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Com apoio personalizado, Sistema Faep projeta fortalecimento das Cadecs

Entidade iniciou série de reuniões técnicas com produtores que coordenam e/ou integram comissões no Paraná, para desenvolver estratégias específicas

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

Sistema Faep deu início a uma ampla iniciativa de apoio às Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) em todo o Paraná. A entidade deflagrou um levantamento de diagnóstico das condições de funcionamento das 23 comissões em atividade em integradoras da avicultura e nas sete da suinocultura. A partir disso, o Sistema Faep vai propor ações de apoio personalizadas, de acordo com a realidade individual de cada integração. O objetivo é aperfeiçoar a atuação dos produtores nesses colegiados, fortalecendo sua participação.

As Cadecs foram instituídas a partir da Lei da Integração (Lei 13.288/2016), sancionada em maio de 2016. Formada por representantes das integradoras e dos produtores rurais, as comissões têm por objetivo ser um instrumento de criação de consenso, transparência e equidade entre as partes.

A intenção da lei é que esses fóruns contribuam para estabelecer uma relação justa entre os avicultores e suinocultores integrados com as respectivas agroindústrias. “A Lei da Integração promoveu um avanço na relação entre produtores e indústrias, por meio das Cadecs. Agora, precisamos avançar para que essas comissões cumpram sua função de trazer equilíbrio. Por isso, como entidade, vamos apoiar os avicultores e suinocultores que participam desses fóruns, para que obtenham êxito em suas demandas.” Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP

Em uma das visitas recentes, Sistema FAEP se reuniu com membros da Cadec de frangos de corte de Toledo (Foto; DIvulgação/Sistema Faep)

No início de março, o Sistema Faep começou uma série de viagens de campo, com o objetivo de promover reuniões individualizadas com representantes de cada uma das Cadecs do Paraná. Nesses encontros, os técnicos do Departamento Técnico e Econômico (DTE) da entidade traçam um diagnóstico preciso de como está a atuação de cada comissão e das demandas locais específicas.

Até agora, os resultados têm sido diversos. Há casos de comissões funcionando de forma harmoniosa e equilibrada, com os produtores tendo suas reivindicações atendidas pela agroindústria. Na maioria dos casos, no entanto, é preciso avançar. Em algumas unidades integradoras, as empresas têm tido uma força maior, fazendo prevalecer sua vontade.

Há episódios em que as agroindústrias sequer aceitam as planilhas de custos de produção apresentadas pelos avicultores e suinocultores.  “As realidades são bem diferentes. Temos algumas Cadecs com boa relação com as integradoras. Outras não. Esse diagnóstico é importante para estruturarmos ações”, aponta Fábio Ferreira Figueiroa, técnico do DTE do Sistema FAEP. “Os produtores têm demonstrado bastante comprometimento nas reuniões que fizemos. Eles estão confiantes e acreditam que o Sistema Faep, a partir dessa ação, vai ajudá-los a melhorar suas atuações no âmbito das Cadecs”, acrescenta.

Avanços
No Paraná, as primeiras comissões foram formadas ainda em 2016, logo após a sanção da Lei da Integração. As normas de distanciamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus, no entanto, acabaram afetando o funcionamento de algumas dessas Cadecs. Desde então, produtores de algumas integrações têm tido dificuldade em retomar o ritmo e a organização que havia antes da pandemia.

O foco do Sistema Faep, agora, é ir além. Com o apoio individualizado, a expectativa é de que os produtores consigam melhorar os resultados nas negociações com as agroindústrias. “A partir desse diagnóstico, vamos definir ações pontuais, voltadas a cada uma dessas comissões”, diz o gerente do DTE, Jefrey Albers. “É um esforço da instituição para reaproximar os produtores das Cadecs, porque esses fóruns são fundamentais para o desenvolvimento da cadeia produtiva. Uma Cadec em pleno funcionamento significa que a atividade está se desenvolvendo de forma igualitária e harmoniosa naquela integração”, acrescenta.

