Bovinos / Grãos / Máquinas
“Com a ordenha robotizada a família ganhou vida além do trabalho”, comemora produtor de leite
Durante décadas, famílias inteiras acordavam antes do sol para enfrentar uma lida pesada, exaustiva e quase sempre sem folga. Mas, na Granja Kasper Steffens, na Linha São Jerônimo, interior de Quatro Pontes (PR), a história tomou outro rumo.

Na rotina da produção leiteira, o relógio nem sempre é um aliado. Durante décadas, famílias inteiras acordavam antes do sol para enfrentar uma lida pesada, exaustiva e quase sempre sem folga. Mas, na Granja Kasper Steffens, na Linha São Jerônimo, interior de Quatro Pontes (PR), a história tomou outro rumo. Com planejamento, coragem e apoio mútuo, a família Steffens decidiu dar um passo ousado ao apostar na ordenha robotizada como caminho para equilibrar produção, rentabilidade e qualidade de vida.
Hoje, Paulo e Denise, casados há 25 anos, ainda têm o costume de acordarem cedo, mas sem o compromisso de ter que tirar o leite. Tomam café em família, conversam com calma e só depois iniciam o dia de trabalho. “Antes, a gente começava a ordenhar às 5 horas da manhã. Todos os dias. Chovendo, em feriado, com ou sem visita. Hoje temos mais autonomia, mais liberdade e principalmente mais bem-estar”, resume Denise, que por muitos anos foi a principal responsável pela ordenha.
Começaram com 15 vacas da raça holandesa e produção média de 350 litros por dia. Aos poucos, com investimentos pontuais e visão estratégica, a produção foi crescendo. Chegaram a 1.200 litros/dia com 45 vacas em lactação. Mas os limites da ordenha mecânica começaram a pesar. “Com 45 vacas em ordenha, demorava 06 horas por dia: três de manhã, três à tarde. Era desgastante, ainda mais para a Denise, que ficava praticamente o dia todo na sala de ordenha”, conta Paulo.
Quando o convencional já não basta
Com o crescimento do rebanho leiteiro, a estrutura de ordenha mecânica começou a se mostrar limitada. A sala equipada com quatro conjuntos de ordenha canalizada já não atendia a demanda crescente, tornando o processo mais lento e desgastante. “A gente percebia que as vacas sofriam, ficavam irritadas pela demora para serem ordenhadas”, relata Eduarda.
A primeira alternativa pensada pela família foi ampliar a estrutura existente, dobrando os equipamentos de ordenha – de quatro para oito conjuntos – e reformando a sala, com a expectativa de elevar também a produção diária de leite para 2.500 litros.
A decisão parecia lógica, mas com a pandemia de Covid-19 em 2020 a tentativa de ampliar a sala de ordenha esbarrou em obstáculos sérios, como a escassez de materiais de construção, especialmente ferro, a falta de mão de obra especializada nas empresas da região e o atraso na entrega da estrutura metálica do barracão planejado. A obra não saiu do papel.
Diante do impasse, a família começou a fazer cálculos mais precisos sobre os custos envolvidos na ampliação da ordenha convencional. A estimativa era de que a reforma e modernização da estrutura exigiriam entre R$ 400 mil e R$ 500 mil. Além disso, seria necessário contratar uma família para ajudar nas atividades da ordenha, o que, ao longo de 10 anos, representaria um custo adicional de aproximadamente R$ 700 mil. Somando os valores, o investimento total ultrapassaria R$ 1,2 milhão.
Nesse momento, surgiu a comparação inevitável com a ordenha robotizada. A família já conhecia a tecnologia desde 2016, quando visitou uma propriedade em Castro (PR) e se encantou com o sistema automatizado. Na época, parecia algo distante da realidade deles, tanto pelo custo quanto pela complexidade da operação. Mas, agora, diante do valor semelhante entre os dois modelos, a família passou a cogitar a hipótese de implementação da tecnologia na propriedade. “Se o investimento seria o mesmo, optar pelo robô representava não apenas modernização, mas também uma solução definitiva para a dependência de mão de obra e os limites físicos da ordenha convencional. Era um investimento alto, mas a longo prazo era mais vantajoso e resolveria de vez os nossos principais gargalos”, relata Paulo, contando a decisão foi tomada em conjunto, com participação ativa dos filhos Eduarda e Giovane.
