Notícias
Com apoio do Estado do Paraná, agroindústrias familiares se destacam no Show Rural
Beneficiadas por programas estaduais, como o Susaf e o Coopera Paraná, e com apoio do IDR-Paraná,45 agroindústrias familiares paranaenses estão comercializando seus produtos no Show Rural Coopavel, em Cascavel.

Regulamentado em 2020, o Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf/PR) tem sido fundamental para a ampliação do mercado aos produtos da agricultura familiar do Paraná. Esta semana, no Show Rural, em Cascavel, 45 delas, que possuem esse selo, puderam expor e vender suas mercadorias.
O Susaf consiste no reconhecimento por parte do Estado de que o Sistema de Inspeção Municipal (SIM) é eficiente e garante segurança sanitária, e em razão disso é equiparado à inspeção estadual. Dessa forma, uma agroindústria que tiver o reconhecimento municipal pode vencer suas divisas territoriais e vender seus produtos em todo o Paraná.
Em colaboração com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná – Iapar-Emater (IDR-Paraná), que faz a seleção dos produtores qualificados, as agroindústrias ocuparam o pavilhão Agroindústria Familiar no evento organizado pela Coopavel.
“No final do ano passado conseguimos o Selo Susaf para expandir a nossa agroindústria do município de Medianeira para todo o Paraná”, comemorou a proprietária do Embutidos e Defumados Pepita, Elizangela Weschenfelder.
No evento ela conseguiu bem mais do que a visibilidade apenas para os potenciais compradores do Paraná. “Todo o país vem conhecer. Está sendo uma experiência excelente e a gente percebe que o nosso produto está sendo muito bem aceito”, vibrou Elizangela.
Coopera
A Cooperativa Central de Produção e Comercialização da Agricultura Familiar com Interação Solidária do Oeste do Paraná (Siscooplaf), de Cascavel, já é tradicional no Show Rural. Ela reúne três cooperativas singulares, que congregam mais de 300 famílias em Cascavel, Três Barras e Medianeira.
Houve um pouco de incerteza sobre a participação nos primeiros eventos. “A gente estava com um certo receio de vir porque nossos produtos são muito perecíveis e a princípio seria somente o iogurte”, disse o presidente Edvaldo Duarte da Silva.
Mas os cooperados decidiram encarar o desafio. “Está sendo muito bom, gratificante”, acrescentou Silva. “A gente vê que os nossos produtos estão vendendo muito bem. Queremos continuar participando porque está valendo muito a pena”. Nas últimas edições do Show Rural, ao iogurte foram acrescentados os queijos.
Isso graças à ajuda do Estado por meio do Programa de Apoio ao Cooperativismo da Agricultura Familiar do Paraná (Coopera Paraná). O programa tem o objetivo de fortalecer as entidades por meio de ações integradas entre setor público e privado, para que melhorem a eficiência tanto em gestão quanto em produção, garantindo sustentabilidade às organizações.
A cooperativa cascavelense participou de dois editais do programa, recebendo mais de R$ 751,6 mil. Um dos projetos foi direcionado para a estruturação do laticínio com aquisição de equipamentos e adequação das instalações para produção de queijos, ampliando a oferta de produtos.
Bom atendimento
Dentre as agroindústrias selecionadas para a participação, nove estão expondo e comercializando seus produtos pela primeira vez. “Minha expectativa era grande, mas a boa aceitação dos nossos chás e frutas orgânicas me surpreendeu”, destacou a proprietária da Mãe Lua, de Cianorte, Jaci de Oliveira.
“Conseguimos bastante contatos, feedback, e isso é importante, ver o pessoal apreciar o nosso produto e degustar a nossa qualidade”, acrescentou ela.
Visitante de Quedas do Iguaçu, Laurite Maria Zanella foi uma das que percorreram o galpão da agroindústria familiar. Não foi a primeira vez, e ela sempre volta porque gosta não apenas dos produtos, mas também do atendimento.
“A gente vem todos os anos, é a tradição já dos agricultores. Estamos sempre aqui comparecendo e absorvendo toda essa energia positiva que tem nesse local”, afirmou.

Notícias
Preços agropecuários caem 9,52% no primeiro semestre de 2026
Índice do Cepea recua com queda em todos os grupos de produtos; café, cana, arroz e suínos registram as maiores desvalorizações.
Notícias
SIAVS reunirá 33 agroindústrias em ação para ampliar exportações
Iniciativa da ABPA e ApexBrasil promoverá rodadas de negócios, degustações e encontros com compradores de mercados estratégicos.

O Salão Internacional de Proteína Animal (SIAVS 2026) será palco da maior ação de promoção internacional realizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) em 2026. A iniciativa reunirá 33 agroindústrias exportadoras brasileiras em um espaço de 738 metros quadrados, especialmente estruturado para fortalecer negócios, ampliar relacionamentos comerciais e promover a proteína animal brasileira junto a compradores internacionais.
A ação reunirá empresas dos segmentos de carne de frango, carne suína, ovos, genética avícola e carne de pato oferecendo uma plataforma integrada para geração de negócios, prospecção comercial e fortalecimento da imagem internacional dos produtos brasileiros.

