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Notícias Safra 20/21

Colheita de soja começa no Brasil em áreas de MT que farão 2ª safra de algodão

Colheita no Brasil deve ganhar volume mais tarde nesta temporada, acelerando o ritmo no final do mês em Mato Grosso

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Arquivo/OP Rural

A colheita brasileira de soja começou em algumas áreas de Mato Grosso, onde produtores arriscaram semear mais cedo a oleaginosa visando fazer uma segunda safra de algodão em boa janela climática, disseram integrantes do setor produtivo na segunda-feira (04), manifestando preocupações com o clima irregular no ciclo 2020/21.

A colheita no Brasil, maior produtor e exportador de soja, deve ganhar volume mais tarde nesta temporada, acelerando o ritmo no final do mês em Mato Grosso, já que o início do plantio atrasou na maioria das áreas devido à escassez de chuvas satisfatórias, conforme relatos de produtores e especialistas.

“Esses produtores (que começaram a colheita agora) semearam esta soja em meados de setembro, na poeira, na primeira chuva que deu. O interesse deles não é a primeira safra, é a segunda safra de algodão”, disse o presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Bartolomeu Braz Pereira. “Colhem a safra de soja mais rápido, e a grande safra deles é o algodão”, acrescentou Pereira à Reuters.

O grupo Amaggi, citado pelo presidente da Aprosoja entre aqueles que já iniciaram os trabalhos, confirmou à Reuters o início da colheita, por meio da assessoria de imprensa. “A colheita foi iniciada em uma unidade e outras deverão ter esse início na sequência, nos próximos dias. Por ora, foi iniciada na fazenda Tucunaré, que fica na região de Sapezal (MT)”, afirmou a Amaggi, acrescentando que foram semeados 31.400 hectares de soja na Tucunaré.

A Fazenda Água Quente, de propriedade da Amaggi na mesma região oeste, deve iniciar a colheita na terça-feira. Ao todo, o grupo semeou 124.012 hectares de soja 20/21. “Em grande parte, logo que se colhe a soja 20/21 já está sendo plantado algodão safrinha”, disse a Amaggi. A companhia ressaltou também que, “apesar das condições climáticas adversas”, o início da colheita do grupo teve início dentro da “janela comum de safras anteriores”. A Amaggi não detalhou as produtividades médias das primeiras lavouras colhidas.

Há indicações de produtores que as lavouras semeadas mais cedo podem sofrer mais os efeitos do clima.

A irregularidade climática no gigante produtor de soja Mato Grosso –e que tradicionalmente inicia mais cedo a colheita– e em outras regiões produtoras deve limitar o potencial produtivo na temporada atual, e mais chuvas são necessárias para a garantia de uma safra que ainda é estimada em um recorde de 127 milhões de toneladas pela Aprosoja Brasil.

“É fundamental a chuva neste período de janeiro e fevereiro, é isso que vai determinar a produtividade das lavouras. O clima ainda é uma incógnita, ainda não é certo se teremos uma grande safra”, disse o presidente da Aprosoja Brasil.

Atraso na colheita 

Eder Ferreira Bueno, produtor de Ipiranga do Norte (MT), confirmou o atraso na colheita. “Tínhamos expectativa de colher a partir do dia 10 de janeiro. Mas deve começar mesmo lá por dia 25 e se intensificar em fevereiro. O tempo atrapalhou, sim. Teve perdas. Chuva só deu uma estabilizada na segunda quinzena de dezembro. Teve regiões em que não choveu suficiente para encher os grãos…”, afirmou ele.

“Tem propriedades que tão sofrendo. Outras propriedades que plantaram lá no início também estão sofrendo. Os que plantaram mais cedo são principalmente os produtores de algodão, que precisavam iniciar a segunda safra um pouco mais cedo. Arriscaram e acabaram perdendo produtividade”, acrescentou Bueno, ressalvando que a soja plantada um pouco mais tarde vai ter “uma produção um pouco melhor”. “Na minha propriedade eu não posso reclamar. Eu não tive tanta falta de chuva assim. Mas é visível a diferença para os outros anos.”

Em 3 de janeiro do ano passado, o Mato Grosso tinha colheita em apenas 0,23% da área no Estado, de acordo com o instituto Imea, que ainda não divulgou dados para 2021. Mas, segundo as indicações de especialistas, é pouco provável que o Estado consiga colher cerca de 25% da área até o final de janeiro deste ano, como ocorreu na mesma época em 2020.

Segundo Endrigo Dalcin, produtor de Nova Xavantina, no leste de Mato Grosso, poucos agricultores já iniciaram os trabalhos. “Toda a condução da lavoura está bem atrasada. Nós vamos demorar bastante neste ano para iniciar a colheita”, disse ele, acrescentando que o leste de Mato Grosso sofreu mais com a falta de chuvas. “Nossa produtividade vai ser menor do que no ano passado.”

