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Avicultura Saúde Animal

Colibacilose assume protagonismo das enfermidades aviárias no mundo

A utilização de vacinas específicas tem sido uma arma importante na prevenção desta enfermidade

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Artigo escrito por Gleidson Salles, médico veterinário, MSc, doutorando e assistente Técnico Sr da Zoetis

A Escherichia Coli é uma velha conhecida nossa. Esse agente está presente em toda a história da avicultura mundial, embora muito negligenciado. O que vimos nos últimos anos foi ressurgimento desse patógeno na avicultura, isso obviamente tem trazido perdas para todo o processo produtivo. Em geral, acredita-se que Salmonella e E. coli descenderam de um ancestral comum há 160 -180 milhões de anos, durante o período terciário, em paralelo com os invertebrados. Ao longo da evolução, E. coli e a maioria das cepas de Salmonella difásica se adaptaram aos mamíferos e aves.

A colibacilose se caracteriza por uma doença sindrômica de aves onde apresenta em sua maioria lesões fibrinosas ao redor dos órgãos viscerais causadas por um grupo de E. coli patogênica extraintestinal (ExPEC) conhecida nesse caso, como E. coli patogênica aviária (Avian Pathogenic Escherichia Coli), APEC. Algumas lesões são sempre associadas ao quadro de colibacilose como: aerossaculite, celuite, pericardite, perihepatite, onfalite, salpingite, dificuldades respiratórias estão entre as lesões mais comumente ligadas a perdas no processo produtivo de aves.

As perdas econômicas sentidas pela indústria são altíssimas, os valores estimados assustam, pois estamos falando de bilhões de dólares anuais em decorrência deste patógeno no mundo, isso coloca a E. coli como uma das principais enfermidades da avicultura industrial. Esse impacto econômico para indústria global está relacionado principalmente as taxas de mortalidade, desempenho prejudicados e elevação de condenação no abatedouro.

Essa bactéria normalmente é caracterizada como agente oportunista secundário, nesse caso, é importante haver um fator primário que dê condições para desenvolvimento da colibacilose, como por exemplo, doenças imunossupressoras (Gumboro, Marek, Micotoxinas, Anemia Infecciosa) disbacterioses, doenças virais respiratórias (Bronquite Infecicosa, Metapneumovírus), fatores ambientais (poeira, fumaça, amônia), entre outros. De modo geral, 15 a 20% das E. coli presentes no intestino das aves são patogênicas (APEC’s).

O que se viu ao passar dos anos, foi o aumento da capacidade da E. coli causar doenças por si só, como agente primário em aves saudáveis. Esse fator não deve ser ignorado, uma vez que a pressão de seleção foi muito alta no decorrer dos anos e fez com que essa bactéria evoluísse no meio e fosse capaz de se adaptar. Alguns mecanismos são fundamentais para esse processo evolutivo acontecer, como o uso intenso de antibióticos. Trabalho publicado em 2018 mostrou que 95% das APEC’s estudadas eram capazes de produzir biofilmes, essa característica confere a bactéria uma grande habilidade em permanecer no meio por mais tempo.

Como o passar do tempo, vimos o aumento significativo dos genes de patogecidade presente em amostras e E. coli, esses genes são numerosos e tem como finalidade, auxiliar a APEC se tornar extraintestinal e causar algumas lesões, resumidamente, esses genes estão associados na adesão bacteriana, invasão, produção de toxinas, sobrevivência sérica e aquisição de ferro, e a associação desses genes confere a E. coli capacidade de se tornar patogênica e causar doença em aves saudáveis.

As cepas patogênicas possuem uma variedade grande de genes de virulência que podem codificar fatores importantes e associados a capacidade da bactéria causar colibacilose. Para realizar a classificação de APEC (Avian Pathogenic Escherichia Coli) e AFEC (Avian Fecal Escherichia Coli), são necessários ao menos 5 genes de virulência presentes no material genético da bactéria ser caracterizada como APEC.

Um estudo sobre E. coli trouxe a frequência dos principais genes de patogenicidade na avicultura industrial brasileira, são eles: cvaC, iroN, iss, iutA, sitA, tsh, fyuA, irp-2, ompT e hlyF.

