Notícias
Colheita de milho avança; preços variam entre regiões
O clima ao longo de maio não amenizou a situação das lavouras, especialmente as do Sul, Sudeste e de partes do Centro-Oeste. Quanto aos preços, levantamentos do Cepea apontam que os movimentos são distintos dentre as praças acompanhadas, refletindo as condições de oferta e de demanda.

As atividades de colheita da primeira e segunda safras de milho seguem avançando no Brasil, mas agentes continuam incertos quanto à produção da segunda safra em algumas regiões, de acordo com pesquisadores do Cepea.
O clima ao longo de maio não amenizou a situação das lavouras, especialmente as do Sul, Sudeste e de partes do Centro-Oeste.
Quanto aos preços, levantamentos do Cepea apontam que os movimentos são distintos dentre as praças acompanhadas, refletindo as condições de oferta e de demanda.
Em regiões consumidoras, como partes de São Paulo, os valores recuaram, sobretudo devido à retração de compradores.
De modo geral, pesquisadores do Cepea explicam que o que prevalece é comprador sinalizando ter estoques e no aguardo de um maior volume para negociar.
Do lado vendedor, a maioria analisa a situação local para disponibilizar novos lotes.

Notícias De 04 a 06 de agosto
SIAVS 2026 amplia parcerias e reforça presença global durante IPPE
Representantes da ABPA apresentaram as oportunidades de negócios e de relacionamento com o setor produtivo brasileiro.

A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) marcou presença na edição 2026 da International Production & Processing Expo (IPPE), realizada nesta semana em Atlanta, nos Estados Unidos. Representaram a entidade o diretor de negócios do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura (SIAVS), José Perboyre, e Adriana Alves, da equipe da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
Durante a IPPE, os representantes da ABPA apresentaram as oportunidades de negócios e de relacionamento com o setor produtivo brasileiro promovidas pelo SIAVS, o maior evento técnico, político e comercial das cadeias de proteína animal do Brasil.
A edição de 2026 do SIAVS será realizada de 04 a 06 de agosto, no Anhembi Parque, em São Paulo. “A IPPE é um ambiente estratégico para ampliar ainda mais a internacionalização do SIAVS, que, em sua última edição, contou com a participação de representantes de mais de 60 países. Nossa presença em Atlanta também fortalece o relacionamento com cadeias produtivas que atuam de forma complementar à brasileira, além de possibilitar o alinhamento de desafios comuns que impactam os principais polos produtores globais”, destaca José Perboyre.
Notícias
Faturamento do agro baiano chega a quase R$ 60 bilhões em 2025
Resultado representa crescimento em relação aos R$ 54,8 bilhões registrados em 2024, confirmando avanço nominal do faturamento estadual.

A agropecuária da Bahia encerra 2025 com Valor Bruto da Produção (VBP) de R$ 59,6 bilhões, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), divulgados em 21 de novembro. O resultado representa crescimento em relação aos R$ 54,8 bilhões registrados em 2024, confirmando avanço nominal do faturamento estadual. Apesar disso, a participação da Bahia no VBP nacional apresenta leve recuo, passando de 4,33% para 4,22%, reflexo do crescimento mais acelerado observado em outros estados com maior peso na produção agropecuária brasileira.
O desempenho baiano segue fortemente ancorado na soja, que permanece como principal produto do estado. Em 2025, a oleaginosa atinge R$ 16,75 bilhões, acima dos R$ 15,21 bilhões registrados em 2024. O avanço consolida a soja como o principal vetor de geração de valor no agro baiano, respondendo por parcela significativa do VBP estadual.
Na sequência, o café aparece como a segunda maior cadeia em valor, alcançando R$ 7,81 bilhões em 2025, frente aos R$ 5,53 bilhões do ano anterior. O crescimento expressivo reforça a relevância da cafeicultura para a estrutura produtiva da Bahia. O algodão também apresenta avanço relevante, passando de R$ 6,54 bilhões em 2024 para R$ 7,58 bilhões em 2025, mantendo-se entre as principais culturas agrícolas do estado.
Entre as cadeias pecuárias, a bovinocultura de corte registra VBP de R$ 7,04 bilhões, acima dos R$ 5,96 bilhões contabilizados em 2024. O resultado consolida a pecuária bovina como um dos pilares do agro baiano, embora com participação menor em relação às grandes lavouras. O frango alcança R$ 2,39 bilhões, levemente acima dos R$ 2,24 bilhões do ano anterior, enquanto o leite soma R$ 1,42 bilhão, também acima dos R$ 1,35 bilhão registrados em 2024.
Outras culturas relevantes apresentam crescimento moderado. A banana avança para R$ 2,41 bilhões, ante R$ 2,96 bilhões no ano anterior, enquanto o milho sobe para R$ 2,87 bilhões, superando os R$ 2,34 bilhões de 2024. O cacau mantém trajetória positiva, chegando a R$ 5,40 bilhões, ligeiramente acima do valor observado no ano anterior.
Retrações
As retrações concentram-se em cadeias de menor peso relativo, como arroz e amendoim, cujas variações não alteram de forma significativa o desempenho agregado do estado. A composição do VBP baiano permanece fortemente concentrada nas lavouras, que respondem por aproximadamente 80% do valor total, enquanto a pecuária representa cerca de 20%.
O histórico do VBP estadual mostra trajetória de crescimento gradual desde 2018, quando o faturamento era de R$ 37,9 bilhões, até atingir o patamar atual. É importante destacar que os valores estão expressos em termos correntes e não consideram a inflação acumulada do período, o que significa que parte do crescimento observado reflete variações de preços, além de mudanças na produção física.

O Anuário do Agronegócio figura não apenas como um retrato do maior VBP da história, mas como um guia essencial para compreender os caminhos e desafios do agronegócio brasileiro no curto e médio prazo. Confira a versão digital clicando aqui.
Notícias
Brasil amplia acesso a mercados da Malásia e Mianmar
Autorizações envolvem produtos de origem animal, oleaginosas, castanhas e mudas de café e reforçam a diversificação das exportações do agronegócio.

O governo brasileiro concluiu novas negociações sanitárias que resultam na abertura de mercados para produtos agropecuários na Malásia e em Mianmar, ampliando a presença do Brasil em países estratégicos da Ásia. As autorizações fortalecem tanto a agregação de valor à produção quanto a diversificação da pauta exportadora nacional.
No caso da Malásia, foi liberada a exportação de farinha processada e óleo de aves, produtos derivados do processo de reciclagem animal. A atividade transforma subprodutos da cadeia pecuária em insumos utilizados na nutrição animal, contribuindo para maior eficiência produtiva e sustentabilidade do setor. O mercado malaio é considerado relevante para o agronegócio brasileiro, tendo importado quase US$ 1,2 bilhão em produtos agropecuários do Brasil no último ano.
Já em Mianmar, a autorização contempla a exportação de amendoim, gergelim, castanha-do-brasil, castanha de baru e mudas de café. A medida amplia o portfólio de produtos brasileiros com acesso ao país e cria novas possibilidades para segmentos além das cadeias tradicionais de exportação. Em 2025, Mianmar importou mais de US$ 38 milhões em produtos agropecuários brasileiros.
Com os novos acordos, o Brasil chega a 534 oportunidades de acesso a mercados internacionais desde o início de 2023, consolidando a estratégia de expansão comercial do agronegócio por meio de negociações sanitárias e fitossanitárias.