Ricardo Santin presidente Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA): “O SIAVS já se consolidou como um dos mais importantes encontros mundiais da proteína animal” – Foto: Mario castello
Participam da iniciativa as empresas AB Mauri, Netto, Agrosul, Grupo Alvorada, Mauricéa, Coasul, Cogran, Adoro, Frango Rico, Rivelli, Flamboiã, Baita, Vossko, Friatto, Villa Germania, Naturovos, Mantiqueira, Granja Faria, Avivar, Pif Paf, Dália, Master, Palmali, Frigoestrela, Dom Porquito, Rudolph, Rainha da Paz, Saudali, Gran Corte, Suinco, Ecofrigo, Frivatti e Nutribrás.
Como novidade desta edição, a ação contará, pela primeira vez, com uma área de degustação gastronômica, coordenada pelo chef Marcelo Bortolon, que preparará petiscos à base de carne de frango, carne suína, carne de pato e ovos, proporcionando aos visitantes uma experiência que evidencia a qualidade, a versatilidade e os atributos das proteínas animais produzidas no Brasil.
Outro destaque será a realização de uma rodada internacional de negócios, que promoverá encontros entre representantes das agroindústrias brasileiras e compradores convidados de diversos mercados, ampliando oportunidades comerciais e fortalecendo o relacionamento com importadores estratégicos.
Ação é parte de um conjunto de iniciativas estruturadas pela parceria entre a ABPA e a ApexBrasil para a promoção dos setores em meio ao SIAVS. Uma destas iniciativas é o Projeto Imagem, que trará para o evento 30 jornalistas de 24 países – incluindo Américas, Europa, Ásia e África. Na iniciativa voltada para o fortalecimento da imagem da proteína animal do Brasil junto a mercados estratégicos, uma agenda especialmente estruturada destacará pontos que fundamentam o setor, como a qualidade produtiva, a sanidade animal e a sustentabilidade.
Outra iniciativa é o Projeto Formadores de Opinião, que viabilizará a participação de 19 stakeholders de 12 países relevantes para a proteína animal do Brasil, em encontros específicos em meio à programação do SIAVS. Em objetivo semelhante, porém, com foco em negócios, acontecerá o Projeto Comprador, com a viabilização da vinda de importadores de países que figuram entre os grandes destinos de exportação da proteína animal brasileira.
Segundo o presidente da ABPA, Ricardo Santin, a ação reforça o papel do SIAVS como uma das principais plataformas internacionais de negócios para a proteína animal.
“O SIAVS já se consolidou como um dos mais importantes encontros mundiais da proteína animal. Reunir, em um mesmo ambiente, dezenas de agroindústrias brasileiras e compradores de diversos continentes cria uma oportunidade única para ampliar negócios, fortalecer relacionamentos comerciais e apresentar ao mundo os diferenciais da nossa produção. Esta ação traduz exatamente o compromisso da ABPA e da ApexBrasil em apoiar a internacionalização das empresas brasileiras e ampliar a presença da proteína animal do Brasil nos mercados globais”, destaca.
Realizado entre os dias 4 e 6 de agosto, no Distrito Anhembi, em São Paulo, o SIAVS deverá reunir milhares de visitantes, empresários, autoridades, especialistas e compradores internacionais, consolidando-se como o principal ponto de encontro da cadeia de proteína animal da América Latina.
Notícias
Exportação de produtos de origem animal para União Europeia terá novas exigências a partir de setembro
Ministério da Agricultura vai condicionar a emissão de certificados sanitários ao cumprimento das regras europeias sobre uso de antimicrobianos. Rastreabilidade e controles auditáveis passam a ser obrigatórios.

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) estabeleceu novas exigências para a certificação de produtos de origem animal destinados à União Europeia. A partir de 03 de setembro, somente poderão ser exportados ao bloco os produtos que comprovarem conformidade com a legislação europeia sobre o uso de antimicrobianos na produção animal.
As determinações constam do Ofício-Circular nº 24/2026 e condicionam a emissão do Certificado Sanitário Internacional (CSI) à comprovação de que toda a cadeia produtiva atende aos requisitos exigidos pela União Europeia.

Fotos: Claudio Neves
Na prática, frigoríficos e demais estabelecimentos exportadores deverão implantar sistemas de controle capazes de demonstrar, por meio de registros auditáveis, a elegibilidade dos animais, das matérias-primas e dos insumos utilizados na produção.
Entre as exigências estão mecanismos de rastreabilidade, documentação que comprove a conformidade dos produtos, segregação entre lotes aptos e não aptos à exportação e procedimentos para impedir o embarque de cargas que percam essa condição. A verificação desses controles ficará a cargo do Serviço Oficial durante as auditorias.
Regras variam conforme a cadeia produtiva
As novas exigências abrangem carnes, ovos, mel, pescado, produtos da aquicultura e demais produtos de origem animal, mas os critérios de comprovação variam conforme a atividade.

Para os setores de aves, ovos e aquicultura, os estabelecimentos deverão manter programas documentados de qualificação e monitoramento dos fabricantes de ração utilizados na produção destinada ao mercado europeu.
Na bovinocultura, a certificação exigirá documentação que comprove que o animal permaneceu em conformidade com as normas da União Europeia durante todo o ciclo de produção, o que amplia a necessidade de sistemas robustos de rastreabilidade.
Segundo o Mapa, o objetivo é assegurar que os produtos exportados atendam integralmente aos requisitos sanitários estabelecidos pelo bloco europeu, condição que passará a ser obrigatória para a emissão dos certificados sanitários internacionais.
Mel de abelhas sem ferrão terá padrão nacional
Além das novas regras para exportação, o Ministério também apresentou a Nota Técnica nº 24/2026, que propõe a criação do primeiro Regulamento Técnico de Identidade e Qualidade (RTIQ) para o mel e o melato produzidos por abelhas sem ferrão.
A proposta atende a uma demanda do setor apícola e busca estabelecer padrões microbiológicos e físico-químicos para esses produtos, conferindo maior padronização, segurança jurídica e agilidade no registro junto ao Serviço de Inspeção.
De acordo com o Mapa, a regulamentação permitirá adequar as diferentes formas de produção existentes no país e fortalecer a comercialização dos produtos das abelhas sem ferrão, segmento que vem ganhando espaço na apicultura brasileira.






