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Colheita da safrinha aumenta oferta e pressiona cotações do milho no Brasil

Mesmo com alta no mercado externo, compradores seguem afastados, de olho em uma possível safra abundante e nos efeitos da gripe aviária.

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Foto: Shutterstock

Ainda que de forma localizada e pontual, a colheita da segunda safra de milho foi iniciada no Paraná e em partes de Mato Grosso.

Ao mesmo tempo, as atividades envolvendo a safra verão também avançam e se aproximam da reta final.

Pesquisadores do Cepea indicam que, diante disso, o volume de cereal disponível para negócios está maior no mercado spot, contexto que vem pressionando as cotações.

Já do lado da demanda, muitos agentes, atentos a esse cenário e a estimativas indicando safra abundante, se mantêm afastados, à espera de novas desvalorizações.

No mercado externo, os preços do cereal avançam, influenciados por relatos de chuvas em excesso na Argentina, por tempestades em regiões produtoras dos Estados Unidos e também por previsões indicando possibilidade de geadas no Centro-Sul do Brasil na próxima semana.

Pesquisadores do Cepea ressaltam que nem mesmos essa reação no valor externo foi suficiente para conter as quedas de preços no mercado brasileiro.

Além do clima, o setor brasileiro também está atento aos desdobramentos diante da confirmação de caso de gripe aviária em granja comercial no Brasil, que pode impactar a demanda pelo milho no médio prazo.

Fonte: Assessoria Cepea

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Governo brasileiro acompanha decisão europeia que trava acordo com Mercosul

Pedido de avaliação jurídica paralisa a implementação do tratado. No Brasil, a expectativa do governo é que a internalização do acordo esteja aprovada até o segundo semestre pelo Congresso Nacional.

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O Ministério das Relações Exteriores (MRE) informou, na noite de quarta-feira (21), que tomou conhecimento e agora acompanha os próximos passos da decisão do Parlamento Europeu, que, por uma margem apertada de votos, decidiu pedir ao Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) uma avaliação jurídica sobre o acordo de parceria comercial do bloco com o Mercosul (Argentina, Bolívia, Brasil, Paraguai e Uruguai).

Foto: Claudio Neves

O tratado, que prevê a criação da maior zona de livre comércio do mundo, com mais de 720 milhões de habitantes, foi assinado por representantes dos dois lados no último sábado (17), em Assunção, no Paraguai. “O governo brasileiro confere toda a prioridade à ratificação do Acordo Mercosul-União Europeia e seguirá trabalhando para acelerar seus trâmites internos de aprovação com vistas a garantir que todas as condições para sua plena entrada em vigor estejam satisfeitas com a máxima celeridade possível”, disse o ministério, em manifestação enviada à reportagem.

O pedido por um parecer jurídico sobre a legalidade dos termos do tratado, bem como sobre os procedimentos adotados para obter sua celebração, foi aprovado nesta quarta-feira pelos eurodeputados. Na prática, a medida paralisa o processo de implementação do acordo, que ainda precisa ser aprovado pelos legisladores dos 32 países envolvidos (27 europeus e cinco sul-americanos).

Foto: Claudio Neves

Foram 334 membros do Parlamento Europeu a votarem favoráveis ao pedido de avaliação jurídica do Tribunal de Justiça. A proposta recebeu 324 votos contrários e 11 abstenções.

Em nota, o Parlamento Europeu informou que continuará analisando os termos do acordo, mas que só decidirá se o tema será levado a Plenário após o recebimento do parecer jurídico do tribunal. A avaliação costuma levar cerca de dois anos. Nesse período, a União Europeia pode optar por implementar o pacto de forma provisória enquanto aguarda a manifestação final do Parlamento Europeu, embora essa alternativa seja considerada politicamente sensível, diante da possibilidade de reação negativa e do risco de o acordo vir a ser posteriormente rejeitado.

No Brasil, a expectativa do governo é que a internalização do acordo esteja aprovada até o segundo semestre pelo Congresso Nacional.

Pelos termos do que foi aprovado, o tratado comercial, prevê a eliminação de tarifas alfandegárias sobre a maior parte dos bens e serviços produzidos entre os dois blocos. O Mercosul zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. Já União Europeia eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

Fonte: Agência Brasil
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Cana recua e abre espaço para proteínas e grãos no agro paulista

Mesmo com a queda, a cultura mantém-se como o principal componente do faturamento agropecuário do estado, mas perde participação relativa no conjunto da produção.