Além disso, o Sistema Faep continua ofertando cursos desenvolvidos especificamente para capacitar produtores que participam de Cadecs. Os títulos foram criados em 2017, a partir de um diagnóstico de que os membros das comissões precisavam de instrumentais técnicos para negociar de igual para igual com as agroindústrias.

Estão disponíveis três módulos, que podem ser cursados de forma independente: noções jurídicas, técnicas de negociação e condução de reuniões. “Logo no início, percebemos essa necessidade de capacitar os produtores para participar das Cadecs. Os representantes das agroindústrias são funcionários especializados, nas mais diversas competências. Nós precisávamos acompanhar isso”, diz Ruan Schwertner, do Departamento Jurídico do Sistema Faep. “Essa capacitação proporcionou aos produtores um conhecimento aprofundado sobre a lei, sobre seus direitos e deveres no âmbito da Cadec, além de prepará-los para as negociações”, avalia.

Conquistas
Toda essa estruturação implica resultados práticos. Há inúmeros casos de produtores que tiveram suas demandas atendidas pelas agroindústrias a partir das negociações feitas no âmbito das Cadecs. Essas conquistas são as mais variadas: desde processos produtivos na integração até aumentos efetivos da remuneração paga aos pecuaristas.

Schwertner traz outros exemplos de como as Cadecs podem proteger a atividade em momentos de crise. Em 2018, por exemplo, a Polícia Federal deflagrou a Operação Trapaça, em que cumpriu mandados de prisão preventiva contra ex-executivos da BRF.

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As investigações provocaram impacto nas atividades da megaindústria, que precisou paralisar temporariamente os abates. As Cadecs foram determinantes para que os avicultores não ficassem no prejuízo. “Como instrumento de gestão coletiva, a Cadec possibilitou amenizar as eventuais perdas dos produtores. Eles foram indenizados pela agroindústria pelo período em que os galpões ficariam ociosos. Sem as comissões, eles amargariam perdas que provavelmente os tirariam da atividade.” Ruan Schwertner, técnico do Departamento Jurídico do Sistema Faep

Há 36 anos trabalhando na atividade, o suinocultor Volmir Colombo atesta a importância das comissões. Dono de propriedade rural localizada em Medianeira, na região Oeste, ele se dedica à produção integrada de leitões, com galpões com capacidade de alojar 670 fêmeas. Meses atrás, os produtores vinculados à Cadec da região tinham um problema: às vezes, algumas matrizes sofriam ferimentos ao serem descarregadas nas granjas. Caso elas viessem a morrer, os produtores eram penalizados.

Por meio das negociações no âmbito da Cadec, os produtores conseguiram evitar cobranças, a partir da documentação dos incidentes ocorridos na descarga dos animais. “Agora, nosso foco é lutar por preços mais justos. Sabemos que o mercado está aquecido. Com os custos de produção, nossa remuneração está defasada. Hoje, temos nos reunido para ter uma nova planilha de custos, com auxílio do Sistema FAEP”, diz Colombo. “A Cadec é um importante órgão para melhoria das condições para os produtores. Não adianta nós, produtores, ficarmos apenas reclamando da situação. Vale a pena participar da luta pelos direitos da classe. E essas reivindicações dão bons resultados”, garante.

Lei da Integração garante segurança para produtores investirem
Há nove anos em 30 de abril de 2016, o Núcleo Aviário Santa Honesta, localizado em São João do Caiuá, Noroeste do Estado, começou a alojar suas primeiras aves em sistema de integração. Com investimentos contínuos e gestão equilibrada, o negócio cresceu ano a ano. A propriedade, que hoje tem 17 barracões com capacidade de manter 740 mil aves, está passando por um processo de expansão. Com investimentos da ordem de R$ 22 milhões, o Santa Honesta terá mais quatro galpões matrizeiros que devem produzir 12 milhões de ovos férteis por ano.

