Notícias Média de 200 sacas/alqueire
Colheita do milho safrinha em Marechal Cândido Rondon tem produtividade 15% maior
Milho de 2ª safra também supera a safrinha de 2021 com 30% mais qualidade. Extremos de produção nas lavouras é particularidade neste ano.

Aos poucos, o milho safrinha vai “deixando” as lavouras de Marechal Cândido Rondon (PR) e região. De acordo com o agrônomo Cristiano da Cunha, cerca de 90% das áreas já foram colhidas no município e os 10% restantes devem ser retirados ainda neste mês.
“Até dia 30 finalizamos o milho safrinha em Marechal Rondon. A previsão do tempo, que não indica chuva para os próximos dias, deve favorecer essa finalização da colheita”, expõe ao O Presente.

Engenheiro agrônomo Cristiano da Cunha: “Até dia 30 finalizamos o milho safrinha em Marechal Rondon. A previsão do tempo, que não indica chuva para os próximos dias, deve favorecer essa finalização da colheita” – Foto: Raquel Ratajczyk/OP
Índices positivos
Nesta resta final, já é possível avaliar e diferenciar a safra atual da de 2021: os índices são positivos, afirma o profissional. Até o momento, o ganho de produtividade é de 15% em comparação com a safrinha do ano passado. “O ano passado teve geada, o que acometeu muitas lavouras de milho, principalmente as áreas mais tardias. Então, com toda certeza temos um ganho de produtividade por não sofrer com esse fenômeno”, pontua.
“A média de produtividade está em torno de 200 sacas de milho por alqueire, porém os extremos apareceram de maneira muito relevante essa safrinha, tendo áreas ultrapassando 300 sacas e outras com produtividade bastante baixa, menos de 100 sacas por alqueire”, menciona.
A não ocorrência de geadas e o clima favorável são fatores primordiais para a qualidade dos grãos, avalia Cunha. “Temos um ganho bastante acentuado em relação à qualidade do grão, porque não ocorreu geadas. É perceptível que mesmo em áreas que produziram pouco havia grão de qualidade, assim como nas lavouras que tiveram alta produtividade. De modo geral, a qualidade é 30% superior à qualidade do milho safrinha em 2021”, compara.
Preços favoráveis
No que diz respeito aos preços, o engenheiro agrônomo destaca que, em 2021, o milho estava em R$ 100 a saca, enquanto atualmente a commodity “gira” na casa dos R$ 75.
“O milho tem consumo interno e é o cereal mais usado nas rações, tanto para aves quanto para suínos e gado de leite. Ainda estamos com um bom preço, acima da média histórica e mantendo uma saúde na cadeia produtiva. Assim se remunera bem o produtor e deixa margem para quem precisa consumir esse milho”, enaltece.
Regional de Toledo
Na área abrangida pela Regional de Toledo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (Seab), segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), a colheita atingiu, até o momento, o índice de 92%, com milho de boa qualidade.

Técnico do Deral, Paulo Oliva: “A safra 2021/2022 está muito boa. Vale observar que na safra anterior, devido à estiagem e geadas de forte intensidade, a produção foi diretamente afetada, o que culminou em perdas de 51% da produção na época” – Foto: Divulgação
“A safra 2021/2022 está muito boa. Vale observar que na safra anterior, devido à estiagem e às geadas de forte intensidade, a produção foi diretamente afetada, o que culminou em perdas de 51% da produção na época. Agora, a produção está dentro das expectativas dadas pelo departamento”, afirma o técnico do Deral, Paulo Oliva.
Em todo o Paraná, o milho safrinha ocupa 2.718.678 hectares, com produção estimada em 14.659.614 toneladas – o que deve ser atualizado na quinta-feira (25).
Na Regional de Toledo da Seab há 429 hectares de milho safrinha com produção estimada de 2.338.050 toneladas.
Soja
Com a safrinha indo bem, Cunha salienta que o plantio de soja deve começar dentro do prazo. “O produtor está preparando as áreas para receber o plantio da soja após a primeira semana de setembro, caso haja chuvas que deem condições para essa semeadura”, adiantou ao O Presente.

