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Com cenário de fertilizantes desafiador, produtores apostam na agricultura digital para otimizar o uso de insumos
Condições de mercado têm aumentado a demanda por soluções digitais como a prescrição de fertilizantes de Climate FieldView

Apesar do cenário desafiador que apertou a oferta do insumo, não faltou fertilizante no mercado brasileiro em 2022. O tema, porém, segue no radar dos produtores rurais. O cenário global ainda indica preocupação para quem precisa garantir a entrega do produto e, cada vez mais, agricultores têm utilizado tecnologia para viabilizar incremento de potencial produtivo na lavoura.
Um recurso que tem ganhado relevância dentro do planejamento de safra é o uso de soluções digitais como Climate FieldView, a plataforma de agricultura digital da Bayer. Através de informações, mapas e recomendações personalizadas, a solução é capaz de otimizar o uso de insumos para aumentar a produtividade, conforme afirma João Mattos, consultor técnico do Grupo Caimbé, que cultiva algodão, soja e milho e atua com Interação lavoura-pecuária no Sudeste de Mato Grosso.
“O uso de agricultura digital proporciona maior assertividade nas recomendações e permite aplicar o insumo onde é realmente necessário. Além disso, com o auxílio de mapas NDVI [índice de vegetação por diferença normalizada, na sigla em inglês] e o cruzamento com o mapa de colheita, é possível enxergar as variações de produtividade nas áreas, indicando a melhor forma de fazer as amostragens de solo”, afirma Mattos.
Esse tipo de apoio na tomada de decisão é fundamental em um período em que cada real gasto na produção é relevante, segundo o consultor técnico. “Para a safra 21/22 e para a 22/23 tivemos um aumento muito grande no preço dos fertilizantes. Em alguns casos, esse custo foi até três vezes maior do que em safras anteriores”, diz ele.
Um dos recursos de Climate FieldView que tem colaborado para um melhor desempenho nas lavouras do Grupo Caimbé, são as prescrições de corretivos e fertilizantes por zonas de manejo. Através das imagens NDVI, é possível identificar as plantas com desenvolvimento irregular num talhão para, em seguida, mapear e cruzar com as informações de colheita. Após análises de amostras de solo e a relação com o histórico da área, são estabelecidos parâmetros que permitem compreender as particularidades daquela área da propriedade e, assim, estabelecer melhores condições para definir onde vale aplicar mais ou menos insumos.
“O uso das prescrições de FieldView é bastante positivo. Em alguns casos, pode sim reduzir os custos com corretivos e fertilizantes, mas mais do que isso, aumenta a eficiência dos insumos utilizados e, consequentemente, resulta em melhor produtividade. Ou seja, nos auxilia no manejo de nutrientes para aplicar a fonte certa, no local certo, na dose certa e na época certa”, destaca Mattos.
Maior demanda por tecnologia
Com um provável aumento no custo dos fretes, um volume grande de entregas ocorrendo num intervalo curto de tempo e a possível redução na produção dos fertilizantes na Europa devido à crise de energia enfrentada pelo continente, agricultores seguem interessados em soluções que possam contribuir com a otimização do uso de fertilizantes, segundo Thiago Bortoli, diretor de marketing da Climate FieldView para a América Latina.
“O investimento em novas biotecnologias e insumos mais modernos seguirá sendo uma prioridade para os agricultores, mas o que o crescimento de plataformas digitais tem demostrado é o entendimento de que, com informações precisas e tecnologia, é possível extrair ainda mais valor das condições já existentes”, diz Bortoli.
No caso de Climate FieldView, essa expansão é visível no crescimento da plataforma: são mais de 80 milhões de hectares mapeados em 23 países, sendo mais de 22 milhões de hectares apenas no Brasil. “Sabemos que cada fazenda é única e que há inúmeras variações dentro de um mesmo talhão, então produtores têm visto cada vez mais valor em soluções que auxiliem nas decisões para lidar com essas particularidades”, afirma o diretor da Climate FieldView.
Além de fornecer ferramentas e funcionalidades que contribuem para essas tomadas de decisão, a companhia também apoia outras iniciativas que buscam ampliar o entendimento dos agricultores em relação ao uso adequado de fertilizantes.
Um exemplo é a Caravana Embrapa FertBrasil, iniciativa que viaja pelo país para levar ao setor produtivo soluções para problemas que afetam a agropecuária nacional. A edição deste ano, que conta com patrocínio da Bayer e da Climate FieldView, tem foco no aumento da eficiência no uso de fertilizantes e de insumos para a safra 22/23, já percorreu 23 cidades em 6 estados e ainda passará por praças como Tangará da Serra (MT), Vilhena (RO), Rio Verde (GO), entre outras.

