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Com apoio personalizado, Sistema Faep projeta fortalecimento das Cadecs
Entidade iniciou série de reuniões técnicas com produtores que coordenam e/ou integram comissões no Paraná, para desenvolver estratégias específicas

Sistema Faep deu início a uma ampla iniciativa de apoio às Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração (Cadecs) em todo o Paraná. A entidade deflagrou um levantamento de diagnóstico das condições de funcionamento das 23 comissões em atividade em integradoras da avicultura e nas sete da suinocultura. A partir disso, o Sistema Faep vai propor ações de apoio personalizadas, de acordo com a realidade individual de cada integração. O objetivo é aperfeiçoar a atuação dos produtores nesses colegiados, fortalecendo sua participação.
As Cadecs foram instituídas a partir da Lei da Integração (Lei 13.288/2016), sancionada em maio de 2016. Formada por representantes das integradoras e dos produtores rurais, as comissões têm por objetivo ser um instrumento de criação de consenso, transparência e equidade entre as partes.
A intenção da lei é que esses fóruns contribuam para estabelecer uma relação justa entre os avicultores e suinocultores integrados com as respectivas agroindústrias. “A Lei da Integração promoveu um avanço na relação entre produtores e indústrias, por meio das Cadecs. Agora, precisamos avançar para que essas comissões cumpram sua função de trazer equilíbrio. Por isso, como entidade, vamos apoiar os avicultores e suinocultores que participam desses fóruns, para que obtenham êxito em suas demandas.” Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema FAEP

