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Notícias Safra de inverno

Colheita de milho 2ª safra avança pouco no Paraná

Colheita demonstra grande atraso na comparação com a mesma época do ano passado

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Divulgação/MAPA

O Paraná, segundo produtor de milho do Brasil, havia realizado a colheita em 11% da área do cereal até segunda-feira (13), avanço de três pontos percentuais em meio a chuvas que limitaram o desenvolvimento dos trabalhos em algumas áreas, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral), divulgados na terça-feira (14).

A colheita demonstra grande atraso na comparação com a mesma época do ano passado, quando 58% da área paranaense já estava colhida nesta época —em 2019, os trabalhos estavam mais acelerados com uma colheita precoce de soja, que antecede o cultivo da segunda safra.

Na comparação com 2018, a colheita de milho está cinco pontos percentuais mais adiantada. Cerca de 80% da safra está com condições entre médias e boas, enquanto 71% da área restante está em maturação.

Chuvas decorrentes da passagem de um ciclone na região Sul do país, na última semana, causaram danos pontuais em lavouras localizadas mais ao centro do Estado, como nos municípios de Francisco Beltrão e Dois Vizinhos, disse à Reuters o analista do Deral Edmar Gervásio. “Houve prejuízos pontuais com o acamamento de lavouras e isso pode desencadear alguma dificuldade adicional na colheita”, alertou o especialista.

O acamamento dos milharais, quando as plantas ficam “deitadas”, também ocorreu devido a um vendaval que acompanhou as chuvas excessivas para o período.

De acordo com os modelos climáticos atuais, a previsão é de continuidade nas chuvas ao menos pelas próximas três semanas, “mas não serão chuvas torrenciais”, o que limita o risco para os cultivos, disse o agrometeorologista da Rural Clima Marco Antônio dos Santos.

Com isso, o analista do Deral acredita que as previsões climáticas não são preocupantes neste momento. “Provavelmente a colheita deve caminhar tranquila”, completou Gervásio.

Quanto ao atraso nos trabalhos em relação à temporada passada, ele disse que o volume colhido tende a se intensificar entre ao final deste mês e o início do próximo. Portanto, o atraso também não é visto com preocupação para o desempenho da safra.

A segunda safra de milho do Estado está estimada em 11,36 milhões de toneladas, recuo de 14% na comparação com o ciclo passado, após uma estiagem atingir os cultivos anteriormente.

Trigo

No caso do trigo, os produtores paranaenses, líderes na produção do cereal, já plantaram 99% da área projetada, e a maior parte dos cultivos está em boas condições.

O analista da área no Deral Carlos Hugo Godinho afirmou que o excesso de umidade nas lavouras ainda não prejudicou a qualidade da cultura significativamente, mas pode gerar mais gastos com defensivos aos produtores. “O único desdobramento dessas chuvas deve ser algum incremento com gastos para aplicação de fungicidas”, afirmou.

Ainda segundo ele, apenas parte das lavouras de trigo no Paraná está em fase mais críticas para o controle de doenças. “Agora as plantações devem ter mais problemas foliares”, acrescentou.

Segundo o Deral, o Paraná deve colher 3,67 milhões de toneladas de trigo, um aumento de 72% na produção ante a temporada passada, quando as lavouras sofreram com problemas climáticos.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Preços do boi disparam com oferta bastante restrita

Os preços do boi gordo subiram com força na segunda semana do ano, diante de um quadro de oferta ainda muito restrita

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo subiram com força na segunda semana do ano, diante de um quadro de oferta ainda muito restrita. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, os negócios aconteceram de forma mais fluída, apesar de outra rodada de reajuste nos preços nas principais praças de produção e comercialização do país, pois houve maior disposição dos pecuaristas em ofertar nos novos patamares. No interior de São Paulo, a arroba do boi chegou a encostar na faixa de R$ 300,00.

Porém, a alta dos preços resultou em alguma melhora das escalas de abate, que agora estão posicionadas em média entre três e quatro dias úteis. O volume ofertado nesta semana era oferta residual de confinamentos, uma vez que os animais de pasto seguem distantes do peso ideal para abate. “Esta é uma consequência da estiagem prolongada que castigou o Centro-Sul do país durante o segundo semestre, prejudicando o desenvolvimento das pastagens, o que vai atrasar a entrada de animais de safra no mercado”, assinalou Iglesias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina seguem firmes. Conforme Iglesias, a grande justificativa para a consistente alta dos preços no decorrer da primeira quinzena de janeiro está no desabastecimento das redes varejistas, que também retornam das festas necessitando de estoques. “Já para o restante do mês, o cenário é mais complicado, avaliando a descapitalização do consumidor médio. Os preços da carne bovina tornaram-se proibitivos e o consumidor busca alternativas mais acessíveis, principalmente a carne de frango”, disse Iglesias.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade a prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 14 de janeiro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 290,00 a arroba, contra R$ 277,00 a arroba em 07 de janeiro (subindo 4,7%).
  • Goiás (Goiânia) – R$ 280,00 a arroba, contra R$ 270,00 a arroba (3,7%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 285,00 a arroba, ante R$ 272,00 a arroba, subindo 4,78%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 277,00 a arroba, ante R$ 267,00 a arroba (3,75%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 275,00 a arroba, contra R$ 260,00 a arroba (4,84%).