O aviário pertence à família Maia. Um de seus administradores, o avicultor Carlos Eduardo Maia, é fundador e coordenador em terceiro mandato da Cadec da região. Ele destaca que a Lei da Integração trouxe segurança aos produtores e equilíbrio na relação com as integradoras.

Isso foi decisivo para que a família fizesse investimentos. “Muito da nossa evolução [do Santa Honesta] vem da segurança proporcionada pela Lei da Integração, que trouxe regras claras e garantias. Com o capital que temos investido, precisamos disso. Sem essas garantias, se der alguma zebra, estamos mortos”, diz Maia. “A gente nota que muitos produtores estão querendo ampliar seus aviários, outros querem entrar na atividade, em razão dessa tranquilidade que a Cadec traz”, observa.

Maia avalia que a efetividade da comissão depende muito do perfil de seus membros. Por isso, é preciso que os produtores-membros se preparem, estudando a legislação e desenvolvendo habilidades de negociação.

Nesse sentido, ele destaca que é preciso ter na ponta do lápis todos os dados da atividade, incluindo custos de produção e informações conjunturais. “É preciso saber reivindicar, senão fica uma cobrança vazia. Tem que ter os dados em mãos. Quando apresentar a demanda à indústria, você já expõe os números e mostra como isso impacta no fluxo financeiro dos aviários”, ensina Maia. “No nosso caso, a gente tem uma equipe boa de levantamento de dados, que vão nos subsidiar nas reuniões”, acrescenta.

Tão importante quanto a preparação, é a disposição para negociação. Segundo Maia, não se trata de estabelecer uma queda de braço com a indústria, mas de criar um ambiente harmonioso, em que ambas as partes possam se ouvir, com vistas a chegar a um consenso. Dessa forma, os produtores conseguiram vitórias, da inclusão do seguro dos aviários nos custos de produção até a solução de problemas em áreas de transição e biosseguridade.

Isso sem falar em reajustes constantes na remuneração, de acordo com a variação dos custos de produção. “Desde o início da Cadec, sempre tivemos um bom relacionamento com a indústria, sempre com muito diálogo. Nunca houve exaltação de nenhum lado, sempre com cada parte não vendo só o próprio lado, mas também enxergando o lado do outro”, aponta Maia. “O segredo não é só afagar o produtor e bater na indústria, e vice-versa. É diálogo e entendimento, para que a atividade cresça como um todo”, conclui.

O que são Cadecs?

Foto: Divulgação

Instituídas a partir da Lei da Integração (Lei 13.288/2016), as Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração são formadas por representantes dos produtores rurais e por representantes das agroindústrias, funcionando como um fórum em busca de consenso. Cada unidade integradora deve ter sua própria comissão. Embora não tenham poder legal de decisão, seus acordos são registrados em atas e ajudam a prevenir práticas abusivas ou desequilibradas no mercado.

Sistema Faep atua desde antes da criação da lei
Apresentada em 2011, pela então senadora Ana Amélia (PP/RS), a Lei de Integração foi aprovada no Senado, mas passou a tramitar de forma muito lenta da Câmara dos Deputados. Só a partir de uma ampla mobilização do setor produtivo, com atuação intensa do Sistema FAEP e de outras 84 entidades, é que o projeto caminhou. Depois de cinco anos, a propositura foi, enfim, aprovada e sancionada em maio de 2016. As entidades também contribuíram com a redação final da lei, por meio de emendas ao projeto, com ampla interlocução com parlamentares.

A partir da criação da lei, o Sistema Faep desenvolveu um trabalho para disseminar as Cadecs em todo o Paraná. Técnicos da entidade visitaram cada polo produtivo, promovendo reuniões, incentivando a organização de produtores e visando instituir comissões em cada integração. A mobilização desse grupo de trabalho teve resultados imediatos, que culminaram na criação das primeiras Cadecs do Paraná.

Foto: shutterstock

Houve uma ampla mobilização nas regiões produtivas. Além disso, passamos a prestar assessoramento para as comissões, com debates sobre os contratos de integração, que deveriam respeitar a lei recém-criada. O Sistema Faep acompanhou e deu suporte a todo esse processo”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema Faep.