Em boletim agroclimático nesta segunda-feira, o meteorologista Marco Antonio dos Santos, da Rural Clima, afirmou que as chuvas continuarão ocorrendo em forma de pancadas nas principais regiões produtoras de soja do Brasil, indicando que não há sinalização de períodos sem precipitações.

Segundo ele, a “tendência” é de chuvas “com boa frequência” ao longo do mês de janeiro, “permitindo tanto o desenvolvimento da lavoura quanto realização de tratos culturais, e até mesmo a realização da colheita da soja, que já começa a ocorrer em algumas partes de Mato Grosso”.

Fonte: Reuters
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Notícias

Aurora Coop Premia os destaques da suinocultura

Cooperativa Central Aurora Alimentos responde por 14,7% do abate nacional de suínos

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Coolacer conquistou o primeiro lugar como Cooperativa Destaque.- Fotos: Assessoria

Os produtores rurais que bateram recordes de produção e eficiência, técnicos e cooperativas filiadas foram homenageados, nesta semana, pela Cooperativa Central Aurora Alimentos. O evento, realizado anualmente, visa incentivar a melhoria da eficiência da cadeia de produção de suínos, buscando competitividade nos aspectos social, ambiental e econômico.

O ato, realizado na sede da Matriz em Chapecó, foi conduzido pelo diretor presidente Neivor Canton, pelo diretor vice-presidente de agronegócio Marcos Zordan, pelo gerente de suinocultura Luiz Carlos Giongo e pelo assessor de suinocultura Sandro Luiz Tremea. Participaram os empresários rurais homenageados, dirigentes cooperativistas, técnicos, supervisores e representantes das cooperativas filiadas e da Aurora Coop.

Marcos Zordan destacou o grande aperfeiçoamento que a suinocultura industrial experimentou nos últimos 10 anos em razão dos fortes investimentos realizados em duas frentes. De um lado, a permanente capacitação dos criadores e a oferta constante de treinamentos. De outro, os investimentos em instalações, genética, nutrição, manejo e equipamentos, entre outros aspectos.

A assistência técnica prestada aos produtores pela equipe de campo da Aurora Coop e das cooperativas filiadas foi essencial para a melhoria da atividade e a qualificação da produção. A busca da eficiência permitiu reduzir em 30 kg o volume de alimentação necessário para a terminação de um suíno. “Se considerarmos que a Aurora abate 27 mil animais por dia, teremos uma ideia do que significou esse avanço em termos de redução de custos totais”, apontou Zordan.

O diretor destacou, ainda, que a Cooperativa Central Aurora Alimentos responde por 14,7% do abate nacional de suínos, o que equivale também a 17,9% do abate da região sul do Brasil, 33% do abate de Santa Catarina, 13% do Rio Grande do Sul e 42% do Mato Grosso do Sul.

O diretor presidente Neivor Canton complementou que a Aurora Coop está em constante crescimento e evolução, preza por melhorias e aperfeiçoamento com os cuidados no campo. Segundo Canton, os resultados são conquistados a cada dia porque os desafios são enfrentados com união. “Grandes exemplos de toda essa evolução são os programas Propriedade Rural sustentável, Leitão Ideal e Suíno Ideal. Esses projetos são desenvolvidos com foco na melhoria contínua e na interação entre todo o sistema e envolvem profissionais capacitados, reconhecimento e assistência ao produtor. Os resultados são expressivos e, sem dúvida, são essenciais para que tenhamos uma suinocultura de excelência”.

 

CONHEÇA OS EMPRESÁRIOS RURAIS HOMENAGEADOS

Produtor Destaque Creche Aurora – Vandenir Scussel (Cooperalfa, Aratiba/RS)

Vandenir Scussel conquistou o Prêmio Produtor Destaque Creche Aurora.

 

Produtor Destaque Suicooper

1º lugar: Eder Antonio Mohr (Cooperalfa, Aratiba/RS)

2º lugar: Vilson Pedro Pompermaier (Cooperalfa de Xaxim SC)

3º lugar: Gilmar Antonio Demartini (Cooperalfa, Quilombo Santa Catarina)

 

Produtor Destaque Suicooper Mato Grosso Do Sul

Nelson de Carvalho ganhou o Prêmio como Produtor Destaque Suicooper Mato Grosso Do Sul.

 

CONHEÇA OS TÉCNICOS HOMENAGEADOS

Técnico Destaque dos Destaques – Elizeu Elias Padilha (Coolacer região de Lacerdópolis)

Técnico Destaque Creche Aurora – Henrique Burin  (Aurora RS)

 

Técnico Destaque Suicooper

1º lugar: Jeferson Casarotto (técnico Copérdia)

2º lugar: Tiago Dassoler (Aurora RS)

3º lugar: Marivaldo Capitanio (Cooperalfa, região de Santa Catarina)

 

CONHEÇA AS COOPERATIVAS DESTAQUES

1º lugar:  Coolacer

2º lugar: Cooperalfa

3º lugar: Coopervil

 

Cooperalfa foi reconhecida com o segundo lugar como Cooperativa Destaque.