Adaptação ao novo sistema
Instalado em outubro de 2021, o robô de ordenha está em operação há quase quatro anos. Embora hoje os benefícios sejam claros e incontestáveis, os 30 primeiros dias foram marcados por incertezas, frustrações e muita dedicação da família. “Acostumadas à rotina tradicional, as vacas simplesmente não sabiam que podiam se ordenhar à noite, algo que o sistema automatizado permite, mas que exige um tempo de aprendizagem. Era necessário conduzir as vacas até o robô, em um processo que tomava tempo e exigia dedicação quase integral. Houve noites em que dormimos no estábulo para acompanhar de perto essa adaptação dos animais”, relembra Denise. “Foi muito estressante no começo. Teve um momento em que achamos que tínhamos feito uma besteira enorme”, recorda Paulo.
Hoje, os resultados falam por si. Um dos principais ganhos proporcionados pela ordenha robotizada foi a redução da dependência de mão de obra, o que trouxe liberdade e qualidade de vida para a família. Com o robô operando 24 horas por dia, não é mais necessário seguir os horários fixos da ordenha tradicional, o que permite maior flexibilidade na rotina da propriedade.
Outro benefício expressivo está na eficiência alimentar. No sistema convencional, a ração era distribuída de forma fixa por lote, sem considerar as necessidades individuais de cada vaca, o que frequentemente gerava desperdício e desequilíbrio nutricional. Com o sistema robotizado, a alimentação passou a ser personalizada. Cada animal recebe a quantidade ideal de ração de acordo com seu nível de produção. “Essa individualização promoveu uma economia visível no uso de concentrados, além de otimizar o desempenho produtivo do rebanho. Vacas com menor produção recebem menos ração, evitando o desperdício de insumos e tornando a gestão alimentar mais eficiente e sustentável”, destaca Paulo.
Ganhos de eficiência produtiva
Os ganhos de eficiência produtiva na Granja Kasper Steffens são expressivos e palpáveis. Antes da adoção do sistema robotizado, a média diária de produção por vaca era de 28 litros, com média de 240 quilos de ração. Após a implantação do robô de ordenha, a mesma dieta alimentar passou a render, já nos primeiros meses, uma média de 32 litros por vaca, um salto de quatro litros sem qualquer aumento significativo no volume de concentrado ou dieta complementar. Com o tempo e a adaptação do rebanho ao novo sistema, a produtividade continuou a subir, e hoje gira entre 41 e 43 litros por vaca/dia.
Essa eficiência tem relação direta com a liberdade e o bem-estar das vacas. No novo sistema, elas escolhem quando querem ser ordenhadas, comer ou descansar. A média atual é de 3 a 3,1 ordenhas por dia, mas algumas vacas chegam a se ordenhar espontaneamente até cinco vezes. “É a vaca que decide. E, quando a vaca está bem, ela produz mais”, resume Denise.
Consumo de ração

O aumento na produção de leite não veio acompanhado de um salto no consumo de ração e esse é um dos pontos que mais surpreendem na nova fase da propriedade. Com 60 vacas em lactação, o rebanho consome atualmente cerca de 550 quilos de ração por dia, sendo 310 quilos de concentrado fornecidos no robô e 240 adicionados a dieta total da pista de alimentação. Esse volume aumentou apenas ligeiramente devido a maior produtividade por animal.
No entanto, a produtividade disparou: a média de produção por vaca saltou de 28 para até 43 litros/dia. Isso mostra que, além de conforto e autonomia, o sistema oferece uma gestão alimentar altamente eficiente, em que cada vaca recebe ração conforme sua produção individual, sem excessos nem desperdícios. A conta fecha no balde e no bolso. “Tudo ficou mais lógico e preciso. A tecnologia ajuda até a detectar cio e possíveis doenças com antecedência. Dá mais segurança na reprodução e saúde animal”, explica Eduarda, filha do casal, formada em Gestão do Agronegócio.