Em uma das visitas recentes, Sistema FAEP se reuniu com membros da Cadec de frangos de corte de Toledo (Foto; DIvulgação/Sistema Faep)
No início de março, o Sistema Faep começou uma série de viagens de campo, com o objetivo de promover reuniões individualizadas com representantes de cada uma das Cadecs do Paraná. Nesses encontros, os técnicos do Departamento Técnico e Econômico (DTE) da entidade traçam um diagnóstico preciso de como está a atuação de cada comissão e das demandas locais específicas.
Até agora, os resultados têm sido diversos. Há casos de comissões funcionando de forma harmoniosa e equilibrada, com os produtores tendo suas reivindicações atendidas pela agroindústria. Na maioria dos casos, no entanto, é preciso avançar. Em algumas unidades integradoras, as empresas têm tido uma força maior, fazendo prevalecer sua vontade.
Há episódios em que as agroindústrias sequer aceitam as planilhas de custos de produção apresentadas pelos avicultores e suinocultores. “As realidades são bem diferentes. Temos algumas Cadecs com boa relação com as integradoras. Outras não. Esse diagnóstico é importante para estruturarmos ações”, aponta Fábio Ferreira Figueiroa, técnico do DTE do Sistema FAEP. “Os produtores têm demonstrado bastante comprometimento nas reuniões que fizemos. Eles estão confiantes e acreditam que o Sistema Faep, a partir dessa ação, vai ajudá-los a melhorar suas atuações no âmbito das Cadecs”, acrescenta.
Avanços
No Paraná, as primeiras comissões foram formadas ainda em 2016, logo após a sanção da Lei da Integração. As normas de distanciamento social impostas pela pandemia do novo coronavírus, no entanto, acabaram afetando o funcionamento de algumas dessas Cadecs. Desde então, produtores de algumas integrações têm tido dificuldade em retomar o ritmo e a organização que havia antes da pandemia.
O foco do Sistema Faep, agora, é ir além. Com o apoio individualizado, a expectativa é de que os produtores consigam melhorar os resultados nas negociações com as agroindústrias. “A partir desse diagnóstico, vamos definir ações pontuais, voltadas a cada uma dessas comissões”, diz o gerente do DTE, Jefrey Albers. “É um esforço da instituição para reaproximar os produtores das Cadecs, porque esses fóruns são fundamentais para o desenvolvimento da cadeia produtiva. Uma Cadec em pleno funcionamento significa que a atividade está se desenvolvendo de forma igualitária e harmoniosa naquela integração”, acrescenta.
Além disso, o Sistema Faep continua ofertando cursos desenvolvidos especificamente para capacitar produtores que participam de Cadecs. Os títulos foram criados em 2017, a partir de um diagnóstico de que os membros das comissões precisavam de instrumentais técnicos para negociar de igual para igual com as agroindústrias.
Estão disponíveis três módulos, que podem ser cursados de forma independente: noções jurídicas, técnicas de negociação e condução de reuniões. “Logo no início, percebemos essa necessidade de capacitar os produtores para participar das Cadecs. Os representantes das agroindústrias são funcionários especializados, nas mais diversas competências. Nós precisávamos acompanhar isso”, diz Ruan Schwertner, do Departamento Jurídico do Sistema Faep. “Essa capacitação proporcionou aos produtores um conhecimento aprofundado sobre a lei, sobre seus direitos e deveres no âmbito da Cadec, além de prepará-los para as negociações”, avalia.
Conquistas
Toda essa estruturação implica resultados práticos. Há inúmeros casos de produtores que tiveram suas demandas atendidas pelas agroindústrias a partir das negociações feitas no âmbito das Cadecs. Essas conquistas são as mais variadas: desde processos produtivos na integração até aumentos efetivos da remuneração paga aos pecuaristas.
Schwertner traz outros exemplos de como as Cadecs podem proteger a atividade em momentos de crise. Em 2018, por exemplo, a Polícia Federal deflagrou a Operação Trapaça, em que cumpriu mandados de prisão preventiva contra ex-executivos da BRF.
As investigações provocaram impacto nas atividades da megaindústria, que precisou paralisar temporariamente os abates. As Cadecs foram determinantes para que os avicultores não ficassem no prejuízo. “Como instrumento de gestão coletiva, a Cadec possibilitou amenizar as eventuais perdas dos produtores. Eles foram indenizados pela agroindústria pelo período em que os galpões ficariam ociosos. Sem as comissões, eles amargariam perdas que provavelmente os tirariam da atividade.” Ruan Schwertner, técnico do Departamento Jurídico do Sistema Faep
Há 36 anos trabalhando na atividade, o suinocultor Volmir Colombo atesta a importância das comissões. Dono de propriedade rural localizada em Medianeira, na região Oeste, ele se dedica à produção integrada de leitões, com galpões com capacidade de alojar 670 fêmeas. Meses atrás, os produtores vinculados à Cadec da região tinham um problema: às vezes, algumas matrizes sofriam ferimentos ao serem descarregadas nas granjas. Caso elas viessem a morrer, os produtores eram penalizados.
Por meio das negociações no âmbito da Cadec, os produtores conseguiram evitar cobranças, a partir da documentação dos incidentes ocorridos na descarga dos animais. “Agora, nosso foco é lutar por preços mais justos. Sabemos que o mercado está aquecido. Com os custos de produção, nossa remuneração está defasada. Hoje, temos nos reunido para ter uma nova planilha de custos, com auxílio do Sistema FAEP”, diz Colombo. “A Cadec é um importante órgão para melhoria das condições para os produtores. Não adianta nós, produtores, ficarmos apenas reclamando da situação. Vale a pena participar da luta pelos direitos da classe. E essas reivindicações dão bons resultados”, garante.
Lei da Integração garante segurança para produtores investirem