Notícias
Coamo investe em industrialização e avança para o mercado de bioenergia
Novo passo dessa estratégia é a construção de uma indústria de etanol de milho, um empreendimento que promete agregar ainda mais valor à produção dos cooperados e ampliar a participação da cooperativa no mercado de bioenergia.

No mês Internacional do Cooperativismo, a Coamo, maior cooperativa de produção da América Latina destaca a construção de um modelo de desenvolvimento baseado em investimentos constantes e na industrialização da produção. O mais novo passo dessa estratégia é a construção de uma indústria de etanol de milho, um empreendimento que promete agregar ainda mais valor à produção dos cooperados e ampliar a participação da cooperativa no mercado de bioenergia.
Quem observa a estrutura da Coamo atualmente talvez não imagine que tudo começou em 1970, quando um grupo de produtores rurais buscava mais força para comercializar sua produção. Com o passar dos anos, a cooperativa compreendeu que produzir era apenas parte da missão. Era necessário transformar essa produção em novos produtos, conquistar mercados e criar oportunidades para os cooperados.
Trigo
A industrialização começou em 1975, com a aquisição de um pequeno moinho de trigo. O processo avançou para a soja, com a implantação de indústrias de esmagamento, e também para o algodão, com a instalação de uma fiação que permanece em atividade até hoje. No caso do milho, a primeira etapa da industrialização ocorreu com a produção de rações, sempre com o objetivo de ampliar o valor da matéria-prima entregue pelos cooperados.
Ao longo de mais de cinco décadas, a industrialização tornou-se uma das principais estratégias de crescimento da Coamo. Mais do que receber a produção dos associados, a cooperativa passou a transformar matérias-primas em produtos com maior valor agregado, fortalecendo sua presença nos mercados nacional e internacional.
Estratégia
Atualmente, a Coamo conta com 12 indústrias em operação e mais duas em construção: a de etanol de milho, em Campo Mourão, e a de biodiesel, em Paranaguá. Com isso, a cooperativa chegará a 14 unidades industriais.
O parque industrial transforma milho em etanol e rações; soja em óleos, margarinas e farelos; café em produtos industrializados; algodão em fios; e trigo em farinha e misturas para bolos. Todo esse processo tem como finalidade agregar valor à produção dos cooperados.
Mas o processo de expansão continua forte. Em Campo Mourão, a Coamo constrói um dos maiores investimentos de sua história: a indústria de etanol de milho. Atualmente, cerca de mil trabalhadores atuam no canteiro de obras. Mas quando entrar em operação, a unidade receberá diariamente milho produzido pelos cooperados para transformá-lo em etanol e outros produtos de valor agregado. A expectativa é produzir 750 mil litros de etanol por dia, além de 510 toneladas de DDGS e 36 toneladas diárias de óleo de milho.
“Todo o milho processado será proveniente dos cooperados. A planta deverá consumir aproximadamente 1.700 toneladas de milho por dia, o equivalente a cerca de 15% de todo o volume recebido atualmente pela cooperativa. A obra já alcançou cerca de 50% de execução, considerando projetos e construção. A expectativa é que a operação tenha início no primeiro trimestre de 2027”, explica Airton Galinari, presidente executivo da Coamo.
Além do etanol hidratado, utilizado diretamente nos veículos, a unidade produzirá etanol anidro, destinado à mistura na gasolina. Também serão fabricados produtos voltados à nutrição animal, como DDG, DDGS e WDG, amplamente utilizados em rações para bovinos.
“A nova indústria representa mais um passo na transformação da cooperativa, que deixa de atuar apenas como comercializadora de grãos para se consolidar também como produtora de biocombustíveis e ingredientes para alimentação animal”, diz Galinari.
Os investimentos em bioenergia não param por aí. Em Paranaguá, a Coamo está implantando uma indústria de biodiesel, destinada a industrializar o óleo bruto produzido pela cooperativa. O objetivo é agregar ainda mais valor à matéria-prima e ampliar a atuação nos mercados nacional e internacional.
Com a entrada em operação das novas unidades, a cooperativa passará a atuar de forma definitiva no segmento de bioenergia, produzindo etanol e biodiesel.
“Para os cooperados, cada nova indústria representa mais alternativas para a produção agrícola. Quanto maior a capacidade de transformação dos produtos do campo, maior é a geração de riqueza dentro do próprio sistema cooperativista”, afirma Divaldo Correa, diretor Industrial da Coamo.
Segundo ele, a industrialização permite que a cooperativa remunere melhor os produtos entregues pelos associados, especialmente quando matérias-primas como o milho são transformadas em produtos de maior valor agregado, como etanol e farelos. Além disso, os resultados gerados pelas indústrias retornam aos cooperados na forma de sobras distribuídas ao final de cada exercício.
A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.
Notícias
Copacol lidera ranking nacional de co-manufatura entre mais de 21 mil empresas
Cooperativa paranaense ficou em primeiro lugar no CPG Leaders 100 após ampliar portfólio por meio de parcerias que movimentaram R$ 184,7 milhões em 2025.