Ela é uma das peças-chave no processo de modernização da propriedade. No final de julho embarcou para um intercâmbio de seis meses na Austrália, onde vai viver a rotina de fazendas leiteiras com e sem ordenha robotizada.
Qualidade de vida no centro das decisões
Com a automação, a lida pesada foi substituída por monitoramento inteligente, decisões baseadas em dados, eficiência na produção de leite e flexibilização da carga horária de trabalho. Hoje, cada membro da família tem funções específicas: Eduarda cuida das bezerras e dos indicadores sanitários; Giovane, ainda estudante, atua com as novilhas, o manejo e os equipamentos; Denise administra o robô e os relatórios; Paulo coordena a gestão, compras e maquinário; e Mathias, o colaborador da família, auxilia nas tarefas gerais da granja.
Com a implementação da ordenha robotizada, Paulo ressalta que a família ganhou vida além do trabalho. “A tecnologia entrou na granja não para substituir o produtor, mas para devolver a ele tempo, saúde e poder de escolha. A ordenha deixou de ser uma atribuição desgastante, presa a horários fixos, e passou a ser uma tarefa integrada a uma rotina mais equilibrada, na qual a família voltou a ter espaço para de fato viver, poder aproveitar um tempo de qualidade em volta da mesa do café da manhã, tomar um chimarrão com calma, poder conversar, ler um livro, cuidar da casa e fazer coisas que há muito tempo havíamos deixado de lado”, ressaltou, emendando: “A Denise até está fazendo academia agora”, disse, arrancando boas gargalhadas da família, sabendo da importância que este momento é para a esposa.
Controle de indicadores
Com a adoção da ordenha robotizada, a propriedade não apenas transformou a rotina de trabalho, mas também deu um salto significativo na forma de gerenciar o rebanho. Antes da chegada do robô, o controle da produção era básico: os registros eram mensais e restritos à produção de leite, aos gastos gerais e a anotações esporádicas sobre inseminações. Questões relacionadas à saúde animal eram acompanhadas apenas de forma visual ou quando os sintomas já se manifestavam.
A partir da robotização, a gestão passou a ser orientada por dados em tempo real. O sistema embarcado no robô fornece uma série de informações sobre o desempenho produtivo e reprodutivo do rebanho, com destaque para os alertas automáticos para o início do cio, o que permite planejar a inseminação artificial com base em critérios técnicos. Paulo enfatiza que esses dados só se traduzem em eficiência quando corretamente interpretados, por isso, a robotização não é apenas uma mudança estrutural, mas uma transformação na postura do produtor. “A tecnologia só vale a pena se o produtor estiver disposto a evoluir junto com ela”, exalta.
O sistema também monitora a ruminação das vacas, sendo capaz de identificar alterações precoces que indicam possíveis problemas digestivos. Outro ponto fundamental é a análise da condutividade do leite, que permite detectar casos de mastite logo no início, antes mesmo de haver sinais clínicos.
Com esse nível de controle, a propriedade alcançou avanços expressivos na eficiência sanitária e reprodutiva do rebanho. A gestão se tornou mais estratégica, permitindo decisões rápidas e fundamentadas, o que impacta diretamente no aumento da produtividade e, consequentemente, da renda da família. A tecnologia, que inicialmente parecia distante, hoje é ferramenta essencial na condução do negócio.
Gestão financeira e operacional do negócio
A profissionalização da atividade leiteira na propriedade se reflete de forma como a família conduz a gestão financeira e operacional do negócio. A cada mês, são realizados registros detalhados de todos os custos, com fechamento anual para avaliação de desempenho. Essa rotina é acompanhada por assistência técnica especializada, que visita a propriedade duas vezes por mês para auxiliar na análise dos indicadores e no planejamento estratégico.