Há nove anos em 30 de abril de 2016, o Núcleo Aviário Santa Honesta, localizado em São João do Caiuá, Noroeste do Estado, começou a alojar suas primeiras aves em sistema de integração. Com investimentos contínuos e gestão equilibrada, o negócio cresceu ano a ano. A propriedade, que hoje tem 17 barracões com capacidade de manter 740 mil aves, está passando por um processo de expansão. Com investimentos da ordem de R$ 22 milhões, o Santa Honesta terá mais quatro galpões matrizeiros que devem produzir 12 milhões de ovos férteis por ano.
O aviário pertence à família Maia. Um de seus administradores, o avicultor Carlos Eduardo Maia, é fundador e coordenador em terceiro mandato da Cadec da região. Ele destaca que a Lei da Integração trouxe segurança aos produtores e equilíbrio na relação com as integradoras.
Isso foi decisivo para que a família fizesse investimentos. “Muito da nossa evolução [do Santa Honesta] vem da segurança proporcionada pela Lei da Integração, que trouxe regras claras e garantias. Com o capital que temos investido, precisamos disso. Sem essas garantias, se der alguma zebra, estamos mortos”, diz Maia. “A gente nota que muitos produtores estão querendo ampliar seus aviários, outros querem entrar na atividade, em razão dessa tranquilidade que a Cadec traz”, observa.
Maia avalia que a efetividade da comissão depende muito do perfil de seus membros. Por isso, é preciso que os produtores-membros se preparem, estudando a legislação e desenvolvendo habilidades de negociação.
Nesse sentido, ele destaca que é preciso ter na ponta do lápis todos os dados da atividade, incluindo custos de produção e informações conjunturais. “É preciso saber reivindicar, senão fica uma cobrança vazia. Tem que ter os dados em mãos. Quando apresentar a demanda à indústria, você já expõe os números e mostra como isso impacta no fluxo financeiro dos aviários”, ensina Maia. “No nosso caso, a gente tem uma equipe boa de levantamento de dados, que vão nos subsidiar nas reuniões”, acrescenta.
Tão importante quanto a preparação, é a disposição para negociação. Segundo Maia, não se trata de estabelecer uma queda de braço com a indústria, mas de criar um ambiente harmonioso, em que ambas as partes possam se ouvir, com vistas a chegar a um consenso. Dessa forma, os produtores conseguiram vitórias, da inclusão do seguro dos aviários nos custos de produção até a solução de problemas em áreas de transição e biosseguridade.
Isso sem falar em reajustes constantes na remuneração, de acordo com a variação dos custos de produção. “Desde o início da Cadec, sempre tivemos um bom relacionamento com a indústria, sempre com muito diálogo. Nunca houve exaltação de nenhum lado, sempre com cada parte não vendo só o próprio lado, mas também enxergando o lado do outro”, aponta Maia. “O segredo não é só afagar o produtor e bater na indústria, e vice-versa. É diálogo e entendimento, para que a atividade cresça como um todo”, conclui.
O que são Cadecs?
Instituídas a partir da Lei da Integração (Lei 13.288/2016), as Comissões para Acompanhamento, Desenvolvimento e Conciliação da Integração são formadas por representantes dos produtores rurais e por representantes das agroindústrias, funcionando como um fórum em busca de consenso. Cada unidade integradora deve ter sua própria comissão. Embora não tenham poder legal de decisão, seus acordos são registrados em atas e ajudam a prevenir práticas abusivas ou desequilibradas no mercado.
Sistema Faep atua desde antes da criação da lei
Apresentada em 2011, pela então senadora Ana Amélia (PP/RS), a Lei de Integração foi aprovada no Senado, mas passou a tramitar de forma muito lenta da Câmara dos Deputados. Só a partir de uma ampla mobilização do setor produtivo, com atuação intensa do Sistema FAEP e de outras 84 entidades, é que o projeto caminhou. Depois de cinco anos, a propositura foi, enfim, aprovada e sancionada em maio de 2016. As entidades também contribuíram com a redação final da lei, por meio de emendas ao projeto, com ampla interlocução com parlamentares.
A partir da criação da lei, o Sistema Faep desenvolveu um trabalho para disseminar as Cadecs em todo o Paraná. Técnicos da entidade visitaram cada polo produtivo, promovendo reuniões, incentivando a organização de produtores e visando instituir comissões em cada integração. A mobilização desse grupo de trabalho teve resultados imediatos, que culminaram na criação das primeiras Cadecs do Paraná.
Houve uma ampla mobilização nas regiões produtivas. Além disso, passamos a prestar assessoramento para as comissões, com debates sobre os contratos de integração, que deveriam respeitar a lei recém-criada. O Sistema Faep acompanhou e deu suporte a todo esse processo”, destaca Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema Faep.
Não à toa, o Paraná é o Estado com o maior número de Cadecs instituídas. Para fomentar a troca de informações entre todas as comissões, o Sistema Faep foi além e criou o Núcleo de Cadecs, que funciona como um fórum em que coordenadores e membros de comissões locais podem compartilhar informações e experiências. Todo o trabalho desenvolvido no Paraná serve de referência nacional.
Foi a partir do exemplo paranaense que a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) desenvolveu o programa Cadec Brasil, que reúne membros de comissões de todo o país. “Chegou o momento em que o Sistema Faep entendeu que precisaria ter um fórum entre as comissões. Nasceu, então, o Núcleo de Cadecs, que também disponibiliza assessoria técnica, jurídica e econômica às comissões. Toda essa mobilização estadual puxada pelo Sistema Faep teve destaque nacional, servindo de exemplo para todo o país”, apontou Jefrey Albers, gerente do DTE do Sistema Faep.