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O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) de São Paulo alcança R$ 162,0 bilhões em 2025, crescimento nominal de 1,2% frente aos R$ 160,0 bilhões registrados em 2024, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) divulgados em 21 de novembro. Apesar do avanço absoluto, a participação paulista no VBP nacional recua de 12,63% para 11,47%, reflexo do crescimento mais intenso observado em outros estados.

A principal mudança no perfil do agro paulista está no desempenho de seus maiores produtos. A cana-de-açúcar, líder histórica do VBP estadual, registra retração, passando de R$ 55,32 bilhões em 2024 para R$ 52,64 bilhões em 2025. Mesmo com a queda, a cultura mantém-se como o principal componente do faturamento agropecuário do estado, mas perde participação relativa no conjunto da produção.

Em sentido oposto, as proteínas animais ganham espaço. A bovinocultura de corte apresenta uma das maiores altas nominais entre os principais produtos, avançando de R$ 20,10 bilhões para R$ 24,82 bilhões, consolidando-se como o segundo maior faturamento do agro paulista. A avicultura de corte também cresce, saindo de R$ 12,61 bilhões para R$ 13,21 bilhões, enquanto a suinocultura registra leve avanço, de R$ 3,10 bilhões para R$ 3,15 bilhões. O segmento de ovos mantém trajetória positiva, crescendo de R$ 5,93 bilhões para R$ 6,72 bilhões.

Lavouras

Entre as lavouras, os grãos apresentam expansão relevante. A soja cresce de R$ 7,77 bilhões em 2024 para R$ 10,93 bilhões em 2025, elevando seu peso no VBP estadual. O milho também avança, passando de R$ 3,55 bilhões para R$ 4,58 bilhões, reforçando sua presença entre os dez principais produtos de São Paulo. O café apresenta crescimento expressivo, saindo de R$ 7,99 bilhões para R$ 10,77 bilhões, ampliando sua importância relativa na composição do VBP.

A laranja, outro produto tradicional do estado, registra retração na comparação anual, passando de R$ 18,14 bilhões para R$ 14,79 bilhões, movimento que altera o ranking interno e reduz sua participação no total estadual. O leite apresenta crescimento moderado, de R$ 5,71 bilhões para R$ 5,97 bilhões, mantendo-se entre os dez principais produtos do agro paulista.

Conjunto

O histórico do VBP mostra crescimento contínuo em valores correntes, com São Paulo passando de R$ 118,7 bilhões em 2018 para R$ 162 bilhões em 2025. É importante destacar que os valores não consideram a inflação acumulada do período, o que significa que parte das variações reflete alterações nominais de preços.

No conjunto, os dados indicam que, embora o VBP paulista avance de forma moderada em 2025, ocorre uma reorganização interna relevante, com redução do peso da cana-de-açúcar e maior participação de proteínas animais e grãos, redesenhando o perfil produtivo do agro de São Paulo do ano passado.

Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Melhores do Biogás 2026 abre etapa de indicações com duas novas categorias

Premiação reconhece profissionais, organizações, cases de mobilidade com biometano, consumidores de biogás e biometano e plantas de biogás que são destaque no setor no Brasil. Indicações podem ser feitas até 08 de fevereiro.

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Premiação Melhores do Biogás 2025, no 7º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano, em Bento Gonçalves (RS) - Foto: César Silvestro

O Melhores do Biogás Brasil abriu a etapa de indicações à premiação, que nesta edição tem novidades: a inclusão das categorias Consumidor de Biogás/Biometano e Mobilidade com Biometano. Além destas, permanecem as três categorias de edições anteriores, de Profissional do Setor do Biogás; Organização; e Plantas/Unidades Geradoras de Biogás (organizada nas subcategorias Saneamento, Pecuária e Indústria).

O prêmio é organizado pelo Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano (FSBBB). A escolha do Melhores do Biogás Brasil será feita em etapas e mediante votação pública. Os agraciados serão conhecidos na noite do dia de abertura, 14 de abril, do 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano. O evento vai ocorrer em Foz do Iguaçu (PR), no Bourbon Thermas Eco Resort Cataratas do Iguaçu, de 14 a 16 de abril, e inclui na programação painéis temáticos, Espaço de Negócios, Momento Startup e visitas técnicas.