Muitos estudos estão sendo publicados com o objetivo de demonstrar a presença de genes que codificam características responsáveis pela virulência em amostras de E. coli. Algumas vezes, esses genes estão presentes nos plasmídeos, que são estruturas de DNA independentes do DNA cromossomal.

Por meio de um processo conhecido como conjugação, uma E. coli, que normalmente não seria capaz de provocar lesões e resistir a um determinado antibiótico, pode receber um ou mais plasmídeos de uma outra E. coli, se tornando uma bactéria patogênica e resistente a algumas drogas.

Diante de cenários desafiadores, precisamos nos reinventar, pensar no controle de patógenos como um todo, pois a redução de antibióticos é uma realidade cada vez mais presente em todo o mundo, nesse sentido, é fundamental termos uma visão holística do controle sanitário dos plantéis.

Nos Estados Unidos, 6 a cada 10 frangos foram criados sem qualquer tipo de antibióticos no ano de 2019.  Esse cenário deixou de ser tendência e se tornou realidade em vários países. No gráfico 1 podemos conferir a evolução da retirada dos antibióticos nos Estados Unidos.

Existem várias formas de prevenção, controle e erradicação de doenças nos plantéis avícolas. Esses assuntos normalmente são muito debatidos na comunidade científica, e acabam auxiliando as empresas a escolherem os caminhos mais prudentes.

Se dividirmos as formas de controle integrado de patógenos, não podemos esquecer da biosseguiridade dos plantéis avícolas, passando por tratamentos convencionais com antibióticos até chegarmos a imunoprofilaxia.

A utilização de vacinas específicas tem sido uma arma importante na prevenção desta enfermidade. Vacinas inativadas autógenas (não replicantes) podem ser utilizadas em matrizes e aves de postura comercial, entretanto, o sucesso dessas bacterinas é limitado ao controle de amostras do mesmo sorogrupo, já que não produzem proteção cruzada contra amostras diferentes. É muito importante realizar a identificação molecular de E. coli, para entender quais e quantos genes de virulência estão presentes.

Uma ferramenta que tem sido amplamente usada na avicultura mundial é vacina viva bacteriana (replicante), que pode atuar por diferentes caminhos, e todos eles estão sendo elucidados através de pesquisas.

De maneira geral, a imunoprofilaxia com vacinas vivas bacterianas tem se mostrado uma excelente alternativa para realização do controle de E. coli e pode contribuir para redução do uso de antibióticos, o que é de grande importância quando pensamos em saúde única. A vacina viva bacteriana, de modo geral, aumenta a produção de CD4+, essa célula imunológica é um fator importante na produção de imunoglobulinas de mucosa IgA e também auxilia na modulação da flora intestinal, com aumento de lactobacillus após a vacinação. Outra característica importante da vacina viva bacteriana, é a proteção cruzada contra os principais sorogrupos presente na avicultura.

No controle sanitário desse patógeno é muito importante buscarmos o equilíbrio entre ambiente, hospedeiro e agente. Conhecendo melhor as características do “inimigo”, podemos buscar soluções que antecipem as perdas produtivas, como é o caso da imunoprofilaxia.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Avicultura

Você sabia que a qualidade do ar da sua granja pode interferir nos seus ganhos?

Sabemos que existem diversos fatores contraproducentes que interferem na vida diária dos produtores de qualquer ramo do agronegócio. As condições climáticas, ambientais, econômicas, tecnológicas, entre tantas outras, fazem parte deste cenário.

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OP Rural

Sabemos que existem diversos fatores contraproducentes que interferem na vida diária dos produtores de qualquer ramo do agronegócio. As condições climáticas, ambientais, econômicas, tecnológicas, entre tantas outras, fazem parte deste cenário. Junto a isso, a má qualidade do ar prejudica fortemente os resultados de granjas de aves, suínos e de outros animais, pois o contato direto de gases nocivos com o plantel, podem causar perdas irreversíveis no desempenho dos lotes, impactando na produtividade da sua granja.

