Empresas
Cobb-Vantress anuncia novo incubatório e ampliação de granja com investimentos de mais de R$ 70 milhões
Em ritmo de expansão, investimentos no país chegam perto de R$ 200 milhões para atender aos mercados do Brasil e da América Latina.

A Cobb-Vantress anuncia a construção de um incubatório e a ampliação da produção de bisavós e avós no Estado de Minas Gerais para atender a demanda do mercado brasileiro, além de outros países da América Latina. Com o incubatório construído no município de Prata, na região do Triângulo Mineiro, e a ampliação das granjas na mesma região, os investimentos chegam a R$ 70 milhões, sendo R$ 50 milhões na unidade do incubatório e R$ 20 milhões na ampliação da granja, anunciou o médico veterinário e diretor Geral da Cobb-Vantress para América Latina e Canadá, Bernardo Gallo.
A iniciativa faz parte de aportes que chegam próximos de R$ 160 milhões no país anunciados pela companhia no ano passado e que fazem parte da estratégia de expansão dos negócios da Cobb-Vantress no Brasil e em toda a América Latina, destaca o médico veterinário e diretor de Produção da Cobb-Vantress na América do Sul, Eduardo Costa. “Essa fase do projeto prevê a construção de um incubatório de ovos férteis com a finalidade de produzir aves matrizes de um dia para a produção de frango de corte, atendendo ao mercado nacional e exportações”, explica o executivo.

O diretor Geral da Cobb-Vantress para América Latina e Canadá, Bernardo Gallo
Gallo lembra que a empresa já vinha registrando crescimento orgânico nos últimos anos e viu uma aceleração da sua expansão de mercado desde o final de 2020, quando lançou o macho reprodutor mais eficiente do mercado. “Nosso crescimento na América do Sul, que já vinha em bom ritmo, aumentou bastante a partir da introdução do CobbMale. Com excelentes resultados em ganho de peso diário, conversão alimentar e rendimento de carcaça, esta ave teve uma aceitação acima das expectativas”, afirmou.
A iniciativa reflete o momento do setor, que tem visto crescimento das exportações brasileiras de carne de frango e de material genético avícola, de acordo com a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal).
Incubatório
Em uma área de 16 hectares adquiridas na cidade de Prata, a companhia está construindo uma unidade de produção de pintos de um dia para atender a América Latina. Na mesma propriedade, a Cobb está construindo um centro de distribuição visando maior agilidade e biosseguridade no fornecimento de insumos para outras unidades da empresa no estado.

O diretor de Produção da Cobb-Vantress na América do Sul, Eduardo Costa
A medida deve ampliar a capacidade total de incubação da empresa na América Latina e com possibilidade de expansão. O objetivo é absorver a produção das granjas de Minas Gerais, que já estão em obras, para expandir a sua capacidade produtiva. A nova planta deve gerar mais de 50 empregos diretos na região, estima Costa. “Com este novo incubatório, localizado estrategicamente às margens da Rodovia Transbrasiliana (BR-153), que corta o país desde a fronteira do Rio Grande do Sul com o Uruguai até Marabá, no Pará, vamos favorecer a logística para atender clientes ao longo do país”, salienta Costa.
Tecnologia de última geração
As estimativas para o início da operação são para julho do ano que vem. A nova planta será uma unidade mais moderna, com incubadoras de última geração e sistema de automação. “É um incubatório com tecnologia de ponta e com capacidade para expandir no futuro. O projeto desse incubatório foi concebido de forma modular, onde é possível expandi-lo quando necessário”, disse Costa.
Biosseguridade, sustentabilidade e bem-estar animal
Biosseguridade, sustentabilidade e bem-estar animal foram os conceitos primordiais que direcionaram esse projeto. Ele foi elaborado por uma extensa equipe multidisciplinar composta pelo corpo de especialistas da empresa nas áreas de meio ambiente, bem-estar animal, segurança ocupacional, serviços veterinários, engenharia, produção de granjas e incubatórios. “Nós não economizamos tempo nem energia nos estudos desse projeto. Exploramos toda a expertise do corpo técnico da Cobb e das empresas parceiras para garantir que todos os detalhes fossem considerados”, ressaltou o executivo.
Segundo ele, as incubadoras foram dimensionadas especialmente para o tamanho do negócio, por isso são menores, visando a qualidade do produto e o tamanho do lote. “Dimensionamos os nossos equipamentos de acordo com tamanho dos lotes, customizando de acordo com a realidade dos nossos clientes”.
Biossegurança
A biossegurança foi palavra-chave deste projeto, a começar pela escolha da localização da planta, destacou Gallo. “Primeiro fizemos um estudo grande na região para certificar que não havia criação de aves ou suínos num raio de segurança. Os conceitos de biosseguridade foram considerados em todas as fases do projeto, desde o fluxo externo, com uma robusta estrutura para higienização e manutenção dos veículos de transporte de ovos, pintos, fluxo interno dos colaboradores, sistema de ventilação, rede de esgoto e destinação de resíduos”.
Incubatório em Números:

