Empresas Avicultura
Cobb-Vantress debate manejo de incubação para melhor qualidade de pintainhos
Empresa realizou série de 10 webinars, que encerrou no dia 15 de junho

O médico veterinário e assistente técnico da Cobb-Vantress, Guilherme Seelent, com 12 anos de experiência da indústria avícola, destacou estratégias de manejo na incubação para melhorar a qualidade dos pintinhos. A incubação é a etapa que antecede o alojamento das aves nas granjas produtoras de carne de frango. Se não for bem executada, produzindo pintinhos de alta performance, todo o processo restante sofrerá perdas, defendeu o especialista.
Seelent lembrou que a incubação ganha cada vez mais espaço na vida de um frango de 2,5 quilos, que passou de cerca de 24% na década de 1990 para 36% atualmente. “Ou seja, a incubação representa mais que um terço do processo”, disse. Ele pontuou fatores que devem ser inabaláveis, como melhor eclosão possível, menor mortalidade, livre de contaminação, peso aos sete dias, com menor custo possível.
Desafios da incubação incluem, segundo Seelent, aumento do calor embrionário, aumento no número de embriões nas máquinas, inconsistência no tamanho dos ovos, sistemas inadequados de calefação e refrigeração. “Necessitamos fazer uma melhor gestão da carga de calor embrionário”, pontuou.
Na sala de ovos, o acondicionamento adequado dos ovos é a primeira preocupação, com temperatura adequada e de forma uniforme em toda a sala, posteriormente a classificação da matéria-prima. A manutenção da temperatura para evitar que os ovos suem é um ponto crítico que deve ser observado. Suando, os ovos estão mais propícios a contaminações e mortalidade embrionária.
A temperatura nas salas de ovos muda de acordo com o estoque do ovo. Quanto maior o estoque, menor deve ser a temperatura da sala de ovos. É preciso prestar atenção também, destacou Seelent, na diferença de temperatura dentro de uma mesma máquina de incubação. Para o médico veterinário, calor, temperatura, umidade, fluxo de ar e espalda (girar os ovos). “A incubação é sobre conforto térmico. Toda a avicultura é sobre conforto térmico”, frisou, mostrando estudos que comprovam que temperaturas elevadas, acima de 101oF ou 38,3oC, afetam o desempenho e qualidade da ave.
De acordo com ele, o ideal é ter um lote por carga em máquinas de estágio múltiplo, separar as incubadoras pela idade de reprodutoras (jovem, média e velha), evitar máquinas incompletas, além de garantir ventilação, umidade e pressão ideal nas salas.
Segundo Seelent, é preciso entender também o comportamento de nascimento dos pintinhos, que é definida como janela de nascimento, para evitar estresse e desidratação dos animais. Ainda, frisou, é preciso dar atenção especial para mantê-los confortáveis, com temperatura entre 39,7oC e 40,3oC, em etapas importantes: 12 horas antes do tempo desejado de retirada, no momento da retirada, durante o envio e na chegada à granja. “Precisa ser um ajuste fino (nessas etapas) para que não tenhamos alta mortalidade”, sintetizou.
Em sua apresentação, também deu destaque à qualidade do umbigo, que vai refletir não somente em mortalidade, mas também no ganho de peso nos dias seguintes. Quanto mais fechados os umbigos nos primeiros dias, melhor, orientou.
O médico veterinário ainda destacou a importância da manutenção dos equipamentos usados na incubação para manter a qualidade dos pintinhos. De maneira geral, no entanto, frisou como fundamentais a “qualidade da matéria-prima, temperatura da casaca, perda de umidade, rendimento dos pintinhos (67 a 69%), janela de nascimento e temperatura de cloaca (39,7 a 40,3°C).
O webinar promovido pela Cobb, uma das maiores fornecedoras do mundo em genética de aves, teve a participação de profissionais de países de Argentina, Brasil, Peru, Equador, Chile, Bolívia, Guatemala, Venezuela, Colômbia, México, Panamá e Uruguai.
Este debate sobre manejo de incubação para melhor qualidade de pintainhos teve a moderação do diretor Associado de Serviço Técnico da Cobb na América do Sul, Marcus Briganó, do diretor Associado de Marketing da Cobb na América do Sul, Cassiano Bevilaqua e do gerente Sênior de Serviço Técnico da Cobb-Vantress na América do Sul, Luciano Keske.
Esta apresentação, realizada através da plataforma Zoom, fez parte de uma série de 10 webinars realizados pela empresa, que encerraram no dia 15 de junho.