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Leite longa vida sobe 17% no varejo no Paraná; proteínas animais registram ganho de produtividade e exportações
Boletim do Deral aponta leite a R$ 4,52, avanço de 57,7% na produção de suínos em 10 anos, exportações de frango com US$ 1,78 bilhão e milho safrinha com 99% da área plantada.

O Boletim Conjuntural divulgado no início de abril pelo Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral), vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), revela um cenário de ajustes no campo. O destaque do período foi o setor leiteiro, que apresentou uma elevação de preços ao produto final. No varejo, o leite longa vida subiu 17% e o leite em pó 8,8%, com o produto comercializado a uma média de R$ 4,52.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
Segundo o médico-veterinário e analista do Deral Thiago De Marchi, o preço pago ao produtor ainda não acompanha a alta observada nas gôndolas dos supermercados, mas a perspectiva já é positiva. “O impacto não é imediato ao produtor por conta de prazos de pagamentos que seguem seus ritos nas indústrias. Mas a tendência é de que seja pago um valor maior pelo litro do leite entregue”, explica.
Proteínas animais
De acordo com o boletim, o segmento de proteínas animais segue demonstrando força, com destaque para a eficiência da suinocultura paranaense. Nos últimos dez anos, a produção de carne suína no Estado cresceu 57,7%, saltando de 777,74 mil toneladas em 2016 para 1,23 milhão de toneladas em 2025. O dado mais relevante é que esse crescimento produtivo superou a ampliação do rebanho, indicando um ganho qualitativo com o abate de animais mais pesados. Nacionalmente, o cenário é similar, com a produção de carne crescendo 52,4% no mesmo período.

Foto: Shutterstock
No mercado externo, as aves mantêm um desempenho exportador robusto, com o Paraná liderando as receitas cambiais. No primeiro bimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne de frango renderam US$ 1,788 bilhão, uma alta de 7,7% em faturamento. O Paraná responde sozinho por 42,9% do volume total exportado pelo país. Já o setor de perus registrou um salto de 107,6% na receita cambial nacional, impulsionado pela valorização do preço médio da carne “in natura”, que subiu 97,8% em relação ao ano anterior.
Milho
O plantio da segunda safra de milho 2025/26 caminha para o encerramento, atingindo 99% dos 2,86 milhões de hectares previstos. Apesar de 91% da área apresentar boas condições, o Deral alerta que o mês de março foi desfavorável para a cultura devido às chuvas irregulares e ondas de calor. Cerca de 8% das lavouras estão em condições medianas e 1% em situação ruim, o que já pode refletir um resultado final inferior ao inicialmente projetado para este ciclo.
Mandioca
Mesmo com um cenário desafiador e os altos custos de arrendamento, a mandiocultura do Paraná tem uma expectativa de um crescimento