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GTF reforça bancabilidade e avança em nova fase de crescimento com emissão de R$ 375 milhões em CRA
Com aumento de mais de 350%, segunda emissão do CRA reforça estrutura financeira da empresa.

A GTF, uma das seis maiores empresas produtoras de carne de frango do Brasil e uma das dez maiores exportadoras dessa proteína no país, anuncia a conclusão de sua segunda emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA), no valor de R$ 375 milhões.
A segunda emissão tem o objetivo de fortalecer a estrutura de capital da companhia, alongar seu passivo e melhorar o mix de produtos. A nova captação de recursos permitirá à GTF investir no desenvolvimento de novos produtos, incluindo os IQF (Individually Quick Frozen), voltados à exportação e ao mercado consumidor doméstico. O objetivo é expandir o share da empresa no mercado externo e entregar mais valor ao consumidor.
Com uma meta de faturamento de R$ 5 bilhões até 2026, a GTF projeta um crescimento contínuo e sustentável nos próximos anos. Em 2024, a empresa alcançou a marca de R$ 4 bilhões em faturamento, o que impulsionou o lançamento de um novo plano estratégico.
A GTF é proprietária das marcas Canção, de proteínas congeladas de frango e peixe, que juntas representam 90%, do faturamento da empresa, e da Lorenz, maior esmagadora de mandioca do Brasil, responsável pelos 10% restantes. A companhia tem planos para ampliar sua capacidade de produção, por meio da expansão de suas plantas, e projeta atingir, nos próximos cinco anos, uma capacidade de abate superior a 800 mil aves por dia. Esse crescimento faz parte de uma estratégia mais ampla, voltada para o fortalecimento da presença da GTF no mercado de capitais e para a consolidação de sua liderança no setor de alimentos.
“Nós projetamos um crescimento contínuo e sustentável nos próximos anos. Em 2024, alcançamos a marca de R$ 4 bilhões em faturamento, o que impulsionou o lançamento de um novo plano estratégico. Esta segunda emissão marca mais um passo importante nesse processo de expansão. Estamos reforçando a empresa com investimentos em novas plantas, automação, inovação, embalagens e sustentabilidade, com o objetivo de continuar crescendo de forma sólida”, afirmou Vinícius Gonçalves, vice-presidente da GTF.
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LCA e cooperativismo fortalecem o agronegócio e elevam renda fixa do Sicoob
Crescimento de 17% em nove meses reflete a confiança dos cooperados e o papel do crédito cooperativo no financiamento seguro e sustentável do campo.

A carteira de renda fixa do Sicoob registrou um salto de 17% em apenas nove meses, passando de R$ 187,98 bilhões, em dezembro de 2024, para R$ 219,98 bilhões, em setembro de 2025. O desempenho expressivo confirma a preferência dos cooperados por produtos que oferecem segurança, liquidez e estabilidade.
Do total, 81% da carteira é composta por RDC (Recibo de Depósito Cooperativo), título exclusivo das cooperativas financeiras, tradicionalmente associado a proteção e previsibilidade. Outros 18,5% correspondem às LCA (Letras de Crédito do Agronegócio), instrumento essencial para financiar o agronegócio e muito buscado por investidores que priorizam isenção de IR e rentabilidades competitivas. Na comparação de setembro de 2024 a setembro de 2025, o avanço na captação total chega a 19%.
“Os cooperados reforçaram sua confiança na renda fixa, que oferece maior previsibilidade e equilíbrio às carteiras. Esse movimento evidencia como o cooperativismo financeiro se consolidou como uma alternativa sólida, competitiva e eficiente para quem busca segurança e bons retornos”, afirma Francisco Reposse Junior, diretor Comercial e de Canais do Sicoob.
A base de cooperados investidores também cresceu: passou de 1,54 milhão para 1,67 milhão no período analisado. Hoje, 18% de todos os cooperados do Sicoob utilizam produtos de renda fixa da instituição.
“A ampliação da base impulsionou também o crescimento dos fundos de investimento. Desde 2023, o patrimônio líquido dos fundos renda fixa distribuídos pelo Sicoob cresceu mais de 346%, mostrando que estamos democratizando o acesso a soluções antes restritas aos grandes centros financeiros”, destaca Mario Sergio Dornas, diretor de Gestão De Recursos De Terceiros do Sicoob.
O avanço dos fundos ganhou tração a partir da ampliação do portifólio e a criação da plataforma de investimento, em junho de 2023. Naquele ano, o patrimônio líquido dos fundos distribuídos pelo Sicoob era de R$ 307,9 milhões. Em setembro de 2025, esse valor chegou a R$ 1.065,8 bilhões. Do total, quase 99% dos recursos dos fundos de varejo renda fixa estão alocados no Fundo DI, reforçando a busca por liquidez e estabilidade. “Nosso compromisso é continuar oferecendo produtos alinhados à realidade dos cooperados, com alternativas que tragam segurança e retornos consistentes para quem cresce junto com o Sicoob”, Reposse.
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Vetanco analisa 32 mil amostras de grãos e comprova cenário crítico de micotoxinas na América Latina
E-book Micotoxinas – Prevalência na América Latina, de 2025, conta com dados de 10 países e análise dos riscos para aves, suínos e bovinos (corte e leite)