Neste ano, as indicações poderão ser feitas até o dia 08 de fevereiro, via formulário, clicando aqui. É possível indicar dois profissionais ou cases por categoria e uma sugestão de planta em cada subcategoria. Uma comissão técnica avaliadora irá analisar as indicações e, a partir do dia 5 de março, o público poderá votar nos candidatos ao prêmio.

O regulamento completo com todas as informações pode ser acessado aqui. Serão premiados os três primeiros colocados nas categorias Profissional e Organização e os primeiros mais votados nas categorias Consumidor de Biogás/Biometano e Mobilidade em Biometano e em cada subcategoria de Plantas/Unidades Geradoras. Os vencedores receberão troféu e certificado.

O Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano é realizado pelo Centro Internacional de Energias Renováveis (CIBiogás), de Foz do Iguaçu (PR), pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia (SC) e pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), de Caxias do Sul (RS). O evento é organizado pela Sociedade Brasileira dos Especialistas em Resíduos das Produções Agropecuária e Agroindústria (SBERA).

As inscrições à participação no 8º Fórum já estão abertas e podem ser feitas clicando aqui.

Categorias da premiação:

PROFISSIONAL

Compreende os profissionais que se destacaram no desenvolvimento do setor de biogás no Brasil, inspirando, inovando e fortalecendo o setor com suas atividades profissionais e que estão relacionados à pesquisa, desenvolvimento e inovação; processos produtivos; liderança de empresas; operação; outras áreas de instituições e empresas públicas, privadas e do terceiro setor.

ORGANIZAÇÃO

Inclui organizações (empresas, agências e instituições de financiamento, órgãos dos setores público e privado e grupos de pesquisa) que contribuem no desenvolvimento e inovação da cadeia do biogás e que promovem, direta ou indiretamente, a gestão adequada de resíduos, a produção a partir de resíduos e o uso de biogás; empresas e instituições que impactem, por meio do biogás, na descarbonização da matriz energética, na transição energética do país, na economia circular, na proteção ambiental e no desenvolvimento social, na igualdade de gênero, sempre em conformidade com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

MOBILIDADE COM BIOMETANO

Inclui as iniciativas de transportadores e operadores logísticos que adotam o biometano como combustível em suas operações de transporte, contribuindo para a redução de emissões de gases de efeito estufa, a promoção da mobilidade sustentável e a transição para uma economia de baixo carbono como transportadoras de cargas, operadores logísticos, empresas com frotas próprias e transporte coletivo e institucional.

CONSUMIDOR DE BIOGÁS/BIOMETANO

Reconhece empresas, instituições e organizações que utilizam biogás e/ou biometano como fonte energética em suas operações, contribuindo para a descarbonização, a transição energética e o desenvolvimento do mercado de biogás e biometano no Brasil. Serão pautadas em iniciativas que demonstrem o uso contínuo, estruturado e comprovado do biogás ou do biometano, seja para geração de energia elétrica, produção de energia térmica ou como insumo energético em processos produtivos, substituindo combustíveis fósseis ou fontes de maior impacto ambiental. São elegíveis para esta categoria empresas e instituições de indústria, agropecuária e agroindústria, comércio, serviços e infraestrutura, setores público e institucional.

PLANTAS/UNIDADES GERADORAS

Inclui plantas de biogás que se destacaram pela inovação, eficiência e boas práticas na biodigestão, no processamento e uso do biogás, bem como no gerenciamento do digestato. Podem ser consideradas plantas que gerem energia elétrica, térmica e/ou biometano a partir do biogás. Esta premiação se dará em três subcategorias:

Saneamento: Planta/unidade geradora de biogás a partir de Resíduos Sólidos Urbanos ou Esgoto Sanitário

Indústria: Planta/unidade geradora de biogás a partir de resíduos de indústrias (sucroenergéticas, abatedouros, cervejarias, fecularias e outras).

Pecuária: Planta/unidade geradora de biogás a partir de resíduos da produção de suínos, aves, bovinos ou outros animais.

Fonte: Assessoria 8º Fórum Sul Brasileiro de Biogás e Biometano
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