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Colheita da soja avança para 88% da área total cultivada no Rio Grande do Sul
Colheita das lavouras semeadas em novembro e início de dezembro já foi finalizada e os produtores aguardam a maturação plena das áreas implantadas a partir de meados de dezembro para realizar a operação.

O ritmo de colheita da soja avançou de forma significativa, favorecido pela manutenção de condições climáticas estáveis, como dias ensolarados, tempo seco e ausência de precipitações, proporcionando a adequada execução da operação, assim como da logística de transporte. De acordo com o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar na última quinta-feira (30), a área colhida atinge 88%, persistindo certa desuniformidade na maturação das lavouras, embora se observe melhora na qualidade dos grãos colhidos nas últimas semanas.
A colheita das lavouras semeadas em novembro e início de dezembro já foi finalizada e os produtores aguardam a maturação plena das áreas implantadas a partir de meados de dezembro para realizar a operação. Entre as lavouras remanescentes, 11% encontram-se em estágio de maturação fisiológica e 1% ainda em enchimento de grãos.
Após três semanas de precipitações escassas, a umidade dos grãos reduziu-se rapidamente, situando-se entre 12% e 13%, beneficiando o processo de debulha natural, tanto nas lavouras quanto no molinete das máquinas colhedoras. Como medida de mitigação de perdas, os produtores têm estendido os turnos de colheita até o início da noite ou contratado serviços terceirizados, visando reduzir riscos decorrentes de eventuais períodos chuvosos, que comprometeriam a qualidade do produto em campo.
Nas regiões onde ocorreu a redução na produção em função da estiagem, algumas áreas arrendadas para o cultivo de soja estão sendo objeto de renegociação, com ajustes nas condições contratuais, incluindo a concessão de descontos nos valores de arrendamento.
Milho

Fotos: Freepik
O avanço da colheita das lavouras de milho tem sido pouco expressivo, uma vez que, nas principais áreas produtoras do cereal, a operação já foi realizada em janeiro. Restam plantios em unidades produtivas de menor escala, onde é comum a permanência prolongada das plantas no campo, mesmo após a maturação fisiológica. Esse manejo é motivado por limitações na infraestrutura de armazenagem nas propriedades e pelos elevados descontos aplicados pelas cerealistas para secagem de grãos com alta umidade.
A área colhida alcançou 90%. Restam 6% maduras ou em maturação e 4% em enchimento de grãos. O clima seco e de temperaturas acima da média para o período beneficiou as lavouras, promovendo maior acúmulo de graus-dia e potencializando o progresso das fases fenológicas, especialmente as reprodutivas. Também contribuiu para maior eficiência metabólica e, consequentemente, para o desempenho produtivo.
Milho Silagem
A colheita de milho silagem avançou conforme a evolução fenológica das lavouras e a chegada ao ponto ideal de corte – estágio em que a planta atinge a máxima produtividade de massa verde, com adequada proporção entre grãos e fração fibrosa. Estima-se que 91% da área foi colhida; 4% estão em início de maturação fisiológica; e 5% em enchimento de grãos.
Arroz
O período sem precipitações na maior parte dos municípios favoreceu o avanço da colheita do arroz, embora tenha intensificado a ocorrência de grãos com baixa umidade, resultando em elevados índices de quebra do cereal durante o beneficiamento. A área colhida está estimada em 91% da cultivada.
Próximo ao encerramento da safra, destaca-se a situação crítica das barragens utilizadas para irrigação, cujos níveis estão muito baixos, tornando imprescindível o retorno de chuvas volumosas no restante do outono e ao longo do inverno, para assegurar o abastecimento hídrico da próxima safra.
Feijão 1º safra

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
A primeira safra de feijão no Estado foi concluída. A estimativa de produtividade está em 1.838 kg/ha em uma área de 49.901 hectares.
Feijão 2ª safra
A colheita do feijão segunda safra evoluiu de 20% para 23%, beneficiada pelas condições climáticas, mas limitada pela quantidade de áreas maduras. A produtividade obtida está próxima a 1.300 kg/ha.
A cultura segue beneficiada pelas condições climáticas, como predomínio de tempo firme, elevada radiação solar e temperaturas amenas, durante as noites e manhãs, e mais altas ao longo do dia, o que favoreceu o desenvolvimento vegetativo, resultando em incremento de estatura das plantas. Contudo, a prolongada ausência de chuvas tem reduzido os níveis de umidade do solo, sendo necessárias precipitações para assegurar a manutenção do potencial produtivo.
A elevada umidade relativa do ar nas manhãs e a formação de orvalho ocasionaram a incidência de doenças fúngicas, como antracnose. Nessas condições, o manejo fitossanitário torna-se fundamental, sendo realizada algumas aplicações antifúngicas preventivas.

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Frísia realiza distribuição de R$ 7,2 milhões em resultados de produtos agrícolas
Recursos são repassados a 390 cooperados dos estados do Paraná e Tocantins.