Empresas
Topigs Norsvin reforça equipe de produção no Sul e Sudeste com novos coordenadores
Profissionais assumem gestão de multiplicadores no Paraná, São Paulo e Santa Catarina com o objetivo de elevar a excelência técnica e garantir entrega de valor superior aos parceiros

A Topigs Norsvin, referência mundial em genética suína, anuncia a expansão de seu time técnico no Brasil com a contratação de dois novos coordenadores de Produção. Beatriz Quadros e Daniel Cruz chegam para fortalecer a assistência aos parceiros multiplicadores nas regiões Sul e Sudeste, reportando-se diretamente à gerência da área.
A movimentação faz parte de uma estratégia de fortalecimento do capital humano da companhia, visando alinhar performance genética com responsabilidade sanitária e bem-estar animal. Segundo o diretor de Produção da Topigs Norsvin, Leocir A. Macagnam, a chegada dos profissionais tem o objetivo de complementar as competências do time existente.
“O foco central é buscar resultados zootécnicos superiores, alicerçados no envolvimento das pessoas e na produção de suínos reprodutores de alta qualidade genética e sanitária. Com perfis altamente qualificados e experiências consolidadas em campo, a Beatriz e o Daniel atuarão no engajamento e capacitação das equipes nas granjas”, destaca.
Foco estratégico no Paraná e São Paulo
Responsável pelas regiões do Paraná e São Paulo, Beatriz de Carmo de Quadros é graduada em Zootecnia pela USP e cursa atualmente Mestrado Profissional em Produção e Sanidade Animal. Com 11 anos de experiência na suinocultura, a executiva traz uma bagagem focada em diagnóstico técnico e habilitação de equipes.
Em sua nova função, Beatriz supervisionará o desempenho de multiplicadores, garantindo que a produção de fêmeas atenda aos rigorosos padrões da empresa. “Meu foco será atuar de forma estratégica e técnica para assegurar que cada granja alcance suas metas com eficiência, qualidade e consistência. Isso inclui orientar as equipes, apoiar na tomada de decisão e monitorar indicadores”, afirma a nova coordenadora.
Ela ressalta ainda que sua experiência prévia será vital para a cultura de melhoria contínua da Topigs Norsvin. “Espero promover uma gestão próxima, colaborativa e orientada a resultados, fortalecendo o trabalho do time comercial e elevando a satisfação dos clientes finais”, completa Beatriz.
Gestão intensiva em Santa Catarina
Assumindo a coordenação da regional de Santa Catarina, Daniel Moreira Pinto Cruz é médico-veterinário com sólida trajetória em gestão de produção intensiva e passagens por grandes empresas do setor, como Smithfield Foods e JBS. Seu perfil é marcado pela especialização em conceitos de Saúde Única (One Health), compliance sanitário e metas ESG.
O foco do novo coordenador será a gestão conjunta do programa genético com os parceiros, assegurando a disponibilidade de animais de alta qualidade fenotípica nos prazos previstos. “Acredito que minha experiência trabalhando em grandes empresas nacionais e internacionais do ramo, juntamente com a grande expertise dos meus colegas técnicos da Topigs e parceiros multiplicadores, serão decisivos para impulsionar os avanços técnicos que desejamos”, projeta Daniel.
Entre suas atribuições, está também o desenvolvimento das equipes das granjas multiplicadoras alinhado aos objetivos estratégicos da companhia. “Espero contribuir de forma ativa para a evolução de nosso melhoramento genético e indicadores produtivos”, finaliza.
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Nematoides e carrapatos oferecem grande risco a bezerros e vacas em período de pós-parto
Adoção do manejo adequado para o controle dos inimigos da pecuária proporciona impacto produtivo e econômico na propriedade