A Copacol lidera o primeiro ranking nacional que mede a capacidade das empresas de bens de consumo de crescer via co-manufatura, o CPG Leaders 100, produzido pela GrowinC, plataforma que conecta marcas a fabricantes terceirizados. A cooperativa paranaense que vem crescendo continuamente e atingiu R$ 11,1 bilhões de faturamento ano passado ficou à frente de 21 mil empresas mapeadas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: “Esse é um modelo investido pela Copacol no decorrer dos anos e que trouxe maior participação de mercado, com nossa marca nas gôndolas em diferentes corredores das principais redes supermercadistas
Embora esteja diretamente ligada a produção de aves, peixes, suínos e leite, a Copacol buscou estratégias para ampliar o portifólio, indo muito além para garantir espaço e aproveitar a rede logística. Além de tilápia e frango, uma infinidade de produtos com a marca da empresa fazem parte da rotina dos consumidores, sempre com qualidade e segurança. “Esse é um modelo investido pela Copacol no decorrer dos anos e que trouxe maior participação de mercado, com nossa marca nas gôndolas em diferentes corredores das principais redes supermercadistas. Prezamos por parcerias que cooperem com resultados para todos os envolvidos e possam garantir uma diversidade de alimentos saudáveis nas mesas dos consumidores”, afirma o diretor-presidente da Copacol, Valter Pitol.
São 50 produtos Copacol desenvolvidos em parceria com empresas que mantêm rigorosamente o padrão de qualidade. Só ano passado, a Cooperativa revendeu 11.455 mil toneladas em alimentos dessa procedência, que movimentaram R$ 184,7 milhões.
Entre os 12 fornecedores, dois são da Bélgica e da Holanda, outros dez de diferentes estados brasileiros, impulsionando setores e incentivando a produção de alimentos em diferentes regiões do País. O ranking desenvolvido pela GrowinC avalia a capacidade de crescer, inovar e escalar operações de co-manufatura para acelerar lançamentos, ampliar portfólio e construir redes produtivas resilientes.
Top 10 do CPG Leaders 100
A Copacol ficou à frente de algumas das maiores multinacionais do setor: 1 Copacol (85,6) 2 Unilever (82,2) 3 Linea (80,6) 4 JBS Brasil (80,2) 5 Native Orgânicos (79,9) 6 Nestlé (79,8) 7 Catupiry (79,5) 8 Korin Agropecuária (77,9) 9 Mondelez (77,7) 10 Mais Mu (75,4).
Das quase 170 mil inovações e lançamentos de produtos rastreados pelo estudo ao longo das últimas três décadas, cerca de 30 mil itens foram produzidos por meio de parcerias terceirizadas. Isso significa que quase 1 a cada 5 novos produtos (18%) que chegam às gôndolas brasileiras já são fabricados sob o modelo de co-manufatura.
Metodologia