Diariamente, presenciamos granjas novas e antigas passando por reformas e modernizações, na busca de inovações que facilitem o trabalho cotidiano. A implantação de tecnologias, possibilita o gerenciamento e o controle de variáveis de climatização, alimentação e consumo, pesagem e iluminação. Logo, a granja torna-se um ambiente favorável ao bem-estar dos animais, proporcionando melhor desempenho da produção e mais qualidade de vida para as pessoas que nela trabalham direta e indiretamente.

“Atualmente, o termo “bem-estar” está amplamente difundido, não só visando as melhores condições humanitárias de criação, mas também o aumento da produtividade do rebanho, ou seja, animais em adequadas condições de ambiente, são animais que possuem ambiente e instalações com ótimas condições de temperatura e umidade, além de um adequado convívio social”.

Isso tudo traz grandes benefícios para as atividades de criação. Novas soluções em tecnologia e automatização possibilitam colocar mais animais na granja, melhorar os índices de conversão alimentar, apurar com mais precisão o ganho de peso, a idade do abate, entre outros. Garantindo assim melhor eficiência e mais rendimento na produção.

Elementos primordiais

Existem elementos primordiais para o bom funcionamento da granja, pois com a modernização e a climatização, esta torna-se um ambiente mais suscetível ao acúmulo de gases dentro de suas instalações. Muitas vezes, de maneira equivocada, o produtor acredita ser possível fazer o manejo da forma tradicional, ou seja, “como sempre foi feito” até então, herança do tempo em que as granjas eram totalmente abertas. Os manejos de cortinas eram feitos manualmente, a renovação do ar acontecia nos momentos em que era fornecida a ração aos animais, hora em que também era feita a limpeza e o processo de movimentação de cama, no caso dos avíários. Atualmente, estes processos tornaram-se obsoletos.

Na produção de suínos, a qualidade do ar é um risco de atenção constante e está diretamente relacionada ao metabolismo dos animais. Estes liberam calor, umidade e dióxido de carbono, provenientes de sua respiração, gases oriundos da sua digestão e poeira, além de outros gases provenientes de dejetos. Desta forma, a exposição constante a altos níveis de concentração de substâncias tóxicas pode reduzir consideravelmente o desempenho zootécnico dos animais.

Uma solução indispensável para amenizar este fator de risco é ter um sistema de ventilação e troca de ar que mantém a concentração de partículas suspensas em níveis adequados para não prejudicar os animais.

Pesquisadores destacam que os gases mais presentes nas instalações para suínos são amônia, sulfeto de hidrogênio (ou ácido sulfídrico) e dióxido de carbono. No inverno, quando a ventilação é reduzida para manter o calor, a concentração desses gases aumenta dentro das instalações.

Riscos e oportunidades para avicultura

Na produção de aves, a atenção aos riscos com gases nocivos, principalmente, o dióxido de carbono (CO2) também deve ser contínua. Seus níveis devem ser monitorados com frequência, pois muitos são inodoros e incolores, dificultando a sua percepção no ambiente. A desatenção por parte do produtor para a renovação do ar pode elevar os índices de concentração desses gases rapidamente dentro das instalações. Lotes de animais sem uniformidade e de baixo rendimento são consequências de um processo de monitoramento ineficiente.

Estudos realizados em campo comprovam que a alta concentração de CO2 é prejudicial ao desempenho dos animais. Com a saúde debilitada, estes não conseguem expressar seu máximo potencial de desenvolvimento, o que resulta em carne de má qualidade e até mesmo no aumento do índice de mortalidade.

Diante disto, é evidente que o controle adequado do nível de CO2 nos galpões auxilia no melhor desenvolvimento dos animais e consequentemente, torna a produção mais eficiente e mais rentável.
Executar práticas de manejo conforme as orientações sugeridas pelo departamento técnico que atende a granja e, principalmente, estar atento às novas tecnologias ofertadas no mercado para fazer a troca do ar e uniformizar a ventilação dentro dos galpões são medidas que podem ser tomadas para evitar que o CO2 afete e prejudique o desempenho biológico dos animais.

As referências bibliográficas estão com o autor. Contato via: gustavo@inobram.com.br.

