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AgroBIT Brasil Evolution antecipa futuro do agro em tecnologia e inovação
Durante dois dias, evento reuniu, em sua quarta edição, especialistas nacionais e internacionais que apresentaram soluções e tecnologias inovadoras para o agronegócio.

Reunindo os principais protagonistas da área de tecnologia e inovação no agronegócio, o 4º AgroBIT Brasil Evolution 2021 encerrou com saldo positivo, superando as expectativas com mais de 3 mil visualizações, convidados presenciais e mais de 20 mil interações on-line, originadas de 11 países – Alemanha, Argentina, Canadá, Cingapura, Dinamarca, Estados Unidos, Índia, Indonésia, Israel, Paraguai e Portugal – e ainda 20 Estados brasileiros e Distrito Federal.
Foram mais de 50 palestras distribuídas em quatro arenas simultâneas – AgroFuturo, AgroBIT Carreira, Agro Clima Global Summit e Smart Farm Mapa Conecta. Em formato híbrido, presencial e virtual experience, o evento ocorreu nos últimos dias 09 e 10.
Os temas das palestras foram os mais variados possíveis, mostrando a grande diversidade de assuntos que permeiam o mundo da inovação e tecnologia no agronegócio. Desde a evolução da edição genética por meio do sequenciamento do DNA ao cooperativismo de dados e tecnologias de gestão e de alimentos, além soluções agrícolas e créditos de carbono.
“O AgroBIT é uma grande oportunidade para que o participante esteja em contato com o que há de mais atual e sendo discutido e implementado no mundo da inovação no agro”, afirma a coordenadora geral do AgroBIT, Daiana Bisogin, CEO da FB Group-Eventos, promotora do evento em parceria com a Sociedade Rural do Paraná (SRP), Sebrae e Agro Valley.
O presidente da SRP, Antonio Sampaio, fez uma avaliação positiva do evento. “O nosso papel é apoiar a inovação para levar novos conhecimentos e tecnologia ao campo. E, deste ponto de vista, o evento cumpriu sua função, aproximando os players para que as inovações aconteçam e cheguem aos produtores”, afirmou Sampaio.
Sendo um evento marcado pela diversidade de inovação e tecnologia, o AgroBIT contou com o Agro Clima Global Summit, arena que mostrou as principais projeções e tendências climáticas; a Smart Farm Mapa Conecta, que teve 13 startups participando dos pitches; as salas de networking e o AgroBIT Carreira, que contou com a presença virtual de acadêmicos e profissionais que buscam formas de atingir o sucesso no mercado de trabalho.
Prêmio Produtor Rural 4.0
Com o objetivo de incentivar os produtores rurais que promovem a inovação no agro, a 4ª edição do AgroBIT Brasil Evolution lançou o Prêmio Produtor Rural 4.0.
Entre os nove vencedores de várias regiões do Brasil, há duas mulheres. Uma delas é a produtora rural e pedagoga Tábata Ribeiro de Melo Stock, premiada em 3º lugar na categoria grande propriedade. Ela produz grãos, bezerros e madeira em duas propriedades no Paraná, no município de Santa Maria do Oeste, e em Guarapuava.
Para Tábata, estar entre as finalistas deste prêmio representa não só o reconhecimento de um trabalho árduo de inovação que trouxe maior produtividade com respeito ao meio ambiente e menos custos, mas também uma vitória para todas as mulheres que, como ela, buscam um lugar de igualdade.
A principal inovação que ela fez nas propriedades foi na área da gestão de pessoas, tanto que é considerada pioneira na aplicação de técnicas pedagógicas para melhorar a performance da equipe para obter ganho na produtividade. “Como mulher e sucessora há 9 anos, eu me considero vitoriosa. Acredito que essa fase da minha vida representa não só vitórias minhas, mas de todas as mulheres que estão nessa inserção do agro”, conclui Tábata, que também foi premiada há 10 dias em segundo lugar no Prêmio da Bayer de Mulheres do Agro.
A outra produtora premiada pelo AgroBIT 2021 é Rosana Aparecida Gabardo Pallu, que ficou em segundo lugar na categoria pequena propriedade. À frente do sítio São Francisco de Sales, na Colônia Retiro, em Mandirituba, no Paraná, a produtora rural vem demonstrando que é possível aumentar a produtividade e cuidar do meio ambiente.
Rosana dedica-se ao cultivo de 20 mil pés de morango semi-hidropônico em uma área protegida de 2 mil metros quadrados. Entre as boas práticas agrícolas que utiliza na área para garantir a sustentabilidade, Rosana faz a captação da água da chuva e armazena em açude para a reutilização, na época da estiagem.