Com esse controle minucioso, a família consegue interpretar com clareza os altos e baixos ao longo do ano. Quando há um mês com resultado financeiro negativo, por exemplo, a explicação geralmente está em investimentos pontuais, como a compra de insumos ou a produção de silagem. Em vez de causar alarme, essas variações são compreendidas dentro de um contexto maior e diluídas ao longo do planejamento anual. O foco é manter um bom fluxo de caixa e preservar uma visão estratégica de longo prazo, que sustente o crescimento da atividade com solidez.
Esse compromisso com a gestão se estende a todos os setores da propriedade, que é administrada como uma verdadeira empresa rural, com “departamentos” bem definidos: produção de alimentos, criação de bezerras, ordenha e gestão geral. Um dos pontos estratégicos dessa engrenagem é a produção de silagem, considerada um pilar da sustentabilidade alimentar do rebanho. Trata-se de um trabalho intenso, que demanda atenção total da família por cerca de um mês, mas garante o fornecimento de alimento por até 15 meses. Um erro nesse processo compromete toda a cadeia produtiva – da alimentação ao desempenho reprodutivo.
Bem-estar animal e produtividade caminham juntos
Além da ordenha automatizada, a propriedade conta com um robô que empurra o alimento para mais perto dos animais, evitando o estresse causado pela dificuldade de acesso à comida. No barracão, uma escova rotativa foi instalada para aumentar a sensação de bem-estar do rebanho. A limpeza constante do ambiente e o conforto térmico proporcionado pelo sistema compost barn também têm impacto direto no desempenho produtivo e na saúde dos animais.
Filhos são motivados a permanecer no campo
Na propriedade, os filhos Eduarda e Giovane estão envolvidos nas atividades desde pequenos. O vínculo com os animais e com a lida no campo foi cultivado com afeto, refletido em gestos como dar nome a cada vaca.
A introdução da tecnologia, além de otimizar a produção, teve como objetivo tornar o trabalho mais leve, prazeroso e viável economicamente, criando um ambiente propício para que a nova geração se sentisse motivada a permanecer na atividade.
Apesar disso, não há imposição: os filhos têm liberdade para seguir outros caminhos, mas a rotina moderna e a gestão compartilhada mantêm o interesse vivo. “Nossos filhos cresceram vendo que é possível trabalhar com leite e ter qualidade de vida. Não tem imposição. Eles ficam porque gostam e porque veem futuro”, evidencia Paulo.
As decisões são tomadas de forma conjunta, em um ambiente de diálogo e troca constante. Eduarda destaca que aprende muito com os pais e sente que sua voz é ouvida, o que a faz enxergar futuro na atividade e no negócio da família. O carinho e o respeito estão presentes na lida diária. As decisões são tomadas em conjunto, com diálogo e espaço para ideias. “Aprendo muito com meus pais. A gente conversa sobre tudo, sobre o que fazer hoje e sobre o que queremos para daqui a cinco anos, por exemplo”, conta Eduarda
Liderança e inspiração

Foto: Shutterstock
A família Steffens foi a primeira da região a instalar o sistema de ordenha robotizada. A decisão exigiu coragem, mas abriu portas para outros produtores. “A gente compartilha a experiência porque sabe que o sistema funciona. A tecnologia, por si só, não é solução mágica, ela exige uma postura ativa, planejamento e comprometimento do produtor. Não adianta ter a máquina só como um equipamento bonito; a gente precisa tirar o máximo do que ela pode oferecer”, salienta Paulo.
Mais do que leite, a Granja Kasper Steffens produz exemplo. Mostra que, sim, é possível aliar produtividade, gestão e qualidade de vida no campo. E que a tecnologia, quando bem aplicada, pode devolver o que mais falta ao produtor rural: tempo para viver.
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Bovinos / Grãos / Máquinas
Preços do boi devem se manter firmes nos próximos meses
De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, a combinação de demanda externa forte e oferta ajustada sustenta o mercado, mas a gestão da cota chinesa será determinante para evitar oscilações.

A combinação de demanda externa robusta e oferta ajustada deve manter os preços do boi sustentados nos próximos meses, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA. No entanto, a gestão da cota chinesa será crucial para evitar oscilações bruscas e impactos negativos sobre a demanda no segundo semestre.