Não à toa, o Paraná é o Estado com o maior número de Cadecs instituídas. Para fomentar a troca de informações entre todas as comissões, o Sistema Faep foi além e criou o Núcleo de Cadecs, que funciona como um fórum em que coordenadores e membros de comissões locais podem compartilhar informações e experiências. Todo o trabalho desenvolvido no Paraná serve de referência nacional.

Foi a partir do exemplo paranaense que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) desenvolveu o programa Cadec Brasil, que reúne membros de comissões de todo o país. “Chegou o momento em que o Sistema Faep entendeu que precisaria ter um fórum entre as comissões. Nasceu, então, o Núcleo de Cadecs, que também disponibiliza assessoria técnica, jurídica e econômica às comissões. Toda essa mobilização estadual puxada pelo Sistema Faep teve destaque nacional, servindo de exemplo para todo o país”, apontou Jefrey Albers, gerente do DTE do Sistema Faep.

Fonte: Assessoria Sistema Faep

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Cadeia da soja impulsiona exportações brasileiras em julho

Soja em grão cresceu 16,9% e farelo avançou 52,9%, enquanto carnes de aves também ganharam espaço nas vendas externas até a terceira semana do mês.

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Fotos: Claudio Neves

As exportações brasileiras registraram crescimento de 6,7% na média diária até a terceira semana de julho de 2026, na comparação com o mesmo período de julho do ano passado. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço dos embarques do setor agropecuário, com destaque para a soja, além do aumento nas vendas da indústria extrativa e da indústria de transformação.

De acordo com a publicação semanal da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), a balança comercial registrou, na terceira semana de julho, superávit de US$ 526 milhões, resultado de US$ 6,113 bilhões em exportações e US$ 5,587 bilhões em importações.

No acumulado do mês até a terceira semana, as exportações somam US$ 19,383 bilhões, enquanto as importações alcançam US$ 14,433 bilhões, garantindo saldo positivo de US$ 4,95 bilhões. A corrente de comércio chegou a US$ 33,816 bilhões. No acumulado de 2026, o país registra US$ 204,156 bilhões em exportações, US$ 156,848 bilhões em importações e superávit de US$ 47,308 bilhões.

Na comparação entre as médias diárias de julho de 2026 e de julho de 2025, as importações cresceram 1,6%, enquanto a corrente de comércio avançou 4,5%.

Agro lidera crescimento das exportações

Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou aumento de 6,5% na média diária, equivalente a US$ 20,29 milhões. A indústria extrativa apresentou crescimento de 17,2%, enquanto a indústria de transformação avançou 1,4%.

No agro, o principal destaque foi a soja, cujas exportações cresceram 16,9%, com acréscimo de US$ 36,65 milhões na média diária. Também apresentaram aumento os embarques de algodão em bruto (+37,8%), tabaco em bruto (+504,7%), animais vivos (+10,6%) e látex e borracha natural (+438,8%).

Na indústria de transformação, ganharam destaque as exportações de farelo de soja e outros alimentos para animais, com alta de 52,9%, além de carnes de aves e suas miudezas, que avançaram 39,1% na comparação com igual período de julho de 2025.

Importações

Nas importações, o setor agropecuário registrou queda de 16,3% na média diária em relação a julho do ano passado. Em contrapartida, houve crescimento de 37,7% na indústria extrativa e de 0,4% na indústria de transformação.

Os principais produtos que impulsionaram as compras externas foram petróleo bruto, gás natural, máquinas para processamento de dados, combustíveis e polímeros de etileno. Entre os produtos ligados ao agro, as importações de fertilizantes brutos cresceram 7,4% na média diária.

Os relatórios estão disponíveis no site da balança comercial. Acesse clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com MDIC
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Produtores rurais terão até 2027 para obter CNPJ na reforma tributária

Decreto do governo federal adia em seis meses a exigência para pessoas físicas com receita anual superior a R$ 3,6 milhões.