O empresário e produtor rural, Jônadan Ma, ficou em 1º lugar na categoria grande propriedade. Sua propriedade, a Fazenda Boa Fé, na região de Conquista, em Minas Gerais, é modelo de sustentabilidade. Há cerca de 40 anos, Jônadan investe na diversificação da atividade, implantando sistemas integrados de produção, como Integração Lavoura Pecuária e Integração Lavoura Pecuária Floresta como forma de preservar os recursos naturais e aumentar a rentabilidade. Na produção de grãos, adota todos os princípios do Sistema Plantio Direto.
“Foi uma surpresa e sou muito grato por ter sido contemplado com esta premiação. A gente não preserva para ganhar prêmio, mas para valorizar nosso trabalho, o trabalho do produtor rural que tem a responsabilidade de produzir alimentos. Entendo minha responsabilidade como empresário rural, produtor rural e cidadão em todos os aspectos: sejam sociais, ambientais, tecnológicos e de governança. E isso nos motiva a prosseguir e avançar”, afirmou Jônadan Ma.
O produtor rural Gleyciano Araujo Vasconcellos, que venceu o 3º lugar da categoria média propriedade, implementou a agricultura sustentável na Fazenda Pé de Cedro, no Mato Grosso do Sul, aliando melhoria ambiental com redução de custos de produção. São usados inoculantes de forma intensa e o controle de pragas e doenças é feito predominantemente por controle biológico.
“Recebemos como uma grata surpresa esta premiação. Indica que estamos no caminho certo, além de ser um grande incentivo a quem promove a inovação”, avaliou Gleyciano.
O produtor José Amilcar Pastuch, do Sítio São José, foi premiado em terceiro lugar na categoria pequena propriedade. On-line, ele agradeceu o prêmio e destacou a importância da produção orgânica e do uso de controle biológico. “É uma honra receber esta premiação. Isso nos motiva muito a ser cada vez mais uma propriedade sustentável”.
O primeiro lugar da pequena propriedade ficou com a família de Paula, representada por Gilmar Marcelo de Paula, de Boa Esperança do Iguaçu, na região sudoeste do Paraná. A principal inovação que a família de Paula fez no negócio foi o desenvolvimento de uma planta de biogás a partir da cama de frango.
Além de produzir aves e grãos, a família de Paula passou a gerar energia elétrica e térmica e também fertilizante orgânico líquido, adubo orgânico sólido, feno e pré-secado de grama JIGGS. Após a implantação do biogás, a família viu a produtividade anual aumentar em mais de 200% e o custo de aquecimento cair 70%.
“Para nós da Família de Paula é muito importante poder participar do AgroBIT e estar entre os vencedores é fantástico porque premia um caminho que a gente fez ao longo de quatro anos com muita dedicação. O prêmio vem coroar um trabalho árduo que está só se iniciando”, comemorou Gilmar.
O produtor rural Carlos Gasparotto Apoloni, do Grupo Boa Sorte, foi o vencedor do Prêmio Produtor Rural 4.0, na categoria média propriedade, pela gestão da fazenda Boa Sorte, em Quarto Centenário, no Paraná. Em 650 hectares, a família de produtores rurais é referência de boas práticas agrícolas. “Recebo com surpresa o prêmio. Vejo como um reconhecimento ao trabalho que busca sempre aplicar inovações e experimentar novas formas para melhorar a atividade agrícola. A gente procura se manter atualizado, usando tecnologias que possam agregar valor na fazenda”, afirmou Gasparotto.
Faz parte do cardápio de boas práticas agrícolas da propriedade, a distribuição de insumos de uma forma correta, aquisição de máquinas que tenham maior precisão e práticas conservacionistas, como o Plantio Direto. “Nos tornamos referência no uso de tecnologias porque conseguimos extrair o máximo do que oferecem em plantios e pulverizações. Com isso, alcançamos economia de defensivos, por exemplo. Incorporamos outras ferramentas, como imagens de satélite para o acompanhamento da lavoura. O prêmio veio mais por essa insistência nossa em não só adquirir tecnologias, mas por tentar alcançar a alta performance”, concluiu Gasparotto.
On-line, também receberam e agradeceram à premiação, os produtores José Bento Cavalcanti Germano e Maiquel Alberts, ambos de Arapoti/PR.