O fluxo de exportações segue intenso, ainda mais forte que no ano passado, e pode receber impulso adicional com embarques para a China dentro da cota. A menos que a oferta de gado terminado aumente de forma significativa, cenário diferente do observado neste início de ano, os preços tendem a permanecer firmes, podendo até manter o movimento de alta mesmo durante o período de safra.
Ainda há dúvidas sobre a utilização da cota chinesa após a imposição das medidas de salvaguarda. A Abiec solicitou apoio do governo para coordenar o processo, enquanto permanece a incerteza sobre cargas que já estavam em trânsito e chegaram à China a partir de 1º de janeiro, estimadas em 350 mil toneladas, que podem ficar fora da cota. Uma coordenação inadequada pode gerar pressão altista temporária nos preços, seguida de possível queda nas cotações.
Em 2025, o Brasil exportou 1,1 milhão de toneladas de carne bovina para a China em agosto. Com uma maior corrida por embarques neste ano, esse volume pode ser alcançado mais cedo. Por outro lado, se houver moderação na oferta ao longo do ano, o impacto negativo sobre os preços tende a ser suavizado. De toda forma, a atenção permanece voltada à demanda externa no segundo semestre, caso a decisão chinesa sobre a cota não seja alterada.
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Acrimat em Ação 2026 leva conhecimento técnico sobre bovinos ao interior do Mato Grosso
Segunda rota percorrerá oito polos produtivos, abordando gestão de pessoas e práticas para aumentar a eficiência das fazendas.

Depois do sucesso da primeira etapa, o Acrimat em Ação 2026 segue fortalecendo a presença da entidade no interior do estado com o início da segunda rota, a partir do dia 19 de fevereiro. A expectativa é manter o alto nível de participação e engajamento dos produtores, consolidando o projeto como uma das maiores iniciativas itinerantes da pecuária mato-grossense.
Nesta nova etapa, o projeto percorrerá oito importantes polos produtivos: Paranatinga, Canarana, Ribeirão Cascalheira, Vila Rica, Água Boa, Nova Xavantina, Barra do Garças e Rondonópolis. Municípios estratégicos que representam a força e a diversidade da pecuária nas regiões médio-norte, nordeste e sudeste do estado.
A segunda rota chega embalada pelos números históricos da primeira etapa, que registrou recorde de público em todas as cidades visitadas. O resultado reforça a importância do contato direto com o produtor rural, levando informação técnica, debates relevantes e conteúdo voltado à realidade de quem está no campo.
Neste ano, a palestra será ministrada por Ricardo Arantes, que abordará o tema liderança e gestão de pessoas no agro. A proposta é provocar reflexões práticas sobre o papel do líder dentro da propriedade, a formação de equipes mais engajadas e a importância da gestão estratégica de pessoas para alcançar melhores resultados no campo. O conteúdo busca ir além da teoria, trazendo aplicações diretas para o dia a dia das fazendas e para a construção de negócios rurais mais eficientes e sustentáveis.
Em 2026, o Acrimat em Ação percorrerá 32 municípios, divididos em quatro rotas estratégicas, ampliando o alcance da entidade e garantindo que a informação chegue a todas as regiões do estado. A segunda rota reafirma esse compromisso: ouvir o produtor, levar conhecimento e fortalecer a representatividade da pecuária de Mato Grosso.
O presidente da Acrimat, Nando Conte, destacou que o crescimento da primeira rota reforça a credibilidade do projeto e aumenta a responsabilidade para as próximas etapas. “Tivemos um aumento de 20% no público e recorde de participação em todas as cidades da primeira rota. Isso mostra que o produtor quer estar próximo da entidade, quer informação e quer participar das discussões. Para a segunda rota, a nossa meta é a mesma: manter esse crescimento, bater novos recordes e fortalecer ainda mais a pecuária mato-grossense”, afirmou.
Nesta edição, o evento itinerante conta com a parceria de Senar, Imac, Fs Bioenergia, Grupo Canopus, Sicredi e Fortuna Nutrição Animal.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Embrapa abre inscrições para a 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto
Iniciativa realizada no CTZL, em Brasília (DF), vai avaliar novilhas Gir Leiteiro, Guzerá, Sindi e cruzamentos ao longo de 12 meses.