A produtividade de uma fazenda pecuária com vacas no pós-parto é desafiada pela ação de diversos parasitas, como nematoides e carrapatos. “Caso as matrizes estejam infestadas por vermes, a contaminação ambiental ganha força pela intensa eliminação de ovos no bolo fecal”, informa o médico-veterinário Felipe Pivoto, gerente de Serviços Técnicos para Bovinos e Equinos da Vetoquinol Saúde Animal.
Com condições favoráveis, os ovos eclodem e a propriedade entra num ciclo vicioso de alta proliferação dos parasitas. Jovens e com o sistema de defesa em construção, os bezerros ficam ainda mais expostos aos vermes, que não enfrentam nenhuma resistência para parasitá-los. Uma vez parasitados, os bezerros sofrem severos impactos em termos de crescimento e ganho de peso, com efeito claro no índice de peso ao desmame.
Entre os principais prejuízos causados pelo parasita ao bezerro estão: diarreias, anemia, redução crítica da conversão alimentar, aumento na taxa de mortalidade e perda de peso e cenário favorável para a infestação ambiental – já que os bezerros infectados depositam ainda mais ovos no ambiente.
“Os carrapatos trazem tantos problemas quanto os nematoides. O pós-parto demanda muita energia da vaca, direcionada para sua recuperação física e produção de leite para o recém-nascido. Em caso de infestação por carrapato, a matrizes sofrem perdas fisiológicas importantes, devido a espoliação sanguínea, inflamação cutânea, estresse e desconforto. Fatores que reduzem a eficiência metabólica da vaca, a qual compromete a produção de leite”, explica o veterinário. Com menos acesso ao leite, os bezerros tendem a apresentar menor ganho de peso, atraso no desenvolvimento corporal e, consequentemente, menor peso ao desmama quando comparado aqueles oriundos de matrizes com infestação de carrapato controlada.
“O pecuarista conta com ferramentas eficazes para enfrentar esses problemas e controlar as infestações, como o Contratack® Injetável. O produto é desenvolvido pela Vetoquinol Saúde Animal”, indica Lucas Croffi, gerente de produto da Vetoquinol.
Contando com a ação conjunta dos princípios ativos fluazuron e ivermectina, Contratack® Injetável inibe o desenvolvimento de carrapatos e é altamente efetivo contra verminoses, o que o indica para vacas em períodos de cria. Seu uso protege as matrizes de infestações dos parasitas e garante o fornecimento do leite em quantidade e qualidade ideais para ter bezerros saudáveis.
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Cobb reconhece a Avícola Warnes por alcançar o melhor lote de produção no território boliviano
O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.

A Cobb-Vantress, empresa de genética avícola mais antiga em operação no mundo, realizou uma cerimônia oficial na Bolívia para reconhecer a Avícola Warnes por ter alcançado o melhor lote de produção de Ovos Totais (OT), em 2024. O resultado evidencia a excelência da empresa em manejo e sua capacidade de atingir indicadores técnicos.
A Avícola Warnes é uma empresa boliviana com ampla trajetória na produção avícola, reconhecida por seu foco técnico, disciplina operacional e compromisso permanente com a eficiência e a melhoria contínua. Seu sólido desempenho fez com que ela se tornasse uma referência no setor avícola do país.
O prêmio foi entregue por Rodolfo Solano, gerente regional da Cobb para Peru, Bolívia e Equador, em um evento que contou com a presença do Dr. Néstor Oropeza, proprietário da Avícola Warnes, bem como dos profissionais Dr. Sevriche e Dr. Daza e de membros da família, que celebraram essa importante conquista.
“Os excelentes resultados da Avícola Warnes são consequência de uma gestão altamente eficiente e da correta implementação das recomendações técnicas fornecidas pela Cobb, o que permitiu que a empresa aproveitasse o potencial genético e alcançasse indicadores de desempenho excepcionais. O desempenho da empresa em 2024 consolida sua posição como referencial técnico no mercado boliviano”, afirma Solano.