José Bento Germano, da Fazenda Mutuca, foi premiado no segundo lugar na categoria grande propriedade. Ele produz grãos de soja, milho, feijão e trigo; sementes de soja e trigo; madeira e resina e também gado de corte. Segundo ele, a inovação que trouxe os melhores resultados foi o Plantio Direto, introduzido nos anos 80. O sistema reduziu a quantidade de fertilizantes, manteve altas produtividades em anos ruins e garantiu a sustentabilidade do negócio.
Maiquel Alberts, da Agropecuária Alberts, ficou com o segundo lugar na categoria média propriedade. Além de fazer a gestão de várias propriedades rurais, ele cultiva 360 hectares de feijão, soja, milho segunda safra, sorgo segunda safra, trigo, aveias branca e preta, onde adota o Plantio Direto e a agricultura de precisão. As práticas trouxeram um incremento de produção, que resultou no aumento de produção com sustentabilidade.
Vencedores Pequena Propriedade
1º lugar – Gilmar Marcelo de Paula – Sítio De Paula – Boa Esperança do Iguaçu/PR
2º lugar – Rosana Aparecida Gabardo Pallu – São Francisco de Sales – Mandirituba/PR
3º lugar – José Amilcar Pastuch – Sítio São José- Prudentópolis/PR
Vencedores Média Propriedade
1º lugar – Carlos Gasparotto Apoloni – Fazenda Boa Sorte – Quarto Centenário/PR
2º lugar – Maiquel Alberts – Agropecuária Alberts – Arapoti/PR
3º lugar – Gleyciano Araújo Vasconcellos – Fazenda Pé de Cedro – Nova Alvorada do Sul/MS
Vencedores Grande Propriedade
1º lugar – Jônadan Ma – Fazenda Boa Fé – Conquista/MG
2º lugar – José Bento Germano – Fazenda Mutuca – Arapoti/PR
3º lugar – Tábata Ribeiro de Melo Stock – Fazenda Rio do Pedro – Santa Maria do Oeste/PR
Mulheres em destaque
Elas fazem a gestão das fazendas, são lideranças e atuam no mercado financeiro. Dentro e fora da porteira são protagonistas. A história da participação feminina no universo rural foi destaque no AgroBIT Brasil Evolution 2021.
Roberta Paffaro, da CME Group (Bolsa de Chicago) é uma das coautoras do livro “Mulheres do Agro”. Ela participou do Painel “Mulheres do Agro: Tecnologia, Inovações e Sororidade”, juntamente com as demais autoras, Andrea Cordeiro, Mariely Biff e Ticiane Figueiredo.
Logo após o painel, as autoras participaram de um bate-papo sobre os desafios da liderança feminina no agro. “No livro, nós trouxemos as histórias inspiradoras de mulheres que atuam no agro para mostrar o potencial e potencializar a voz dessas mulheres. Essas histórias servem de identificação não só para outras mulheres, mas também para os homens conseguirem compreender que, juntos, vão muito mais longe”, ressaltou Roberta.
A autora diz que o livro apresenta histórias de mulheres que não entendiam nada do meio rural ou que enfrentaram grandes adversidades na vida e tiveram que assumir a gestão das propriedades.
Roberta concluiu dizendo que a mulher precisa conquistar ainda muito espaço no agro. “O IBGE aponta que 30% das funções de liderança no agro são exercidas por mulheres, o que revela que é um processo lento, existindo algumas barreiras invisíveis que não possibilitam explorar o potencial feminino”.
Smart Farm Mapa Conecta
A Smart Farm Mapa Conecta selecionou 13 startups na disputa do prêmio, que reconheceu as melhores soluções para o agronegócio. O primeiro lugar ficou com a Ecotrace, de Vinhedo (SP). O destaque em segundo lugar foi a startup BirdView, de São Manuel (SP), e, em terceiro lugar, duas startups empataram – a JetBov, de Joinville (SC) e Tarvos de Campinas (SP).
Legenda AgroBIT Brasil-01 – Nove produtores rurais e uma startup foram premiados durante o evento, que obteve mais de 3 mil visualizações de 20 estados brasileiros e 11 países
(Crédito: Marilayde Costa/Divulgação)
Legenda AgroBIT Brasil-02 – Mulheres participaram de bate-papo sobre os desafios da liderança feminina no agro
(Crédito: Thomé Lopes/Divulgação)

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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento
Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.
O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.
Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.
No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.
A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.
Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.
A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo
Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.
A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.
As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.
Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.
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Entidades de imprensa do Sul lançam campanha contra desinformação
Iniciativa inédita reúne associações do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná para alertar sobre fake news e conteúdos gerados por inteligência artificial.