Proprietários de novilhas das raças Gir Leiteiro, Guzerá e Sindi e cruzamentos têm nova oportunidade de atestarem o potencial genético de seus animais para a produção de leite a pasto com a chancela da Embrapa e da Associação de Criadores de Zebu do Planalto (ACZP). Realizada no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras (CTZL) da Embrapa Cerrados, em Brasília (DF), a Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto chega à 12ª edição e busca promover o melhoramento genético das raças participantes, contribuindo para o incremento da produtividade e a sustentabilidade da pecuária leiteira no Brasil Central.
Coordenador da Prova pela Embrapa Cerrados, o pesquisador Carlos Frederico Martins explica que serão identificadas, dentro de um grupo de animais contemporâneos de cada raça, as novilhas que, em 305 dias de lactação em pasto rotacionado, se destacarem na produção de leite, na reprodução (intervalo entre o parto e a concepção), na idade ao parto (precocidade), na qualidade do leite, na persistência de lactação e na avaliação morfológica. As características têm diferentes pesos e compõem o Índice Fenotípico de Seleção, pelo qual os animais serão classificados ao final das avaliações.
São oferecidas 20 vagas para novilhas da raça Gir Leiteiro, 20 para novilhas da raça Guzerá, 20 para novilhas Sindi e 20 para cruzamentos. Cada criador proprietário poderá inscrever até três animais de cada raça. Para participar da Prova, as novilhas devem estar registradas na Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ) nas categorias de Puro de Origem (PO) ou Puro por Avaliação (PA); também devem estar obrigatoriamente gestantes de sete meses, sendo o parto efetivado dentro do período de adaptação no CTZL.

A Prova terá a duração de 12 meses, sendo dois meses de adaptação e 10 meses de avaliação. As novilhas deverão parir no período de 02 de dezembro a 15 de fevereiro de 2027, de acordo com os períodos limites de parição estabelecidos pela ABCZ. Assim, deverão ser inseminadas ou cobertas entre os dias 02 de março a 10 de abril. Os animais deverão dar entrada no CTZL (DF 180, Km 64 s/n, em Brasília) a partir do dia 03 de novembro e permanecer até janeiro de 2028. Os resultados da 12ª prova serão divulgados a partir de abril de 2028.
As inscrições dos animais poderão ser realizadas até o dia 30 de outubro na ACZP, pelo e-mail aczp.df@uol.com.br. Para uma novilha inscrita, será cobrado o valor de R$ 3 mil, divididos em cinco vezes mensais; para duas novilhas inscritas, R$ 2,4 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais; e para três novilhas inscritas, R$ 2 mil por novilha, divididos em cinco vezes mensais.
Acesse o regulamento e veja todos os detalhes sobre a Prova e as inscrições.
Para mais informações, entre em contato no CTZL, com Adriano de Mesquita, Carlos Frederico Martins e Fernando Peixoto (61-3506-4063; adriano.mesquita@embrapa.br; carlos.martins@embrapa.br; fernando.peixoto@embrapa.br😉 ou na ACZP, com Marcelo Toledo (61-3386-0025; marcelo@geneticazebuina.com.br).
A 12ª Prova Brasileira de Produção de Leite a Pasto no Centro de Tecnologia para Raças Zebuínas Leiteiras da Embrapa Cerrados tem o apoio da ABCZ, da Associação Brasileira de Criadores de Sindi, da Secretaria de Estado da Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural do Distrito Federal, da Emater-DF, da Federação de Agricultura do Distrito Federal, do Sindicato dos Criadores de Bovinos, Equinos e Bubalinos do Distrito Federal, da Empresa de Pesquisa de Minas Gerais, da Empresa de Pesquisa, Extensão Rural e Regularização Fundiária da Paraíba, da Universidade de Brasília e da Alta Genetics.
Para informações sobre as edições anteriores da Prova, acesse clicando aqui.