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

Mercado brasileiro de trigo tem pouca liquidez entre menor oferta e queda do dólar

Após um volume considerável de vendas de trigo no mercado brasileiro, os produtores estão retraídos atentos às safras de verão

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Divulgação/AENPr

Após um volume considerável de vendas de trigo no mercado brasileiro, os produtores estão retraídos atentos às safras de verão. As vendas visavam justamente abrir espaço nos armazéns para as culturas que devem começar a ser colhidas nas próximas semanas. Os preços registram alta nesta semana, mesmo com a retração do dólar, devido à menor oferta.

As recentes quedas do dólar em relação ao real indicam uma redução dos custos de importação do trigo. O momento ainda é de baixa liquidez no mercado brasileiro, mas a indústria já retomou as atividades e deve voltar às compras em algumas semanas. A busca, no entanto, será pelo produto importado, uma vez que a safra brasileira já foi praticamente toda comercializada. Segundo analistas de SAFRAS & Mercado, após a greve de 20 dias no país vizinho, a tendência é que as compras em janeiro sejam significativamente maiores do que em dezembro e do que no mesmo mês do ano passado.

Argentina

Levantamento semanal divulgado pelo Ministério da Agroindústria da Argentina indicou que a colheita de trigo da safra 2020/21 do país somava 99% até o dia 14 de janeiro, da área total prevista de 6,650 milhões de hectares. De acordo com o Ministério, na semana anterior a colheita estava em 97%. No mesmo período do ano passado, a ceifa atingia 97% dos 6,95 milhões de hectares cultivados na temporada 2019/20.

A Bolsa de Cereais de Buenos Aires disse que a colheita já está finalizada. O rendimento de 2,82 toneladas por hectare é o segundo menor nos últimos dez anos. A produção é estimada em 17 milhões de toneladas, tanto pela Bolsa de Buenos Aires quanto pela Bolsa de Rosário.

USDA

A safra mundial de trigo em 2020/21 é estimada em 772,64 milhões de toneladas, contra 773,66 milhões de toneladas em dezembro. Para 2019/20, o número ficou em 763,91 milhões de toneladas. Os estoques finais globais em 2020/21 foram estimados em 313,19 milhões de toneladas, abaixo das 316,5 milhões de toneladas estimadas no mês passado. O mercado esperava 315,3 milhões de toneladas. Para 2019/20, as reservas finais são previstas em 300,09 milhões de toneladas.

A produção do cereal nos Estados Unidos em 2020/21 é estimada em 1,826 bilhão de bushels, mesmo volume de dezembro. Para a safra 2019/20, a produção estadunidense ficou em 1,932 bilhão de bushels. Os estoques finais do país em 2020/21 foram projetados em 836 milhões de bushels, contra 862 milhões em dezembro e 1,028 bilhão de bushels em 2019/20. O mercado esperava 856 milhões de bushels.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado Interno

Custo de produção preocupa e preços do frango caem no Brasil

O mercado do frango vivo apresentou queda dos preços em alguns estados nesta semana

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Arquivo/OP Rural

O mercado do frango vivo apresentou queda dos preços em alguns estados nesta semana. O cenário permanece muito preocupante, considerando o encarecimento dos custos de nutrição animal. O recente comportamento do preço do milho pressiona as margens da atividade de maneira enfática. A avaliação é do analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias.

O mercado atacadista registrou queda nas cotações no decorrer da semana, consequência do excedente de oferta. “Para a carne de frango, a grande vantagem comparativa está no preço mais baixo em relação as proteínas concorrentes. A carne bovina está em patamar proibitivo. Em um cenário de descapitalização do consumidor médio, opta-se por proteínas que causem um menor impacto na renda média”, diz o analista.

China

Após a fraca performance do ano passado, os preços do frango na China se recuperaram levemente no final de 2020, refletindo o movimento sazonal e a substituição pela carne suína. Segundo relatório mensal do banco holandês, Rabobank, relativo a alimentos e agronegócio no país asiático, o preço de aves vivas ficou, em média, em 8 yuans por quilo no início de janeiro, alta de 4% mês a mês e 28% ano a ano.

Por outro lado, a demanda no resto do primeiro trimestre deve ser pressionada pelas medidas de quarentena implementadas em função da pandemia de covid-19, com escolas fechando mais cedo. “Esperamos que a demanda melhore na entrada do segundo trimestre, com a projeção de que negócios e a vida voltemao normal”, diz o documento assinado pela analista de proteína animal do banco, Chenjun Pan.

A distribuição de margens ao longo da cadeia produtiva deve continuar favorecendo o abate e o processamento em 2021, com o preços do frango vivo sofrendo pressão baixista em 2021 devido aos altos estoques de criadouros e à expectativa de continuidade do crescimento da produção de frangos.

As importações de aves atingiram máximas recorde em 2020, com 1,4 milhão de toneladas nos primeiros onze meses do ano. Os Estados Unidos registraram o maior crescimento, passando de zero a 25% das compras chinesas em 2020. Neste começo de 2021, as importações devem desacelerar, mas continuam num patamar de máximas históricas.

Fonte: Agência SAFRAS
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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