As principais associações de imprensa do Sul do Brasil se unem, de forma inédita, para lançar uma campanha conjunta de combate à desinformação. A iniciativa reúne a Associação Riograndense de Imprensa (ARI), a Associação Catarinense de Imprensa (ACI) e a Associação Paranaense de Imprensa (API), com o objetivo de conscientizar a sociedade sobre os riscos das fake news especialmente diante do avanço de conteúdos gerados por inteligência artificial e reforçar a importância do jornalismo profissional para escolhas livres e conscientes.
O Brasil se aproxima de mais um processo eleitoral marcado pela polarização. Paralelamente, o desenvolvimento acelerado da inteligência artificial elevou a desinformação a um novo patamar, com vídeos, áudios e imagens hiper-realistas que dificultam a distinção entre o real e o falso. Esse cenário ultrapassa as fake news tradicionais e ameaça diretamente a democracia, a liberdade de escolha do eleitor e a credibilidade da informação.
Diante desse contexto, a campanha assinada pela agência MOOVE propõe um alerta direto ao público por meio do conceito: “Se é bom demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é estranho demais, duvide. Notícia exige apuração. Se é forçado demais, duvide. Notícia exige apuração.”
A ideia parte do princípio de que a desinformação raramente circula no meio-termo. Ela se espalha quando provoca reações intensas, seja entusiasmo ou estranhamento levando ao compartilhamento impulsivo, sem verificação.
O papel das entidades e do jornalismo profissional é justamente interromper esse ciclo, oferecendo informação confiável e incentivando a checagem antes do compartilhamento. Como estratégia criativa, a campanha apresenta manchetes verossímeis, construídas para parecerem plausíveis, despertando curiosidade e provocando reações imediatas no público. Os temas foram cuidadosamente selecionados para evitar vieses ou conflitos com grupos e instituições, inclusive no campo político.
Durante o lançamento, jornalistas e comunicadores serão convidados a aderir à iniciativa por meio do uso do selo da campanha, em versões para rádio, TV, portais, jornais e revistas, reforçando a mensagem de que a notícia exige apuração. Segundo o presidente da ARI, José Maria Rodrigues Nunes, a ação representa um passo importante na atualização do papel da imprensa diante dos novos desafios. “Embora hoje todos possam produzir conteúdo, o jornalismo profissional segue sendo o principal filtro contra a desinformação. A campanha dá continuidade a ações anteriores da entidade e atualiza o discurso para o contexto da inteligência artificial e do período eleitoral. Ao concluir essa nova etapa, entendemos que era o momento de ampliar o movimento, convidando as associações do Sul para essa grande mobilização. Esperamos que essa iniciativa inspire outras entidades a se somarem a esse esforço coletivo.”
A presidente da ACI, Déborah Almada, destaca o caráter histórico da união. “Estamos entusiasmados com essa campanha, que faz um alerta fundamental em um momento em que a desinformação tem causado tantos danos à cidadania no mundo todo. A união de três instituições que representam a imprensa no Sul do País é um feito inédito que merece ser celebrado. Fortalecer o jornalismo é uma missão.” Para o presidente da API, Célio Martins, em um ambiente marcado pela velocidade e pelo excesso de informação, a proliferação da desinformação é prejudicial a toda a sociedade e faz com que conteúdos falsos ganhem escala e dificultem a distinção entre o que é fato e o que é mentira. “Nesse contexto, o jornalismo profissional é fundamental como contraponto, ao defender a informação de interesse público, combater fake news com apuração rigorosa, checagem de dados e responsabilidade na divulgação, oferecendo ao público conteúdo confiável e contribuindo para a defesa da democracia”, enfatiza.
Responsável pela campanha, a agência Moove reforça a sua importância: “Em tempos de desinformação acelerada, o papel do jornalismo ético e da comunicação responsável torna-se o principal pilar de sustentação da verdade. Nosso objetivo é despertar a consciência crítica no consumo de informações, reafirmando que a qualidade do debate público depende, acima de tudo, da credibilidade da fonte”, afirma Gabriel Fuscaldo, CEO da Moove.
Para Roberto Schmidt, criativo da Agência Moove, a inteligência artificial é uma realidade e não existe qualquer possibilidade de retrocesso, por isso ações como essa são importantes. A campanha atua na geração de senso crítico sobre o conteúdo que circula nas redes, ajudando a combater fake news antes mesmo do seu compartilhamento.