Foto: Divulgação
de 6% na área colhida para 2026, com a produção podendo superar a marca de 4 milhões de toneladas. O boletim ressalta que a cultura atravessa um período de ajuste estratégico. Com preços 21% menores neste primeiro trimestre em comparação ao mesmo período de 2025, os produtores têm optado por manter as lavouras para um segundo ciclo, visando ganhar em produtividade e compensar as margens estreitas.
Cebola
A cultura da cebola exemplifica o impacto positivo da tecnologia aplicada no campo. Mesmo com uma atual redução de 12,8% na área plantada em comparação a 2015, o Brasil registrou um aumento de 16,1% no volume colhido em 2024, que significa um incremento de 33,1% na produtividade. Tal movimento gerou reflexos nos preços recebidos pelo produtor e nos praticados para o consumidor final.
No Paraná, em 2026, o preço recebido pelo produtor saltou de R$ 0,82/kg em fevereiro para R$ 1,18/kg em março, um crescimento de 44,9%. O consumidor também sentiu uma variação em menos de 30 dias. As cotações para a cebola pera nacional ao final de março estão 42,9% mais altas que no início do mesmo mês, de R$ 1,75/kg para R$ 2,50/kg.
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IDR-Paraná leva tecnologias, pesquisa e extensão rural à ExpoLondrina 2026
Instituto apresenta soluções para produção de grãos, café, pecuária e agricultura familiar, além de ferramentas digitais para manejo de pragas, fertilidade do solo e tomada de decisão no campo.

O Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná) apresenta um expressivo conjunto de tecnologias, conhecimentos e ações ao público da ExpoLondrina 2026, que acontece até o próximo domingo (19) no Parque Governador Ney Braga, em Londrina, no Norte do Estado.

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A participação do IDR-Paraná contempla diferentes espaços e públicos, com destaque para a tradicional Via Rural Fazendinha, eventos técnicos e a presença no Pavilhão SmartAgro. Ao todo, serão mais de dez encontros temáticos e diversas unidades didáticas que traduzem, na prática, o resultado do trabalho desenvolvido pela pesquisa e a extensão rural. “Para nossa instituição, a ExpoLondrina é um importante espaço para apresentar à sociedade o trabalho da pesquisa e da extensão rural no Estado”, afirma o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.
Na Fazendinha, o público poderá se inteirar a respeito de temas estratégicos como a produção de café de qualidade, manejo de solos e água, produção sustentável de grãos, piscicultura, horticultura e pecuária. Entre as novidades estão um espaço voltado à produção de plantas medicinais, aromáticas e condimentares, além de uma unidade especial, que resgata os 70 anos de história da extensão rural no Paraná. “Esse é um espaço de diálogo, onde conseguimos nos aproximar do público urbano e, ainda mais, dos produtores, especialmente da agricultura familiar, para apresentar soluções que fazem diferença no dia a dia no campo”, diz o chefe regional do IDR-Paraná em Londrina, Renan Ribeiro Barzan.
A programação técnica do IDR-Paraná contempla eventos como o “3º Encontro regional de meliponicultura e apicultura”, abordando a

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
criação de abelhas e sua relação com a polinização e produtividade em lavouras de soja e, ainda, o “3º Seminário de produção sustentável de grãos”, que discutirá o manejo de solos e a mitigação das emissões de gases de efeito estufa.
O “32º Encontro estadual de cafeicultores” vai reunir especialistas e produtores para discutir temas como cafeicultura regenerativa, movimentações do mercado e acompanhar a entrega oficial dos cafés premiados no Concurso Café Qualidade Paraná.
O IDR-Paraná ainda estará presente em outros ambientes da feira, como o espaço ExpoSabores, com agroindústrias familiares assistidas pela extensão rural.
SMARTAGRO
No Pavilhão SmartAgro, dedicado às tecnologias digitais aplicadas ao campo, o IDR-Paraná apresentará ferramentas que agregam conhecimento científico e auxilia produtores e técnicos na tarefa de tomar decisões no dia a dia do campo.

