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Notícias Safrinha

Colheita de milho 2ª safra 2019/20 avança para 4% da área no Paraná

Colheita do cereal em 2019 foi antecipada devido a uma antecipação histórica da safra de soja, colhida antes do milho

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Divulgação/Copagril

A colheita de milho segunda safra 2019/20 avançou somente um ponto percentual no Paraná, na variação semanal, para 4% da área, e segue com atraso em relação ao mesmo período da temporada passada, quando os trabalhos alcançavam 34% da área, disse o Departamento de Economia Rural (Deral) na terça-feira (23). A colheita do cereal em 2019 foi antecipada devido a uma antecipação histórica da safra de soja, colhida antes do milho. Na última semana de 2018, produtores tinham colhido 2% da área.

Segundo o levantamento, 44% das lavouras estão em condições boas, 39% são consideradas médias e 17% ruins. As lavouras em piores condições são as que terão perda de produtividade. A avaliação de qualidade é semelhante à verificada na semana anterior, mas está muito abaixo das condições da “safrinha” de 2018/19, quando 82% das lavouras eram consideradas boas.

No trigo, o plantio avançou sete pontos percentuais na variação semanal, para 89% da área estimada no Paraná —maior Estado produtor da cultura. Em relação à safra passada, no entanto, a semeadura está levemente atrasada, dois pontos percentuais abaixo da média registrada nesta época, de acordo com o Deral.

Fonte: Reuters
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Notícias Mercado

Vendas para China preveniram choque nas exportações, diz Guedes

Para ministro, Ásia compensou queda nas vendas para outras regiões

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Divulgação

A recuperação rápida da economia de diversos países da Ásia, especialmente a China, impediu que a pandemia do novo coronavírus provocasse um choque nas exportações brasileiras, disse na segunda-feira (10) o ministro da Economia, Paulo Guedes. Segundo ele, o “apetite” asiático compensou a queda nas vendas para os Estados Unidos, a Europa e a Argentina.

O ministro participou de uma reunião virtual do Fórum de Incentivo à Cadeia Leiteira, promovido pela Frente Parlamentar da Agropecuária. Durante o encontro, Guedes disse que, graças ao consumo da Ásia, as exportações brasileiras fecharam o primeiro semestre quase estáveis em relação ao mesmo período de 2019.

De janeiro a junho, o Brasil vendeu US$ 102,43 bilhões ao exterior, valor 6,4% inferior ao do mesmo período de 2019. Segundo os números mais atualizados do Ministério da Economia, divulgados nesta segunda-feira, as exportações somam US$ 125,74 bilhões até a primeira semana de agosto, recuo de 6,2% em relação ao mesmo período do ano passado pelo critério da média diária.

A balança comercial – diferença entre exportações e importações – registra superávit de US$ 32,08 bilhões até a primeira semana de agosto. O resultado é 16,3% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando o saldo positivo estava em US$ 27,59 bilhões.

Os saldos crescentes na balança comercial registrados nos últimos meses estão ocorrendo porque, com a alta do dólar e a crise econômica, as importações estão caindo mais que as exportações. Até a primeira semana de agosto, as compras do exterior somavam US$ 93,66 bilhões, com recuo de 11,5% em relação ao mesmo período de 2019 também pelo critério da média diária.

Preços agrícolas

No encontro, o setor leiteiro apresentou reivindicações para que o governo lide com a queda nos preços para o produtor. O ministro da Economia informou que a melhor maneira de lidar com as flutuações no preço do leite consiste em estimular o fornecimento de seguros mais sofisticados contra as oscilações.

O secretário de Política Econômica da pasta, Adolfo Sachsida, disse que o governo trabalha com três instrumentos para conter as flutuações e dar mais previsibilidade para os preços agrícolas. Ele citou o fortalecimento dos seguros, o oferecimento de instrumentos de mercado financeiro e a consolidação de um banco de dados de custos regionais.

Sobre os mecanismos de mercado, Sachsida informou que o governo discute com o Banco do Brasil o fornecimento de contratos de balcão (contratos de investimentos futuros fora da bolsa de valores) para que o produtor possa comprar opções que “garantam preços futuros à frente”. Ele não informou uma data para a adoção da medida.

Por meio de contratos de opções, o produtor se protege de eventuais quedas de preços, com o governo assumindo o prejuízo. Caso o preço suba para além do nível fixado, o contrato perde a validade, e o produtor pode vender o alimento a preços de mercado. Esse mecanismo é aplicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Fonte: Agência Brasil
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Notícias Estimativa

Em julho, IBGE estima alta de 3,8% na safra de 2020

Estimativa de julho eleva recorde da safra para 250,5 milhões de toneladas

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Arquivo/OP Rural

A safra nacional de grãos deve chegar a 250,5 milhões de toneladas e bater novo recorde em 2020, segundo as estimativas de julho do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgadas na terça-feira (11) pelo IBGE. Isso representa um aumento de 3,8% na comparação com a colheita de 2019, com mais 9,0 milhões de toneladas.