A Cooperativa Frísia, que em 2025 completou 100 anos de história, irá realizar a distribuição de resultados de produtos agrícolas a 390 cooperados dos estados do Paraná e do Tocantins. O valor de R$ 7,2 milhões é fruto da entrega da produção às unidades da cooperativa, que retorna parcialmente aos cooperados.
Coordenador Comercial Grãos, Felype Brustolin Braga explica que esse valor é diferente das sobras estatutárias que os cooperados recebem anualmente. “A distribuição de resultados de produtos agrícolas, que estamos fazendo agora, não é obrigatória. A Frísia optou por essa realização como um benefício ao cooperado. Nada melhor do que devolver, proporcionalmente, o que os produtores ajudaram a construir”, explica.
Braga conta que não são todos os cooperados agrícolas que recebem essa distribuição, e que o repasse varia de acordo com a cultura, safra entregue e, principalmente, quando encerrada toda a entrega da produção da safra e sua consequente venda e expedição dos armazéns. “O cooperado recebe essa distribuição de acordo com a movimentação do produto entregue na cooperativa. A Frísia só pode fazer esse fechamento quando o cooperado vender toda a produção”, destaca.
O período de distribuição também varia de acordo com a comercialização total da produção. A distribuição de resultados de produtos agrícolas aconteceu constantemente ao longo dos últimos anos.
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Exportações do Paraná aceleram com salto de cereais e carnes
Crescimento acima de 100% nas vendas de cereais e altas expressivas em bovinos, suínos e itens industrializados reforçam o dinamismo do comércio exterior paranaense em 2025.

O Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) divulgou nesta quarta-feira (10) o , com base nos dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Um dos destaques é que nove mercadorias produzidas no Paraná registraram crescimento importante das exportações de janeiro a novembro de 2025, em comparação a igual intervalo do ano passado.
Nessa lista de produtos, destacam-se os cereais, com elevação das vendas externas de US$ 478 milhões para US$ 1 bilhão, o que resultou em uma alta da ordem de 109%. Em trajetória similar, as exportações estaduais de carne bovina in natura subiram 63%, saltando de US$ 114 milhões, nos onze primeiros meses de 2024, para US$ 187 milhões em 2025.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná
Além desses dois produtos, foram significativos os aumentos das exportações de carne suína in natura (41,2%), torneiras e válvulas (41%), tratores (38%), automóveis (37%), veículos de carga (34,4%), óleo de soja bruto (34%) e café solúvel (32%), o que evidencia a amplitude do dinamismo das vendas estaduais ao mercado internacional, incluindo desde mercadorias agropecuárias até itens industrializados de alto conteúdo tecnológico.
De acordo com Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, a diversificação das exportações paranaenses é fruto do crescente adensamento da estrutura produtiva local. “Observamos expansão das exportações de determinados produtos do agronegócio concomitante à forte ampliação das vendas de bens que agregam muito valor, como os do segmento automotivo, o que se deve sobremaneira à política estadual de atração de investimentos”, afirma.
O secretário do Planejamento , Ulisses Maia, destaca a ampla pauta de itens exportados, o que torna o comércio exterior paranaense menos vulnerável às oscilações internacionais. “Mesmo diante da elevação das barreiras tarifárias pelos Estados Unidos, alcançamos resultados muito relevantes no âmbito do comércio exterior, o que demonstra a competência dos exportadores do Estado”, diz.
Balanço
De janeiro a novembro o Paraná exportou US$ 21,6 bilhões em produtos, o sexto melhor resultado do Brasil e melhor do Sul. Os principais produtos foram soja em grãos (US$ 4,3 bilhões), carne de frango in natura (US$ 3,2 bilhões), farelo de soja (US$ 1,1 bilhão), açúcar bruto (US$ 1 bilhão) e cereais (US$ 999 milhões).
Os destinos comerciais mais frequentes dos produtos paranaenses foram China (US$ 4,9 bilhões), Argentina (US$ 1,7 bilhão), EUA (US$ 1,1 bilhão) e México (US$ 837 milhões). Um fator adicional é o crescimento do comércio com alguns países, como Argentina (59,5% em relação ao mesmo período do ano passado), Irã (47,7%), Emirados Árabes Unidos (35,9%), Paraguai (6,5%), Chile (2,6%) e Peru (9,1%).
Até novembro, a balança comercial paranaense está com saldo positivo de US$ 2,6 bilhões, fruto de US$ 21,6 bilhões em exportações e US$ 18,8 bilhões em importações (área dominada por fertilizantes, autopeças, óleos e combustíveis, e produtos farmacêuticos).
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C.Vale conquista Faixa Ouro no Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão
Reconhecimento nacional destaca a maturidade da gestão, a governança e o compromisso da cooperativa com práticas eficientes e sustentáveis.

A C.Vale foi reconhecida nacionalmente ao conquistar o Prêmio SomosCoop Excelência em Gestão, promovido pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB). A cerimônia de entrega foi realizada na terça-feira (09), em Brasília (DF), e reuniu cooperativas de todo o país avaliadas por um rigoroso processo que incluiu o preenchimento de questionários técnicos e auditoria independente.
O prêmio, que destaca boas práticas de gestão e governança, é dividido em três faixas: ouro, prata e bronze; e coloca em evidência organizações que se destacam pela maturidade de seus processos, eficiência administrativa e foco em resultados sustentáveis.
Na edição deste ano, a C.Vale alcançou a Faixa Ouro na categoria Compromisso para a Excelência, posicionando-se entre as melhores cooperativas do Brasil.
Representada na solenidade pelo gerente do Departamento Jurídico, Joberson de Lima Silva, a cooperativa celebrou o reconhecimento como um marco institucional. O presidente do Conselho de Administração, Alfredo Lang, ressaltou a importância do prêmio para a trajetória da organização. “Esse reconhecimento nos orgulha muito pelo rigor com que é concedido e por incentivar a elevação contínua do padrão de gestão e governança empresarial”, afirmou Lang.
Para a C.Vale, o resultado reflete o trabalho coletivo de colaboradores, associados e lideranças, reforçando o compromisso da cooperativa com a excelência operacional e o desenvolvimento sustentável de suas atividades.