Fonte: OP Rural
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Avicultura VBP

Valor Bruto da Produção Agropecuária de 2021 está estimado em R$ 1,10 trilhão

As lavouras respondem por 67,7% do VBP, e a pecuária por 32,3%. As maiores contribuições vieram de soja, milho, cana-de- açúcar, carne bovina e carne de frango.

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Arquivo/OP Rural

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de 2021, estimado com base nas informações de setembro, atingiu R$ 1,103 trilhão. O número representa um crescimento de 10% em relação ao valor de 2020, que foi de R$ 1,0 trilhão.

O valor das lavouras cresceu 12%, e a pecuária, 6,1%. Decompondo-se o VBP, verifica-se que as lavouras respondem por 67,7%, e a pecuária por 32,3%. As maiores contribuições para obter esse resultado vieram de soja, milho, cana-de- açúcar, carne bovina e carne de frango. Juntos, sua contribuição foi de 72,4%.

Os recordes de valor, obtidos em uma série de 32 anos, foram observados em algodão (R$ 29,8 bilhões), milho (R$ 121,6 bilhões), soja (R$ 360,3 bilhões) e trigo (R$ 12,8 bilhões). Na pecuária, os recordes foram obtidos em carne bovina e carne de frango.

Contribuições negativas ao VBP foram observadas em amendoim, banana, batata inglesa, cacau, café, feijão, laranja, tomate, mandioca e uva. Esse comportamento teve impacto expressivo no resultado final do VBP.

Os resultados do VBP deste ano carregam os efeitos de impactos climáticos ocorridos em 2020 e 2021.Falta de chuvas, secas e geadas afetaram produtos relevantes como milho de segunda safra, café, feijão e outros. Entretanto, as boas condições do mercado internacional, e os preços internos favoráveis, têm sido os principais fatores de crescimento do agronegócio em 2021. Quanto aos preços, podem-se destacar fortes elevações neste ano em algodão em caroço (27,4%), café arábica (22,2 %), cana-de-açúcar (10,0 %), milho (27,1%), soja (16,4%) e trigo (5,0%).

Os resultados regionais mostram a liderança do Centro-Oeste no faturamento neste ano, R$ 362, 87 bilhões, Sul R$ 309,2 bilhões, Sudeste R$ 250,9 bilhões, Nordeste R$ 98,3 bilhões e Norte 70,0 bilhões.

O que é VBP
O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento. Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

O valor real da produção, descontada a inflação, é obtido pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) da Fundação Getúlio Vargas. A periodicidade é mensal com atualização e divulgação até o dia 15 de cada mês.

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
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Avicultura GRANJA 4.0

Tecnologias garantem mais renda e mais conforto ao avicultor brasileiro

As tecnologias são uma hoje realidade, tanto fora quanto dentro da granja

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Fotos: Divulgação

As tecnologias são uma hoje realidade, tanto fora quanto dentro da granja. É quase difícil lembrar como era antes delas surgirem para ajudar o produtor nas suas funções diárias. Do galinheiro ao aviário moderno há um abismo. Hoje não é difícil encontrar nas propriedades brasileiras tecnologias como internet das coisas (IoT), big data, inteligência artificial, entre outras, que possibilitem ao produtor mais resultados, mais precisão e mais comodidade no trabalho.

O coordenador comercial da Inobram Automações, Edson Marangoni, comenta que no agronegócio os métodos de produção foram mudando com o tempo, mas também com a necessidade de o setor sair de um modelo tradicional e manual para um modelo de agricultura de precisão, ou avicultura de precisão. “Métodos até então utilizados passaram a perder força, pois os custos produtivos aumentavam muito e precisávamos ser mais eficientes em qualidade e quantidade. Então começamos a climatizar os galpões, para colocar mais animais, melhorar geneticamente, melhorar em nutrição e estrutura, mas principalmente em manejo para que (mais lucratividade) fosse possível”, menciona.