Foto: Gilson Abreu
Entre os destaques, a automação da identificação de esporos nos coletores do “Alerta ferrugem da soja”, tecnologia que permite o monitoramento precoce da presença do fungo causador da doença e facilita aos produtores e técnicos fazer o controle no momento adequado.
Outra ferramenta é a plataforma Webcigarrinhas, que acompanha a ocorrência da cigarrinha-do-milho e contribui para o manejo mais eficiente da praga nas lavouras.
No dia 16, às 08 horas, na Arena Futuro, o Instituto apresenta o aplicativo “Guia de Identificação de Pragas do Feijão”, desenvolvido para auxiliar técnicos e produtores diretamente no campo. “A ferramenta permite reconhecer os insetos conforme o estágio de desenvolvimento do feijoeiro, facilitando a tomada de decisão e qualificando o monitoramento”, explica o pesquisador Humberto Androcioli.
Também serão lançadas as plataformas digitais Sirdes (Sistema de Recomendação de Adubação com Dejetos de Suínos) e Sirca (Sistema de Recomendação de Adubação com Cama de Aviário) que orientam o uso desses dejetos como fertilizantes nas lavouras. As ferramentas transformam dados técnicos em recomendações práticas, contribuindo para reduzir custos e aumentar a eficiência no uso de nutrientes, com segurança ambiental.
Outro destaque é o lançamento do livro “Plantas oleaginosas para biodiesel no Paraná”, publicação que reúne conhecimentos técnico-

Foto: Alessandro Vieira
científicos sobre culturas com potencial para a produção de biocombustíveis no Estado, como canola, girassol, mamona e gergelim, além de aspectos relacionados à qualidade dos óleos vegetais e à sustentabilidade das cadeias produtivas.
A ExpoLondrina é uma das maiores feiras agropecuárias do Brasil, congrega produtores, técnicos, pesquisadores, empresas e o público urbano, tendo ao longo dos anos consolidado um espaço de negócios, difusão de conhecimento técnico-científico, valorização do meio rural e da produção agropecuária, cultura, entretenimento e integração campo-cidade.
Mais informações sobre a programação técnica na feira podem ser obtidas clicando aqui.
Notícias Oscar da água
Sanepar é finalista da categoria Campeões do ODS 6 no Global Water Awards
Indicação da Companhia se deve ao programa que conecta a implementação de sistemas de esgotamento sanitário sustentáveis à proteção de reservatórios e à segurança energética, em parceria com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec. Vencedores serão revelados em 19 de maio, em Madri, durante um dos principais eventos do setor.

A Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) é uma das finalistas da categoria Campeões do ODS 6 do Global Water Awards, premiação promovida pela Global Water Intelligence (GWI) e pela Global Water Leaders Group (GWLG). Os vencedores serão escolhidos pelos assinantes da GWI e a revelação acontecerá em 19 de maio, em Madri, na Espanha, durante o Global Water Summit 2026, um dos principais eventos do setor.

Foto: Maurilio Cheli/Sanepar
A Sanepar foi indicada pelo programa que conecta a implementação de sistemas de esgotamento sanitário sustentáveis à proteção de reservatórios e à segurança energética. Com alto retorno socioambiental, a iniciativa fortalece a universalização, a perenidade dos serviços de saneamento e a segurança operacional na geração de energia.
A categoria Campeões do ODS 6 reconhece iniciativas, empresas e governos que avançam na implementação do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 6 da ONU, que visa assegurar a disponibilidade e a gestão sustentável da água e saneamento para todas as pessoas até 2030.
Com investimentos superiores a R$ 184 milhões, e em parceria com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, foram construídos e aprimorados sistemas de coleta e tratamento de esgoto em seis municípios próximos ao Lago de Itaipu.
Os empreendimentos contaram com a expansão de 230 km de redes de esgoto e redução, por ano, de mais de 3.000 toneladas de DBO (parâmetro que indica poluição das águas) e mais de 300 toneladas de carga de nutrientes na bacia do Paraná 3, beneficiando cerca de 100 mil pessoas e gerando mais de 3.000 empregos diretos, indiretos e induzidos.
A proteção da qualidade da água do reservatório de Itaipu ainda salvaguarda diretamente a produção de 10% da energia total do Brasil e 88%

Foto: Alexandre Marchetti/Itaipu Binacional
da energia total do Paraguai. Cada real investido na iniciativa gera um retorno estimado de mais de quatro reais em resultados socioambientais para a bacia, conforme estudo específico baseado em condições regionais.
O diretor-presidente da Sanepar, Wilson Bley; o diretor de Inovação e Novos Negócios da Sanepar, Anatalicio Risden Junior, e o especialista em Pesquisa e Inovação, Gustavo Possetti, representarão a Companhia na solenidade de revelação dos escolhidos. A Sanepar já foi premiada na mesma categoria em 2024.
Bley também participará do encontro dos 300 Water Leaders, iniciativa do GWLG focada em garantir o acesso a serviços de água para 300 milhões de pessoas até 2030, e ministrará a palestra “Saneamento 5.0: hype ou sobrevivência das concessionárias?”.
Inovar para universalizar