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Foto: Divulgação

O governo federal adiou para 01º de janeiro de 2027 a obrigatoriedade de inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para produtores rurais pessoas físicas enquadrados nas regras da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS). A medida foi oficializada pelo Decreto nº 13.075, de 21 de julho de 2026, que amplia em seis meses o prazo de adaptação previsto na reforma tributária.

Inicialmente, a exigência entraria em vigor em julho deste ano. Com a mudança, os produtores rurais continuarão utilizando os atuais mecanismos de identificação fiscal até 31 de dezembro de 2026.

Foto: Divulgação

A obrigatoriedade valerá para produtores rurais com receita bruta anual superior a R$ 3,6 milhões. As regras para os produtores com faturamento abaixo desse limite ainda serão regulamentadas pelo governo.

Segundo a Receita Federal, o adiamento permitirá concluir o desenvolvimento de um sistema simplificado de inscrição no CNPJ e oferecer mais tempo para adaptação dos contribuintes e dos sistemas utilizados para emissão de documentos fiscais.

A proposta é que o cadastro funcione de forma semelhante ao do Microempreendedor Individual (MEI), com processo digital e integrado aos sistemas de emissão de notas fiscais eletrônicas. Também estão previstos um ambiente de testes (sandbox), publicação de manuais técnicos e orientações operacionais para os contribuintes e empresas desenvolvedoras. O novo sistema deve ser disponibilizado em novembro de 2026.

A exigência faz parte da implementação da reforma tributária sobre o consumo, que criou a CBS, administrada pela União, e o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), de responsabilidade de estados e municípios. O objetivo é padronizar a identificação dos contribuintes e integrar os sistemas eletrônicos de fiscalização e emissão de documentos fiscais.

Com a prorrogação, o cronograma prevê o lançamento do sistema simplificado em novembro de 2026 e o início da obrigatoriedade de inscrição no CNPJ e emissão de documentos fiscais, para os casos previstos em lei, em 1º de janeiro de 2027.

Fonte: Agência Brasil
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Cooperalfa anuncia complexo com supermercado e agropecuária em Canoinhas

Empreendimento será o maior da cooperativa no segmento, com previsão de 128 empregos permanentes e inauguração em 2027.

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Canoinhas Fachada - Foto: Cooperalfa

O empreendimento, que reunirá supermercado e agropecuária em uma única estrutura, representa um dos investimentos mais relevantes da cooperativa na região e reforça seu compromisso com o crescimento econômico, o fortalecimento do agronegócio e a melhoria dos serviços oferecidos aos associados e à comunidade. De acordo com o presidente Romeo Bet, o investimento representa a continuidade do crescimento na região, com impacto diferenciado para Canoinhas, que é a chegada do Superalfa, ampliando o atendimento tanto aos clientes do campo quanto da cidade. “A previsão é concluirmos a obra para o aniversário dos 60 anos da Cooperalfa, em outubro de 2027”, revelou o presidente.

O novo complexo será construído em uma área estratégica da cidade, em um terreno de 13.522,18 metros quadrados localizado entre as ruas Saulo de Carvalho, Álvaro Soares Machado e João Allage. A localização privilegiada contribuirá para consolidar um importante eixo de desenvolvimento urbano e comercial em Canoinhas.

Planejado com base em modernos conceitos de engenharia, mobilidade e funcionalidade, o empreendimento foi projetado para oferecer conforto, praticidade e uma experiência diferenciada aos clientes. A estrutura contará com amplas áreas de estacionamento distribuídas em todo o perímetro e também no subsolo. Ao todo, serão disponibilizadas 261 vagas para veículos, sendo 139 externas e 122 no estacionamento subterrâneo. Destas, 159 vagas serão cobertas, proporcionando mais comodidade e segurança aos usuários.