Sede e complexo industrial em Cafelândia
O CPG Leaders 100 é o primeiro ranking anual dedicado a medir a capacidade de empresas de bens de consumo embalados crescerem por meio da co-manufatura. O estudo analisou 168.992 lançamentos de produtos de alimentos e bebidas realizados no Brasil entre 1996 e 2026, dos quais 29.938 foram produzidos por meio de parcerias de co-manufatura.
Ao todo, 21.094 empresas foram rastreadas. Para esta edição, 135 organizações atenderam aos critérios mínimos de elegibilidade. A metodologia considera três pilares: Escala (50%) Inovação (25%) e Network (25%). A pontuação final varia de 0 a 100 e busca medir a capacidade das empresas de utilizar a co-manufatura como instrumento de crescimento, inovação e expansão de mercado.
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Entregas de fertilizantes crescem 1,6% no primeiro quadrimestre
Alta nas entregas foi impulsionada pela demanda da segunda safra de milho, mas abril registrou desaceleração nas compras para a safra de verão.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 12,30 milhões de toneladas entre janeiro e abril de 2026, alta de 1,6% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram comercializadas 12,11 milhões de toneladas. Os dados foram divulgados pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA).
O resultado positivo do quadrimestre foi sustentado pela demanda registrada nos três primeiros meses do ano, impulsionada principalmente pela segunda safra de milho. Em abril, no entanto, o ritmo de entregas perdeu força. No mês, foram comercializadas 2,54 milhões de toneladas, volume 6% inferior ao registrado em abril de 2025, indicando o início das compras para a safra de verão em um cenário mais cauteloso.
Mato Grosso liderou as entregas no período, com 3,06 milhões de toneladas, o equivalente a 24,9% do volume nacional. Na sequência aparecem São Paulo (1,39 milhão de toneladas), Paraná (1,33 milhão), Goiás (1,31 milhão) e Minas Gerais (1,05 milhão).
Produção nacional recua 14,4%
A produção brasileira de fertilizantes intermediários seguiu em trajetória de queda no primeiro quadrimestre. Entre janeiro e abril, foram produzidas 1,92 milhão de toneladas, redução de 14,4% frente às 2,24 milhões de toneladas registradas no mesmo intervalo de 2025.
Em abril, a produção alcançou 510 mil toneladas, volume 9,2% inferior ao do mesmo mês do ano passado.
Segundo a ANDA, a retração está relacionada principalmente ao aumento dos custos do enxofre, insumo utilizado na fabricação de fertilizantes fosfatados e que vem acumulando sucessivas altas no mercado internacional.
A entidade ressalta ainda que parte da produção nacional pode não ter sido capturada no levantamento em razão de mudanças societárias e da retomada de operações em algumas empresas.
Importações permanecem em patamar elevado
As importações de fertilizantes intermediários totalizaram 11,21 milhões de toneladas no primeiro quadrimestre, praticamente estáveis em relação ao mesmo período de 2025, quando o Brasil importou 11,26 milhões de toneladas, retração de apenas 0,4%.
Em abril, as compras externas atingiram 3,05 milhões de toneladas, alta de 10,4% na comparação anual. De acordo com a ANDA, o desempenho também foi influenciado pela demanda da segunda safra de milho.
Paranaguá concentra um quarto das importações
Principal porta de entrada de fertilizantes no país, o Porto de Paranaguá recebeu 2,84 milhões de toneladas entre janeiro e abril, volume 6,5% menor que o registrado no mesmo período de 2025.
Apesar da redução, o terminal respondeu por 25,4% de todas as importações brasileiras de fertilizantes no quadrimestre, segundo dados do Siacesp/MDIC.