A soja deve ter crescimento recorde de 5,9%, o que corresponde a 120,1 milhões de toneladas. “A produção da leguminosa só não deve ser maior devido à produção gaúcha, que caiu em 7,3 milhões de toneladas, em relação ao ano passado, por conta da estiagem prolongada. A produção de soja no Rio Grande do Sul foi estimada em 11,2 milhões de toneladas”, disse o analista de Agropecuária do IBGE, Carlos Antônio Barradas.

A produção do milho é outro destaque que, embora menor que a do ano passado, deve chegar a 99,8 milhões de toneladas em 2020. “Demandas internas e externas elevadas têm mantidos os preços do produto em patamares elevados, estimulando maiores investimentos nas lavouras de milho, principalmente no Paraná e na região Centro-Oeste”, comentou o analista.

Barradas também lembra do trigo, cuja estimativa de produção está 41,0% maior e deve gerar 7,4 milhões de toneladas. Ele afirma que as perdas decorrentes das estiagens em algumas regiões devem ter influenciado produtores a aumentar os investimentos nas lavouras de inverno, como forma de recuperar os prejuízos.

“Com a valorização do dólar, os preços do trigo no mercado interno aumentaram, melhorando as perspectivas quanto à rentabilidade do produto. Motivados por essa conjuntura favorável, os produtores ampliaram as áreas de plantio, bem como os investimentos em tecnologia de produção”, explicou o analista de Agropecuária do IBGE.

Na comparação mensal, a variação de 1,3% da safra de grãos decorre do milho 2ª safra (2,2 milhões de toneladas), do trigo (416,7 mil toneladas), da soja (231,3 mil toneladas), do arroz (196,0 mil toneladas), da aveia (70,5 mil toneladas) e do feijão 3ª safra (48,5 mil toneladas).

Centro-Oeste deve colher 118 milhões de toneladas

O IBGE projeta crescimento na produção de grãos em quase todas as regiões do país. No Centro-Oeste, maior produtor, deve aumentar 5,8%, somando 118,0 milhões de toneladas. Outras altas estão previstas para o Nordeste (13,9%), Norte (9,6%) e Sudeste (7,9%). No Sul, segundo maior produtor, a colheita deve recuar 3,8% (74,3 milhões de toneladas).

Fonte: Agência IBGE
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Notícias Mercado

Santa Catarina retoma crescimento nas exportações de carne de frango

No último mês, Santa Catarina faturou US$ 122,5 milhões com as exportações do produto, um aumento de 16,4% em relação a junho

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ave de corte
Arquivo/OP Rural

Segundo maior produtor de carne de frango do Brasil, o estado retoma o crescimento nos embarques em julho. No último mês, Santa Catarina faturou US$ 122,5 milhões com as exportações do produto, um aumento de 16,4% em relação a junho. Os números são divulgados pelo Ministério da Economia e analisados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa).

“O agronegócio é uma das grandes forças de nossa economia. Com o crescimento das exportações mostramos a força dessa cadeia produtiva tão importante para Santa Catarina, mesmo em um período de tantos desafios”, destaca o governador Carlos Moisés.

O bom resultado de julho se deve ao aumento expressivo nos embarques para a Holanda, que se tornou o maior comprador no último mês com US$ 21,2 milhões – 139,2% a mais do que em junho e 48,5% a mais do que em julho de 2019.

“A avicultura é um dos grandes destaques do agronegócio catarinense. Nossos produtos chegam a mais de 130 países e o setor gera empregos e renda ao longo de toda cadeia produtiva. Encerramos o mês de julho com boas notícias nas exportações e com a expectativa de crescimento na demanda interna”, ressalta o secretário de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural, Ricardo de Gouvêa.

No mês passado, os maiores compradores da carne de frango produzida em Santa Catarina foram Holanda, Japão, China e Arábia Saudita.

Acumulado do ano

A carne de frango é o principal produto da pauta de exportações de Santa Catarina. De janeiro a julho deste ano, o estado embarcou 578,4 mil toneladas do produto, faturando aproximadamente US$ 916,4 milhões.

No acumulado do ano, os resultados ainda são menores do que aqueles registrados em 2019. O analista da Epagri/Cepa, Alexandre Giehl, explica que aconteceram mudanças em alguns mercados importantes, como no caso do México, onde as cotas de importação de carne de frango brasileira com tarifas reduzidas se esgotaram já no início do ano, o que tirou a competitividade do produto.

“Apesar desse cenário negativo nas exportações, a situação é relativamente estável no setor, pois as empresas adequaram a produção logo nos primeiros meses da pandemia, temendo uma queda nas vendas. A perspectiva é de que a demanda no mercado interno siga elevada no segundo semestre, pois é provável que muitos consumidores substituam outras carnes de maior valor, principalmente bovina e suína, pela carne de frango”, explica Giehl.

Diferenciais de Santa Catarina

Santa Catarina é reconhecida internacionalmente pela qualidade do seu agronegócio e o cuidado com a sanidade animal e vegetal. É o único estado brasileiro reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como área livre de febre aftosa sem vacinação e área livre de peste suína clássica. Na área vegetal, o estado é livre de Cydia pomonella, considerada o pior inseto praga da fruticultura, e também do Moko da Bananeira. As ações de defesa agropecuária são executadas pela Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), com o apoio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa).

Fonte: Assessoria
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