Além da construção de um incubatório, a Cobb anunciou a ampliação da produção de bisavós e avós no Estado de Minas Gerais para atender a demanda do mercado brasileiro, além de outros países da América Latina
Área total construída: 4.153 m2 de produção, sem considerar a área de apoio externa
Tempo de estudo do detalhamento da planta: 12 meses
Investimentos: mais de R$ 50 milhões
Atendimento: Brasil e países da América do Sul.
Ampliação de Granja

Em uma área de 16 hectares adquiridas na cidade de Prata, a Cobb está construindo uma unidade de produção de pintos de um dia para atender a América Latina
A ampliação de uma Granja destinada a produção de ovos bisavós, que são, de fato, as bisavós, do frango de corte, faz parte destes investimentos anunciados pela Cobb. A iniciativa, que prevê a construção de dois núcleos de produção de aves bisavós, deve ampliar a capacidade de produção de avós da companhia, além de gerar cerca de 25 empregos diretos e vários outros indiretos, estima Costa.
Com o objetivo de expandir o fornecimento de avós para abastecer as granjas da Cobb no Brasil, na Colômbia, no Peru, na Argentina e outros países da América Latina, “cada núcleo vai contar com quatro galpões com sistema de ventilação tipo túnel conectados por um corredor sanitário que liga a área de vestiário e apoio aos galpões onde estão as aves sem contato com áreas externas, mitigando risco de contaminação dos plantéis”, encerrou Costa.
Sobre a Cobb-Vantress
Líder global em genética avícola, a Cobb-Vantress é a empresa mais antiga deste setor com mais de 100 anos de mercado. Com sede em Siloam Springs, no estado de Arkansas, nos Estados Unidos, está presente em mais de 120 países e se consolidou como uma das principais fornecedoras de matrizes de frangos de corte e serviços técnicos para a avicultura. Para contribuir com o desafio de alimentar o mundo com uma fonte de proteína animal de qualidade, saudável e economicamente viável, a empresa promove investimentos robustos em pesquisas e tecnologias para fornecer genética de ponta e melhoramento contínuo.

Empresas
Boehringer Ingelheim anuncia Filipe Fernando como novo diretor da unidade de Aves e Suínos
Executivo segue interinamente na liderança de Grandes Animais para garantir a continuidade dos negócios.

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia uma movimentação estratégica em sua estrutura diretiva no Brasil: Filipe Fernando assume a diretoria da unidade de negócios de Aves e Suínos. O executivo, que vinha liderando com sucesso a área de Grandes Animais, retorna à unidade onde construiu grande parte de sua sólida trajetória de oito anos na companhia, agora com a missão de acelerar o crescimento e a inovação em dois dos setores mais dinâmicos do agronegócio global.
Para garantir a total continuidade dos projetos em andamento, o atendimento aos clientes e a estabilidade do mercado de bovinos e equinos, Filipe Fernando continuará responsável interinamente pela diretoria de Grandes Animais neste período de transição. A companhia já iniciou um processo seletivo público para a sucessão da vaga de Grandes Animais, assegurando uma passagem planejada e estruturada nos próximos meses.
“Assumir a unidade de Aves e Suínos é um passo muito significativo dentro da Boehringer Ingelheim. O mercado de proteína animal vive um momento de forte evolução tecnológica e sanitária, e estou entusiasmado para liderar nosso time rumo a novos patamares de produtividade, biosseguridade e bem estar animal. Paralelamente, sigo totalmente focado e comprometido com a equipe e parceiros de ruminantes e equinos, liderando a transição de forma transparente e garantindo que nossas soluções e suporte de campo continuem com o mesmo padrão de excelência de sempre”, afirma Filipe Fernando.
Com formação em Medicina Veterinária (UEM), mestrado e doutorado em virologia (UNESP), MBA em marketing (USP) e especialização em imunologia e vacinas por Harvard, Filipe traz uma bagagem técnico-científica e de negócios robusta para consolidar a liderança da Boehringer Ingelheim nos setores de aves, suínos, bovinos e equinos.
Empresas Produção agropecuária
Sicoob reúne lideranças do cooperativismo para debater o futuro do agronegócio
17º Workshop Produtor Rural, promovido pelo Sicoob, reuniu especialistas e autoridades para discutir crédito rural, seguro, sustentabilidade e os desafios da Safra 2026/2027