Segundo ele, para que toda essa evolução acontecer, máquinas de controle foram inseridas nas granjas para que o produtor pudesse fazer o trabalho no tempo certo e dentro da necessidade do animal. “Porém, hoje vemos que fazer no tempo certo e dentro da necessidade não é suficiente, pois precisamos controlar isso tudo, de uma maneira que a fábrica de ração possa olhar para a granja (se comunicar pela internet), o frigorifico saber quando tirar o animal o mais rápido possível e o departamento técnico e produtor acompanharem o lote em tempo real e tomar as ações caso necessário. Portanto está aí a quarta revolução, ou granja 4.0”, menciona.

Quanto a tecnologias específicas para o mercado avícola, o profissional explica que além de exaustores, placas evaporativas, aquecedores, sistemas de iluminação, controladores, entre outras, há algum tempo vem movimentando o setor, hoje já é possível contar com equipamentos para pesagem das aves automaticamente, sensores ou células para pesar a ração de consumo dos animais, medidores de consumo de água, pesagem de animais por imagem, no caso de suínos, análise de comportamento dos animais por emissão de som, além de mais sensores para garantir boa qualidade de ar dentro da granja, como, por exemplo, sensor de CO2. “Tudo isso analisado em tempo real pelas equipes técnicas das integrações”, diz.

 

MAIS GANHOS PARA O PRODUTOR E PARA O CONSUMIDOR

Marangoni comenta que estas novidades trazidas pelas tecnologias da quarta revolução industrial têm garantido ao produtor ganho de produtividade e receita. “É por isso que se investe, mas temos também ganho na qualidade de vida das famílias que estão na atividade, pois o fato de ter equipamentos que entendem o que precisa ser feito e no momento que precisa ser feito facilita a vida do produtor, reduz mão de obra e garante produtividade”, menciona.

O profissional acrescenta que a partir do momento em que se consegue observar todos os lados do sistema de produção é possível atacar alguns pontos estratégicos antes mesmo do lote terminar, ou mesmo mudar de estratégia para o próximo. “Isso garante mais animais e alimentos de melhor qualidade na mesa do consumidor”, sustenta.

Para ele, outro benefício trazido pelas novas tecnologias foi a integração dos processos implantados. “Quando você tem todos os dados integrados consegue ver o processo todo. Então se precisa enviar uma ração para uma granja, pode olhar a microrregião e ver como estão as outras granjas, se elas também necessitam, ou até mesmo modificar a programação de uma entrega, pois a granja está com estoque adequado ainda, e dar preferência a outra granja com mais necessidade naquele momento. E até mesmo atacar de forma adequada a questão do pedido em cima da hora, pois em muitos casos existe o esquecimento de pedir a ração, fazendo com que vire uma urgência. No frigorífico a questão é ainda mais interessante, pois temos pesos adequados para cada frango produzido, portanto se soubermos como está o campo, conseguimos trazer este animal no tempo certo para o abate, garantindo não somente o processo de abate nas melhores condições, mas também o produto adequado para a necessidade de cada mercado”, informa.

Marangoni mostra que outro ponto positivo e que tem sido adotado por empresas e integradoras é em relação a rastreabilidade do produto. “Acho que a rastreabilidade hoje já é uma realidade, pois conseguimos olhar desde a bisavó, produção, abate e chegando ao produto na mesa do consumidor. O que talvez o 4.0 traz com mais clareza é em que condições estes animais foram produzidos, contribuindo em todo este processo”, comenta.

Entre os diversos benefícios trazidos pelas tecnologias ao produtor, o profissional cita ainda a rentabilidade e qualidade de vida, uma produção com menos falhas e melhor custo de produção, além de levar um alimento de qualidade à mesa do consumidor. “Todos estes pontos trazem benefícios, pois falando de sanidade, temos mais controle e precisão nas ações. Também conseguimos um modelo que está adequado ao bem-estar animal, com boas práticas, e um ambiente favorável aos animais. E, por fim, sempre cuidando e trabalhando em prol de minimizar os impactos ao meio ambiente”, afirma.

Marangoni acredita que este modelo de novas tecnologias une todos os elos da cadeia produtiva de uma maneira ágil e que possibilita melhorar a produtividade, qualidade de vida e garantir bem-estar animal, levando um produto de melhor qualidade à mesa do consumidor e cuidando do meio ambiente.

Outras notícias você encontra na edição de avicultura/setembro de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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