Foto: Divulgação/Itaipu Binacional
A Companhia busca as melhores práticas do mundo e tem atuado com instituições de referência para impulsionar o Sanepar 5.0, programa que reforça o compromisso com a inovação, a eficiência e a sustentabilidade para garantir e aprimorar o serviço de saneamento. “Esta indicação reconhece os resultados do esforço de toda a Companhia para internalizar o conceito de inovação digital e sustentável na nossa infraestrutura, operação e gestão. Focamos em acelerar a transformação digital e fortalecer a inteligência hídrica no Paraná para alcançarmos a universalização do saneamento nos municípios que atendemos”, destaca Bley.
Para Risden, a Sanepar é uma empresa inovadora e a busca por parcerias estratégicas e iniciativas no que diz respeito ao meio ambiente é uma ação disruptiva. “A parceria profícua com a Itaipu Binacional e o Itaipu Parquetec, e a busca por alternativas adaptadas ao contexto regional como as soluções baseadas na natureza demonstram que a Sanepar está no caminho correto. Nunca esquecemos da inovação ou da inovabilidade, que une a sustentabilidade e a inovação”, afirma.
Carlos Carboni, diretor de Coordenação da Itaipu, afirma que a parceria com a Sanepar reflete a filosofia de trabalho da binacional, de atuar em rede e por meio de parcerias para amplificar o resultado dos projetos. “A água é matéria-prima para a geração de energia e para os usos múltiplos do reservatório. Para assegurar esse recurso no longo prazo, é essencial que cuidemos dos usos da água e do solo no território e isso passa pelo saneamento”, afirma.
Gustavo Possetti ressalta que o projeto é uma referência na busca por universalização dos serviços de saneamento ambiental, com benefícios

Foto: Edino Krug/Itaipu Binacional
socioambientais e para a saúde pública. Além dos ganhos operacionais tanto para a Sanepar quanto para a Itaipu Binacional. “Esse projeto é um exemplo e muito nos orgulha participar dele, não apenas pelos ganhos e pela geração de valor para a sociedade, mas principalmente ao sabermos que a comunhão de esforços faz com que, de fato, os resultados sejam apresentados respeitando as melhores práticas da ciência, da tecnologia e da engenharia”, acrescenta.
Finalistas ODS 6
Além da Sanepar, outras quatro empresas concorrem ao prêmio:
- Aguas Nuevas, do Chile: implementou um programa estratégico de redução de perdas de água.
- Bangalore Water Supply and Sewerage Board, da Índia: expandiu o acesso à água segura para 1,7 milhão de pessoas, com forte impacto social e urbano.
- Indah Water Konsortium, da Malásia: implementou soluções com energia solar em 16 ETEs, ampliando a sustentabilidade do sistema nacional de esgotamento sanitário.
- Sanasa, do Brasil: desenvolveu iniciativa inovadora de redução de perdas com financiamento da Microsoft baseado em créditos de água.

Foto: Divulgação/Sanepar
Global Water Intelligence
A GWI é a principal empresa de inteligência de mercado, análise de dados e eventos do setor internacional de água, sendo considerada uma fonte confiável para auxiliar a tomada de decisões estratégicas por empresas, governos e investidores no setor de água e saneamento.
É responsável pela organização do Global Water Summit, evento de entrega da premiação Global Water Awards, que reconhece projetos e iniciativas inovadoras de destaque mundial.
Global Water Leaders Group
O GWLG é um grupo internacional de elite formado por CEOs de empresas de saneamento e demais líderes do setor, com foco em inovação e desempenho para superar desafios globais da água, aprimorar a gestão de recursos e ampliar o acesso ao saneamento básico.