Áreas amplas de vendas

O supermercado ocupará uma área de vendas de 2.800 metros quadrados e contará com setores completos de açougue, padaria, câmaras frias, depósito de mercadorias e docas independentes para carga e descarga. O espaço também incluirá uma área exclusiva para café, 19 pontos de atendimento ao cliente, além de recursos de acessibilidade e sistemas de esteiras e elevadores para circulação entre os pavimentos.

Já a agropecuária terá uma área de vendas de 1.800 metros quadrados, oferecendo amplo mix de produtos voltados ao setor agropecuário, além de escritórios destinados ao atendimento técnico e comercial dos associados e produtores rurais.

A estrutura foi concebida utilizando tecnologias construtivas modernas, com concreto pré-fabricado, estrutura metálica de cobertura, placas termoacústicas e acabamentos em granito e concreto, garantindo eficiência, durabilidade e conforto acústico.

Bem-estar dos colaboradores

Além das áreas destinadas ao atendimento do público, o projeto contempla espaços voltados ao bem-estar dos colaboradores, incluindo vestiários, refeitório e sala de descanso, proporcionando melhores condições de trabalho para as equipes que atuarão no local.

Todos os processos de desenvolvimento do empreendimento seguem rigorosamente os critérios técnicos e legais exigidos pelos órgãos competentes. O projeto inclui aprovações complementares, licenciamento ambiental e sanitário, além do Estudo de Impacto de Vizinhança (EIV), já protocolado junto ao município, e a integração com as concessionárias responsáveis pelos serviços de água, energia e saneamento.

Desenvolvimento econômico e geração de empregos

O investimento também terá reflexos significativos na economia local. Durante a fase de construção, a expectativa é gerar aproximadamente 150 empregos diretos. Após a inauguração, o complexo deverá manter cerca de 128 empregos diretos permanentes entre as operações do supermercado e da agropecuária.

O impacto positivo se estenderá ainda a diversos setores da economia regional, com a criação estimada de aproximadamente 68 empregos indiretos relacionados a fornecedores, transportadoras e prestadores de serviços.

A Cooperalfa projeta que o novo empreendimento receba cerca de 50 mil pessoas por mês, fortalecendo o comércio local, ampliando a arrecadação municipal por meio de tributos como IPTU, ISS e ICMS, além de contribuir para a valorização imobiliária da região e estimular novos investimentos em Canoinhas.

Investimento com olhar para o futuro

O novo complexo comercial reafirma a estratégia da Cooperalfa de investir em infraestrutura, ampliar sua presença regional e oferecer soluções cada vez mais completas para associados, produtores rurais e consumidores.

Mais do que uma nova unidade, o empreendimento representa um importante impulsionador de desenvolvimento para Canoinhas e para todo o Planalto Norte Catarinense, gerando oportunidades, fortalecendo a economia local e consolidando a presença da Cooperalfa como agente de transformação e crescimento sustentável nas comunidades onde atua.

Desafios e oportunidades

O gerente de Engenharia da Cooperalfa, Andrísio Bet, informa que os trabalhos de terraplanagem terão início neste mês de julho, enquanto a execução das obras está prevista para iniciar em agosto de 2026. De acordo com ele, o projeto apresenta desafios significativos em razão de sua complexidade, do cronograma desafiador e das características do terreno, que possui acentuado desnível. “Temos consciência da grandiosidade deste empreendimento e estamos empenhados em conduzir cada etapa com excelência, qualidade e segurança”, destaca.

Andrísio ressalta que a expectativa é elevada em torno da construção do maior supermercado e da maior loja agropecuária da Cooperalfa, em um único complexo integrado. A proposta permitirá otimizar a operação por meio do compartilhamento de áreas de estacionamento, expedição, depósitos e sanitários, gerando maior eficiência e comodidade aos clientes. O empreendimento contará ainda com quatro acessos destinados ao público. “Essa integração fortalece a sinergia entre os negócios, reunindo em um mesmo espaço tanto os moradores da cidade quanto os produtores rurais, ampliando as oportunidades de atendimento e relacionamento com nossos cooperados e clientes”, explica.

Fonte: Assessoria Cooperalfa
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