O Sicoob reafirmou o compromisso de disponibilizar R$ 70 bilhões em crédito rural para a Safra 2026/2027 durante o 17º Workshop Produtor Rural, realizado nos dias 14 e 15 de julho, em Brasília. O encontro também celebrou os melhores resultados da história da instituição no agronegócio, com R$ 59,5 bilhões liberados em financiamentos ao produtor rural na safra 2025/2026 — maior volume já registrado pelo sistema — e uma carteira agro que alcançou R$ 95 bilhões.
O evento, que é um dos principais fóruns de discussão do cooperativismo financeiro voltado ao agronegócio, reuniu dirigentes de cooperativas, especialistas e representantes do governo federal. Ao longo de dois dias, os participantes debateram a evolução do seguro rural, os desafios regulatórios, a segurança jurídica, a sustentabilidade e as perspectivas do Plano Safra, além de compartilhar estratégias para ampliar a competitividade das cooperativas e fortalecer o atendimento aos produtores rurais.
“Esse encontro visa valorizar o produtor rural e celebrar nossos resultados. Mais do que reconhecer conquistas, este é um momento para fortalecer nossa atuação e reafirmar o compromisso permanente do Sicoob com o desenvolvimento do agronegócio”, destacou o presidente do Conselho de Administração do Centro Cooperativo Sicoob (CCS), Miguel Ferreira.
O executivo ressaltou ainda a dimensão da atuação do Sicoob no campo. Atualmente, a instituição reúne mais de 10 milhões de cooperados e, desses, mais de 600 mil são produtores rurais.
O presidente do Conselho de Administração do Sistema OCB, Márcio Lopes de Freitas, destacou a importância das políticas públicas para o financiamento da produção agropecuária e reconheceu o trabalho realizado pelas equipes técnicas responsáveis pela construção do Plano Safra. Segundo ele, preservar instrumentos públicos de apoio ao crédito rural é fundamental para garantir o desenvolvimento do setor.
O dirigente também fez uma reflexão sobre os desafios do cooperativismo diante do crescimento desse ecossistema. “O cooperativismo evoluiu, tornou-se mais sólido e profissional, e os números demonstram isso. Mas nosso diferencial é a nossa essência, de trabalhar com propósito, com o coração. Vamos fazer o melhor ano rural, com criatividade, focado nos resultados, mas sem esquecer nossa razão maior que é o cooperado”, disse. O dirigente ainda ressaltou que o tratamento tributário conferido às cooperativas pela Constituição Federal representa uma responsabilidade adicional para que o modelo continue gerando benefícios concretos aos cooperados e às comunidades.
Crescimento sustentável
O diretor de Desenvolvimento Comercial do Sicoob, Marcelo Carneiro, destacou que a carteira agro do Sicoob cresceu cerca de 70 vezes em 17 anos. O aumento da carteira agro, segundo ele, acompanha a evolução dos próprios cooperados. “A expansão do crédito e das soluções para o agronegócio somente é possível porque o sistema mantém o produtor rural no centro da estratégia de negócios. Quando o cooperado prospera, toda a comunidade cresce junto”.
Carneiro ressaltou que o próximo passo é ampliar a presença do Sicoob em toda a cadeia do agronegócio, oferecendo soluções cada vez mais completas para fortalecer a competitividade das cooperativas e dos cooperados.
Integração para fortalecer o crédito rural
Um dos destaques da programação foi o painel sobre o Plano Safra 2026/2027, que reuniu representantes do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), Ministério da Fazenda, Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e Banco Central.
O debate reforçou a importância da atuação integrada entre governo, instituições financeiras e cooperativas para garantir a continuidade das políticas públicas de financiamento, ampliar o acesso dos produtores ao crédito e assegurar a sustentabilidade do financiamento ao agronegócio.
Durante o encontro, representantes do governo destacaram o diálogo permanente com o cooperativismo na construção do Plano Safra e ressaltaram o papel das cooperativas financeiras na interiorização dos recursos e no fortalecimento da produção rural em todas as regiões do país.
Segurança jurídica, sustentabilidade e seguro rural
A programação também dedicou espaço aos temas considerados estratégicos para a expansão sustentável do crédito rural. Os participantes discutiram a evolução do mercado de seguro rural, os desafios regulatórios e a necessidade de modernização do ambiente de negócios para ampliar a proteção aos produtores e reduzir riscos das operações.A segurança jurídica e a sustentabilidade foram destacadas como pilares estratégicos para a expansão da carteira agro do Sicoob e para o cumprimento da meta de R$ 70 bilhões em crédito rural na Safra 2026/2027. Para Bruno Rodrigues, gerente Jurídico do Sicoob, a atuação integrada entre as áreas jurídica, comercial e de monitoramento fortalece a gestão de riscos, aumenta a eficiência operacional, amplia a capacidade de atendimento das cooperativas e contribui para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.
Parceria estratégica
Outro destaque do workshop foi o fortalecimento da parceria entre o Sicoob e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que completa 27 anos. O gerente de Fomento e Relacionamento com Instituições Financeiras do banco, Cláudio Rabelo, destacou que o cooperativismo financeiro se consolidou como parceiro estratégico do BNDES na democratização do acesso ao crédito rural e no desenvolvimento regional. Atualmente, as cooperativas respondem por 31% do volume financeiro e 72% do número de operações realizadas pela instituição em todo o país. “Foi a aproximação com o cooperativismo que fez com que a gente pudesse melhorar nossos serviços e produtos”.Na última safra, o sistema liberou R$ 4,7 bilhões em operações do BNDES Rural, crescimento de 33% em relação ao ciclo anterior. Ao todo, foram realizadas cerca de 33 mil operações, que somaram mais de R$ 10 bilhões em aprovações.
Empresas
Marcos Teo encerra ciclo profissional na Kemin após uma década de contribuições para a operação na América do Sul
Executivo liderou a área de monogástricos, acompanhou a expansão da operação regional e deixa o cargo após mais de dez anos na companhia.

