 824 mil hectares colhidos no ciclo anterior.
Apesar da menor área cultivada, o estado mantém forte presença na indústria. O Paraná possui capacidade de moagem de cerca de 4 milhões de toneladas de trigo, segundo dados da Abitrigo, e utiliza grande parte desse potencial. Em 2025, o estado também registrou recorde de importações de trigo, com 879 mil toneladas, provenientes principalmente da Argentina e do Paraguai, para suprir a demanda da indústria.

Foto: Divulgação/Seab
Já no milho, a colheita da primeira safra 2025/26 alcançou 54% da área estimada de 341 mil hectares, com produtividades consideradas dentro do esperado e, em alguns casos, superiores às projeções iniciais. Neste ciclo, a área plantada é 21,5% maior que a registrada na safra anterior.
A região Sudoeste apresentou a maior expansão, com aumento de 55,1% na área cultivada, passando de 48,8 mil para 75,7 mil hectares. Já a região Sul, principal produtora do estado na primeira safra, ampliou a área em 17,2%, totalizando 208,4 mil hectares, o equivalente a 61% da área plantada no Paraná.
O plantio da segunda safra de milho 2025/26 também avança e já atinge 62% da área estimada de 2,86 milhões de hectares, com os trabalhos concentrados principalmente na região Norte do estado, onde o plantio ocorre tradicionalmente durante o mês de março.