Coopervil obteve o terceiro lugar na categoria Cooperativa Destaque.

 

Fonte: Assessoria
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Notícias Frango

Competitividade da carne de frango frente à suína cresce mais de 40%

Segundo pesquisadores do Cepea, a carne de frango se valorizou de forma consecutiva de maio a setembro deste ano

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Foto: O Presente Rural

Após três meses consecutivos registrando perda de competitividade, a vantagem da carne de frango frente à suína voltou a crescer em outubro. Esse cenário é resultado das recentes desvalorizações do frango e das altas nos preços da carcaça especial suína.

Segundo pesquisadores do Cepea, a carne de frango se valorizou de forma consecutiva de maio a setembro deste ano, o que acabou limitando a liquidez do produto agora em outubro, visto que os elevados patamares dos preços afastaram parte dos demandantes das compras.

Já para a carne suína, a maior demanda por novos lotes de animais para abate impulsionou os valores da proteína. Assim, a diferença entre os preços da carcaça especial suína e do frango resfriado ampliou-se de setembro para outubro, garantindo um expressivo aumento de 42,5% na competitividade da carne de frango frente à suína na parcial do mês.

Fonte: Fonte: Cepea
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Notícias Bovinocultura de Leite

Estratégias de manejo para reduzir estresse calórico será tema de palestra no SBSBL

Doutora em Biologia Animal, Grazyne Tresoldi, explanará sobre o assunto no dia 11 de novembro.

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Divulgação/Nucleovet

O estresse causado pelo calor em bovinos leiteiros tem influência na produtividade de leite e impactos econômicos relevantes. Para aliviar os efeitos do estresse calórico, podem ser utilizadas estratégias de manejo ambiental, como provisão de sombra, resfriamento pela água, ventilação e ar refrigerado em casos de confinamento total. As técnicas e tecnologias a serem adotadas devem levar em consideração o clima em cada região, sendo realizadas com adaptações para as condições de cada localidade, visando o bem-estar animal.

Esse tema será abordado na palestra “Estratégias de manejo ambiental para reduzir os impactos negativos do estresse calórico” pela doutora em Biologia Animal Grazyne Tresoldi no dia 11 de novembro, às 16h35, durante o 10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), no Painel “Instalações e Ambiência”. O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e está programado para o período de 9 a 11 de novembro deste ano, com transmissão a partir de Chapecó (SC). Paralelamente ocorrerá a 5ª Brasil Sul Milk Fair virtual.

Grazyne Tresoldi é professora assistente em Ciência Animal na Escola de Agricultura da Universidade do Estado da Califórnia, no campus de Chico (California, State University, EUA), onde pesquisa temas relacionados ao bem-estar animal e sustentabilidade da indústria leiteira. É doutora em Biologia Animal pela Universidade da Califórnia, no campus de Davis (University of California, EUA), mestre em Agroecossistemas pela Universidade Federal de Santa Catarina e médica veterinária pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Além de pesquisar estratégias para mitigação de estresse por calor, atua como auditora de bem-estar de vacas leiteiras. É auditora certificada pela Professional Animal Auditor Certification Organization (PAACO).

O presidente da comissão científica do 10º SBSBL, Airton Vanderlinde, ressalta que a bovinocultura de leite está crescendo e o Simpósio contribui com conhecimento técnico. “Buscamos assuntos atuais que tenham impacto nas atividades práticas dos profissionais envolvidos com a cadeia de produção”, frisa, ao acrescentar que os temas das palestras acompanham a evolução do setor. “Instalações, ambiência e manejo sempre são aspectos importantes e que podem ser aprimorados para impulsionar a produção e contribuir para o bem-estar dos animais”.

Inscrições

A comercialização do primeiro lote dos ingressos encerra neste sábado (23). Os valores são: R$ 360 para profissionais; R$ 260 para estudantes; R$ 300 para agroindústrias e órgãos públicos; e R$ 250 para universidades. Os valores serão reajustados para inscrições do segundo lote (24 de outubro a 6 de novembro) e para o terceiro lote (7 a 13 de novembro). Pacotes – a partir de dez inscrições – têm o benefício de inscrições bonificadas, cujas regras podem ser consultadas no site.

As inscrições podem ser feitas no site https://nucleovet.com.br.

O 10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite tem apoio da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Embrapa Gado de Leite, do Icasa, da Prefeitura de Chapecó, do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó, do Sistema FAESC/SENAR-SC, do Sindirações, da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc) e da Unochapecó.

Fonte: Nucleovet
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CONBRASUL/ASGAV

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