Após uma trajetória marcada pelo desenvolvimento de equipes, fortalecimento dos negócios e atuação na Kemin na América do Sul, o diretor Comercial para a linha de Monogástricos, Marcos Teo, encerrou sua carreira executiva na companhia e iniciou seu processo de aposentadoria.
Com mais de uma década de atuação na Kemin, Teo deixa um legado de dedicação e de contribuição para o fortalecimento da operação. Durante sua atuação, a operação da América do Sul expandiu-se para mais de três vezes seu tamanho original. Paralelamente, a unidade de monogástricos, liderada por Teo, alcançou um crescimento de aproximadamente 2,5 vezes em faturamento, refletindo a expansão consistente da unidade.
Ao ingressar na empresa como gerente de Serviços Técnicos para Monogástricos na América do Sul, aceitou o desafio de retornar a uma posição de perfil técnico, mesmo após anos ocupando cargos executivos. Ao longo de sua trajetória, assumiu novas responsabilidades, tornando-se gerente Regional de Vendas em 2017, diretor Adjunto de Vendas em 2018 e, a partir de 2019, diretor Comercial da área.
Entre as principais iniciativas lideradas por Teo estão o fortalecimento técnico da equipe comercial, ampliando a capacidade consultiva junto aos clientes; a criação de novas frentes estratégicas de atuação, como o desenvolvimento do negócio de grãos; e a consolidação do relacionamento com importantes empresas do setor, contribuindo para a expansão do portfólio e para o fortalecimento da atuação da companhia.
“Tenho muito orgulho da trajetória construída ao longo desses anos na Kemin. Mais do que os resultados alcançados, levo comigo a satisfação de ter trabalhado ao lado de pessoas extraordinárias e de contribuir para o desenvolvimento de uma equipe preparada para os desafios do futuro. A empresa continuará sua história porque conta com profissionais altamente capacitados e comprometidos”, afirma Marcos Teo.
Para a Kemin, a trajetória do executivo representa um importante capítulo na consolidação da companhia na América do Sul.
“Marcos Teo deixa um legado que vai muito além dos resultados. Sua liderança foi determinante para o fortalecimento da operação na região, para o desenvolvimento de pessoas e para a construção de uma cultura voltada à inovação, proximidade com os clientes e crescimento sustentável. Agradecemos profundamente por sua dedicação ao longo dessa jornada e desejamos muito sucesso nesta nova etapa de sua vida”, destaca Rubens Castro, presidente da Kemin Agrifoods Latam.
A Kemin informa que o processo de sucessão para a posição está em andamento e que, em breve, anunciará o novo responsável pela liderança da área de Monogástricos na América do Sul.