As micotoxinas são metabólitos secundários produzidos por fungos e muitos deles são altamente tóxicos e estão mais prevalentes do que nunca, elevando significativamente o risco à saúde e ao desempenho produtivo de aves, suínos, bovinos de leite e bovinos de corte. Esta informação é respaldada pelos dados de 2025 presentes no e-book Micotoxinas – Prevalência na América Latina, elaborado pela Vetanco Brasil e apresentado ao mercado durante a Exposição Internacional de Produção e Processamento (IPPE), um dos maiores eventos da indústria de proteínas animais, realizada em Atlanta (EUA).
O levantamento analisou 32.301 amostras coletadas em dez países (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, México, Peru e Uruguai), em 2025. Esse volume de dados é recorde, o que confere solidez estatística e alto valor preditivo aos resultados observados.
Do total de amostras analisadas, 85% apresentaram pelo menos uma micotoxina e 66% evidenciaram cocontaminação com duas ou mais micotoxinas, confirmando que a exposição múltipla continua sendo a regra e não a exceção. Este cenário reforça a complexidade do desafio e a necessidade de abordagens de controle integrais”, alerta a Vetanco.
“O desafio é estrutural, multifatorial e dominado pela coexposição, com um claro protagonismo das toxinas de Fusarium, tanto por prevalência quanto por carga tóxica, exigindo estratégias de combate simultâneo sobre diferentes micotoxinas e mecanismos de ação”.
Em termos de prevalência geral, as micotoxinas mais frequentes no levantamento de 2025 foram as Fumonisinas – FUM (61%), seguidas pelas Aflatoxinas – AFLA (46%), Zearalenona – ZEA (34%) e Deoxinivalenol – DON (31%). Este padrão confirma o predomínio de micotoxinas associadas ao Fusarium spp., particularmente em cereais energéticos.
Por tipo de alimento, o milho apresenta o maior risco para Fumonisinas, tanto em prevalência (77%) quanto em concentração (≈2.090 ppb), enquanto o trigo e a soja mostraram perfis mais equilibrados, mas com presença significativa de DON, ZEA e T-2 (tricoteceno).
Risco elevado para avicultura, suinocultura e pecuária
Comprometimento da saúde intestinal, indução de processos inflamatórios e prejuízo da resposta a desafios bacterianos, reduzindo, assim, a eficiência produtiva. Estes são os principais problemas associados à presença das micotoxinas na nutrição das aves, o que mostra uma situação preocupante. Foram relatados altos níveis de FUM e a presença concomitante de DON, T-2 e AFLA, num contexto de 66% de cocontaminação.
Os bovinos de corte e de leite também estão em perigo. Destaque para DON e FUM, cujos níveis médios superam os limiares de risco para esses animais, particularmente em dietas baseadas em milho e subprodutos. “Estas micotoxinas associam-se principalmente à redução do consumo, menor eficiência alimentar e alterações metabólicas, efeitos que podem ser amplificados em sistemas de alta produção leiteira ou confinamento intensivo. Já ZEA, com prevalência de 34% e valores médios acima do limite mínimo, representa um fator de risco reprodutivo, mesmo na ausência de sinais clínicos evidentes”.
No caso dos suínos, a situação é igualmente crítica. Individualmente, valores médios de ZEA superam amplamente os níveis de segurança para porcas e fêmeas de reposição, afetando a taxa de reprodução e o tamanho da leitegada. Por outro lado, os níveis de FUM triplicam os limites de segurança, afetando tanto o aparelho respiratório quanto o sistema imune.
Detoxa Plus é um eficaz aditivo antimicotoxinas da Vetanco indicado para inativação de ZEA, T2, FUM, OTA e Adsorção de AFLA em produtos destinados a alimentação animal. Trata-se de uma ferramenta de escolha para o manejo integral do risco micotoxicológico, pois oferece abordagem ampla frente a cenários de alta prevalência, elevada concentração e cocontaminação, permitindo proteger a saúde animal e sustentar o máximo potencial produtivo em sistemas cada vez mais exigentes.



